Nome da fic: UM NATAL DE VERDADE.
Autor: ninha_snape e Jéssica Lima, ou Lana Wheimberger.
Par: não há.
Desafio: não me baseei em nenhum desafio.Fic para o mini-fest de Natal.
Censura: G.
Gênero: drama, uns toques de comédia.(já deu pra sacar que não consigo viver sem comédia?).
Spoilers: não há.
Resumo: era Marotos. Os pais de Snape perdem a guarda do filho, e Snape vai a um orfanato.E, chegando lá, logo é adotado...Pela mãe de Tiago Potter!Como será que Snape vai reagir a isso?!E Tiago?(ih, olha eu aqui tentando criar um suspense idiota...)
Notas: os personagens são de J.K. Rowling e não quero e nem vou ganhar dinheiro com eles.
Advertências:isso é uma iniciativa do grupo Sexysnape,e as fics estão arquivadas no site www.snape.oxetrem.com
Agradecimentos de ninha_snape: a Jéssica, por ser minha eterna amiga, a minha mãe, por ter comprado o sexto livro do Harry Potter e a o meu pai, por sempre me tirar da depressão.
Agradecimentos de Lanawheimberger: a ninha_snape, por conseguir me agüentar, a minha mãe, também por me agüentar e...
CAPÍTULO 1 – UM CRÚCIO SEPARA SEVERO DE SUA FAMÍLIA.
(By Ninha Snape)
Snape estava em seu quarto, mexendo sua poção no sentido anti-horário, enquanto consultava o seu livro de poções avançadas.Procurava fazer o menor barulho possível, pois com certeza era proibido.Seu pai queria que Snape estudasse as Artes das Trevas.Nesse instante alguém bateu na porta:
- Severo, abra essa porta!
Mais pálido do que nunca, Snape gritou “já vai”, e se pôs a esconder o mais rápido possível o caldeirão, os ingredientes e o livro de poções.Escondeu o caldeirão embaixo da cama.Sellenus (essa era o nome do pai dele. Acho que já ouvi em algum lugar) bateu de novo:
- Abra antes que eu tenha que recorrer ao “alohomora”!
Ótimo, já havia escondido o livro.Agora só faltava os ingredien...
- ALOHOMORA! – e Sellenus escancarou a porta. – Porque não abriu a porta logo?
Snape não respondeu.Sellenus farejou o ar com o seu nariz exageradamente grande e sacou na hora:
- Fazendo poções de novo, hein?Você deveria estar se dedicando as Artes das Trevas!Poções são pra sangue-ruins!
- Mas já estudei bastante as artes das trevas...Estou até cansado. – disse Snape baixinho.
- Será? – perguntou Sellenus, sarcástico – então, lance em mim uma maldição imperdoável!
- O que?
- Isso mesmo.
Snape empunhou a varinha e exclamou “crucio”, mas nada aconteceu.Sellenus riu e tirou a varinha do bolso:
- Vou te mostrar como é que se faz...Crucio!
Snape caiu de costas no chão, berrando e se contorcendo de dor.
- Sellenus, pare com isso! – exclamou a Sra. Snape que vinha, chocada – ele só tem doze anos!
- Cale a boca!Quer levar um cruciatus também?
Nesse instante três bruxos trajando capas de viagem azul-marinhas arrombaram a porta:
- Somos da policia!Anule essa maldição agora mesmo! – ordenou um deles.
Sellenus anulou a maldição e Snape ficou deitado, arfando com o corpo todo dolorido.Sarah (a mãe de Snape) havia se encolhido a um canto e agora consolava o filho.
- O que vocês querem? – perguntou Sellenus com rispidez aos policias.
- Os senhores acabam de perder a guarda de seu filho.Ele irá para um orfanato. – respondeu um deles.(que nós nunca saberemos o nome)
- Muito engraçado, mas não tolero piada, mesmo sendo mês de natal.
- Não é uma piada.Vocês perderam a guarda de seu filho por agressões físicas e morais.Lei penal numero 171.
- Vocês não podem fazer isso!Ele é meu filho! – berrou Sarah.
- Deviam ter pensado nisso antes de agredi-lo.Venha, garoto!
Snape não se moveu.Estava chocado demais para fazer qualquer coisa.
(by Lana Wheimberger)
Para ele aquilo foi um choque.O que?Ficar longe de Sellenus?De Sarah?Ele não sabia se ria ou chorava, mas aquilo com certeza foi um choque e tanto para o garoto.Sair de casa, ele mal tinha começado as férias, bem não restava nada a não ser ir.
Severo se deixou ser levado pelos policiais sem manifestar nada.A mãe de Severo não parava de chorar e Sellenus estava quieto demais (Severo ficou com medo, pois quando seu pai fica assim é sinal de que ele está tramando algo).Ele estava triste, pois iria para um orfanato, mas alguma parte de seu coração dizia que isso era bom, pois ele não teria mais que agüentar as maldições do pai.
CAPÍTULO 2 – NO ORFANATO.
Severo queria perguntar alguma coisa que nem ele sabia o que era aos policiais, mas mesmo que soubesse o que era ele não conseguiria falar, de tão consternado que ele estava ele não conseguia falar.Quando ele chegou um policial falou com o garoto.
