DONOS DA BAND E 89 SE ASSOCIAM EM NOVO GRUPO EMPRESARIAL
 

89 FM AGORA FAZ PARTE DO GRUPO BANDEIRANTES

Fevereiro fechou com um grande negócio feito pelos empresários de rádio. Estava estabelecida a associação entre o Grupo Bandeirantes e os donos da 89 FM de São Paulo. O novo Grupo Bandeirantes de Rádio, composto pela Rádio Bandeirantes AM e seu "papagaio eletrônico", a Rádio Bandeirantes 90,9, e pelas FMs Band, Sucesso, Alpha, Nativa e 89, ele tem os donos da 89 em cargos de cúpula.

A associação aumenta a posição de poder do Grupo Bandeirantes, que se torna o líder no meio rádio, superando a poderosa corporação dos filhos de Roberto Marinho, as Organizações Globo, que continuam líderes no meio televisão, mas no rádio paulista só possuem a CBN AM, seu "papagaio eletrônico" CBN FM e a Rádio Globo AM.

O que é uma boa notícia para o mercado nem sempre é para os ouvintes roqueiros. Isso significa a consagração do modelo ultra-conservador da 89 FM, o método "Jovem Pan com guitarras" de radialismo rock, extremamente caricato e estereotipado. A rede já encontra respaldo em lugares que nunca viram uma rádio autenticamente rock, como Fortaleza e Goiânia. E apela para uma truculenta ascensão no Rio de Janeiro, até hoje saudoso por uma rádio tipo a Fluminense FM dos anos 80.

O que isso significa: locutores mauricinhos, ídolos teen digestíveis (Avril Lavigne, Linkin Park, Detonautas), programinhas essencialmente não-roqueiros (tipo "Rock Bola", inspirada na Energia 97, e "Hora dos Perdidos", "Pressão Total" e "Do balacobaco", imitação de programas da Jovem Pan 2). Nada do radialismo rock realmente destinado aos roqueiros, mas a uma diluição que faz mais sucesso entre adolescentes e fãs de pop metidos a radicais. Os esquizofrênicos defensores da 89 FM podem fazer apologias ao rock de um lado e à linguagem Jovem Pan 2 de outro, que seu sucesso só será justificado pelo mesmo contexto de imbecilização cultural que inclui Fausto Silva, João Kleber e É O Tchan.

E

1