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E agora os finalmentes!...As perguntas!

São só dois tópicos. Há muitos mais, nomeadamente a forma de contratar novos professores, as questões de democracia interna e muitas outras. Eu fico-me pelas perguntas que sei fazer…

1. No tema de transparência na gerência da UEM há varias simples perguntas e questões a por.

Enquanto não tiver respostas, e acesso aos relatórios mencionados, não considero as sugestões de abusos de poder, e uso impróprio de fundos da UEM desacreditadas, independentemente da dose de telenovela que os docentes ou a reitoria me ofereçam via comunicação social.

2. O segundo tema tem a ver com um personagem específico que é permanentemente comentado, ou sussurrado, mas nunca mencionado formalmente. Segundo algumas pessoas o Juarez de Maia, assessor do reitor, tem tido papel principal na relação do reitor com a comunicação social, e tem um papel proeminente naquilo que alguns consideram a corte de Brazão Mazula. Não querendo entrar nestes debates gostava de saber o seguinte:

Porquê a curiosidade sobre o Juarez? Acima de tudo porque quase todas as pessoas com quem falei sobre o conflito na UFICS ou sobre o Brazão Mazula na UEM mencionaram o Juarez e no entanto a comunicação social, que criou protagonistas do conflito como Gulamo Tajú por exemplo, não refere nunca Juarez como alguém com qualquer relevância. Porquê?

 

Algumas perguntas...

As minhas duvidas nada tem a ver com a legitimidade de quem levantou questões, com debates profundos como o racismo ou até com a questão de como gerir o sistema de educação em Mocambique. Não é que estes debates não devam ser feitos, eu é que não tenho cultura ou conhecimento dos factos suficiente para ter uma opinião. Tenho duvidas, e para já duvidas especificas e fáceis de serem esclarecidas se houver vontade de o fazer.

Antes de mais quero dizer que discordo da reacção de bastantes meios de comunicação que em vez de exigir respostas concretas, ou fazer perguntas directas tanto `a reitoria como aos docentes da UFICS que mais recentemente levantaram polémica na UEM, se limitaram a estender o microfone aos vários personagens que encontraram ou que se fizeram encontrar.

 

Outros pontos a comentar...

Assusta-me a falta de participação activa dos alunos, tanto na UFICS como na UEM de um modo geral. No caso da UFICS os alunos aparecem na história por ser usada a declaração escrita por Amorim Bila pelo reitor para justificar algumas atitudes, e pelos docentes para desacreditar estas mesmas atitudes. Sobre este assunto "escreverei" mais tarde.

Quero chamar atenção para o facto de os estudantes considerarem de um modo geral o discurso de racismo na UEM de uma forma de nos distrair a todos das questões levantadas e ficarem surpreendidos pelo protagonismo dado a tal questão pela comunicação social. Os alunos com quem falei, e foram alguns de variados grupos sociais e raciais, foram unanimes em sugerir que a UEM é uma instituição com muitos personagens com interesses próprios e este conflito na UFICS ser também o choque destes interesses.

Eu ainda não vi nada que me convença que não há professores na UFICS com interesses próprios. A sugestão de uma guerra de poder na UFICS parece-me perfeitamente credível. Mas também sei que há mais, e que pelo menos alguns dos professores da UFICS participam neste processo por acreditarem, e defenderem, valores académicos mais dignos e úteis para uma sociedade em construção como é a Moçambicana. Alguns destes serão punidos por levantar a voz, até expulsos da instituição que desejam honrar e dignificar. No entanto escolho acreditar que esta lição de frontalidade, e capacidade de lutar por convicções, dada por estes alguns professores, pode alterar o ciclo de estagnação intelectual que começa a atingir bastantes membros da sociedade Maputuense.


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