Origem e Desenvolvimento da Filosofia e do Conhecimento


Ao longo de toda a existência o conhecimento 1 se tornou vital por excelência, sendo que este "caminho obrigatório para a evolução" ( conhecimento ) começou a tomar outras formas e a ser visto de varias maneiras, pela flexibilidade do pensar e do expressar. ( RUIZ , 1996 ).  Existem quatro formas de conhecimento, segundo Aristóteles: ( LACAZ RUIZ, R. )

    1 ) a fé;
    2 ) a evidência;
    3 ) a experimentação;
    4 ) a opinião.

As três primeiras formas de conhecimento são seguras, enquanto que a opinião é uma asserção fundada em raciocínios prováveis, com possibilidades de risco ou de erros. ( LACAZ RUIZ, R. )  Ter fé é acreditar em alguém, não pela verdade intrínseca, mas pela autoridade de quem fala. Ela é segura, transmite uma certeza no conhecer. ( LACAZ RUIZ, R. )  Já o conhecimento evidente diz respeito a conceitos que carecem de demonstração e de certo modo são universais e perenes. ( LACAZ RUIZ, R. )  O conhecimento filosófico 2 teve a necessidade de ser estudado para a compreensão dos diversos saberes humanos para se tematizar um novo tipo de saber : falar, discutir, identificar o "espírito "presente no campo das idéias, dos valores e das praticas da comunicação, entre outros campos, do conhecimento, que os perpassam, marcando o passado, caracterizando o presente e abrindo possibilidade para o futuro. ( ANDRADE FILHO, 2000.)  
A filosofia 3 basicamente se reduz a uma teoria critica e reflexiva do conhecimento uma teoria critica e reflexiva dos valores. A teoria critica do conhecimento se desdobra em três disciplinas que se referem a aspectos diferentes do conhecimento:

    1 )Gnosiologia = que estuda a natureza do conhecimento em geral;
    2 ) Epistemologia = que estuda a natureza e a fundamentação dos vários conhecimentos científicos;
    3 ) Metodologia 4 = que estuda os processos lógicos de aquisição do conhecimento cientifico.

 A filosofia , dita conhecimento, é função do pensamento objetivo, é conhecimento "que nos faz ultrapassar as aparências e alcançar a realidade". Racional não é só função de conhecimento, aplica-se também à pratica, reporta-se à ação. A reflexão e a razão criticaram e destruíram um mundo mítico e elaboraram um outro tipo de explicação": a filosofia, onde diferente da visão mítica, há discussão, possibilidade de critica. ( ANDRADE FILHO, 2000.)  "Tudo era um caos ate se erguer a Mente para por ordem nas coisas"( ANAXÁGORAS ).  A filosofia brota do chão da vida e da historia concreta de um povo. ( ANDRADE FILHO, 2000.)  Esta mudança do homem em relação ao seu modo de pensar, do mítico para o racional, ocorreu por dois motivos: ( ANDRADE FILHO, 2000.)

    1 ) contradições do pensamento mítico
    2 ) fortalecimento da razão

Assim, também surgiram os filósofos, como Tales ( 625 - 548 a.C. ); Anaxágoras ( 585 - 528 a.C. ) ; Heráclito ( 540 - >470 a.C. ) ; Pitágoras ( 580 - 497 a.C. ) ; Platão ( 348 - 322 a.C. ), que tinham como trabalho refletir 5 sobre as realidades quaisquer que sejam elas e descobrir seu significados.  Os filósofos passaram a criar confiadamente explicações, não mais baseada nas tradições míticas das coisas, mas às forcas racionais de suas mentes. ( ANDRADE FILHO, 2000.)

