RACIOCÍNIO

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> Universidade São Judas Tadeu a 2ª melhor Universidade Particular do Estado de São Paulo - Engenharia Mecânica B no último provão


Os Processos de Raciocínio são a base da TOC. Eles são ferramentas lógicas criadas por Goldratt para nos ajudar a resolver problemas. Estão baseados nas relações de causa-efeito da física.

Os Processos de Raciocínio podem ser usados em separado ou em conjunto, dependendo do que se quer atingir. Para problemas mais amplos, devemos usar em conjunto, visando responder a 3 perguntas: O que mudar? Para o que mudar? e Como causar a mudança?

Goldratt afirma que para entrarmos num processo de otimização contínua precisamos responder, continuamente, a essas 3 perguntas.

 

O QUE MUDAR?

Descobrindo a doença do sistema, sua restrição

A primeira pergunta, O que mudar?, nos obriga a fazer um diagnóstico da situação. Aqui estamos tentando encontrar o Problema-Raiz do sistema. Fazendo uma analogia com a medicina, aqui faremos um diagnóstico levando em consideração os sintomas do sistema (as coisas negativas que estão acontecendo no sistema) e tentamos achar o que está causando esses sintomas, queremos achar a doença do sistema. O pressuposto por trás dessa análise é de que há poucas causas comuns que explicam os muitos efeitos de um sistema. Aceitando esse pressuposto, não devemos atacar os sintomas do sistema, mas sim as suas causas comuns. Para responder a essa primeira pergunta usamos a Árvore da Realidade Atual (ARA).

A ARA é um diagrama que através de conexões de causa e efeito, interliga todos os sintomas do sistema, permitindo então encontrarmos o Problemas-Raiz (a restrição).

 

PARA O QUE MUDAR?

O que está por trás da doença?

Na ARA encontramos o que está impedindo a organização de melhorar seu desempenho, encontramos sua restrição. Na maioria das vezes essa restrição são políticas da empresa. Agora que já encontramos as políticas restritivas da empresa, precisamos definir as novas políticas, que irão substituir essas políticas restritivas. Para fazer isso precisamos entender por que essas políticas restritivas ainda existem.

A maioria das políticas restritivas das nossas organizações são doenças crônicas, isto é, são doenças causadas por um conflito. Para podermos começar a responder à segunda pergunta, Para o que mudar?, precisamos descobrir uma saída para esse conflito.

Para resolver a política restritiva (o Problema-Raiz), precisamos primeiro definir o conflito por trás dela. Para fazer isso usamos o Diagrama de Dispersão de Nuvem (DDN), ou simplesmente a Nuvem.

 

A Nuvem é um diagrama de relações de necessidade, que contém 5 entidades.
A - O objetivo, que é o oposto do Problema-Raiz da ARA
B - Uma condição necessária para o atingimento do objetivo
C - Outra condição necessária para o atingimento do objetivo
D - Um requisito essencial para atingirmos a condição necessária B
D' - Um requisito essencial para atingirmos a condição necessária C

 

D e D' são entidades mutuamente excludentes, isto é, não podemos ter as duas ao mesmo tempo, mas a nossa percepção (representada na Nuvem) diz que precisamos das duas para podermos atingir o objetivo.

A maioria das pessoas tenta achar um meio termo, isto é, cede um pouco em D e D'. O que precisamos fazer é buscar uma solução que elimine o conflito por completo, é nesse ponto que a Nuvem nos ajuda. Ela nos obriga a desafiar alguns dos nossos pressupostos básicos sobre a realidade da empresa, e com isso nos direciona a possíveis caminhos de se sair do conflito.

 

PARA O QUE MUDAR?

Construindo toda a solução

A Nuvem nos dá apenas a direção a ser seguida, uma única idéia. Agora precisamos construir uma solução por completo em volta da idéia que tiramos da nuvem.

Para descobrir que outras coisas precisamos criar na nossa realidade para que possamos melhorar nosso desempenho, precisamos construir a Árvore da Realidade Futura (ARF).

Na construção da ARF também procuramos por ramos negativos, que são os efeitos colaterais das idéias que estamos elaborando. Quando encontramos ramos negativos precisamos criar idéias que os elimine, essas idéias irão complementar a solução final. Assim, conseguimos curar a doença sem criar grandes efeitos colaterais.

 

COMO CAUSAR A MUDANÇA?

Dividindo a grande jornada em pequenos passos

Com a ARF concluída, já temos a nossa estratégia pronta. Sabemos o que precisamos implementar para melhorar o desempenho do nosso sistema. Agora, o que precisamos é definir como iremos implementar essa estratégia.

Para começar a montar nosso plano de implementação construímos a Árvore de Pré-Requisitos (APR). Nesse diagrama lógico construímos os passos necessários para implementarmos a ARF, sequenciando-os logicamente.

 

COMO CAUSAR A MUDANÇA?

Definindo as ações e seu sequenciamento

Na APR definimos os objetivos intermediários que devem ser alcançados para podermos implementar a ARF. Nessa próxima etapa vamos construir a Árvore de Transição (AT), que define que ações precisamos tomar, e em que seqüência, para podermos atingir os objetivos intermediários da APR.

Na AT descobrimos quais ações são necessárias e suficientes para que mudemos a realidade.

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PAULO RENATO

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU
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