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O que andam os jornalistas moçambicanos a fazer?

Supõe-se que a primeira obrigação de um jornal como o Savana, o Domingo e até jornais diários é contar-nos o que se passa. Mas nenhum o fez. Houve entrevistas, houve comentários e descrições breves sobre os acontecimentos. Acima de tudo, não houve em nenhum meio de comunicação uma descrição do que se passa na UEM, ou na UFICS, sem ser por meio de detalhes. Para perceber o que me contavam, ou não questiono, e já não confio nos jornalistas a este ponto, ou teria que já saber tudo e mais alguma coisa para depois avaliar a historia que me queriam contar.

Eu faço parte do publico. Estou habituada a políticos contarem-me meias verdades, e as partes interessadas de uma questão apresentarem só os factos que lhes interessam. Mas, e não é por acaso que os jornalistas tem aparecido como a profissão mais credível e respeitada pelo público no Ocidente em vários estudos, espero que os jornalistas me informem sobre o que se passa, não que virem também partes das variadas telenovelas da sociedade em que vivem. No entanto, na questão da UFICS, e não só, os meios de comunicação social viraram outro personagem desta complicada história.

Não estou interessada em saber quando x espirrou, ou o que y disse a z quando se encontraram no corredor da Universidade. Reconheço a importância de tais factos, mas o tempo para ler o jornal é limitado, e quero puder sentir que sei mais ou menos o que se passa, sem ter que dominar milhares de factos.Espero que os jornalistas façam para mim a destinção do que é essencial e o que não o é!


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