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Introdução

ESCANDINÁVIA
LENDAS & PROGROCK

A ESCANDINÁVIA, como é genericamente denominada, é uma região que abrange 5 nações. Muitos novos grupos nórdicos tiveram destaque na década de 90, com fãs em toda parte do globo, que ficam curiosos em saber um pouco mais sobre essa região. Parece que o carimbo "made in Sweden" (por exemplo) estampado em muitos discos, já é uma garantia de bom produto. A verdade é que o ROCK PROGRESSIVO se adaptou muito bem ao clima frio, às belas paisagens montanhosas, aos extensos fiordes, ao rico folclore, ao alto nível de vida da população, aos cabelos louros e olhos azuis, à arquitetura renascentista etc.

Compõem a Terra Nórdica, conforme também é chamada, a DINAMARCA (capital Copenhague), a FINLÂNDIA (Helsinque), a ISLÂNDIA (Reikjavik), a NORUEGA (Oslo), e a SUÉCIA (Estocolmo). A história da região começa a ser contada no período que vai de 7000 a 2000 a.C., quando os primeiros imigrantes começaram a chegar (vindos só Deus sabe de onde), atraídos pelo degelo provocado pelo fim da era Glacial (até então toda aquela área havia se transformado numa infinita geleira). No primeiro milênio d.C., os reinos e tribos se enriquecem com o comércio, mas a superpopulação obrigou a criação das viagens de exploração que acabaram se transformando em rotas de saque, pirataria e, em alguns casos, colonização. Foi a época dos terríveis Vickings, que propiciaram mais riquezas para a região. No final deste período, convencidos por missionários, começam a se converter ao cristianismo, abandonando suas crenças pagãs em deuses como Wodin - deus dos deuses e Thor - deus do trovão (lembram-se daquele desenho animado dos anos 70? Pois foi inspirado na mitologia nórdica). Com a conversão, as nações da Escandinávia passaram pouco a pouco a fazer parte culturalmente da Europa além de começarem a se identificar como irmãs, apesar de ainda estarem envolvidas em rivalidades internas, que só se resolveriam totalmente no século XX.

Por falar nos vikings (ou viquingues, como querem alguns traduzir para o português), é na Islândia que melhor se pode ter uma idéia da língua que eles falavam. Colonizada pelos noruegueses entre 874 e 930 (ou seja, na Alta Idade Média), em pleno período viking, a Islândia conservou as formas mais antigas da língua germânica então comum a toda a Escandinávia. Mas, após o século X, as diferenças acentuaram-se entre o islandês e o feróico (língua oficial nas ilhas Faroë) de um lado e as línguas dos três países continentais (Dinamarca, Noruega e Suécia) de outro.

Nos primeiros séculos de nossa era, ao mesmo tempo em que os germanos do Oeste começavam suas migrações na Europa, escandinavos da Escânia (província meridional - ao sul - da Suécia) estabeleciam-se no que hoje é a Dinamarca. Na mesma época, povos eslavos vindos do leste estabeleceram um corte entre os dinamarqueses e os germanos do Oeste. Essa separação teve por conseqüência o surgimento das línguas escandinavas, que se deve separar do resto das línguas germânicas por duas razões: não participaram de algumas inovações ocorridas nas outras e passaram por um certo número de evoluções próprias que fazem delas, ainda hoje, línguas muito próximas umas das outras.

Ao grupo das línguas escandinavas - sueco, dinamarquês, dano-norueguês, norueguês, feróico e islandês - dá-se o nome de Germânico do Norte (ou Germânico Setentrional), uma vez que também existem o Germânico do Leste (constituído por idiomas extintos: gótico, vândalo e bugúndio) e o Germânico do Oeste (no qual estão inseridos o alemão - e suas variações - e o inglês). A língua da Finlândia é o finlandês (ou finês). As línguas germânicas pertencem à grande família das línguas indo-européias, enquanto o finlandês pertence à família das línguas ugro-finesas (ou úgrico-altaicas, à qual também pertence o húngaro e o estoniano).

