Nome da fic: O Mistério dos Snape
Autor: Nielle
Email: nielleperry@hotmail.com
Casais: vários
Censura: não há lá grande coisa, se você leu os livros da Rowling pode ler isso aqui, é até mais ameno, mas estamos falando dos Snape.
Gênero: Romance /Aventura / Mistério (serio?)
Spoilers: do 5º livro, bem pequeno... logo no inicio, se você não leu, nem passe da 1ª linha
Sinopse: Harry encontra o diário de seu mestre de Poções e se vê envolvido numa trama que jamais irá esquecer.
Agradecimentos: A Susi que digitou a 1ª parte, à Jobis que parcialmente me inspirou, à Karla que betou. Ao Snape que por favor, sem comentários!!!
 Essa fic foi feita para o SNAPE FEST I!

 

O Mistério dos Snape

 

Capitulo 1 - O diário

O homem sentou-se à mesa e anunciou aos presentes, o que pretendia. Houve um murmurinho e uma senhora idosa pediu a palavra, todos silenciaram.
            - Pressenti há duas semanas que esse momento chegaria. Embora não concorde totalmente, penso que isso quitará nossa divida para com eles.
            - Mas que divida? Não dividiremos nossa casa com ninguém! - gritou um rapaz furioso.
            - Martin, você nem mora aqui? - disse a velha.
            - Eu sei que não, mas é humilhante.
            Varias pessoas concordaram. Aquilo significava que perderiam a privacidade e ainda teriam sangues-ruim perambulando pela casa.
            - É a única maneira de recuperarmos a credibilidade de anos atrás. - disse a velha fechando a questão, e olhando friamente o homem que havia falado primeiro. Este, desviando o olhar, deu um beijo longo na esposa e nos filhos e desaparatou.
 
                                                              ¨¨¨¨¨¨

 

Harry estava em seu quarto pensando que Sirius talvez não tivesse morrido, porque seu corpo não estava lá. "Talvez tivesse aparatado e estivesse muito fraco para voltar”. De repente, sua coruja Edwiges apareceu do lado de fora, ele abriu a janela e ela entrou encharcada. Harry ia fechar quando viu Pichi, a coruja que Rony ganhou de Sirius carregando um pacote maior do que ela. Ele arrancou o pacote e a pôs na gaiola de Edwiges para que descansasse.

"O que é isso? Ah... tem uma carta”.Ele desdobrou e leu:
 “Caro Harry, encontrei isso no QG na última vez em que fui lá. Ah! O QG não é mais lá, mudou-se porque... bem, você sabe! Estamos... é... não posso dizer. É um lugar que você não vai acreditar. Mas o que importa é que isso deve ser um diário como o de Tom Riddle. Eu não tentei ler. Acho que se for de Almofadinhas, você tem o direito de ler primeiro. Um abraço, Rony."

Harry estava feliz com a carta do amigo, mas agora estava curioso para saber onde era o novo QG. Ele abriu o pacote e dentro estava um livro grosso com todas as paginas em branco.Era definitivamente igual ao de Riddle ou apenas um caderno sem uso. Virou a capa procurando alguma inscrição e encontrou apenas as iniciais "SS & KS". Ele pegou a caneta tinteiro e rabiscou na primeira folha: "O que significa SS & KS?". A frase foi absorvida e em letra preta surgiu: "Se quiséssemos que você soubesse, teríamos colocado nossos nomes”.E sumiu.

Ele ia se desculpar quando novas palavras apareceram, só que em rosa cintilante:

            "Não seja grosso, que mal isso pode fazer? Antes pode escrever seu nome?" Harry pensou um pouco e escreveu "Harry Weasley".
            "Pois bem, estranho! Significa Severus Snape & Katherina Snape" apareceu em rosa e desapareceu.
            Ele estremeceu ao ler o nome do professor.
            "Vocês são irmãos?"
            “Não. Somos primos”.Respondeu a letra rosa.
            "Posso ler o diário?" Escreveu arriscando.
            "Não!" Escreveu Severus.
            "Pode sim, posso te mostrar..." a letra rosa apareceu e desapareceu.

Uma luz invadiu o quarto de Harry, e, de repente, ele estava em pé em outro quarto muito maior que o dele. Na parede mais próxima, um pôster de um time de Quadribol sorria para ele, Harry não sabia dizer qual, deveria ser local. Em cima de uma mesinha havia dois livros, o de cima com uma capa de couro "Ervas e Poções Extremamente Venenosas", o outro estava aberto, mas pelas imagens, ele deduziu que era um "Quadribol Através dos tempos" em versão mais antiga. As cortinas bege meio abertas, mostravam uma arvore frondosa do lado de fora. Harry teve a estranha sensação de estar em um bairro trouxa. Próximo a janela estava uma Comet 120. Também havia uma cama e em cima dela estava o provável dono do quarto. Um garoto com aproximadamente 11 anos lia uma carta, não uma carta qualquer: Hogwarts. "Snape" pensou Harry.

