Alem da vida, o Candomblé também exalta as forças da natureza. Muito antes de qualquer ecologista, nossos antepassados já as defendiam e cultuavam. As folhas, os rios e mares, os minerais, enfim, todos os elementos naturaiais que componhe a terra, são muito importante para nós. Temos que sentir os movimento da natureza, possuir o conhecimento do fogo, da Água, ds Terra, do ar, e também dos elementos que compoem.
a natureza comunica-se conosco, basta saber interpreta-lá. Ela nos auxilia, por exemplo, a saber de uma determinada oferenda esta sendo colocada no colocada no local adeguado, se não está faltando nada, se o tempo esta favoravel, se é preciso esper que algo aconteça antes de continuarmos, se o Orisá está satisfeito, enfim, são vários os detalhes que precisam ser observados para o sucesso do nosso trabalho. O Candoblé e uma Religião monoteísta,ou seja, crê em um único Deus, a que chamamos Òlòòrún para os "Iorubás", Zanbí para os "Bantus"; Os Orisás, foram criados por ele para ajuda-lo no processo de criação do mundo e de tudo o que nele existe. Este fenômeno extraordinário de sobrevivência cultural e de desenvolvimento de tradições massacradas pelo tráfico de escravos. Iorubás, Dahomenos, Fanti e Ashanti, Batus,, contribuiram de diversas maneiras para a religiosidade "Afro -Brasileira, introduzindo variantes rituais. A corrente "Jejé-Nagò", no entanto, constituiu-se como a principal referência estruturante apartir do século XIX. A vitalidades das tradiço~es Afro no Brasil evidencia-se por um modo particular de expansão. Não se restrigiu à afirmação dos limites de uma indentidade´tnica. a simbologia negra e a memória africana são fortimente reiteradas, com certeza, e oferecem uma fonte perene de elemento animadores dos movimentos negros. O negro não é; para os fieis, no entanto, a cor indentificadora da essência de sua religião. A Enfase ritual não é posta na história das destribalização, do tráfico da tremenda travessia oceânica ou da violência desagregadora nos trabalhos escravos. Os ritos do Candomblé pouco falam de história. Valoriza, sim, é a presença dos Orsás nos espaços sagrados, Assim como sua influência nas "cabeças" Orí e no comportamento das pessoas. O Candoblé dramatiza relações de uma dimensão cósmica, que se passam no tempo m´tico, compeensivo da vida como a conhecemos. Esta abertura mítica, combinada a dinâmica do catolicismo no Brasil, levou a que as verdades do Candomblé fossem percebidas como tais e eventualmente apreciadas por um vasto contigente de brasileiros, fossem eles Negros, Mulatos ou Bracos. O Candomblé sempre foi condenado pela Igreja, mas o mistério clerical nunca teve grande penetração entre a massa dos fiéis. foi perseguido pelo Estado e com violência ainda no período getulista, mais os policiais que invadiam os terreiros eram, eles próprios, com frequência, temerosos frequentadores dos mesmos.A perseguição diminuiu apartir dos "anos 50", dando mais liberdade para à multiplicação das casa de Culto e para sua frequentação. Movimentos culturaias passaram a enobrecê-los na Literatura, no Cinema, ou na Tv, emprestado-lhe um brilho que é atraente até mesmo para as elietes. A satisfação estética dos ritos dos Candomblé contribui. sem dúvida, para a atração que exerce nas pessoas em geral e, particulamente, nos meios artisticos. As cerimônias abertas de cada casa de culto têm a caracteritica de uma "festa". As atividades qie nelas se manifestaram não vêm para pregar ou distribuir conselhos. Vêm expressar a sua energia vital, dançando. Fazem isto de novo solene, seguindo uma estrita logica ritual, comparada pelo som dos atabaques e dos cantos. Vwstem-se com pompa e produzem um gestual codificado, indentificador de cada "Orisá". as festas terminam, invariavelmente, com um jantar aberto ao público, feito de comidas sagradas, relativas ao evento da noite.