O Cometa Hale-Bopp no
Cenário das Pirâmides

~ A Tony, Luís e Anderson ~

No espetáculo de som e de luzes, um show a parte: o Cometa Hale-Bopp
(ponto luminoso à direita) aparece sobre a Grande Pirâmide, em Gizé



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Outra imagem tirada no show a laser



Introdução aos Cometas

Cometas são corpos pequenos, frágeis e de formato irregular compostos por uma mistura de grãos não voláteis e gases congelados. Têm órbitas muito elípticas que os trazem muito próximo do Sol e os levam longe no espaço, por vezes para além da órbita de Plutão.

A estrutura dos cometas é diversa e muito dinâmica, mas todos desenvolvem uma nuvem de matéria difusa, chamada coroa, que geralmente cresce em diâmetro e brilho enquanto o cometa se aproxima do Sol. Geralmente vê-se no meio da coroa um núcleo pequeno (menos de 10 km de diâmetro) e brilhante. A coroa e o núcleo juntos constituem a cabeça do cometa.

Quando os cometas se aproximam do Sol desenvolvem enormes caudas de matéria luminosa que se estendem por milhões de quilômetros da cabeça, na direção oposta ao Sol. Quando estão longe do Sol, o núcleo está muito frio e a sua matéria está congelada dentro do núcleo. Neste estado os cometas são muitas vezes referidos por "icebergs sujos" ou "bolas de neve sujas", porque mais da metade do seu material é gelo. Quando o cometa se aproxima a menos de algumas UA (Unidades astronômicas)¹ do Sol, a superfície do núcleo começa a aquecer e volatiliza-se. As moléculas evaporadas carregam consigo partículas sólidas, formando a coroa do cometa, de gás e poeira.

Quando o núcleo está congelado, pode ser visto apenas pela luz do Sol refletida. No entanto, quando a coroa se desenvolve, as partículas de pó refletem ainda mais luz solar, e o gás na coroa absorve a radiação ultravioleta e começa a fluorescer. A cerca de 5 UA do Sol, a fluorescência normalmente torna-se mais intensa do que a luz refletida.

Enquanto o cometa absorve luz ultravioleta, os processos químicos libertam hidrogênio, que escapa à gravidade do cometa, e forma um invólucro de hidrogênio. Este invólucro não pode ser visto da Terra porque a sua luz é absorvida pela nossa atmosfera, mas foi detectado pelas naves espaciais.

A pressão da radiação solar e o vento solar aceleram os materiais afastando-os da cabeça do cometa a velocidades diferentes conforme a dimensão e a massa dos materiais. Por isso, caudas de poeira relativamente massivas são aceleradas lentamente e tendem a ser curvas.

A cauda de íons é muito menos massiva, e é acelerada de tal modo que aparece como uma linha quase direita afastando-se do cometa na direção oposta ao Sol.

Cada vez que um cometa visita o Sol, perde alguns dos seus materiais voláteis. Eventualmente, torna-se noutra massa rochosa no sistema solar. Por esta razão, diz-se que os cometas têm vida curta, numa escala de tempo cosmológica. Muitos cientistas acreditam que alguns asteróides³ são núcleos de cometas extintos, cometas que perderam todos os seus materiais voláteis.

Notas:

¹ A distância média da Terra ao Sol; 1 UA corresponde a 149,597,870 quilômetros (92,960,116 milhas)

² Um gás de baixa densidade em que os átomos individuais estão carregados eletricamente, mesmo que o total de cargas positivas e negativas seja igual, mantendo uma carga elétrica global neutra.

³ Asteróides são objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol mas são pequenos demais para serem considerados planetas.

Fonte: Departamento Educacional da NASA - Tradução de Arnaldo Poesia.

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