-Não se preocupe.Aqui há crianças que podem ser seus amigos e, também, aqui as pessoas não são más.- apesar de quando o policial estava na casa dos Snape ele estivesse metendo medo, naquela hora ele estava sendo amigo.
Quando Severo chegou no orfanato, para ele até que aquele ambiente era acolhedor, mas não demorou muito para se estressar quando um menino lhe atira um brinquedo na cabeça e diz:
-Será que agora que você veio para cá você vai lavar os cabelos?-gritou.
Severo não se conteve, avançou no menino e só desgrudou quando a senhora que cuidava dali gritou:
-Petrificus Totallus!-depois disso, Severo foi levado para o seu dormitório.
Bastou uma semana para que Severo pensasse: “Prefiro ser torturado a ficar aqui”.
Demorou mais uma semana para que chegasse o “Grande Dia”, para Severo.Uma certa mulher resolveu adotar um menino, aí todos os meninos foram para a apresentação.
Helena demorou um certo tempo para escolher quando ficou em dúvida se escolhia Severo ou o menino que estava ao seu lado, Jurgen Horst, o mesmo menino que vivia atrapalhando sua vida.
-Bem, esse aqui é muito pálido, mas esse outro dá para ver de longe que é muito arteiro, e de arteiro já basta o Tiago.
“Tiago?!Não pode ser o Tiago que eu estou pensando.Quero ficar aqui!Jurgen, seja o filho adotivo dela, por favor!”, pensou Severo.
Quando ele ouviu o nome Tiago, ele se lembrou de Tiago Potter, o menino que sempre o aterroriza com suas brincadeiras de arrepiar os cabelos de até quem não tem (!).Talvez até seja bom ele ficar com Potter, pois a mãe parece legal e se o Tiago aprontar alguma é quase certo que ela o repreenderá.Bom, com certeza sofrerá o impacto, mas terá que agüentar.
-Bem, este é bastante quieto, talvez ajude Tiago a ser menos arteiro...Quero ficar com o Snape.
Severo, de repente, se sentiu como se tivesse levado uma martelada na cabeça.Agora terá que agüentar um Maroto todos os dias.
Sirius Black, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, e Tiago Potter.Estes são os Marotos que Severo terá que agüentar todos os dias...
Remo Lupin não era de atormentar ninguém, mas não repreendia ninguém quando Severo era atormentado, ficava o olhando, o que lhe dava mais ódio, mais raiva, rancor.
Bem, agora não se podia fazer nada, apenas criar uma vida boa ao lado de sua nova mãe, Heidi Frank Potter, resolveu tomar partido e abraça-la.
-Obrigado!Adorei saber que agora terei uma nova mãe!
-Que bom, Severo, terás um irmão, é da sua idade, acho que você o conhece, ele me fala muito de você.
Quando Severo ouviu aquilo ele teve vontade de socar a primeira coisa que tivesse em sua frente, mas era Natal, ele não queria estragar o clima, e também, ele notava que Heidi estava feliz.
No trajeto para casa, notando que estava indo num um veículo trouxa, ele não se lembrava qual era o nome, só sabia que não era ônibus, e, Heidi lendo a sua mente, falou.
-Severo isto é um carro.É natural que você não saiba o nome, o seu pai, Sellenus, condenava os trouxas.
Nesta hora, Severo sentiu um aperto no peito.Apesar de estar com saudades da família, sequer pensou nela no orfanato, preferiu ficar rezando para que um dia aquilo acabe.Não pensara nem em sua mãe, preferiu pensar que sua família tinha ido acabado.
Quando eles chegam em casa, Severo estranha.Ele sabia que as casas trouxas eram beeeeeeeeeeeem diferentes das bruxas, mas já havia visto fotos de casas trouxas e não eram assim.Para falar a verdade nem parecia que estava em Londres quando chegou no bairro.Resolveu perguntar a Heidi.
-Heidi, onde estamos exatamente?Tens certeza de que estamos em Londres?
-Você já ouviu falar de que, apesar de não parecer, Londres não é pequena?
-Sim, mas nunca prestei atenção.
-Pois é. Londres é tão grande que há uma colônia alemã e outra italiana.Eu sou uma judia-alemã, Severo.Ah!Não me chame de Heidi, me chame de mãe, se você conseguir, por favor.
Severo notou que ao falar isso, Heidi estava triste. “Certamente estava ocorrendo algum problema familiar”, pensou.Resolveu consola-la.
-Não fique triste, mãe.-Severo se arrepiou quando disse isso, mas resolveu continuar.-Seja lá for o que você está passando, o problema que estás encarando, ele acabará.-disse e depois a abraçou.
Severo abraçou uma Heidi chorando.Aquele abraço deles fora um abraço apertado, parecia que ela estava precisando de um abraço daqueles há tempo.Seu marido, Edward Potter, morreu há pouco tempo, quase um ano, mas para ela é como se ainda o enterro não tivesse acabado, e também um filho que devia ser um problema até para ela.
Ela apertou o abraço e ele sentiu que também estava precisando de um abraço daqueles.Era torturado e humilhado pelo pai e sua mãe não fazia muita coisa a respeito.Resolveu apertar o abraço, ele nunca irá a esquecer, para ele, ela será um pilar de sua história, aconteça o que acontecer.Severo ficou pensando nisso até que é acertado por uma bola de neve nas costas.