De repente a porta se abriu, assustando os dois:
            - Sevvieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!! - uma menina entrou gritando e pulando na cama espalhando tudo que estava em cima.
            - Kat! Eu já disse para parar de entrar assim! - disse Snape fingindo calma.
            - Hum... Carta de Hogwarts, isso explica porque tio Ark está de tão bom humor. Chegamos a pensar que você era um aborto. Ma-as... Se tudo der certo, e a gente subornar o cara que escolhe as casas, talvez você vá para a Sonserina. Por que você está me olhando assim? Ok.. ok, parei!
            Ficaram um pouco sem se falar e Harry pôde observar melhor a menina. Cabelos compridos, sedosos contrastando com o sebo do cabelo de Severus, olhos castanhos. Estava usando um vestido rosa, notava-se que era mais velha que ele.

Então a garota quebrou o silêncio:
            - Ai, nem acredito que você vai para Hogwarts. Malfoy já está me tirando do sério.
            - Lucius Malfoy? - ele perguntou.
            - O próprio! Todo rico, poderoso, todo chato e asqueroso. Lucius Malfoy...Nossa! Como ele enche a minha paciência. Acho que ele não associou o nome ainda. Ele não é muito esperto, sabe?
            - E eu entrando muda o quê? Vou ser calouro, mais novo...
            Harry estava estranhando a conversa, pensando então que Snape e Malfoy não eram amigos. A menina continuou balançando a cabeça:
            - É lógico que ele vai mexer com você, porque não iria? Mas ele não te conhece, aí se ele começar a ser insuportável demais conosco, a gente fala assim:
            - Oh! Lucius...Sabe de quem eu sou sobrinha e de quem ele é filho? Arkanius Snape!
Snape riu com a idéia.
            - Acho que o nome vai tremer na cabeça dele por dias...Mas acho melhor a gente não denunciar isso logo. Seria melhor a gente não mencionar o meu pai, vamos tentar desbancá-lo por nós mesmos, acho que temos talento para isso.- disse Snape sendo interrompido pelo homem que entrara no quarto.

            - Devo dizer que gostei de ter ouvido isso, Severus! Vocês dois têm talento para enfrentar aquele vermezinho. Harry olhou para o homem, era visivelmente parecido com Snape mais velho, só que ele tinha olhos azuis e os cabelos negros e oleosos quase até a cintura amarrados. Harry se lembrara rapidamente do homem que brigava com a mulher na lembrança de Snape. Era ele, o tal homem violento. Mas agora pousava calmamente, seu olhar nos entes sobre a cama.
            - Vim ver se estavam prontos para ir ao Beco Diagonal...

TOC..TOC...TOC! Harry fora arremessado para fora do livro, não sabia o porquê. TOC...TOC...
            - Harry, saía daí! - gritou Tia Petúnia à porta.
            - Oh! - Harry abriu a porta, sua tia já havia descido. Ele teve que lavar todos os pratos e panelas acumuladas. Exausto, voltou para o quarto, pegou o diário e escreveu:           

"Onde paramos?"
"Não interessa!"  Escreveu a letra preta.

Mas a luz invadiu o quarto e ele estava numa sala ao pé de uma escada. Havia uma mesa com doze cadeiras no centro da sala. Nela, Katherine e Severus depositavam sacolas cheias de livros e materiais. Harry percebeu que eles já tinham ido ao Beco Diagonal. Também notou um relógio muito parecido com o da Sra. Weasley, porém mais sofisticado: tinha doze ponteiros, seis apontavam para a placa ‘casa’. Harry notou também um elfo-doméstico se arrastando.
            - E então, estão com fome? - Uma mulher aparatou com uma bandeja cheia de biscoitos e depois gritou, - Amy, desça!
            E uma menina muito bonita com cabelos acaju desceu correndo se juntando ao grupo e quando viu Kat, disse:
            - Ah! Você também está aqui?
            - Caso você não tenha percebido, eu moro aqui! Severus riu. Amy pegou alguns biscoitos e voltou de onde veio.

            Uma luz piscou na frente de Harry e de repente, ele se viu na plataforma 9 ½ em frente ao Expresso Hogwarts. Ao seu lado, estava uma menina de cabelos acaju, mas não era Amy, era a sua mãe com onze anos. Harry a contemplou, mas parou um momento. Se sua mãe estava ali, é porque tinham falado dela no diário. Ele estava certo. Logo atrás dela estava Katherina com os longos cabelos deslizando pelos ombros.