Um fato curioso é a facilidade com a qual um dinamarquês, um norueguês e um sueco conseguem conversar, cada um em sua própria língua, sem a ajuda de um intérprete. Isso se deve primeiro à origem destes três idiomas, assim como sua constância formal até o século IX, data após a qual evoluíram para dois grupos: a leste (velho-dinamarquês e velho-sueco) e a oeste (velho-feróico, velho-islandês e velho-norueguês, sendo que esta última língua entrou posteriormente em contato mais íntimo com o dinamarquês). Dizem os escandinavos: "O norueguês é o dinamarquês pronunciado como o sueco."

Para saber mais sobre os vikings e o antigo idioma escandinavo comum a todos eles, clique aqui.

Leia mais sobre as línguas escandinavas clicando aqui.

Nos territórios setentrionais (isto é, ao norte) da Noruega, Suécia, Finlândia e de um trecho da Rússia (Petsamo e Murmansk) vivem, como um povo nômade, os lapões, povo mongolóide de origem discutida e de baixa estatura, cuja língua também pertence à família na qual insere-se o finlandês. A esta região onde habitam os lapões dá-se o nome de Lapônia.

A tradição da cultura nórdica é valorizada ao extremo, como meio da manutenção do nacionalismo e das identidades enquanto nações independentes. Isso acontece principalmente na Noruega, onde a busca das fontes folclóricas e o interesse pelas raízes populares da vida nacional foram mais acentuados. As SAGAS, por exemplo, são relatos épicos de aventuras de heróis daquele povo. Na Finlândia, em 1835, foi publicada a primeira edição do KALEVALA, compilação de poemas populares mantidos vivos pelos contadores de histórias. Foi Elias Lönnrot que o publicou, reescrevendo-o a partir dos fragmentos por ele reunidos junto aos bardos da Carélia.

Os famosos contos de (Hans Christian) ANDERSEN, entre eles O Patinho Feio, A Pequena Sereia, O Soldadinho de Chumbo, A Rainha da Neve, que habitaram nossa imaginação na infância, são baseados em histórias recolhidas do folclore dinamarquês. Em Copenhague existe uma estátua da Pequena Sereia.

Talvez por serem países de exuberante natureza selvagem, formada por montanhas, imensos lagos e densas florestas, muitas das quais até hoje nunca pisadas pelo homem, as nações escandinavas possuem uma extensa coleção de lendas, que fazem parte do seu rico folclore, onde habitam seres sobrenaturais como Buldur, Kaipa, Trolls, etc. e que têm servido como fontes de inspiração para muitos grupos progessivos (inclusive na escolha do próprio nome das bandas).

Outra explicação para a existência de tantas lendas, é o longo período noturno (e de frio) que ocorre na época do inverno, onde a escuridão é total durante meses, o que ativa a imaginação das pessoas. Falando em estações do ano, é no verão que se conhece a exuberância da natureza e a alegria do povo. É a época dos festivais de música tradicional, tão reverenciada pelas bandas de RP. Ali se pode ouvir o violino (ou viola - de acordo com outra fonte) Hardanger (ou hardangerfele), da Noruega, e a harpa finlandesa Kantele. Com um pouco de sorte, pode-se assistir a um festival de Rock Progressivo, organizado pela Art Rock Society.

O Kalevala, referindo-se à harpa Kantele, diz: "Uma kantele deve ser feita de madeira loura e terna; para as cravelhas convém tomar o ouro que corre da voz do cuco, a ave da Primavera; para as cordas, a cabeleira de uma menina que à espera do namorado não chora, mas também não ri, e que não canta, nas horas da solidão, senão para abreviar horas do poente."

Dentre todos os países escandinavos, é na Noruega que se encontra a música popular mais viva: as danças nacionais (o halling em dois tempos e de andamento rápido, o springar, verdadeira "dança pulada") são acompanhadas por instrumentos próprios, como o já citado hardangerfele, que se apóiam em harmonias originais.

