RACIOCÍNIO
Uma força pra você chegar à Universidade !!!
Os Processos de Raciocínio são a base da TOC. Eles são
ferramentas lógicas criadas por Goldratt para nos ajudar a resolver
problemas. Estão baseados nas relações de causa-efeito
da física. Os Processos de Raciocínio podem ser usados em separado ou em
conjunto, dependendo do que se quer atingir. Para problemas mais amplos,
devemos usar em conjunto, visando responder a 3 perguntas: O que mudar?
Para o que mudar? e Como causar a mudança? Goldratt afirma que para entrarmos num processo de otimização
contínua precisamos responder, continuamente, a essas 3 perguntas. O QUE MUDAR? Descobrindo a doença do sistema,
sua restrição A primeira pergunta, O que mudar?, nos obriga a fazer um diagnóstico
da situação. Aqui estamos tentando encontrar o Problema-Raiz
do sistema. Fazendo uma analogia com a medicina, aqui faremos um diagnóstico
levando em consideração os sintomas do sistema (as coisas
negativas que estão acontecendo no sistema) e tentamos achar o que
está causando esses sintomas, queremos achar a doença do sistema.
O pressuposto por trás dessa análise é de que há
poucas causas comuns que explicam os muitos efeitos de um sistema. Aceitando
esse pressuposto, não devemos atacar os sintomas do sistema, mas
sim as suas causas comuns. Para responder a essa primeira pergunta usamos
a Árvore da Realidade Atual (ARA). A ARA é um diagrama que através de conexões de causa
e efeito, interliga todos os sintomas do sistema, permitindo então
encontrarmos o Problemas-Raiz (a restrição). PARA O QUE MUDAR? O que está por trás da
doença? Na ARA encontramos o que está impedindo a organização
de melhorar seu desempenho, encontramos sua restrição. Na
maioria das vezes essa restrição são políticas
da empresa. Agora que já encontramos as políticas restritivas
da empresa, precisamos definir as novas políticas, que irão
substituir essas políticas restritivas. Para fazer isso precisamos
entender por que essas políticas restritivas ainda existem. A maioria das políticas restritivas das nossas organizações
são doenças crônicas, isto é, são doenças
causadas por um conflito. Para podermos começar a responder à
segunda pergunta, Para o que mudar?, precisamos descobrir uma saída
para esse conflito. Para resolver a política restritiva (o Problema-Raiz), precisamos
primeiro definir o conflito por trás dela. Para fazer isso usamos
o Diagrama de Dispersão de Nuvem (DDN), ou simplesmente a Nuvem. D e D' são entidades mutuamente excludentes, isto é, não
podemos ter as duas ao mesmo tempo, mas a nossa percepção
(representada na Nuvem) diz que precisamos das duas para podermos atingir
o objetivo. A maioria das pessoas tenta achar um meio termo, isto é, cede
um pouco em D e D'. O que precisamos fazer é buscar uma solução
que elimine o conflito por completo, é nesse ponto que a Nuvem nos
ajuda. Ela nos obriga a desafiar alguns dos nossos pressupostos básicos
sobre a realidade da empresa, e com isso nos direciona a possíveis
caminhos de se sair do conflito. PARA O QUE MUDAR? Construindo toda a solução A Nuvem nos dá apenas a direção a ser seguida, uma
única idéia. Agora precisamos construir uma solução
por completo em volta da idéia que tiramos da nuvem. Para descobrir que outras coisas precisamos criar na nossa realidade
para que possamos melhorar nosso desempenho, precisamos construir a Árvore
da Realidade Futura (ARF). Na construção da ARF também procuramos por ramos
negativos, que são os efeitos colaterais das idéias que estamos
elaborando. Quando encontramos ramos negativos precisamos criar idéias
que os elimine, essas idéias irão complementar a solução
final. Assim, conseguimos curar a doença sem criar grandes efeitos
colaterais. COMO CAUSAR A MUDANÇA? Dividindo a grande jornada em pequenos
passos Com a ARF concluída, já temos a nossa estratégia
pronta. Sabemos o que precisamos implementar para melhorar o desempenho
do nosso sistema. Agora, o que precisamos é definir como iremos implementar
essa estratégia. Para começar a montar nosso plano de implementação
construímos a Árvore de Pré-Requisitos (APR). Nesse
diagrama lógico construímos os passos necessários para
implementarmos a ARF, sequenciando-os logicamente. COMO CAUSAR A MUDANÇA? Definindo as ações e seu
sequenciamento Na APR definimos os objetivos intermediários que devem ser alcançados
para podermos implementar a ARF. Nessa próxima etapa vamos construir
a Árvore de Transição (AT), que define que ações
precisamos tomar, e em que seqüência, para podermos atingir os
objetivos intermediários da APR. Na AT descobrimos quais ações são necessárias
e suficientes para que mudemos a realidade.
A Nuvem é um diagrama de relações de necessidade,
que contém 5 entidades.
A - O objetivo, que é o oposto do Problema-Raiz da ARA
B - Uma condição necessária para o atingimento
do objetivo
C - Outra condição necessária para o atingimento
do objetivo
D - Um requisito essencial para atingirmos a condição
necessária B
D' - Um requisito essencial para atingirmos a condição
necessária C
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