            - O-lá! - ela disse num tom falso. Lílian virou-se assustada.
            - Oh! Olá!
            - Você é trouxa, não é? - perguntou Kat.
            - Do que me chamou? - perguntou Lílian muito tímida.
            - Trou-xa, humanos comuns. Não bruxos. Mas não precisa responder, eu já sei que é! - disse com desdém e virando-se disse: - Dez sicles, Sevvie!.
            - Com licença, vocês apostaram? - perguntou Lílian perplexa. Severus se aproximou entregando as moedas para a prima.
            - Se ela for para a Grifinória, você me dá vinte sicles. Se não te dou quarenta

            Lílian se irritou:
            - Não sou objeto de aposta, e não estou levando na brincadeira. Eu nem conheço vocês!
            Kat falou:
            - Bom, você pode apostar comigo que o Sevvie tem chance de ir para a Grifinória, mas eu aposto que com certeza o pai dele irá matá-lo se isso acontecer.
            - Não existe nem a mais remota possibilidade. - disse Snape entre dentes.
            - Pois eu acho que você vai para a Grifinória - arriscou a mãe de Harry.
            Kat ria.
            - Quer morrer sua trouxa idiota?
            Eles saíram de perto dela e ela gritou:
            - Ainda não sei seus nomes!!
            - E nem vai saber...- disse Severus quase para si mesmo. Kat estava rindo.

            Um pouco a diante, um homem louro não muito diferente de Lucius Malfoy evitava, ou parecia estar travando uma luta mental contra alguém por perto. E esse alguém era Arkanius Snape, que parou de atacá-lo quando as crianças se aproximaram. O homem respirou aliviado e saiu de perto.
            - Toda vez que encontro esse sujeito, me divirto.- disse Arkanius.
            - Porque vocês não entram no trem? Boa sorte neste ano vejo vocês no Natal! - E desaparatou.

Pouco depois os dois estavam em uma cabine dentro do trem. A porta se abriu e lá estava Lílian.
- Oh! Olá! Posso sentar aqui?
O ‘não’ foi geral.
            - Mas tem bastante espaço!
            - Não importa. Não vamos dividir com uma sangue-ruim como você! - Seus olhos marearam, e ela saiu. Kat falou para Severus:
            - Eu vou rir se ela for sua colega na Grifinória.
            - E eu vou rir se você passar meio ano na ala hospitalar, da surra que eu vou te dar se não parar de falar nisso! -  respondeu o menino.

            A cena mudou para o salão principal e o nome de Severus havia sido lido por McGonagall. Mal o chapéu se aproximou de sua cabeça, gritou:
            - Sonserina!
            Ele foi à direção à mesa e sentou-se perto da prima.
            - Você me deve vinte sicles!
Harry notou que Dumbledore ocupava o lugar do professor de DCAT. E a professora de Poções era ninguém menos que Megan Snape.
            - Tia Meg é a professora substituta de Lex Hecoir - disse Kat.
            - O quê? - disse Severus - Que ótimo, era tudo o que queria!
            - Não se preoculpe, Sevvie, eu pedi que ela usasse seu nome de solteira...
            - E ela? Aceitou? E não me chame de Sevvie, não aqui.
            - Disse que pensaria no caso.
            No mesmo instante, o diretor que Harry tinha visto um retrato na sala de Dumbledore, anunciou a professora substituta "Megan Selen"
            Severus respirou aliviado.
            - Minha mãe é o máximo!

            A cena mudou para uma aula de poções que não era a primeira. Harry viu seu pai, sua mãe, Sirius, Lupin, Rabicho e Snape na sala. E não era nas masmorras. A aula era como a dele, dupla com a Sonserina. Snape estava sentado na última cadeira junto com um garoto de aparência nada agradável. Ele estava anotando tudo quando Tiago Potter levantou a mão. A pergunta até Harry admitiu que era um tanto...estranha.
            - Sim, senhor Potter.- disse Megan.
            - Professora, porque a Sra. usa seu nome de solteira aqui em Hogwarts, tem vergonha do nome Snape? Pudera... - e lançou um olhar de desdém na direção de Severus, que olhou para a mãe.
            - Se eu uso meu nome de solteira, eu tenho razão que não interessam a um aluninho medíocre como você! Menos vinte pontos para a Grifinória pela pergunta impertinente e uma suspensão de dois dias da minha aula! SAIA! - disse a professora mantendo a calma, mas quase explodindo. Severus olhava para Tiago saindo da sala.
            - Alguém tem mas alguma pergunta? - perguntou Meg. Antes de sair, Tiago disse:
            - Eu também ficaria com vergonha, se tivesse um filho desses...
            Quase ninguém ouviu, mas Snape sim, e guardou aquelas palavras.

            Harry passou então a ver seu pai encurralado em um corredor escuro com a sua varinha a dois metros de distância e duas varinhas apontadas para ele. Harry olhou para seu pai e para Severus e Katherina.
            - Agora você vai aprender a não insultar a nossa família. -disse Kat.
            - Como vocês sabem magia de desarmamento? - perguntou Tiago.
            - Ao contrário de seu pai, Potter, o meu ensinou a me proteger, a atacar e a lançar maldições. - disse Severus.
            - Mas ele não pode...- tentou Tiago, mas Kat interrompeu:
            - Na verdade ele não ensinou, ele mostrou a necessidade. Voltando, qual será a melhor azaração para jogar nele?

