CHEGA DE CRÍTICAS.

Fernando Machado da Silva Lima

27.07.1998

 

          Assim também já é demais. Não podemos aceitar tantas críticas, que vêm sendo feitas em relação à inversão do trânsito na Governador e na Avenida Nazaré, porque afinal de contas, as autoridades competentes estão fazendo o melhor que podem, e não basta criticar, é preciso que a crítica seja construtiva.

 

          Chega de dizerem que a inversão do trânsito vai tornar perigoso o trecho da Governador que vai da Dr. Moraes até a Assis de Vasconcelos, enquanto isso não ficar provado pelas estatísticas de acidentes fatais.

 

          Chega de afirmarem que seria necessário preparar outras ruas, para desafogar o trânsito, e que não adianta simplesmente inverter o sentido de direção dessas duas avenidas e muito menos, que alguns viadutos poderiam resolver o problema, porque afinal de contas, se os problemas do trânsito desaparecerem, estará morta a galinha dos ovos de ouro.

 

          Chega de previsões pessimistas em relação ao trânsito dos ônibus pela Almirante Vandenkolk, em direção à Doca. Afinal, quem nos garante que ocorrerão muitos acidentes no cruzamento da João Balbi? Quem pode afirmar  que haverá um enorme congestionamento na esquina da Boaventura com a Doca? Quem pode ter certeza de que continuará o estacionamento de taxis em fila dupla nessa esquina? Quem pode, em sã consciência, afirmar que os veículos particulares continuarão sendo estacionados em diagonal, em ambos os lados da Boaventura, deixando passagem para  apenas um veículo, naquele cruzamento? 

                                                  

           Chega também de dizerem que o trânsito ficará congestionado na Doca, especialmente na esquina da Manoel Barata, e até mesmo que os atletas não mais poderão utilizar a pista da Doca para seu esporte.

 

          Chega de reclamarem - até isso - os camelôs, que serão prejudicados com a inversão do trânsito, porque terão que transferir seus estabelecimentos para o outro lado da rua, alegando alguns, até mesmo, direitos adquiridos.

 

          Chega de críticas em relação ao fechamento da Rua da Paz, porque não podemos afirmar, sem conhecimentos especializados sobre gerenciamento do trânsito urbano, que isso irá levar o cáos à Almirante Tamandaré, e ao cruzamento do Manoel Pinto da Silva.

 

          E exatamente porque não podemos mais aceitar tantas críticas infundadas, e no intuito de colaborar com as autoridades, porque somente aceitamos  a crítica construtiva,  é que aproveitamos a oportunidade para sugerir o seguinte:  tendo em vista o desentendimento ocorrido entre o Sindicato dos Flanelinhas e a Fundação Papa João XXIII, no tocante à exploração econômica da enorme área em frente ao Teatro da Paz, denominada Rua da Paz, acreditamos que a Prefeitura, através da Ctbel, ou talvez pudesse haver até mesmo a colaboração da Câmara Municipal, enfim,  acreditamos que essa área poderia ser aproveitada para  assentar – ou alocar, não sabemos- todos os camelôs que já têm direitos adquiridos e foram prejudicados com a inversão do trânsito. Com isso, ficariam todos satisfeitos, e com um pouco de boa vontade, temos certeza de que  sobraria uma boa área para que pudesse ser feita a ampliação do anexo cultural do Bar do Parque, com a construção de uma ampla sacada que certamente terá a preferência popular, bem como de modernos sanitários no subsolo.

 

Em frente ao Teatro sugerimos, ainda, que seja demarcada uma área para o estacionamento de trios elétricos. Talvez fosse o caso também, de sugerirmos à Câmara Municipal um projeto de lei para a mudança do nome da Rua da Paz. Bem, mas isso fica para uma próxima oportunidade.                                                                                                                                                                                                                                                                              

                                      

e.mail: profpito@yahoo.com

 

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