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Uma face imutável

“Cinqüenta anos atrás alguém poderia olhar esta foto
e... seria interessante de ver a diferença."

Outrora rei e gato, ao mesmo tempo, a Esfinge
cumprimenta o sol da manhã em Gizé, em pose real — embora sem o nariz,
destruído na Antigüidade. Espremida em frente a pirâmide de Quéfren, esta
monumental escultura une o rosto de um governante com o corpo de um leão
—
sabedoria e força em simetria eterna. |
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De olho
na Eternidade

“A única premissa do sistema religioso egípcio era
esta: faça as coisas direito e quando chegar à porta dos Céus, desfrutará
vida eterna."

Vinte anos depois que as pirâmides de Gizé foram
construídas, um general de nome Horemheb apossou-se do trono e fez com que
lhe escavassem a tumba em uma curva do Vale dos Reis. Em um mural interno,
ele oferece vinho a Osíris, deus dos subterrâneos, à esquerda. Tais cenas pretendiam representar o governante morto frente aos exames
e julgamentos que antecedem a passagem para a vida eterna. |

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Como se ainda fossem
Deus

“A equipe da Sociedade de Pesquisa Egípcia... removeu os blocos um a um,
carregou-os até a superfície e reconstruiu a tumba toda em um local próximo
do mesmo sítio... E revelou-se essa maravilha que foi ignorada pela história
ao longo de anos e anos.“

De sua tumba ricamente decorada em Sakkara, um
homem chamado Maya — tesoureiro do rei Tutankhamon
— cultua os deuses em retribuição.
Mesmo um contador, quando é próximo do rei, recebe tratamento real na morte. |
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Maravilha sagrada do
mundo

"Você pode fazer uma outra foto aérea das três
pirâmides, mais dramática, sem dúvida, mas esta imagem foi planejada para
mostrar o espaço sagrado do túmulo real."

Ícones da Antigüidade, as pirâmides de Gizé
ostentam o mistério e a majestade do legado cultural do Egito Antigo. A Grande
Pirâmide, à direita, tumba do rei Quéops, eleva-se aproximadamente 140 metros
acima do solo do deserto. Construída com 2,3 milhões de blocos de pedra, é a
mais velha das sete maravilhas do mundo antigo e a única que sobreviveu. |
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Amor de uma vida

"Eis um dos grandes guerreiros imperialista do mundo
antigo que, ao mesmo tempo (Ramsés II) tinha amor e afeição profunda por sua
esposa."

A primeira e principal das sete esposas de Ramsés
II, Nefertari brilhava sobre todas as outras, aos olhos do rei. "Só de
passar por perto, ela roubou meu coração para sempre", ele escreveu. Na
pintura em sua tumba a rainha aparece em seu esplendor real. A cobra
dourada, contornando-lhe o lóbulo da orelha, assinala sua realeza. Ramsés
encomendou um templo para sua esposa em um rochedo ao lado de seu próprio,
em Abu Simbel, Núbia. |
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Um caldeirão de culturas
teológicas

"Mesmo um deus cultuado durante, digamos, 3000 anos
podia evoluir ao longo desse tempo e adquirir múltiplas formas. Isto explica
porque pegamos um livro de deuses egípcios e o volume tem centenas de
páginas."

Bes fazia parte do panteão egípcio, que podia
reunir perto de um milhar de deuses a um só tempo. Deus das festas e
protetor dos espíritos nefastos, ele revelou como a diversidade teológica
florescia no Egito Antigo sem comprometer a fé, que se baseava na
civilização. |
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Uma pirâmide sem data

"Esta cena, em particular, pode ter se passado há
4500 anos. Ela pode ter sido uma pintura de parede em uma tumba."

Além de um palmo das franjas do Nilo, nas terras
alagadas, a primeira pirâmide de pedra sobressai dos degraus de poeira do
deserto de Sakkara. Até o rei Zóser encomendar essa tumba monumental, por
volta de 2630 a.C., os governantes construíam seu último abrigo
na terra com blocos de barro. |
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Andando sobre a morte

"Nós estamos perturbando alguém que achou que
construiria uma tumba para durar uma eternidade."

Cerca de 25 metros abaixo do solo de Abusir, sob
as 22 toneladas métrica da tampa de pedra de um sarcófago, trabalhadores
revelam a face de um sacerdote, de 2500 anos, denominado Iufaa, esculpida em
uma das tampas internas do sarcófago de basalto. |
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Preservando o Passado

"Como permitir ao público ver essas peças e ao mesmo
tempo preservá-las para as gerações futuras?"

Palavras mágicas e instruções para a viagem por
meio aos vários perigos que poderiam surpreender alguém em trânsito entre a
morte e o paraíso lotam a tumba de Seti I. Um dos sítios tumulares mais
elaborados do Vale dos Reis, suas paredes ainda estão cobertas com a pintura
original de mais de 32 séculos atrás. Os artesãos que criaram tal esplendor
viviam em uma aldeia próxima, hoje chamada Deir el Medina.
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– ©
National Geographic
–
Fotos de Kenneth Garrett
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