História e Filosofia da Ciência6


Na Antigüidade, Aristóteles classificou as ciências em práticas, poéticas e teóricas, sendo sua classificação questionada, posteriormente, por Platão 7 , que fez outra classificação.( PATRICK PAUL ).  Esta divisão da ciência na antigüidade mostra duas abordagens distintas : .( PATRICK PAUL ).  
    1 ) De um mondo linear e horizontal – tem como defensores Aristóteles, Ockham, Descartes, Kant e o positivismo de Augusto Comte ;

    2 ) De um mondo circular e vertical – Representado por filósofos como Platão, Echkart, Piaget, constituindo uma filosofia de uma relação objeto/sujeito paradoxal, ou imaginário. (PATRICK PAUL)
   

Para Jolivet, a ciência é como o conjunto de proposições com objetivo limitado, logicamente encadeadas entre si, de modo a forma um sistema coerente e que se demonstra por redução à evidência ou por via de experimentação, ou seja, conhecimento das coisas ( tudo o que pode ser apreendido, imaginado, pensado, afirmado ou negado. Sinônimo de substância. Do ponto de vista moral, coisa é tudo o que não é uma pessoa; ou seja, os animais e os abjetos inanimados. Metafisicamente, coisa é o ser enquanto essência.
A representação matemática é uma ferramenta simbólica que serve de suporte ao pensamento humano, explicitando tanto intensidade como quanto relações lógicas, sendo por este motivo a linguagem da ciência.

Já a filosofia da ciência pode ser dividida em duas grandes áreas: ( DAVID PAPINEAU )  

1 ) A epistemologia da ciência = esta discute a justificação e a objetividade do conhecimento científico 8. Tem como tema centra o problema da indução 9, o problema se encontra no fato de que os argumentos não são logicamente válidos pois a verdade das premissas particulares não garantem a verdade da conclusão universal. A exemplo “todos os corpos caem com uma aceleração constante”, que pode ser questionado quando dito que todos os corpos observados até agora tenham caído com uma aceleração constante, não garantindo que todos os corpos observados no futuro o façam também. Outro problema é a possibilidade do conhecimento de inobserváveis, como os vírus e os elétrons. Os instrumentalistas negam que as teorias científicas sobre inobserváveis possam ser aceitas como descrições verdadeiras de um mundo inobservável. Dizendo que tais teorias são úteis para gerar previsões observáveis. Em oposição aos instrumentalistas, há aqueles que adotam o ponto de vista realista de que a ciência pode descobrir, e de fato descobre, verdades sobre inobserváveis. Alguns filósofos da ciência como T.S Kuhn e Feyerabend, argumentam que a observação está “contaminada pela teoria”, ou seja, as teorias anteriores influenciam as observações que são feitas e a importância que lhes são atribuídas. Para estes dois filósofos, a verdade científica objetiva não é alcançável mesmo ao nível dos observáveis, quanto mais ao nível dos inobserváveis.  

    Mas nem todos os epistomólogos da ciência aceitam o relativismo de Kuhn e Feyerabend. Um argumento contra o relativismo é que as teorias científicas são descrições verdadeiras de uma realidade independente Muitas teorias do passado revelam-se falsas. Assim, por meio de uma “meta – indução pessimista” , conclui-se que uma vez que as teorias científicas do passado revelam-se normalmente falsas, as do presente e do futuro serão também provavelmente falsas Em resposta, as teorias científicas que se sucedem a outras aproximam-se cada vez mais da verdade, sendo que até mesmo as teorias do passado falsas contém um grande componente de verdade, fazendo com que as teorias do presente e do futuro se aproximem da verdade. Nos anos 80, alguns filósofos adotaram um abordagem naturalista em epistemologia da ciência. Em vez de tentar identificar regras a priori do método científico, inspiraram-se na história da ciência e noutras disciplinas a posterior para mostrar que estratégicas metodológicas constituem de fato meios eficazes para se atingirem objetivos. O ponto de vista realista do objetivo da formulação de teorias científicas é a descoberta da verdade. Muitos filósofos da ciência naturalista rejeitam a idéia de que a verdade seja um objetivo sensato para a ciência, investigando invés disto estratégias para se atingirem objetivos teóricos como a simplicidade, o sucesso das previsões e a proficuidade heurística.  