-Ei, Ranhoso, o que você está fazendo com a minha mãe?-perguntou Tiago.
-Tiago, não o trate assim.-volveu a mãe.
-Já enchia a nossa paciência na escola agora resolveste nos importunar em casa também? - disse Sirius, apontando a varinha para ele.
Heidi não se mexia, devido à reação de seu filho.Remo estava lendo a mente de Heidi e notou que Severo tinha sido adotado.Queria falar, mas primeiro resolveu a mãe deles tomar partido, mas naquela algazarra ele tinha que dar um basta (só agora que ele se ligou disso).
-Gente, será que vocês não se ligaram de que ela tem algo a falar?Vamos ficar quietos.E você, Tiago, se segure quando ela disser o que é.
-Desculpa mãe.Podes falar?
-Está bem.Tiago...Eu adotei o Severo.Agora ele é seu irmão.
Quando todos ouviram aquilo, todos ficaram aparvalhados.Sirius e Pedro saíram a toda de bicicleta.O único que ficou olhando foi Remo (como sempre).Mas o choque maior foi com Tiago, este, quando ouviu aquilo, deu um grito, não foi um grito de susto ou o de uma criança mimada que descobre que desta vez seu desejo não será realizado e sim o de uma pessoa que estava com alguma coisa presa na garganta, certamente ele aproveitou a oportunidade (!).
-Mãe!Você é maluca!Mandar esse infeliz aqui!Onde você está com a cabeça?!
-Eu gostei dele!Eu senti que ele merece ser criado aqui, e não fale assim comigo, você ainda depende de mim!
-E você, seu escroto!Tinha que ser você para vir aqui, o que você fez para manipula-la?
-Eu não fiz nada!Eu também não teria que agüentar você, mas ela me escolheu então eu terei que suportar este destino.
Depois disso á única coisa que Heidi fez foi ir para dentro de casa.Tiago e Severo ficaram quietos, um olhando o outro.Severo depois que falou isso notou que falou o que não devia.Ele gostou de Heidi desde que a viu, mas o cruel destino que ele estava querendo dizer era ter que agüentar Tiago, só isso.
Tiago estava atordoado.Agora terá o menino que sempre odiou em casa!Talvez o menino não seja tão ruim assim quanto parece, mas o ter como irmão o deixa confuso.Bem, mas a única coisa que poderia fazer seria pedir desculpas a Severo e a sua mãe.
-Severo...
-Sim? - perguntou Severo, triste.
-Você está triste mesmo por me ter como irmão?
-Não sei...É que nunca se deu bem, se lembra?
-Sim, vamos tentar se esquecer disso e nos tratar como irmãos, pode ser?
-Pode.Mas antes vamos pedir desculpas à...
-À mãe, pode a chamar assim quando eu estiver perto também.- disse Tiago, rindo, e os dois se abraçaram.
Remo já tinha ido embora, o que os fez pensar que eles não estavam sendo vistos, mas havia dois olhos verdes olhando a janela e chorando de felicidade.
-Vamos, Severo.Já é quase noite.
Quando eles chegaram, eles notaram que Heidi estava chorando, o que os fez falar.
-Podes nos perdoar...Mãe?-os dois gaguejaram isto.
-Sim!Depois do que eu vi, sim!
CAPÍTULO 3 – BEM VINDO À CASA DOS POTTER.
(By Ninha Snape)
- Hein?E o que você viu?
- Meus dois bruxinhos se abraçando...
Imediatamente Snape e Tiago coraram.Principalmente Tiago.Nesse instante Sirius veio correndo:
- O QUE?!Tiago, você fez as pazes com o Ranhoso?!
- Er...Sim.
- E eu acho que você deveria fazer o mesmo. – disse Heidi.
- Nem morto!Fala aí, Ranhoso, você o hipnotizou, não foi?
- Pare de me chamar disso! – Snape tirou a varinha do bolso - expelli...
- Nada de brigas, meninos!E você, Sirius, se não parar de provocar, não vai esquiar amanhã!
- ESQUIAR?! – perguntaram os cinco (Remo e Rabicho estavam ouvindo tudo atrás da porta e agora haviam saído do esconderijo).
- É, era para ser surpresa, mas estou vendo que é impossível esconder algo de vocês.Amanha, depois do almoço, vamos no Pico da Neblina, esquiar.
Os Marotos deram pulos de alegria.Snape ficou preocupado.
O jantar foi, no mínimo, tenso.Tiago olhava para Snape quando pensava que este não estava olhando, e Sirius, emburrado, parara de falar com todos.Rabicho, como sempre, não sabia em que lado ficava e estava confuso.Snape começava a se simpatizar com Remo, já que os dois eram Cdfs, conversavam sobre provas e matérias.Na verdade, Tiago fizera as pazes com Snape só da boca pra fora, e este sabia disso, e a sua raiva aumentava a cada instante.Não tolerava a falsidade.Ficou decidido que Snape dormiria no quarto de hospedes.
No meio da madrugada, quando todos os marotos estavam dormindo, Snape foi ao quarto de Heidi silenciosamente e bateu na porta.
