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Honestamente, não é isto que me interessa. Já percebi que há muitos debates pessoais, ou pelo menos há uma biografia longa a fazer de todos personagens para depois perceber a relação entre eles e talvez então discernir alguns factos, e interpretar outros que são públicos. Mas os conflitos na UFICS não são um assunto de interesse nacional, ou até são, só que perdem para mim interesse perante o outro assunto associado.
O que se passa na UEM? A Universidade Eduardo Mondlane é a principal instituição de formação superior de Mocambique, o que só por si lhe dá o estatuto de ser tema nacional. Mais ainda quando Mocambique é um país tão carente de quadros superiores. É por isto que o assunto me interessa. E pelo que me parece ser a situação neste momento.
Os alunos universitários entram como actores produtivos da sociedade Moçambicana já domesticados pelo sistema estagnado e corrupto que neste momento domina alguma parte da sociedade intelectual Moçambicana. Alunos universitários devem fazer a contribuição de renovar a sociedade intelectual, ser inovativos, criativos, e aparecer com capacidade técnica que permita por estas ideias em prática. Não defender o status quo. Muito menos quando é um status que privilegia um grupo mínimo da sociedade Moçambicana.
Não é só uma questão de justiça, também os mais ricos ganham se a qualidade de vida melhorar para todos. Os comerciantes passam a ter mais clientes. Os escritores ganham mais leitores. Os jornais podem vender para além de Maputo e Beira, e quem sabe sobreviver só com a publicidade que os comerciantes estão interessados em fazer. Um enorme ciclo cresce, e a qualidade de vida pode melhorar para todos(ok, excepto alguns que se vivessem numa terra com muitos quadros formados já estariam desempregados a algum tempo, mas vamos não definir a sociedade que queremos na base de interesses de camaradas mais pro medíocre que pro camarada!).
Eu não acho que nada disto possa acontecer se não for exigido. O profissionalismo dos jornalistas não melhora se o leitor não o exigir. O sistema de educação não melhora se o cidadão não o exigir. E por aí a fora. Por isso me interessa o conflito presente na UFICS, e diga-se na UEM. Por ser uma forma de exigir mais e melhor de todos. Pouco me interessa se o grupo x ou y sai beneficiado, se souber que o aluno sai mais bem formado.
Então as questões da UFICS, e UEM, como eu as vejo!
Resumo dos factos - para quem está interessado em detalhes. Esta é uma cópia dos factos como expostos na brochura do debate promovido pelo Metical.
Questões gerais que se põe? - perguntas especificas que gostaria respondidas.
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