É em uma das nações que compõem a Escandinávia, a Dinamarca, que se passa uma das peças do célebre dramaturgo e poeta inglês Shakespeare (1564-1616). Estamos falando de Hamlet, Príncipe da Dinamarca, concebida em 1601. É nesta obra que encontramos a frase "Há algo de podre no reino da Dinamarca". Isso sem falar também em outras duas sentenças: "Há mais mistérios entre o céu a terra do que pode sonhar nossa vã filosofia" e "Ser ou não ser, eis a questão...". Segundo alguns, Shakespeare criou este personagem a partir do Amleth que aparece nas Gesta Danorum (história antiga e lendária dos dinamarqueses) do escritor dinamarquês Saxo Grammaticus (c.1150-c.1120).

Mais um pouco de geografia: a Dinamarca está situada ao norte da península da Jutlândia (talvez este nome signifique "terra dos jutos" - 'lândia', do inglês 'land', significa terra - numa referência aos jutos, povo germânico que habitou esta região do norte europeu; o restante da península está em território alemão); na península escandinava (Noruega e Suécia) encontram-se os Alpes Escandinavos; a parte mais ao norte da Finlândia fica acima do círculo ártico, numa região chamada Terra do Sol da Meia-Noite, onde o sol brilha 24 horas por dia durante longo período no verão.

Não se pode falar da Escandinávia sem registrar o extraordinário avanço que essa sociedade conseguiu no aspecto social em todos os níveis: economia próspera, distribuição igualitária de riquezas, educação, saúde, estabilidade política, etc. Tudo isso se reflete em um alto padrão de vida, proporcionando um bem-estar geral na população, que tem elevado nível de cultura.

Algumas curiosidades sobre a Escandinávia:
  • A maioria da população possui uma segunda residência para veraneio, normalmente localizada ao sul, em alguma ilha das centenas de arquipélagos tomados por florestas.

  • A Noruega foi o primeiro país a declarar ilegal bater em uma criança (em 1973).

  • A figura do Ombudsmen (investigadores de erros públicos) é criação escandinava.

  • As nações escandinavas estão entre as primeiras a reconhecerem plenamente os direitos das mulheres, ainda no início do século XX.

  • Desde a década de 70 existem várias comunidades independentes organizadas em forma de cooperativas auto-sustentáveis, em uma versão bem sucedida das antigas comunidades hippies.

  • A Islândia é uma sociedade igualitária, sem nenhum tipo de divisão de classes (igual riqueza e educação para todos). O governo promove a cultura pagando salários a atores, escritores, compositores e músicos. A televisão não funciona às terças, considerado "Dia da Família", nem nas férias de julho. Tudo isso para resguardar a unidade familiar.
UM POUCO DE MITOLOGIA

Conheçamos alguns deuses, entre outros personagens, pertencentes à mitologia nórdica. Tais deuses também foram adorados pelos antigos alemães, tanto que se fala em mitologia germânica, englobando os alemães e os escandinavos ou nórdicos. Os dois primeiros já foram mencionados acima.
  • Thor - Deus do trovão e filho de Odin. Thor e seu martelo foram popularizados através daquele antigo desenho animado.

  • Odin - Deus do céu e deus dos deuses. Também chamado de Wotan. Criador de todas as coisas. Pai de Thor. Comparável a Zeus e Júpiter, na Grécia e em Roma, respectivamente.

  • Heimdall - Deus da luz.

  • Freya - Deusa do amor e da fertilidade, tal como Afrodite e Vênus, na Grécia e em Roma, respectivamente.