- Severo, já está tarde... – disse ela, abrindo a porta.
- É tarde, mas a senhora também ainda não dormiu.
- Como você sabe que eu não estava dormindo?! – perguntou Heidi, estupefata.
- Eu sei legilimencia avançada, senhora.
- Porque está me chamando de senhora?Já não te disse para me chamar de mãe?
- É “senhora” porque vou embora.Já arrumei a minha mala.
- O QUE?! Só pode estar brincando...
- É verdade.Todos aqui me odeiam, a senhora só me adotou por dó e não quero que tenham dó de mim.
- O que te faz achar isso? O Tiago até fez as pazes com voc...
- Isso é só da boca pra fora.Ele ficou me xingando o tempo todo.Li a mente dele.O único que não me xinga é o Lupin.
- Olha, Severo... – Heidi pegou as mãos pálidas de Snape – o Tiago é um menino meio mimado, mas você pode muda-lo.E o resto dos Marotos não são maus também.Só precisam te conhecer melhor...
- Eu os odeio.
- Não odeia não!Eu sei que você não odeia.
- Você me adotou porque então?! – explodiu Snape, agitando as mãos para que Heidi as soltasse. - Só pra me passar esse sermão, dizendo o que odeio ou não?!Vou embora, nem que seja sozinho! – Snape deu as costas a Heidi, quando ouviu esta dizer:
- Não vá!Eu te adotei porque gosto de você! – puxou Snape pelo braço e abraçou-o. – Não vá, por favor...
Snape estava petrificado.Ninguém nunca dissera algo afetuoso a ele.Lutando contra as lagrimas, olhou para o rosto de Heidi:
- Desculpe pelo meu histerismo.Eu só não esperava que...
- Eu gostasse de você?
- É.
Ficaram abraçados por um bom tempo, e Snape se sentia invadido por um calor que vinha de dentro de si.Por fim, Heidi soltou-o gentilmente:
- Acho melhor você desfazer as malas.
- Tem razão. – disse Snape, sorrindo pela primeira vez. – boa noite, então...Mãe.
- Boa noite, filho.
(no dia seguinte...).
No dia seguinte todos estavam muito agitados.Tiago e Sirius estavam procurando seus esquis pela casa, enquanto Remo passava-lhes um sermão “vocês deviam organizar melhor as suas coisas...” e Rabicho lia (ou tentava ler) o livro “Mil Técnicas do Esqui”.Snape ficava apenas olhando Heidi correr pra lá e pra cá, fazendo o almoço apressadamente.Snape oferecera ajuda, mas ela simplesmente pediu para que ele se agasalhasse bem e ficasse quietinho.Quando Snape disse “eu sempre fiz tudo lá em casa. Posso te ajudar”, Heidi abraçou-o mais uma vez.Na hora do almoço, Sirius chegou a passar mal, pois não estava mastigando os alimentos direito.Todos já estavam praticamente prontos, mas Snape nem pegara ao casaco ainda.
- Que brincadeira é essa? – perguntou Heidi, irritada.
- Como assim?Vocês já estão prontos.Pode ir, adeus.Prometo não bagunçar a casa.Só vou pegar alguns livros.
- Você esta pensando que não vai junto com a gente?
- Eu VOU?! – espantou-se Snape, e Sirius gemeu:
- O Ranhoso vai com a gente?Porque ele não pode ficar aqui em casa, tirando ranho do nariz, pra variar? – e os Marotos caíram na gargalhada.Snape tirou a varinha do bolso e já ia proferir uma azaração, quando Heidi ralhou:
- O nome dele é Severo, e já falei para vocês não brigarem! – e dirigindo-se a Snape: - você vai sim, Severo.
Snape não pode deixar de se sentir feliz, pois quando morava com os seus pais biológicos, quase nunca saía de casa.Vestiu as vestes negras de veludo, quando se lembrou:
- Eu não tenho os equipamentos.
- Não tem problema. – disse Heidi – o Tiago vai emprestar a prancha de snowboard dele.
- O que?!É ruim, hein!Ele vai encher a prancha de sebo!
- Mãe, não quero provocar confusão... – ia dizendo Snape.
- Nananinanão!Hoje vai ser diferente.Tiago, você já percebeu que nunca empresta nada a ninguém?Sabe qual o nome disso?Egoísmo.
- Não é justo!A minha mãe me trocou pelo Ranhoso e agora só defende ele!
A discussão se prolongou até Heidi praticamente empurrar todos para dentro do carro.Snape teve que ir no banco da frente, pois senão haveria uma briga terrível entre ele e os Marotos.Mas chegando lá, a discussão se dissolveu tão rápido que Heidi até estranhou, mas decidiu confiar no seu filho e nos Marotos.Enquanto os demais já colocavam os equipamentos e brincavam na neve, Snape revelou a Heidi:
- Não sei esquiar e mal sei subir numa prancha de snowboard.
- Ahh, uma coisa que sei bem é snowboard. Meu marido era um amante desse esporte... – suspirou Heidi, com saudade. - É assim...
