Esperança
de um homem
A lua
deixou
Seu rastro de silêncio,
Conservado no amarelo.
Agora, só o canto do Aranquã...
Sobrou da noite,
Restos de estrelas
Que madrugavam madrugadas,
Pouco à pouco vão se apegando
No espelho d'água dos brejos,
Ainda embalados
Pelo coaxar dos sapos.
Muito cedo beija-flor.
A primavera imatura de bem-te-vis
Incendiava milharais,
E trazia a algazarra
De periquitos!
E papagaios
Para o fundo do quintal.
A brisa suave que soprava na manhã,
Fazia dançar no vento,
Alegres borboletas.
Elas se desprendiam das árvores,
Como folhas no outono,
Querendo se antecipar no inverno,
O Encantador das águas sorria.
Vendo rios correrem cachoeiras,
Peixes venceram correntezas
na Piracema, venceram.
Correntezas; Riachos e córregos brincarem.
Por entre pedras,
Para saber quem chegaria primeiro,
As veias da terra.
Próximo dali, estava o homem,
olhos fixos no horizonte,
e um coração;
cheio de esperanças...
( dir. aut. reserv.
)
©2000
Dillenne-Dil
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Jorge Augusto Lima
Barreto(SE).
2012/2000