            De repente, uma voz surgiu no escuro:
            - O que está acontecendo aqui? - Era Dumbledore. Os primos se viraram juntos, ainda mantendo as varinhas quase se encostando ao rosto de Tiago, que sorria aliviado. O professor abaixou-se e pegou a varinha de Tiago. Então disse:
            - Experliarmus! - e as varinhas dos dois voaram para suas mãos. - Os três! Sigam-me!
 E foram caminhando até uma sala vazia onde entraram.

            - Eu deveria estar surpreso, mas não estou. A professora Megan Snape me procurou hoje para dizer porque expulsou o Senhor Potter da sala, acrescentando que se não tivesse feito isso ela teria o matado ali mesmo na frente de todos, com uma maldição imperdoável.
Os Snape riram.
            - Não é uma situação engraçada! Se eu não chegasse naquele momento, os senhores iriam concretizar o que Meg queria. O Senhor Potter pode voltar a assistir as aulas de Poções porque Lex Hecoir voltou mais cedo...Meg solicita a presença dos dois na sala dela ainda esta noite para eventuais despedidas.
            - Sim senhor! - disseram os dois primos. Pediram então licença e sumiram na escuridão, mas ainda ouviram o professor dizendo que Tiago devia desculpas e que procurasse a professora antes que ela fosse.
            - Sabe o que é isso? Música para meus ouvidos! O que você acha que irá acontecer quando aquele idiota entrar na sala de minha mãe? - perguntou Severus a sua prima.

            - Quatro opções: Letra a: teremos um sapo Potter de estimação. Letra b: Crucius! Letra c: Avada!...- ia dizendo Kat, quando Severus a interrompeu:
            - Minha mãe não pode lançar Avada, meu pai azarou a varinha dela, impediu, sabe?
            - Ele não pode fazer isso!
            - Ele fez! Continue...Agora são três opções!
            - Hum...Letra c: ela pode perdoá-lo porque ele é da Grifinória e não sabia o que estava fazendo!
            Eles se entreolharam e soltaram um longo "Nããããão!" Seguido de risos abafados.

            Eles chegaram a sala da professora. Meg estava terminando de arrumar suas coisas.  Ela abraçou os dois carinhosamente, assim que os viu
            - Hm... Acho que nosso segredo não durou muito tempo!
            - Não se preocupe com isso, pelo menos não me chamou de Sevvie.
            - E ia chamar, eu impedi. Ah e tia acho que o Sr. Potter está vindo aí para pedir desculpas. Vai aceitá-las? - perguntou Kat.
            - Só formalmente. Acho que...
            Mas a porta se abriu e Tiago entrou com os olhos grudados no chão. Balbuciou um
            - Me desculpe professora, acho que me exaltei.
            - Não se preocupe, você é da Grifinória e é claro que não sabia o que estava fazendo. Apenas dê graças aos céus que Lex voltou antes ou o Senhorzinho ia se ver comigo.-disse a Senhora Snape. Tiago foi embora. Ela se despediu dos demais, desejando um bom ano letivo sem confusões.

            Uma luz surgiu e a cena mudou para Kat passando pelo corredor quando é atingida por um feitiço de corpo preso. Harry procura o autor do disparo e acha um garoto loiro com boca de soda, varinha em punho. Kat estava no chão, a saia um pouco levantada.
            - Ora, ora...que belas pernas você tem, Katherina!
            Vários garotos se abaixaram para olhar. De repente, uma voz aguda cortou o corredor:
            - Maaaaaaaaaaaaaalfoy!
            Todos se viraram para olhar e lá estava Amy Snape junto com uns dois monstros da Sonserina.
            - Seu loiro aguado! Você é burro ou o quê? É mais idiota que seu pai!
           
Essas palavras arrancaram "Ohs" de várias bocas.
            - Qual a razão dessa quantidade de xingamentos? - perguntou Lucius. Ela jogou o dedo indicador no peito dele e foi batendo a cada palavra.
            - Caso você não saiba, eu sou a capitã do time de Quadribol e Kat é nossa mais nova apanhadora. Portanto, NÃO A MACHUQUE!

            Lucius estava quase tocando o chão quando ela terminou. Os dois meninos atrás dela estavam rindo com gosto.
            - Apanhadora? O quê? Essa franzidinha? Eu sou muito melhor que ela! - retrucou Lucius.
            - Pode até ser, mas onde estava você quando estávamos escolhendo os jogadores?    Embaixo da cama? - gritou ela.
            - Eu estava... ocupado! - respondeu no mesmo tom.
            - Pois não precisamos de pessoas importantes como você - disse Amy ironizando. - Agora, desfaça o feitiço! Precisamos dela inteira, se quisermos que a Corvinal não ganhe de novo a taça este ano!
            Lucius obedeceu. Kat se mexeu abaixando a saia rapidamente, e deu um soco em Malfoy. Logo em seguida este disse:
            - Ai sua idiota! Se meu pai...
            Kat encostou o rosto no dele quase tocando-lhe os lábios:
            - Seu pai é um inútil, a gente já sabe, não precisa lembrar!
Harry viu que Lucius estava ficando vermelho. Se existia esse ódio entre os Malfoy e Snape, porque então que Severus se juntou a Lucius? Enquanto pensava, foi empurrado para fora do livro.