Enquanto Heidi orientava Snape maternalmente, Tiago e os Marotos (*ooooh! * que foi? *você não percebeu? * o que? * “Tiago e os Marotos” é um ótimo nome para uma banda de rock! *) estavam meio afastados,discutindo um plano:
- Temos que fazer alguma coisa para o Ranhoso desanimar e nunca mais acompanhar a gente num passeio.
- É isso aí. – concordou Sirius.
- Acho que estamos sendo injustos. – disse Remo. – olha, não sei se já repararam, mas o Snape não nos fez nada de mau, por incrível que pareça.Que tal darmos uma chance a ele?
- Cale a boca, seu lobisomem manso!Rabicho, você vai ajudar no plano.
Mal Tiago acabou de explicar o plano, Heidi chamou-os:
- Ei, viemos aqui para conversar?
Snape achou divertido.Não era nada bom no snowboard, mas se divertia vendo Sirius e Rabicho afundando a cara na neve o tempo todo.Uma hora, Heidi perguntou:
- Está frio, não?Querem que eu traga um chocolate quente lá do restaurante pra vocês?
Todos concordaram.Snape se afastou dos Marotos e foi praticar um pouco.Já estava quase conseguindo se equilibrar, quando ouviu um berro esganiçado:
- SOCOOOORRO!
CAPÍTULO 4 – AO MAIS NOVO MAROTO!
Snape sabia que era um dos Marotos, e sua intenção não era muito de ajudar, mas mesmo assim,foi ver quem estava pedindo socorro.
Chegando lá, encontrou Rabicho, ao lado de um enorme buraco na neve.Desconfiado, perguntou:
- Quem está preso aí? – e se inclinou, para ver.Rabicho aproveitou a chance para empurra-lo, mas antes que pudesse fazer isso, Snape leu a sua mente (ler a mente de Rabicho certamente é fácil, já que é vazia, mesmo...) e foi ele que o empurrou.
- Isso não valeu! – guinchou Rabicho, logo depois de cair de bunda no buraco.
- O que não vale é o que você ia fazer!
Nesse exato momento os outros Marotos (Remo, de má vontade) iam empurrar Snape, mas ele se desviou de novo, e os outros Marotos também caíram no buraco.
- Hahaha, bem feito!Nunca ataquem um sonserino por trás! – disse Snape, orgulhoso.
- Tiago, eu te avisei que esse plano não ia dar certo! – resmungou Remo, massageando o traseiro dolorido.
- Não tenho culpa se o Ranhoso tem olhos nas costas...Por falar nele...Ô Ranhoso!Tira a gente daqui, vai!Dê a mão!
- Ah, não mesmo.Eu posso muito bem deixar vocês congelarem aí.
- Tiago, deixe...A mão dele deve estar cheia de ranho, mesmo... – murmurou Sirius.
De repente, ouviu-se um barulho aterrador e o chão tremeu um pouco.Snape quase perdeu o equilíbrio.Os Marotos empalideceram.
- Rabicho, diga que esse barulho veio do seu estomago...
- Não veio, não.
- Shhh...Não falem alto, senão vai desabar uma avalanche em cima da gente. – disse Remo, quase num sussurro. – não entrem em pânico.
Foi só Remo dizer isso que os Marotos começaram a berrar “SOCOOORRO!”.
O chão tremeu de novo, e Snape deu as costas aos Marotos.
- Ei, aonde você vai?
- Embora. – disse Snape, com um sorriso malvado. - Não se preocupem: eu digo a Heidi que vocês estavam azarando um ao outro e acabaram desaparecendo.
Foi nessa hora que o desastre aconteceu: uma quantidade incalculável de neve começou a descer pela montanha.Snape saiu correndo antes que a neve o atingisse e, num piscar de olhos, a neve soterrou os Marotos.Snape se aproximou do monte de neve que até agora pouco era o buraco onde os Marotos estavam. “Estão... mortos? Tomara que estejam, mesmo”.Pensou.
De repente, um terrível sentimento de culpa tomou conta de Snape, ele começou a tirar a neve com as mãos, chamando:
- Potter!Remo!Por Merlin, respondam! – as mãos de Snape ardiam por causa da neve, mas ele não se importava.O que importava agora era salvar os Marotos antes que fosse tarde demais. – Vingardium leviosa!Vingardium leviosa!
Snape foi retirando a neve até que deu para ver os corpos dos Marotos, imóveis, gélidos.Totalmente em pânico, Snape foi apontando a varinha para cada Maroto, exclamando o feitiço “incendio”.Sirius foi o primeiro a se levantar, com algumas partes do casaco em chamas.
- AAAAAAAAAAAAAAARRE!RANHOSO, VOCE ME PAGA! – e se jogou na neve, soltando um “aaahh” de alivio.
Os outros foram acordando logo em seguida.Rabicho deu um berro ao ver que suas luvas pegavam fogo, os óculos de Tiago se deformaram com o fogo e os cabelos de Remo estavam queimados.Snape mal acreditava que salvara os Marotos, e ao mesmo tempo queria rir do estado do cabelo deles.Após se recuperarem do susto, Sirius foi o primeiro a perguntar.
- Porque você fez isso, hein?
- É porque não tinha outra forma de reanimar vocês a não ser com o feitiço incendio.
- Não estou falando disso, seu seboso!Porque salvou a gente?!
