Ano VIII - Brasil, Salvador - Racismo Não 1997-2005
 
 
O fim do mito da democracia racial brasileira*
  Sociedade miscigenada x sociedade pluriracial
  Baseado no Decreto nº 4.886 de 20 de Novembro de 2003
     
 
Contrariando o senso comum que nos ensinou ao longo dos anos que a sociedade brasileira é o resultado da mistura das raças aqui reunidas e nos ajudou a construir a “auto-imagem do Brasil como país homogêneo e indiferenciado” (HERINGER, 2002), as políticas de ação afirmativa têm suscitado uma grande discussão. A que tem causado a maior polêmica, sem dúvida, é a política de cotas. Isto é, a polêmica só aparece quando as cotas são destinadas aos afro-descendentes e indígenas. Porque as cotas já vêm sendo adotadas em vários segmentos da sociedade. Temos cotas para deficientes, idosos (no transporte rodoviário) e mulheres. Aparentemente o problema não reside na política de cotas em si mesma e sim para quem as cotas estão sendo destinadas. Para DOMINGUES, “a discussão das cotas já tem o mérito de revelar a cara e a voz do nosso racismo.” A inclusão da questão das desigualdades étnico-sociais históricas da sociedade brasileira na agenda pública nacional (e também na internacional) ganhou substância em 2001 quando dos preparativos para Conferência Mundial Contra o Racismo (CMR) na África do Sul, onde o debate público se intensificou. Mas foi preciso a participação de novos atores no processo para a questão adquirir visibilidade, principalmente os atores oriundos do seio do próprio Estado. A exclusão do afro-brasileiro já não é mais um mito, as estatísticas não permitem disfarçar que a diferenciação existe. Portanto a democracia racial brasileira tão propalada, através de muita luta do movimento negro, está sendo posta em cheque e o reconhecimento do caráter pluriétnico da sociedade pelo governo, através do Decreto 4.886 de 2003, é um avanço significativo. Essa é a essência da questão, a desmitificação da democracia racial brasileira, esta não existe nem nunca existiu e o governo no âmbito dos seus três poderes tem promovido esse reconhecimento através de ações de discriminação positiva. (Ver integra do texto)
 
     
 
Palavras-Chave: política pública, democracia racial, discriminação positiva, ação afirmativa, inclusão social.
 
 
Autores: BATISTA, Robson, SOARES, Frederico e COUTINHO, Rejane.
 
 
*Trabalho apresentado na pós-graduação em Planejamento e Gestão Governamental da Universidade Salvador – UNIFACS. Salvador, Ba. Maio de 2005.
 
     
     
 
Hilda Jitolu indicada ao
Nobel da Paz
 
O comitê organizador do movimento 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz 2005, incluiu no nome da Yalorixá Mãe Hilda Jitolu na lista que concorrerá ao Nobel da Paz. O comitê percorreu mais de 150 países e analisou mais de 2000 mil mulheres. Agora será lançado um livro com as indicadas ao Prêmio. www.1000peacewoman.org
 
     
     
     
     
     
     
   
 
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