Letras pretas surgiram:
            - Me diz o que você quer?
            Harry notou que Snape estava sendo grosso com ele, mas na escola ele era até divertido. Ele não queria saber tudo o que aconteceu na vida do professor, então resolveu fazer perguntas funcionais.
            "Kat pegou o pomo?" Escreveu.
            "Pegou! E foi uma das partidas mais emocionantes que já vi”.-respondeu a letra preta.
            "E a Corvinal, ganhou a taça?” ·

            "Ganhou! - respondeu Severus. - Eles eram muito bons.'
            “ E a Grifinória?”- escreveu Harry.
            “ O pior time que eu já vi “. -disse Kat”.

            Harry pensou um pouco e escreveu:
             “Eu conheço Lílian Evans. Ela se casou com Tiago Potter!”·  

A letra rosa escreveu:
            "EU SABIA! Não disse, Sevvie, que isso ia acabar acontecendo?"
            "Disse" respondeu Snape.
            "Sevvie?!" - perguntou Harry.
            "É um apelido! Todos os meus parentes me chamam assim!”.

            Harry notou que ele estava sendo legal, talvez até confiasse nele.
Sabem o que é oclumencia? - escreveu.
            Dois "Sim" apareceram. "É que eu conheço Severus Snape e ele me deu uma aula de oclumancia e nela eu pude ver uma lembrança em que um homem gritava com uma mulher e eles se parecem com seus pais..."
            A letra preta escreveu:
             “Você me conhece adulto? E eu te dei aula de oclumancia? Isso é bom saber. Eu tenho um bilhão de lembranças de meu pai não só gritando com a minha mãe, mas também aplicando Crucius nela..."
             “E eu tenho, ele aplicando em você, em mim, na tia Meg, na Amy, no Sr Malfoy... no Potter... tanta gente”.Escreveu Kat.
            "Potter? Como foi isso?"
            "Um momento, lá na frente quase no fim desse livro, mas não pergunte, não vou mostrar agora."

            Harry pensou em citar a cena da penseira, mas achou melhor não, pois talvez Kat não soubesse.
            "Sobre o Sr. Malfoy...er...como foi esse desentendimento?"
            "A razão mesmo a gente desconhece, até porque não interessa tanto. A história é essa: meu pai recebeu uma mensagem do Ministério da Magia para comparecer lá urgentemente. Mal ele pisou lá, lançaram maldição Imperius nele. E o Sr. Malfoy estava planejando destruir o legado Snape." Escreveu Severus.
            "A gente acha que ele tinha inveja da gente, do poder, da influência, mas ficou ruim para ele. Porque tio Ark depois de quase um dia tentando reverter à maldição, conseguiu quebrar o feitiço e lançou uma maldição crucius nele. E só não o matou porque ele implorou chorando, alegando ter mulher e filhos para sustentar, que dependiam dele, etc." escreveu Kat.
            "Então porque Lucius ficou tão valente?" Perguntou Harry.
            "Que ele tinha vergonha do pai, isso todo mundo sabia. Talvez ele queria não dar continuidade a essa vergonha. Eu não chego a ter vergonha do meu pai, claro que não. Mas não chego a ter orgulho. Gosto dele às vezes, quando está de bom humor”.- disse Severus.
"Hum...vocês tem alguma história de Tiago Potter?" escreveu Harry.

            As páginas viraram rapidamente. Mas Harry não pode ver a data, foi cercado por uma luz e sentiu que estava entrando no livro de novo. Viu-se então na arquibancada da Sonserina. Snape estava ao seu lado, com a mesma aparência da Penseira, deveria ter, portanto uns quinze ou dezesseis anos. Harry olhou para frente, lá estava o campo de quadribol. Era um jogo entre a Sonserina e Grifinória. Ouviu alguém dizer que já ia fazer duas horas de jogo. O céu estava cinza. Harry procurou seu pai no céu e encontrou. Estava fazendo piruetas, de vez em quando se jogava num canto. Mas a verdade é que Katherina estava mais interessada em procurar o pomo do que seguir as pistas falsas de Tiago.