- Er...Bem... – Snape, pela primeira vez, estava sem palavras.
- Será que você ainda não entendeu, Sirius? – Remo ralhou olhando na direção de Sirius, mas os demais Marotos sabiam que Remo estava ralhando com eles também. – Snape não é mau.Ele quer ser nosso amigo, sei disso.
- Não quero não! – protestou Snape.Era verdade que Snape queria ser amigo dos Marotos, mas ele próprio não admitia isso.
- Quer, sim!Senão não teria salvado a gente.
- O que não entendo, Snape...É que...Mesmo a gente te judiando pra caramba, te humilhando...Você nos salvou?
- Sim.
- Escuta...O que você fez foi muito...Maroto.Então...Você quer ser um de nós?Um Maroto?
- Serio mesmo?Ou isso é só mais um plano seu pra me humilhar? - perguntou Snape, desconfiadissimo.
- Ótimo. – disse Tiago, com um sorriso – mas antes, temos que colocar um Nome Maroto em você.Meu Nome Maroto é Pontas, o do Sirius é Almofadinhas, do Remo é Aluado e do Pedro é Rabicho.
- Que tal se o seu Nome fosse Ranhoso, mesmo? – atacou Sirius, mas ao ver o olhar dos demais Marotos, acrescentou: - é só brincadeirinha, Snape...Vamos arranjar um Nome Maroto legal pra você.Que tal Batman?
- De onde você tirou isso?
- Sei lá.É um nome de um desenho trouxa.
- Eu gosto de...Gótico. – disse Snape, corando um pouco.
- Típico, não?Ah, pode ser.Agora – Tiago pigarreou –, APRESENTO-LHES O MAIS NOVO MAROTO: O GÓTICO!
Todos eles fizeram uma roda e juntaram as mãos, uma em cima da outra, soltando logo em seguida.Bem nessa hora Heidi chegou, trazendo, com um feitiço de levitação, os chocolates.Olhou para o rosto de cada um e sorriu:
- Vejo que finalmente estão se entendendo.Isso é maravilhoso.Não sabem como estou feliz.Agora, tomem logo os chocolates antes que eles esfriem.
* * *
Já era véspera de natal e os Marotos só falavam em ganhar presentes.Mas Snape nem ligava se ia ganhar presentes ou não; aqueles últimos tempos, na casa dos Potter, haviam sido os mais felizes de sua vida.Heidi disse, depois do jantar:
- Vou ao salão de beleza.Vocês prometem se comportar? – todos assentiram, e Heidi deu a mão a Snape – você vem, Severo.
- Ei, porque só ele vai? – perguntou Sirius.
- Porque...Porque...Ele precisa cortar um pouco o cabelo.Venha, Severo.
Antes de fechar a porta, Snape pensou ter ouvido Sirius berrar “vê se consegue tirar esse óleo todo do cabelo!”, mas não disse nada, pois Heidi parecia estressada.Snape se sentou no banco da frente, apreensivo.Até que, uma hora, Heidi caiu na gargalhada.
- Você tem medo das pessoas, não, Severo?
- N-não sei...Você parece tão brava às vezes, er...Mãe.Mas eu gosto do meu cabelo assim, na altura dos ombros – disse depressa - não quero corta-los.
- Ahh, Sev, achou realmente que eu fosse ao salão de beleza? – Heidi às vezes tinha o ar tão maroto quanto de Tiago quando tinha uma idéia. – Vamos ao shopping comprar os presentes de natal!
- Mas porque eu fui o escolhido para vir junto?
- É porque eles – disse baixinho, se referindo aos Marotos – acreditam em papai Noel.
- O-o que? – Snape caiu na gargalhada – que imaturos!Mais velhos que eu e ainda acreditam nisso!
- Pois é. Eu sei que você é um tanto mais maduro que eles, e também eu te trouxe para me ajudar a comprar os presentes para eles.
- Como?
- Você tem facilidade para conhecer as pessoas, porque lê a mente delas, então deve saber o que cada Maroto quer ganhar.
- Hã, mãe...Agora eu também sou um Maroto.
- Serio?Eles te aceitaram?Que bom, Sev!De hoje em diante, vou te chamar assim.Severo é um nome muito austero, francamente!
- Foi a minha mãe, Sarah, que colocou.É porque meu pai, Sellenus...
- Peraí!É impressão minha (rindo), ou todos da sua ex-familia tem os nomes começados com ‘S’?!
- É verdade.Acho que tem alguma relação com a Sonserina, Salazar Slytherin...
Snape nunca havia ido ao shopping antes, pois era uma invenção trouxa.Mas adorou.A iluminação exagerada incomodava um pouco, mas nunca estivera num lugar tão alegre, tão enfeitado.Então Heidi começou:
- Muito bem, Sev...Me diga: o que será que o Tiago ia querer ganhar de natal?
- Ele já me falou uma vez...Se chamava...Avi..Avi...
- Aviãozinho?
- Deve ser.É uma coisa trouxa?
- É. – se dirigiam depressa a loja de brinquedos.Heidi foi perguntando a Snape o que cada Maroto gostaria de ganhar, quando o surpreendeu com essa pergunta: - e você?
- E eu o que?
