CAMINHEIRO
Geraldo Magela Pascoal
(Premiada com o 2º lugar, no Festival da Canção de Caratinga de 1970)
Nesta terra em que nasci,
Ganhei mundo e me cresci,
Me fiz gente prá viver,
Trovador prá não morrer.
Caminheiro
O meu mundo eu vou cantar.
Caminheiro
Vida é feita prá se amar.
Caminhei demais, não sei.
Já não olho mais prá trás
Na janela do meu peito
Fez-se dia, vou cantar...
Violão que diz quem sou,
Terra que me encontra e vai,
Cantador, vou despertar
A razão de ser quem sou.
Caminhando eu me encontrei,
Caminhando é que se faz.
Nos caminhos? Deixarei
Rosas brancas pela paz...
Caminheiro
O meu mundo eu vou cantar.
Caminheiro
Vida é feita prá se amar...
Vida é feita prá se amar...
Vida é feita prá se amar...
Vida é feita prá se amar...
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DEBUTANTES
Aut.: Geraldo Magela Pascoal
(Musica para as debutantes de Raul Soares do ano de 1971)
Na lembrança tão querida e abençoada,
Num jardim entre alegrias e prazer
Nós crescemos, construímos nossos sonhos
Como versos se abraçando na canção.
Para o mundo hoje abrimos nossas vidas
Como rosas vão se abrindo em botão.
Somos jovens, nos sentimos comovidas;
Nossos sonhos desabrocham na razão.
E queremos dar o pouco do que somos
Para a paz que de vizinha faz-se ouvir:
Nossa fé, nossa esperança, a gratidão.
Um sorriso de criança e um coração.
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GANGORRA
Geraldo Magela Pascoal
(Musica premiada com o 2º lugar no 1º Festival da Canção Popular de Raul Soares/1970)
A gangorra lá no parque aconteceu,
Balançando mais que o mundo prá viver,
Como tudo nesta vida a se incertar,
Como tudo nesta vida, vou dizer:
No balanço é que a mais pobre se esqueceu,
Que o vestido de natal não vai chegar,
E no olhar daquele em transe se entendeu,
Não se pensa mais na vida pra viver.
Gangorrei....
Gangorrei...
Quando em criança o meu corpo em flor
Vida em manhã olhando para o mar
Gangorrei
Meu pensamento agora trovador
Voltei à vida em versos a cantar.
Pois quem vai-e-volta nesta vida conheceu,
Conheceu também maneira de esquecer
O amor que neste mundo nunca vem
Ou a dor que vem mais vai no balançar.
Eu busquei no seu balanço, em bem sei,
A tristeza que em meu peito fez-se bem.
Porta abriu-se agora vou em paz buscar
Na roseira aquela flor que eu mais amei.
Gangorrei...
Gangorrei...
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Sonhos
Autor: Geraldo Magela Pascoal e Chris de Magalhães Pascoal
Vou caminhar,
Tenho a vida inteira
Pra viver essa aventura
Mas sei, porém, que,
Cada passo
Depende de um caminho.
Cada caminho, de uma dor.
Cada dor, de um grande amor.
Vou buscar
Quem sabe dentro de mim
Pois a poesia nasce é assim.
Cada soneto,
Depende de uma bela estrofe,
Cada estrofe, de um mero verso
Cada verso, de um grande poeta..
Vou sonhar
Tenho a vida inteira
Pra viver essa aventura
Mas sei, porém, que,
Cada sonho
Depende de uma luta
Cada luta, de uma esperança,
Cada esperança, de um sonhador
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Chuva
Autor: Geraldo Magela Pascoal
Chuva, chovendo na estrada,
Sonhando rios de amor...
Deus, eu tão só na varanda,
Buscando pranto sem dor..
Vento ventando na saia,
Vejo a menina, que amor.
Deixo a lembrança na praia
Esqueço o pranto e a dor.
Vento ventou na esperança
Vento ventou minha flor
Já vou de novo em criança
Morrer por mais um amor.
Compor mais uma modinha,
Ser outra vez trovador.
Pensar que ele a é só minha,
E só eu, sou seu amor...
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HOJE É CARNAVAL
Autoria: Geraldo Magela Pascoal e
Didi
(Premiada com o 1º lugar, no I Festival de Samba Enredo promovido
pela Liga das Escolas de Samba de Raul Soares, realizado em 11/12/99)
Hoje
Meu verso espera na avenida
Aquela sua fantasia
Que me encheu de ilusão.
Quero
Te ver de novo alegria
Cantando aquela melodia
Que me encantou o coração.
Saudade
É coisa que não tem idade
E quando chega pra valer
É porque tem liberdade
Tristeza
Nunca mais vai ter lugar
Eu não quero mais sofrer
Hoje eu quero é só cantar
Sorrir
Com você do meu lado e ser feliz
Esbanjando você para o mundo ver
Pois gostar de você é que é viver
Viver
Essa doce ilusão, essa magia,
Que o coração de todos contagia.
Esse samba, essa noite é só você.