            De repente, um balaço atingiu o goleiro da Grifinória e os aros ficaram sem proteção. Os artilheiros da Sonserina estavam a todo vapor. Harry procurava na memória se a Sonserina chegou a ganhar a taça em algum ano quando o pai estava lá. Não lembrou. Todos estavam muito agitados. Inclusive Snape. Mas de repente, este parou. Harry ouviu ele dizer:
            - O pomo de ouro!
            - Aonde? - Harry pensou. E viu que o pomo estava uns dois centímetros acima e atrás de Tiago. Kat disparou em sua direção. Tiago olhava para outra direção. Ela fingiu apenas estar indo para lá. Foi chegando, implorando que ele desviasse, mas já estava com frio e tinha que terminar o jogo. A vassoura ia bater em cheio nele. Tiago não entendeu porque Kat estava indo a sua direção. Ela apoiou as mãos na vassoura, tocou os pés no cabo, deu um impulso e se jogou por cima da cabeça de Tiago que batia na vassoura sem ninguém e sentia um joelho no topo da cabeça.

            Uma voz anunciava que a Sonserina era campeã. Kat sentia o pomo nas mãos, mas não tinha mais vassoura, estava caindo. Ela puxou a varinha e gritou:
            - Accio! - e a vassoura veio. Kat pousou quase capotando no chão. Enquanto os Grifinórios vaiavam o desempenho decepcionante de Tiago, Harry desceu triste junto com Snape que foi abraçado pela prima que segurava o pomo com toda a força.

                                                 

                                                                 ***

 

Grimmald Place, 12 - 1 dia após o termino das aulas em Hogwarts.

Todos da Ordem da Fênix se encontravam na sala em uma reunião extraordinária para discutir onde seria o novo QG. Mas devido à presença de Monstro (Kretcher), eles não podiam falar muito. Dumbledore tomou a palavra, pediu silencio e começou.
            - Como ficou clara a impossibilidade da sede da Ordem da Fênix continuar em Grimmald Place, eu recebi uma sugestão que veio a calhar. E como eu não consegui nenhum outro lugar, acredito que este seja o melhor. Sendo mais adequado não dizer aqui, sua localização.
            - Mas Albus, como iremos para lá, então?
            Então Dumbledore foi até um armário, e detrás dele retirou uma grande roda de ferro e a pôs sobre a mesa.
            - Isto é uma chave de portal! Posicionem-se ao redor dela, e quando eu contar até três, todos de uma vez.
            - Um minuto, porque não aparatamos? - perguntou Carlinhos
            - Porque nesse lugar, existe um feitiço que impossibilita.
Todos os membros se ajeitaram ao redor do objeto, menos um, continuando no mesmo lugar. A Sra. Weasley percebeu e perguntou por que ele continuava parado. Respondeu que ele mesmo havia indicado o lugar, e não precisava de uma chave de portal. Mas antes que vozes soassem negativas, Dumbledore se adiantou e todos sumiram. O homem deu adeus a casa e desaparatou.

                                                             **
 

            Logo após sair do livro, Harry perguntou se aquela fora a única taça da Sonserina. Kat respondeu que aquilo foi uma vingança pela humilhação do ano anterior. A Grifinória simplesmente ganhara de todo mundo. Foi um saco. Mas foi a única que ela lembrava Ter ganhado. Harry resolver refazer a pergunta na última página do livro:
            "Quantas taças você ganhou Kat?"
            "Uma. Ela ganhou uma só" respondeu Severus.
            "Onde está Kat?" Perguntou Harry curioso.
            "Hospital" escreveu Snape.

            Harry pensou sobre o Crucius que o pai de Snape lançou em seu pai, e pensou se foi Tiago quem deixou Kat no hospital. Harry voltou para o meio do livro. Uma letra rosa apareceu: "Como é o Sevvie adulto? Não consigo imaginar!"
            "Porque não?" perguntou Severus.
            "Bom...ele parece com o pai, só que não tem cabelos compridos!" respondeu Harry.
            "Na personalidade também?" Perguntou Kat.
            "Sim!"
            "Não pode ser." A letra preta chegou a tremer.
            "Sevvie, estou com medo de você."
            "Ei cara, você tem certeza? Meu pai é tudo o que eu não quero ser. Explicite."
Harry viu como ele estava desesperado. Nem parecia o Snape que conhecia, será que Kat no hospital teria algo a ver? O que teria acontecido? Por fim, resolveu responder:
            "Bom. Assim...cabelos pretos muito oleosos, olhos pretos, muito branco É muito rude, estúpido, e parece sempre ressentido com alguma coisa."

As letras foram absorvidas, logo depois Severus escreveu:
"Eu não serei igual ao meu pai. Você me deu um susto, você não conhece meu pai para me comparar a ele."

            "Bem, tem mais uma coisa... já ouviram falar de Lord Voldemort?" Perguntou Harry
             “Um revolucionário egoísta”.Respondeu Kat. "O que tem ele?" Continuou.
            "Já ouviram falar dos Comensais da Morte?"
             “Os seguidores dele”.Respondeu Severus.
            "Bem, você é um deles”.Escreveu Harry.
            "Eu? Eu!? O que?"
            "Eu não entendo. Se não gosta deles, porque se juntou?" perguntou novamente Harry.
            "Não sei dizer”.
            "O que aconteceu no dia que seu pai lançou Crucius em cima de Tiago Potter?" Continuou Harry.