  • Siegfried - Herói que, segundo a lenda ou mitologia, enfrentou o dragão, matando-o com sua espada e que se banhou com o sangue da besta, tornando-se imortal.
Nessa mitologia fala-se em Asgard, a sua morada dos deuses, tal qual o Monte Olimpo, onde residem os deuses gregos ou romanos.
O compositor alemão Richard WAGNER (1813-1883) utilizou elementos da mitologia e das lendas germânicas, ao musicar e transformar em (quatro) ópera(s) - O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses - o ciclo ou epopéia dos Nibelungos, O Anel dos Nibelungos. Citemos as valquírias, espécies de amazonas que levam os valorosos guerreiros mortos em batalha a um lugar chamado Valhalla, onde repousarão eternamente. O Valhalla pode ser comparado à ilha de Avalon, na mitologia celta e/ou britânica, lugar com a mesma finalidade. Ao crepúsculo dos deuses na mitologia germânica, dá-se o nome de Ragnarok.

MÚSICA ERUDITA

Uma vez que tocamos no nome de Wagner - compositor alemão que buscou na mitologia e lendas germânicas temas para suas obras - no parágrafo anterior, vamos aproveitar o ensejo para mencionar alguns compositores eruditos da Escandinávia e outros - estrangeiros - que lá estiveram a serviço de monarcas nórdicos:

  • Em sua terceira estada em Copenhague, capital da Dinamarca, de 1642 a 1644, o compositor alemão SCHÜTZ (1585-1672) é lá nomeado, pelo então rei Cristiano IV (1577-1648), Primeiro Mestre de Capela da Corte Dinamarquesa.

  • Em 1655, a rainha Cristina da Suécia (nascida em 1626) abdica de seu trono e converte-se ao catolicismo. Em 1659, ela se fixa em Roma, tornando-se um dos grandes mecenas daquela cidade italiana, onde patrocina apresentações em seu palácio Riario e funda a Academia da Arcádia - a sociedade musical mais fechada da Itália. Em 1681, o compositor italiano CORELLI (1653-1712) dedica-lhe suas primeiras obras, as Sonatas de Igreja a Três, Opus 1. Cristina Alexandra falece em 1689.

  • Roman (Suécia, 1694-1758): a primeira figura de destaque da música sueca. O nome completo deste violinista e compositor era Johan Helmich Roman. Também distinguiram-se no séc. XVIII, na Suécia, Johan Agrell (1701-1756), autor de boas sonatas, e os organistas Zettrin e Zelbel.

  • Diderik (ou Dietrich) BUXTEHUDE (1637-1707): sobre este compositor, alguns livros dizem ele ser sueco, outros dinamarquês e outros ainda alemão. O certo é que este organista e compositor foi admirado pelo alemão J.S. Bach (1685-1750). Suas obras mais executadas e gravadas costumam ser as peças para órgão e as cantatas sacras.

  • Um irmão de J.S. Bach, chamado Johann Jakob, ao assumir a carreira militar, entrou para o serviço do rei Carlos XII da Suécia, como oboísta em seu exército.

  • Franz Berwald (1796-1868), autor de uma obra rica e variada foi o grande compositor romântico sueco. Seu compatriota Lindblad (1801-1878) foi autor de encantadoras melodias. As composições de ambos não possuem um estilo especificamente escandinavo. A escola musical sueca se desenvolveu sob o signo do ecletismo, ou seja, possui um caráter europeu.

  • Ole Bornemann Bull (05/02/1810-17/08/1880), violinista norueguês nascido e falecido na cidade de Bergen: foi de certo modo um autodidata. Aos 9 anos já era violinista. Tornou-se um virtuoso de grande reputação, tanto na Europa como nos EUA, lugares por onde excursionou. Foi um admirador da arte de Paganini. As numerosas obras que escreveu e deixou para o seu instrumento, as quais consistem principalmente em brilhantes variações sobre melodias populares norueguesas, não permanecem no repertório.

  • Andreas Hallén (Suécia, 1846-1925): autor do drama musical (ou ópera) Harold, o Viking.

