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Consola-me


Consola-me com teu toque...
Com teu Frágil Braço Forte...
Faze do teu corpo óbice...
Ao inevitável ardor da morte...
Se bondosa, traze-me sorte...
Venças teu prazeroso chicote; 
Anteponha-se ao amanhecer
Do maldito dia, se não...
morte.
Alivia-me a dor...
Com sorriso estrondoso 
ao redor do bosque...
Faze-me de todo feliz...
Deixando-me abrir 
teu virgem broche...
Senão dê-me tua fria mão...
Que me faz confundir zéfiro...
Com ar fresco da paixão...
E beija-me com vigor e imprudência... 
Enchendo-me de esperança 
meu inane coração...
Não queira encher-me de tua agonizante calma...
Foste insigne na arte de ser a causa;
Não rias de minha inerte alma...
É a ela agora que tua mão afaga...
Rega agra esta flor a murchar...
faz-se de regador seu ardoroso chicote...
Aperta-me a mão, abraça-me forte...
Não mais deixe que te implore..
Refocila-me o animo, 
te imploro, 
consola-me..
Oh, morte...

Jorge Augusto



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( dir. aut. reserv. )
©2000
Dillenne-Dil


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