Uma vida, um sonho...

 

A mulher que passa
repassa
uma vida
um sonho
a música
a nuvem,
uma vida, passa
repassa a passadeira
que um dia me viu brincar
na beira do rio cheio...

Lá longe
perto da porteira
passa o mascate
sr Theo,
cheio de fitas,
miçangas
anel barato
...um bom churrasco de gato...

Simone,
era o nome da brisa que falava de uma terra
tão quente e distante como o sol
de meus olhos,

Simone não era você,
era o vento,
a brisa que brincava com seus cabelos,

O mascate!
Passou, passou, e nunca mais voltou.

As fitas?
Miçangas e tecidos de algodão
já não mais existem.

Menina de hoje
não sonha com anjo,
nem tem amigo invisível.

Menina de hoje
não nasce mais em casa de fazenda
nem sabe o que é mel de açúcar,
não lembra de rapadura
nem sabe o que é cocada preta.

Menina de hoje eu não quero não.

 


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(poesia dedicada à Dil em 30/07/2000)
Autor: Theodorus Twentz

( dir. aut. reserv. )
©2000
Dillenne-Dil

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