            Um grosso de páginas virou-se rapidamente. Harry se viu na mesma sala onde viu Amy pela primeira vez. Kat estava chorando inconsolável.
            - Perdi. Repeti o ano, não acredito. Que atraso! Que maçada! - Megan tentava consolá-la.
            - Pelo menos passará mais um ano com o Sevvie.
Ela chorava mais alto. A sineta tocou. Kat foi atender a porta com os olhos mareados, o rosto vermelho e os olhos inchados. Ao abrir a porta, deparou-se com Tiago Potter arfando, pedindo uma audiência com Arkanius Snape. Este apareceu logo em seguida.

         - Sim? O que deseja, Sr...er...Potter? - disse ele.
            Megan aproximou-se e Amy aparatou na escada. Tiago começou a explicar por que estava ali.
            - Soube de uma fonte confiável, que seu filho Severus Snape, está seguindo Voldemort.
Arkanius o olhou com aqueles olhos penetrantes.
            - Você tem consciência da grave acusação que está fazendo, Sr. Potter?
            - Sim. Mas se não acreditar em mim, porque não pergunta a ele se estou mentindo? - disse Tiago.
            - Pois não! Severus venha cá! - gritou. E um pouco de tempo passou e Snape apareceu, devia estar com uns 16 ou 17 anos. Aproximou-se do grupo familiar e quando mirou, Tiago parou.
            - Sim, meu pai?
Arkanius virou-se para o filho:
            - Este rapaz está dizendo que você se aliou àquele grupo rebelde das Trevas, isso é verdade?
Harry viu Snape olhar para Tiago com triunfo.
            - Não! Claro que não! Eu não seria tão estúpido!
 Tiago parou.
            - O senhor não vai acreditar nele, vai?
            - Por que não iria? É do meu filho que estamos falando, por acaso está insinuando...- respondeu Arkanius, mas foi interrompido.
            - Palavras não valem, soube da mesma fonte que os seguidores de Voldemort tem uma marca no braço.- Insistiu Tiago.

            Severus estava gostando daquele espetáculo, aproximou-se do menino e disse:
            - Se eu fosse você, Potter, mataria essa tal fonte, antes que essas falsas informações te matem! - Dito isso, levantou as mangas das vestes e perguntou:
            - Está vendo, idiota? Eu sou inocente, você vai pagar por isso! Impedimenta!
Tiago parou o feitiço que tinha começado a pronunciar. Kat enxugou as lágrimas e gritou:
            - Expermliarmus - e sua varinha voou para a mão dela. Arkanius ficou apenas observando.

            Quando o feitiço acabou, Tiago tentou aparatar mas não conseguiu, pensou em fugir, mas a porta atrás de si fora trancada por um elfo doméstico. Amy se aproximou dele e gritou:
            - IMPERIUS - E com a varinha, foi obrigando-o a se posicionar no meio do hall em frente a sacada da escada. Pronunciou palavras para desfazer a maldição e disse:
            - Ele é todo seu, tio Ark
 E então, os três primos aparataram para cima da escada, assistindo de camarote.
            - Nunca fiquei tão feliz de ver meu pai torturando alguém - disse Severus.

            Tiago tentou fugir mas percebeu que estava preso ao chão. Megan saiu da sala.
            - Vamos fazer uma coisa, Potter, se você não choramingar em...hum...Três minutos, eu te deixo ir. Caso contrário, eu te mato. - disse Arkanius.
            - Ei tio, não mata ele não, se ele morrer, como é que vamos fazer aquela Evans largar do pé do Sevvie?- perguntou Kat.
            - O que? - Harry e Tiago disseram ao mesmo tempo
            - Hum...Certo! Quando eu vir que você não agüenta mais, eu te solto.
Soltou um riso maquiavélico, apontou a varinha para ele e disse subitamente:
            - Crucius
            Tiago primeiramente estava quieto, respirando normalmente, depois começou a soltar o ar pela boca freneticamente. Abria e fechava as mãos, parecia que sentia ânsia de vômito, seus órgãos internos pareciam estar apertados, começou então a contorcer-se e a chorar pedindo para que parasse.
            - Ainda tem força para falar...- comentou Arkanius. Os primos Snape riram

Harry não queria mais ver aquilo, era horrível, sentiu um ódio repentino dos Snape e quando saiu do livro jogou-o para longe. Pensou na cena que acabara de ver e sobre a cena da penseira. E concluiu que fora uma vingança, uma humilhação para os dois lados. Mas no caso de seu pai, fora pior, muito pior. Mas será que Snape passara a vida sendo torturado pelo pai? Harry cruzou o quarto e apanhou o diário novamente, molhou a pena e escreveu:
             “Qual a última página que Kat escreveu aqui?”.

