CONTABILIDADE DE GANHOS
Uma força pra você chegar à Universidade !!!
A Contabilidade de Ganhos é baseada na Teoria das Restrições
(TOC). A TOC encara qualquer empresa como um sistema, isto é, um
conjunto de elementos entre os quais há alguma relação
de interdependência. O desempenho global do sistema depende dos esforços
conjuntos de todos os elementos do sistema. Um dos conceitos mais fundamentais
é o reconhecimento do importante papel da restrição
de qualquer sistema, e por causa desse conceito, a Contabilidade de Ganhos
não aloca custos aos produtos, ela tem como pressuposto que para
se tomar boas decisões não devemos calcular o custo dos produtos. A analogia usada é comparar a empresa com uma corrente. Se tracionarmos
uma corrente, onde ela quebrará? No seu elo mais fraco, na sua restrição.
Logo, se queremos aumentar a resistência da corrente, onde devemos
concentrar nossos esforços? No elo mais fraco, na restrição.
A restrição do sistema é que dita seu desempenho, logo,
se quisermos aumentar o desempenho do sistema precisamos identificar a restrição
e explorá-la. Se aumentarmos a resistência de qualquer outro
elo que não o mais fraco, não estaremos melhorando o desempenho
da corrente como um todo. A meta de uma empresa é ganhar dinheiro hoje e no futuro. Para
fazer a ponte entre o Lucro Líquido e o Retorno Sobre o Investimento
a TOC tem três medidas. Para julgarmos se a empresa está indo
em direção à sua meta são necessárias
"três perguntas simples: quanto dinheiro é gerado pela
nossa empresa? Quanto dinheiro é capturado pela nossa empresa? E
quanto dinheiro devemos gastar para operá-la
As medidas são intuitivamente óbvias. O necessário
é transformar essas perguntas em definições formais
As medidas da TOC são: Ganho (G): o índice pelo qual o sistema gera dinheiro através
das vendas. Investimento (I): todo o dinheiro que o sistema investe na compra
de coisas que pretende vender. Despesa Operacional (DO): todo o dinheiro que o sistema gasta
transformando Investimento em Ganho. Ganho - Ganho é definido como todo o dinheiro que entra
na empresa menos o que ela pagou a seus fornecedores, esse é o dinheiro
que a empresa gerou, o dinheiro pago aos fornecedores é dinheiro
gerado por outras empresas. Para se calcular o ganho unitário de cada produto precisamos subtrair
os seus Custos Totalmente Variáveis (CTV) do seu preço de
venda. Custo Totalmente Variável é o montante que varia
para cada acréscimo de uma unidade nas vendas do produto (na maioria
dos casos é só matéria-prima). Dessa forma teremos
quanto a empresa gera de dinheiro com a venda de cada unidade do produto.
Para se calcular qual o ganho total da empresa basta somar os ganhos totais
de cada produto (que é igual ao ganho unitário vezes o volume
vendido). Investimento - Todo o dinheiro que o sistema investe na compra
de coisas que pretende vender. Essa medida de Investimento e o Ativo da
contabilidade tradicional podem ser confundidos, mas divergem drasticamente
quando se refere ao inventário de material. "Que valor devemos
atribuir ao produto acabado estocado em um armazém? De acordo com
a definição acima, podemos atribuir apenas o preço
que pagamos aos nossos fornecedores pelo material e peças compradas
que entraram no produto. Não existe valor acrescido ao produto pelo
próprio sistema, nem mesmo mão-de-obra direta. O valor atribuído ao estoque
em processo e estoque acabado é igual ao seu Custo Totalmente Variável
(CTV). Um dos objetivos aqui é o de eliminar a geração
de 'lucros aparentes' devido ao processo de alocação de custos.