2 ) A Metafísica da Ciência = discute aspectos filosoficamente problemáticos da realidade desvendada pela ciência. Uma questão central é a análise da causalidade. Segundo David Hume, a causalidade, enquanto relação objetiva, é apenas uma questão de associação constante : um acontecimento causa outro se, e só se, os acontecimentos do primeiro tipo estiverem constantemente associados aos acontecimentos do segundo tipo. Mas esta análise gera problemas como a questão da distinção entre genuínas leis causais da natureza e associação acidentalmente verdadeira; um problema quanto à direção da causalidade e por fim a questão da causalidade probabilística. De acordo com Hempel, um acontecimento particular é explicado se sua ocorrência puder ser deduzida da ocorrência de outros acontecimentos particulares com a ajuda de uma ou mais leis naturais. Da estratégia humeana, reavivada por David Lewis, argumenta que as leis são aquelas generalizações verdadeiras que podem ser encaixadas numa sistematização ideal do conhecimento; ou, não formulação de Ramsey, as leis são uma conseqüência daquelas proposições que se toma como axiomas quando se sabe tudo e organiza de modo mais simples possível num sistema dedutivo. Já a estratégia não humeana, cujo o defensor é D.M Armstrong, rejeita o pressuposto de que as leis não implicam mais do que associações constantes, postulando em vez disto uma relação de necessitação que se verifica entre os tipos de acontecimentos que estão relacionados de modo legiforme, mas não entre aqueles que apenas estão associados acidentalmente. Em relação a direção da causalidade, o próprio Hume disse que, entre dois acontecimentos constantemente associados, o acontecimento anterior era a causa e o posterior o efeito.  

Definição de Método
 

A palavra deriva-se do grego e quer dizer caminho, sendo neste caso a ordenação de um conjunto de etapas a serem cumpridas no estudo de uma ciência, ou seja, é o conjunto de processos aos quais é possível conhecer uma dada realidade, produzir determinado objeto ou desempenhar certo comportamento. Identifica-se com a noção de meio pelo qual se alcança determinado fim., ou seja, a noção de técnica, de know - how. ( ENCICLOPÉDIA BARSA ).  A consideração sobre o caráter "uno" do método, como algo de único e universal, faz- se presente no titulo do famoso livro de René Descartes, Discours sur laméthode pour bien conduise as raison et chercher la vérité dans les sciences ( 1637; Discurso sobre o método para o bem conduzir sua razão e procurar a verdade nas ciências ). ( ENCICLOPÉDIA BARSA ).  0 método é reflexo das nossas necessidades e possibilidades materiais, ao mesmo tempo em que nelas interfere. Consiste em uma tentativa de desenvolver concepções sobre o homem, a natureza, o conhecimento, segundo o momento histórico e as convicções da comunidade científica nesse tempo. ( ANDRADE FILHO, 2000.)  

Método Cientifico
 

Termo geral que designa vários processos pelos quais se constrói a ciência. Mais precisamente, pode ser definido como uma sucessão de passos ou operações que vão desde a formulação de um problema ate a incorporação, no patrinômio cientifico, do conhecimento novo resultante das investigação. ( ENCICLOPÉDIA BARSA).  Argumentar, demonstrar e concluir é de certa maneira, uma síntese da ciência, do método científico, e pode servir como critério seguro no processo de encaminhar um projeto de pesquisa. O argumento implica raciocinar sobre um objeto, conhecê-lo. Demonstrar significa ordenar as idéias ou experimentos em princípios verdadeiros que induzam a uma possível conclusão. . ( LACAZ RUIZ, R., et al ).  Concluir é raciocinar anagogicamente10. ( LACAZ RUIZ, R., et al )  O método científico envolve técnicas exatas, objetivas e sistemáticas, implementadas através de regras fixas para a formação de conceitos, para a condução de observações, para a realização de experimentos e para a validação de hipóteses explicativas.  O objetivo básico da atividade científica não é o de descobrir verdades ou ser uma compreensão plena da realidade, mas sim o de fornecer um conhecimento que, ao menos provisoriamente, facilite a interação com o mundo, permitindo previsões confiáveis sobre eventos futuros e indicando mecanismos de controle para que se possa intervir favoravelmente sobre os mesmos.  Vantagens do método cientifico:
    1) A produção de um conhecimento prático e aplicável, que pode ser usado diretamente para a previsão e/ou controle de fenômenos e ocorrências;
    2) O uso de uma expressão objetiva e detalhada não apenas do saber que é produzido mas também do modo como se chegou até ele, permitindo um conhecimento:
    a )Amplamente compartilhável e transmissível independente do conteúdo;
    b )Verificável e passível de quantificação do grau de confiança que se pode ter nele;
    3)Redução ou minimização dos vários tipos de viés que podem surgir na observação e interpretação dos diversos fenômenos que se pretende estudar;


