GRUPO ELEGBARÁ KETU

ILÈ ASÉ IBÁ ILÈGBÁ
ELEGBARA KETU

Atabaques no Candomblé

O seu sucesso depende inteiramente da união de Èsù, dos Odú e de um bom Ori, quando você crê, você realiza!!! asé Asé asé Wó

ADABI - Bater para nascer é seu significado. Ritmo sincopado dedicado a Exú.

ADARRUM - Ritmo invocatório de todos os Orixás. Rápido, forte e contínuo marcado junto com o Agôgô. Pode ser acompanhado de canto especialmente para Ogum.

AGUERE - Em Yorubá significa “lentidão”. Ritmo cadenciado para Oxóssi com andamento mais rápido para Iansã. Quando executado para Iansã é chamado de “quebra-pratos”

ALUJÁ - Significa orifício ou perfuração. Toque rápido com características guerreiras. É dedicado a Xangô.

BRAVUM - Dedicado a Oxumaré .Ritmo marcado por golpes fortes do Run.

HUNTÓ ou RUNTÓ - Ritmo de origem Fon executado para Oxumaré. Pode ser executado com cânticos para Obaluaiê e Xangô

IGBIN - Significa Caracol. Execução lenta com batidas fortes. Descreve a viagem de um Ancião. É dedicada a Oxalufã.

IJESA - Ritmo cadenciado tocado só com as mãos. É dedicado a Oxum quando sua execução é só instrumental.

ILU - Termo da língua Yorubá que também significa atabaque ou tambor

BATA - Batá significa tambor para culto de Egun e Sangô . Ritmo cadenciado especialmente para Xangô. Pode ser tocado para outros Orixás. Tocado com as mãos.

KORIN- EWE - Originário de Irawo, cidade onde é cultuado Ossain na Nigéria. O seu significado é “Canção das Folhas”.

OGUELE - Ritmo atribuído a Obá. Executado com cânticos para Ewá.

OPANIJE - Dedicado a Obaluaiê, Onile e Xapanã. Andamento lento marcado por batidas fortes do Run. Significa “o que mata e come”

SATÓ – A sua execução lembra o ritmo Bata com um andamento mais rápido e marcado pelas batidas do Run. Dedicado a Oxumaré ou Nanã. Significa a manifestação de algo sagrado.

TONIBOBÉ - Pedir e adorar com justiça é o seu significado. Tocado para Xangô

Atabaques

De origem africana, usado em quase todos rituais afro-brasileiro, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacionados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa, empregados para convocar os Orixás.

O atabaque maior tem o nome de RUM o segundo tem o nome de RUMPI e o menor tem o nome de LE.

Os atabaques no candomblé são objetos sagrados e renovam anualmente esse Axé. São usados unicamente nas dependências do terreiro, não saem para a rua como os que são usados nos Afoxés, estes são preparados exclusivamente para esse fim.

Os atabaques são encourados com os couros dos animais que são oferecidos aos Orixás, independente da cerimônia que é feita para consagração dos mesmos quando são comprados, o couro que veio da loja geralmente é descartado, só depois de passar pelos rituais é que poderá ser usado no terreiro.

O som é o condutor do Axé do Orixá, é o som do couro e da madeira vibrando que trazem os Orixás, são sinfonias africanas sem partitura.

Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo RUM (o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é através do seu desempenho no RUM que o Orixá vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando o floreio do Rum. O Rum é que comanda o RUMPI e o LE.

Essa é a diferença entre o atabaque do candomblé e do atabaque instrumento musical comprado nas lojas com a finalidade de apresentações artísticas, que normalmente são industrializados para essa finalidade.

Poderíamos falar muito mais. Mas deixo aqui meu e-mail, telefone e endereço, para que entre em contato através do qual darei mais informações e orientações seguras e verdadeiras sobre esses assuntos.

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ILÈ ASÉ IBÁ ILÈGBÁ



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PAI - Paulo Ganga D'Èsù


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