Com essa metodologia não é possível aumentar os estoques
em processo e de produtos acabados para aumentar os lucros do período
(adiando o reconhecimento de algumas despesas que com certeza irão
diminuir os lucros futuros). Despesa Operacional - "Retirar o valor acrescido do inventário
não significa que não temos estas despesas. Não há valor acrescido ao produto, todo o dinheiro que o sistema
gasta transformando Investimento (I) em Ganho (G) é colocado nessa
medida. Despesa Operacional (DO) é intuitivamente compreendida como
todo o dinheiro que "temos que colocar constantemente dentro da máquina
para mover suas engrenagens. Salários,
desde o presidente da empresa até a mão-de-obra direta, aluguéis,
luz, encargos sociais, depreciações, etc. A TOC não
os classifica em custos fixos, variáveis, indiretos, diretos, etc.
A DO é simplesmente todas as outras contas (despesas) que não
entraram no Ganho ou no Investimento. Os incrementos ou diminuições
nas despesas são analisados caso a caso, e seu impacto no lucro final
é computado. A TOC afirma que qualquer coisa pode ser classificada numa dessas três
medidas, e que as três são o suficiente para fazermos a ponte
entre o LL e o RSI com as ações diárias dos gerentes.
Como prova disso temos as fórmulas do LL e RSI: LL = G - DO RSI = (G - DO)/I onde: G = Ganho Total da empresa DO = Despesa Operacional Total I = Investimento Total Com essas três medidas (G, I e DO) conseguimos saber o impacto
de uma decisão nos resultados finais da empresa. O ideal é
uma decisão que aumente o G e diminua I e DO. Porém, qualquer
decisão que impacte positivamente o RSI é uma decisão
que nos leva na direção da meta do sistema. O juiz final,
quem decide se é ou não é uma boa decisão, é
o RSI. Numa situação na qual existe uma restrição
na linha de produção da empresa, isto é, a produção
tem um recurso que é o gargalo de todo o processo, se faz necessário
decidir quais produtos são mais interessantes para a empresa, pois
a empresa não tem capacidade de entregar todos os produtos nas quantidades
desejadas pelo mercado. Precisamos ter em mente que a restrição é o tempo
disponível do recurso restritivo. Para aumentarmos o Ganho da empresa
é necessário tirar o máximo possível desse tempo
disponível. Queremos dar preferência aos produtos que têm maior ganho,
e ao mesmo tempo, dar preferência aos produtos que utilizam menos
o tempo da restrição. Teremos um problema quando, comparando
dois produtos, um tenha o maior ganho, e o outro utilize menos o tempo da
restrição. Como decidir qual é melhor para a empresa? Para resolver esse problema precisamos ter uma medida relativa, que leve
em conta que queremos maximizar o ganho da empresa ao mesmo tempo em que
queremos minimizar o tempo gasto da restrição. Por um lado temos o ganho unitário do produto, por outro os minutos
que o produto usa da restrição. Para decidir qual contribuirá
mais para o resultado final da empresa, precisamos dividir o ganho unitário
dos produtos pelo tempo que eles utilizam da restrição, chegando
no Ganho por tempo da restrição. Mas, essa medida só
serve para identificar qual o produto que mais contribui para a lucratividade
da empresa quando o mercado é comprador, isto é, o mercado
quer comprar mais do que a empresa consegue produzir. Nesse caso, o cálculo
do ganho por tempo da restrição faz sentido. Porém,
nem sempre as empresas se encontram nessa situação. Quando a empresa pode produzir mais do que o mercado quer comprar, a
restrição é o mercado. Nesse caso, o critério
de comparação entre os produtos deve ser apenas o ganho unitário,
pois não temos nenhum recurso que limita a empresa de ir em direção
empresa não varia proporcionalmente com o aumento do volume de produção,
especialmente se a empresa à sua meta. Qualquer venda de produto
cujo preço seja maior que o CTV, e que não aumente a DO, contribui
para o aumento dos resultados finais da empresa. De qualquer forma, o ganho/minuto da restrição ou o ganho
unitário não devem ser considerados sozinhos na avaliação
de uma decisão. Qualquer que seja a decisão a ser tomada é
necessário se quantificar o impacto da mesma no LL e RSI da empresa.
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