- O que você gostaria de ganhar?Vai me dizer, que na sua antiga casa, não se comemorava o natal?
- Até comemorava, mas era bem diferente.Sellenus saía comprimindo o braço esquerdo, e Sarah só ficava chorando... – ao ver a cara de dó de Heidi, acrescentou: - mas os elfos domésticos me diziam ‘feliz natal’.
- Bem, hum...Mudando de assunto...O que você quer ganhar de presente de natal?
- Não sei.Não quero, obrigado.
- Dessa vez você não escapa!O que vai querer?
- Nada, já disse.
- Bem, se você não quer nada...
Depois de terem comprado os presentes, voltaram a casa dos Potter.Heidi tomou o cuidado de trancar o porta-malas, e entrou com Snape.Os Marotos pareciam que iam cair de sono a qualquer instante.
- Ah, mãe.Como você demorou...Tem certeza que foi só ao salão de beleza?
- Ei, Gótico!Você não ia cortar o cabelo?
- Bem, eu...
- Ele não cortou – disse Heidi depressa, antes que Sirius desconfiasse de Snape – porque acho que ele fica bem assim, de cabelo meio comprido.E aí?Já é onze e meia e meia noite vamos brindar!Será que os meus Marotos vão agüentar ficar acordados até lá?
- CLARO QUE SIM! – disseram Tiago, Sirius e Rabicho em uníssono.Lupin soltou um “graças a deus, não é lua cheia”.
- Ai, Merlin! – disse Heidi de repente – acho que a torta está queimando! – e saiu correndo para a cozinha.
- Severo (Lupin ainda não se acostumara com o Nome Maroto de Snape), o que você quer ganhar do papai Noel? – perguntou Lupin tão infantilmente que indignou as leitoras.
- Nada.
- Nada? –cortou Rabicho – como você é esquisito!
CAPÍTULO 5 – UM NATAL DE VERDADE.
Heidi saiu da cozinha pela porta dos fundos e abriu o porta-malas.Estava coberta pela Capa da Invisibilidade do filho.Segurando os embrulhos coloridos cuidadosamente, foi abrindo a janela do quarto de cada Maroto e depositando os presentes dentro.Depois, voltou rápida e silenciosamente a cozinha.Disse aos Marotos:
- Vamos cear, então?Pra sobremesa, fiz sorvete de passas!
A ceia foi muito agradável.Sirius finalmente parara de implicar com Snape, Tiago fazia raros elogios à mãe, e Lupin, pela primeira vez, não trouxe um livro para ler enquanto comia.Depois do jantar, Heidi pegou uns cálices e foi a sala:
- Falta pouco para o natal, meninos.
- Mãe, o que você tem aí é vinho?
- De novo querendo experimentar bebida alcoólica, Tiago? – bronqueou Heidi.
- Eu já tomei vinho. – disse Snape de repente.
- Viu só?Até o Sna...Digo, Severo já experimentou bebida!Ah, deixa, vai, mãe!
- POR FAVOOOR – disseram todos os Marotos, exceto Snape.
- Ahh, ta legal, ta legal...Mas só neste natal, hein?Eu já ia deixar mesmo...E, pra sua informação, Tiago, não é vinho.É champanhe.
- Oba!Finalmente vou saber como é ficar bêbado! – disse Sirius alegremente.
- Faltam só dois minutos.Abra você, Severo. – disse Heidi, entregando a garrafa a Snape.
- Porque eu?
- Porque tenho certeza que você nunca fez isso.É só impulsionar com o polegar...
Snape fez como pedido, mas meio atrapalhado, virou a garrafa na direção dos Marotos e soltou a bomba, digo, a rolha.Esta disparou feito uma firebolt bem...Na cara de Rabicho, er...Não precisamente na cara, mas no dente da frente dele, que por sinal, era grande e meio torto.
- AAI!Snape, você fez isso de propósito! – choramingou Rabicho, cuspindo a rolha, enquanto todos (incluindo Heidi) se dobravam de rir.
- Não fiz, não!
- Gente, já é meia noite, é natal!Vamos brindar! – Heidi foi enchendo os cálices e entregando-os aos marotos com habilidade.
- Ao meu pai! – disse Tiago.
- É, ao seu pai! – disse Heidi, com os olhos úmidos.
- Ao sorvete de passas! – brincou Rabicho.
Todos aceitaram a brincadeira de Rabicho e continuaram:
- À lua cheia! – disse Sirius.
- Ei! – censurou Lupin.
- E ao mais novo membro da nossa “família” – disse Heidi, olhando para Sirius, Lupin e Rabicho – vamos brindar ao Severo, ou Gótico, como vocês dizem.
Snape corou até a raiz dos cabelos e gaguejou:
- Errr....Obrigado...E – saiu quase num sussurro - quero brindar a todos vocês.
Tlim tlim!(acho que o barulhinho é mais ou menos assim).
- Feliz natal, meus filhos! – exclamou Heidi, envolvendo todos com o seu abraço maternal.
Depois, Rabicho foi ao quarto “vou ver se não quebrei nenhum dente”, e logo se ouviram gritos de alegria:
- Os presentes!Papai Noel já trouxe eles!Olhe, Severo!Trouxe até pra você!
