Nome da fic: A Carta
Autor: Nielle
Pares: sem par. Intenção: Severus/Harry
Censura: tensão, sexo, violência
Gênero: Drama, Horror, Mistério, Ação/Aventura, Tema Adulto.
Avisos: Morte de um dos personagens
Desafio: Essa fic foi uma resposta ao Desafio 37 - Em algum lugar deve conter a
frase: Eu me apaixonei por você a partir da visão daquela sua cueca cinza, na
penseira. (jobis)
Resumo: Harry manda uma carta de amor para Snape, coisa q o irrita muito.
Agradecimentos: Susi, que digitou e corrigiu meus erros. Jobis que me inspirou.
Esta fic faz parte do SnapeFest, uma iniciatva do grupo SexySnape, e está arquivada
no site http://www.sexysnape.blig.com.br
A
Carta
Snape
se encontrava em sua masmorra naquela tarde primaveril. Estava de extremo mal
humor como normalmente depois de Ter corrigido as redações dos alunos do 5 º
ano de sua casa. "Um bando de idiotas", pensou ele, "Não se
fazem mais bons alunos". Agora ele passava para as redações da Grifinória
e sabia em seu íntimo que haveria notas muito melhores. Depois de ler a redação
de Hermione Granger, teve certeza. Tinha uns 30 cm a mais do que ele havia
pedido. "Genial! Ela se parece comigo" e se lembrou de como varava
noites escrevendo redações e como se esforçava para ser sempre o melhor...tudo
para Ter as melhores notas. "Infelizmente a Srta. Granger teve o azar de
Ter Severus Snape como professor..." e rabiscou como "Razoável"
no pergaminho. A veia de sua têmpora latejou quando leu o nome do aluno do
pergaminho seguinte:
"Pois
bem, Potter, vamos ver..." falou consigo mesmo. Seu desejo de uma vingança
merecida foi novamente despertado. E assim que leu a primeira linha, percebeu
que não se tratava de uma redação, mas sim de uma carta. Dizia:
"Caro
Professor Snape
Senhor,
estou aqui usando o espaço destinado à minha redação para escrever algo que
flui da minha mente neste momento. Não tive tempo de fazer meus deveres, pois
tenho pensado bastante no que vi na penseira." Snape gelou. "Mas não
pense que eu contei para alguém o que vi. Não! Nunca! Pelo contrário.
Analisando-a friamente, percebi o quão inútil tenho sido, quanto tempo tenho
perdido com ídolos errados. Sirius, meu pai, eles são uns idiotas, quer dizer,
foram.
Hoje sei o que realmente sinto, tenho nojo
de Ter escolhido a Grifinória. Deveria Ter deixado o chapéu seletor escolher
sozinho sem dar palpite. Agora estou arrependido, eu deveria estar na
Sonserina. Meu pai, aquele idiota, aquele energúmeno que se divertia humilhando
pessoas, que ódio! Que vergonha de ser filho dele. Eu já fui humilhado assim
como o senhor, até mesmo pelo o senhor, mas não me importo mais, o senhor pode
fazer o que quiser comigo. Eu nego o nome Potter de agora em diante, sou apenas
Harry Evans. Eu me apaixonei pelo senhor a partir do momento que vi sua
cuequinha cinza."
Os olhos de Snape estavam vermelhos de
horror. "Mas já que abdiquei do meu nome asqueroso, se o senhor deixar eu
poderia usar o seu. Imagine...Harry Snape."
Snape parou de ler, estava muito vermelho,
pegou a pena e sublinhou a parte da cara que dizia: "o senhor pode fazer o
que quiser comigo..." e com violência riscou um grande T no canto superior
da página. Depois saiu da sala derrubando tudo e fazendo um grande estrondo,
fechou a porta. Eram quase seis horas, quando chegou ao campo de quadribol onde
o time da Grifinória treinava.
"Potter!!!" – gritou Snape. Harry
o fitou de lá do alto quase sorrindo, mas não teve tempo de dizer o "meu
amor" que pretendia, pois uma luz verde o encantou e a última coisas que
ele ouviu foi Snape gritando "Avadra Kevadra" antes de escorregar da
vassoura e se estatelar no chão. E antes que alguém pudesse dizer qualquer
coisa, Snape gritou "Accio Firebolt" e saiu voando em direção ao
infinito.
Os alunos da Sonserina e poucas da Corvinal
estão muito tristes pela perda de seu insubstituível professor de poções. O
enterro de Harry Potter está marcado para amanhã ao entardecer. Até o térmico
desta mini-fic, o Ministério da Magia não foi informado do paradeiro de Severus
Snape.
FIM