Criamos a Sociedade dos Cientistas Mortos com o objetivo de unir pessoas que tenham o mesmo posicionamento quanto a importância de se ter um pensamento crítico, de se desenvolver e ensinar o ceticismo e o raciocínio lógico, e de se esclarecer como, através do método científico, se busca respostas para  questões como "por que estamos aqui?", "quem somos?", "de onde viemos e para onde vamos depois que  morrermos?", "como surgiu a vida?", "estamos sós no universo?" e "como o universo surgiu?".

Pensamos que a crendice religiosa, a pseudociência e o misticismo, como explicações de fenômenos, devem dar lugar à seqüência  "teorização - testes - discussão - refinamento - rejeição - substituição - mais teoorização - mais testes - etc.", ou seja, à ciência. Todos fenônemos paranormais ou sobrenaturais devem ser investigados racionalmente através de experimentos controlados e explicados à luz da ciência. Teorias devem se fudamentar em fatos. Devem poder predizer esses fatos corretamente e devem ser consistentes com as evidências experimentais.

Pensamos que o ceticismo científico é uma ferramenta indispensável na busca da verdade e da compreensão do mundo.

Pensamos que o livre pensamento é indispensável para o florescimento de idéias, porque a história tem nos mostrado que a humanidade só avança quando está livre de dogmas e preconceitos.

Pensamos que o respeito a toda e qualquer forma de vida e o respeito à natureza  surge como conseqüência do entendimento lógico, racional e inteligente da função da humanidade enquanto parte integrante da vida na Terra.

Pensamos que esses conceitos devem ser ensinados nas escolas e utilizados como parte de uma filosofia de vida.

Ou, nas palavras de Carl Sagan: "Se não podemos pensar por nós mesmos, se não estamos dispostos a questionar a autoridade, somos apenas massa de manobra nas mãos daqueles que detêm o poder. Mas, se os cidadãos são educados e formam as suas próprias opiniões, aqueles que detêm o poder trabalham para os cidadãos. Em todo o país, deveríamos ensinar às nossas crianças o método científico e as razões para uma Declaração de Direitos."

Compete a nós trabalhar para que isso aconteça.


 

Francisco Saiz: fssaiz@ig.com.br
 


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