Há dias atrás,
ao ver pela primeira vez a trama das 18 horas da Globo, me deparei com uma
jovem tão meiga, delicada, honesta, e tão responsável,
que prendeu-me a atenção para assistir os capítulos seguintes.
Fiquei tentando lembrar em que outra trama havia visto aquela atriz, e logo
percebi que tratava-se de Débora Falabella.
Até agora estou admirada com a personagem Léo
de Agora é que são elas, e porque não dizer, com
o autor que a criou? Léo é a cara de milhares de jovens que
existem neste país e não são mostrados. Jovens mães
solteiras, cheias de responsabilidades, que vão à luta todos
os dias, e ganham a vida honestamente, sem achar que os pais tem obrigações
de assumir todas as coisas.
Estamos tão acostumados a ver jovens alienados
na televisão, que só pensam em sexo, bailes, drogas. Jovens
maliciosos, mentirosos, com um vocabulário inútil, e inconscientes
de que estão sendo referência para outros que não querem
agredir os pais, não são viciados em sexo, não gostam
de mentir, etc.
E de repente aparece Leonarda, tão cheia de vida
quando após se mostrar solidária a Vitório, se vê
obrigada a mentir para o namorado, e depois fica com a consciência pesada,
deixando bem claro que a mentira para nada contribui; e que, apesar de ter
boa condição financeira vinda dos pais, gosta de trabalhar,
assume seu dia-a-dia e brilha como estrela.
Tudo isso no horário que se tornou nobre pela
qualidade da atriz, do texto e da estória. Parabéns!
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