            Várias páginas viraram rapidamente, e pararam no dia 24 de dezembro. Uma letra rosa apareceu:
             “Aqui”.
            "Porque você parou de escrever?" Perguntou Harry.
            "Não sei, pergunte ao Sevvie”.
Harry molhou a pena e escreveu na página seguinte. "Porque Kat não escreveu mais?"
            A letra preta então respondeu:
             “Aconteceram coisas..."
             “Que coisas? Posso saber, agora já me apeguei a ela”.
            "É muito triste" escreveu Severus.
            "Estou pronto, pode-me mostrar!"
             “Antes, devo dizer que era Natal e se encontravam em casa, meu pai, minha mãe, Kat, eu e Freak. Todos os outros iriam chegar mais tarde, lá para dez horas. Eram duas horas da tarde...”.

A luz veio e Harry entrou na lembrança. Estava Severus em seu quarto lendo um livro de Magia negra, quando um barulho veio lá de baixo. Ele então parou para ouvir. Uma voz grave vinha longe, um grito feminino, e ela dizia algo que não dava para se entender. Harry viu Severus abaixar a cabeça entre as mãos. Será que ele não iria fazer nada? Ouviu-se então passos no corredor, e, em seguida, a porta se abriu. Lá estava o elfo doméstico, o mesmo que fechou a porta no dia em que Tiago foi torturado.
            - Freak! O que você está fazendo aqui, inútil? - disse Snape.
            - Senhor! Senhor! Hoje está pior, hoje o mestre está louco, a senhora está sem fala já e a menina, a menina...Oh! - disse o elfo desesperado batendo a cabeça no armário.
            - Fale, eu ordeno, fale...O que?
            - A menina, Katherina, a orfãzinha...Ela está lá enfrentando... - Mas não chegou a terminar.

            Severus irrompeu a escada até a sala onde estavam. Harry o seguia, era uma sala imensa, com grandes estantes lotadas de livros e havia objetos estranhos que pulavam e rodavam sem cessar. Notou também um quadro que gritava:
            - Isso! MOSTRE O QUE ELA MERECE!
            Snape ficou à porta observando-o, viu seu pai rindo com a varinha apontada para as duas mulheres ao chão, que se contraiam de dor. No mesmo momento que Severus gritou:                               
“Experlliamus" também Arkanius o fez e a varinha dos dois voaram para longe de seus alcances.
            - É melhor parar com isso, é um covarde, isso que é! disse Severus, andando em direção as duas.

Arkanius apanhou a varinha de Kat e apontando para Severus disse:
            - Crucius!
            Harry viu Snape se abaixando, achando que o professor estava morrendo, mas ele apanhou a varinha da mãe, e apontou para seu pai. Ele riu convulsivamente
            - Essa varinha não pode fazer nada! É inútil! - disse Arkanius.
            - Não custa nada tentar. O que não podemos é continuar com isso. AVADA KEVADRA!
            E uma luz verde-clara o atingiu em cheio e ele caiu no chão.

Snape ficou em choque:
            - Oh Deus! Eu o matei.
            - Não senhor, ele está só desmaiado - disse Freak.
Severus desfez as maldições da mãe e da prima, depois disse:
            - Elas também desmaiaram. Agora sobre meu pai, ele vai acordar e se lembrar que eu quase o matei e vai ser o fim de tudo.
            - O senhor pode alterar a memória dele, como se o mestre tivesse tentado se matar. Coloque a varinha da senhora na mão dele. Vá mandar coruja para o hospital que Freak  cuida disso para o senhor Sevvie. Diz que chegou e já encontrou o mestre assim.

            Snape estava tão aturdido que obedeceu ao elfo. Nem sequer prestou atenção sobre o que tudo isso significava. Mandou uma coruja para St. Mungus e em pouco tempo os curandeiros estavam lá fazendo perguntas e ele confirmou toda a invencionice do elfo, inclusive fizeram magia para saber qual foi o último feitiço feito pela varinha na mão do Sr. Snape.

Harry foi arremessado para fora do livro. Pegou-o então e escreveu:
            - Há quanto tempo eles estão no hospital? - escreveu na última página do livro.
            - Dois meses. O quadro é um pouco grave. Eles não acordam por nada nesse mundo.
            - Então você ficou sozinho? - perguntou Harry.
            - O quê? Não. Moram mais oito pessoas aqui em casa. Mas aconteceram algumas tragédias: a mãe da Amy fugiu logo quando soube do que aconteceu, o pai dela foi atrás da mulher e Amy ficou um pouco perdida...Não sei porque estou te contando isso... Não conte para ninguém o que viu, entendeu? Nunca!”Escreveu Snape”.

            Antes que Harry pudesse escrever uma resposta, o diário se fechou imediatamente. Harry percebeu que com certeza não seria bem vindo se o abrisse novamente.
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