  • Niels Gade (1817-1890), J.P.E. Hartmann (1805-1900) e Emil Hartmann (1836-1898): três compositores dinamarqueses que escreveram obras sobre assuntos dinamarqueses, sendo que os dois últimos também foram autores de óperas em língua dinamarquesa.

  • Na Dinamarca, Carl Nielsen (1865-1931) foi o verdadeiro criador de uma escola nacional, tendo sido criador de admiráveis melodias e de uma ópera-cômica, Maskarade, que é para os dinamarqueses o que A Noiva Vendida, de Smetana, é para os tchecos.

  • Grieg (Noruega, 1843-1907): uma de suas obras mais conhecidas é a música incidental ou de cena que fez para a peça Peer Gynt, de autoria do dramaturgo também norueguês Ibsen. Suas obras-primas estão contidas nos dez volumes de Lyriske Stykker (Peças líricas) para piano. Assim o definiu Roland de Candé: "O grande músico escandinavo do século XX"

  • Sibelius (Finlândia, 1865-1957): este compôs um poema sinfônico para solos, coro e orquestra chamado Kullervo, baseado na epopéia nacional de seu país, o Kalevala, além dos poemas sinfônicos En Saga, O Cisne de Tuonela, Finlândia, As Oceânidas, Cavalgada Noturna e Nascer do Sol, O Bardo e Tapiola. Uma outra obra sua, a Suíte de Leminkainen, também é inspirada no Kalevala. Muitos de seus poemas sinfônicos têm como fonte de inspiração o Kalevala, e, em um nível mais profundo, pôde-se constatar afinidades estritas entre a música de Sibelius e o ritmo da língua finlandesa. Falando mais sobre o Kalevala, e voltando à mitologia, este, segundo um dicionário de música português, descreve a fabulosa epopéia de Vainemoniano, o deus do canto da Finlândia, que, pelo poder sedutor da sua arte, é considerado o dominador do mundo. Já a enciclopédia Mirador informa que esta epopéia narra as façanhas dos dois filhos do gigante Kalewa.

MÚSICA POP

  • Suécia:
    • ABBA (conjunto de música pop e discoteca - anos 70);
    • A-Teens (conjunto adolescente de música pop, influenciado pelo anterior - anos 90).

  • Noruega:
    • A-HA (trio technopop - anos 80).

  • Islândia:
    • Sugarcubes (conjunto de música pop - anos 80): deste grupo saiu a cantora Björk;
    • Björk (anos 90): cantora que passeia pelos estilos alternativo, eletrônico e pop.

O ROCK PROGRESSIVO

Como não poderia deixar de ser, a música progressiva faz parte da rotina dos cidadãos desses países. Milhares de anos de cantorias contando as aventuras nos mares, a vida dura nas regiões geladas, e as lendas das montanhas e florestas, geraram uma fonte inesgotável de inspiração para os jovens músicos que tinham formação clássica, mas cresceram ouvindo Rock e lendas. O resultado já se podia esperar: um ROCK PROGRESSIVO extremamente interessante e com marcantes características nacionais.


    Fontes:
  • Dicionário de Música - Tomás Borba & Fernando Lopes Graça - Edições Cosmos - Lisboa - Portugal
  • História Universal da Música - Roland de Candé - editora Martins Fontes
  • Uma Breve História da Música - Roy Bennett - Cadernos de Música da Universidade de Cambridge - Jorge Zahar Editor
  • História da Música Ocidental - Jean & Brigitte Massin - Editora Nova Fronteira
  • fanzine Metamúsica - edição nº3 - artigo especial "Escandinávia - Lendas e Progrock"
  • A Aventura das Línguas no Ocidente - Origem, História e Geografia - Henriette Walter - Editora Mandarim
  • A Aventura das Línguas - Uma viagem através da História dos idiomas do mundo - Hans Joachim Störig - Editora Melhoramentos
  • enciclopédia Mirador - Enciclopédia Britânica
  • enciclopédia Barsa - Enciclopédia Britânica
  • enciclopédia Delta Universal



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