- P-pra mim? – Snape olhou para heidi: - Mas eu disse que n...
- Shhhh...Já que você não disse o que queria ganhar, eu mesma escolhi o seu presente. – sussurrou Heidi.
Enquanto todos já estavam brincando com os seus presentes, Snape ainda abria o seu, intrigado, e soltou um “OH!” Quando viu o que tinha ganhado:
- Um kit de poções e....Um vira-tempo?
- Sim.Tiago me disse que você é muito estudioso.No próximo ano de Hogwarts, você vai poder acompanhar todas as aulas com esse vira-tempo.
- Muito obrigado, mãe!
- Ooh, que comovente. – disse uma voz sarcástica.
Todos se viraram para ver o dono dessa voz e Snape quase caiu para trás.Não era ninguém mais que...
- Selllenus?
- Quem te deu direito pra me chamar pelo nome, moleque?
- Vejo que é o pai biológico de Severo. – disse Heidi, aproximando-se de Sellenus – O que veio fazer aqui?
- Vim pegar o meu filho de volta.
- Mas o senhor não tinha perdido a guarda dele?
- É, mas recuperei com um bom advogado.Leia isso, se não acredita em mim. – disse Sellenus, entregando uma carta a Heidi.Esta arregalou os olhos:
- Mas como?Você maltratava seu filho!Como pode ter conseguido a guarda dele de volta?
- Isso não vem ao caso.O mais importante agora é afastar Severo de gentinha como vocês.Venha, filho.
- Não.
- O que?
- Não vou.Sou muito mais feliz aqui e você não vai tirar essa felicidade de mim! – vociferou Snape, enfrentando o pai pela primeira vez.
- AH, NÃO?! – apontou a varinha para Tiago - Avada kedavra!
Tiago caiu de costas, com os braços e pernas abertos.Heidi se jogou sobre o corpo dele e começou a chorar.Sirius e o resto dos Marotos ergueram as varinhas para Sellenus:
- VOCE O MATOU, SEU COVARDE!!
- Nossa, vai fazer o que com a sua varinha?Lançar-me uma Maldição?Sinto dizer que não tem poder suficiente pra isso, pirralho.Agora, com licença – apontou a varinha a Snape: - Petrificus totalus!
Snape caiu, sem poder se mover.Parecia que o mundo ia cair: Tiago estava morto, Heidi e os Marotos arrasados...E tudo por culpa dele, que se recusou a voltar com o pai!Se pudesse voltar no tempo, poderia ter evitado tudo iss...Snape sentiu uma idéia iluminar a sua mente.Tentou se mover insistentemente, para o feitiço fraquejar, enquanto isso, os Marotos lançavam inutilmente feitiços em Sellenus, que já havia lançado um crucio em Heidi....
CAPÍTULO 6 – REPLAY.
Snape conseguiu mover um braço, e aproveitou para pegar o vira-tempo que estava em seu pescoço e deu meia-volta nele.
No instante seguinte tudo ao redor de Snape parecia estar girando cada vez mais rápido, numa mistura de cores e formas, até que foi parando.Snape abriu os olhos e viu que Tiago ainda estava vivo, brincando com o seu avião, e Snape finalmente havia aberto o seu presente:
- Um kit de poções e....Um vira-tempo?
- Sim.Tiago me disse que você é muito estudioso.No próximo ano de Hogwarts, você vai poder acompanhar todas as aulas com esse vira-tempo.
- Muito obrigado, mãe!
- Ooh, que comovente. – disse uma voz sarcástica.
Todos se viraram para ver o dono dessa voz e Snape quase caiu para trás.Não era ninguém mais que...
- Sellenus?
- Quem te deu direito pra me chamar pelo nome, moleque?
- Vejo que é o pai biológico de Severo – disse Heidi, aproximando-se de Sellenus – O que veio fazer aqui?
- Vim pegar o meu filho de volta.
- Mas o senhor não tinha perdido a guarda dele?
- É, mas recuperei com um bom advogado.Leia isso, se não acredita em mim. – disse Sellenus, entregando uma carta a Heidi.Esta arregalou os olhos:
- Mas como?Você maltratava seu filho!Como pode ter conseguido a guarda dele de volta?
- Isso não vem ao caso.O mais importante agora é afastar Severo de gentinha como vocês.Venha, filho.
Snape ia dizer que não, mas se lembrou o que aconteceria se dissesse isso, então respondeu exatamente o contrário:
- Sim.
- Severo, não! – disse Heidi, desesperada.
- Eu tenho que ir.Senão, coisas horríveis vão acontecer.Sei disso.Hum...Pai, posso ao menos me despedir deles com um abraço?
- Não.
- Ah, já sabia...Bem...Então, adeus a todos. vou sentir falta. – Snape deu as costas e já ia atravessar o portal quando Tiago chamou de repente:
- Gótico!A gente se encontra em Hogwarts!Nós, os Marotos!
- Pode crer. – disse Snape, e saiu junto com o seu pai.O que tranqüilizava a sua mente é saber que, ao entrar em Hogwarts, encontraria os seus amigos, os Marotos.E, sempre que pudesse, jurou para si mesmo. – escreveria para Heidi.
FIM!
FELIZ NATAL A TODOS, HO HO HO!