Metodologia  Científica


Tem por objetivo fornecer o instrumento para capacitar a leitura e interpretação de um trabalho cientifico, e para uma pesquisa acadêmica, em suas partes e num todo, alem de compreender a natureza do conhecimento e do método cientifico. ( LACAZ RUIZ, R. ; PRAVADELLI, C. ; BARABOSA DA SILVA, L. ) Ela estrutura um trabalho cientifico, que representa o conjunto dos procedimentos aplicáveis à execução da pesquisa científica, de acordo com as normas da ABNT ( Associação Brasileira de Normas e Técnicas ), redigindo e apresentando textos em linguagem cientifica. Sua fundamentação esta na tentativa de comprovação de uma hipótese. Sendo assim, qualquer pesquisa cientifica inicia com uma hipótese ( que é a pergunta da pesquisa ), e para comprova-la é estabelecida uma metodologia. Não há metodologia específica para uma ciência, mas para o conjunto das ciências. A metodologia tem como base as teses do positivismo 11 , destacando – se:
    1 ) o conhecimento fecundo é aquele baseado em fatos, em eventos colhidos no mundo empírico;
    2 ) para que se possa ter certeza do conhecimento é necessário que haja verificação das hipóteses, empregando – se as mais diversas técnicas do uso de testes, e que se chega à formulação de leis. O tipo de certeza é o fornecido pelas ciências experimentais; 3 ) o processo científico deve – se ater sempre ao contato com a experiência do mundo empírico, a fim de evitar o verbalismo e o erro.


Mas nem todos os filósofos são adeptos do positivismo, elaborando uma distinção entre as Ciências Humanas e as Ciências Naturais, como Friedrich Hegel ( 1770 – 1831 ) e Wilhem Dilthey ( 1833 – 1911 ) que estabeleceu a diferença entre explicação 12 e compreensão 13. Abaixo irá ser descrita a metodologia da geografia 14.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma enorme mudança no setor científico, houve uma “revolução quantitativa e teorética da geografia “ (BURTON, 1963 ). A Nova Geografia, desenvolveu-se procurando incentivar e buscar um enquadramento maior da geografia no contexto científico global, utilizando-se de metas como :
    1 ) Rigor maior na aplicação da metodologia científica – salienta a necessidade de maior rigor no enunciado e na verificação de hipóteses, assim como na formulação das explicações para os fenômenos geográficos;

    2 ) Desenvolvimento de teorias – sobe o paradigma da metodologia científica procua estimular o desenvolvimento de teorias relacionadas com as características da distribuição e arranjo espaciais dos fenômenos;

    3 ) Uso de técnicas estatísticas e matemáticas;

    4 ) Abordagem sistêmica.


Mas surgiram correntes contrárias ao positivismo, ou seja, a esta Nova Geografia, como foi o caso da geografia Humanística 15, Geografia Idealista 16 e da Geografia Radical 17. No período clássico ( século IV a. .C ao século XIX ) , Aristóteles sistematizou e definiu a lógica como uma ciência autônoma e também utilizou de uma metodologia. No século XVI os problemas que diziam respeito à sistematização do conhecimento científico designava – se por “lógica menor “ e no século XIX por “lógica formal “. Os problemas que diziam respeito à verdade do juízos constituíram o objeto do que se chamou no século XVI de “lógica maior “e no século XIX por “lógica material”.  Com o objetivo metodológico de mostrar o caminho correto para a investigação, o conhecimento e a demonstração científica, a lógica de Aristóteles usava as seguintes fases do método científico:
    1 ) Observação de fenômenos particulares ;
    2 ) Intuição dos princípios gerais ( universais ) a que os mesmos obedeciam ;
    3 ) Dedução a partir deles das causas dos fenômenos particulares.
 Mas sua lógica, a partir do século XVI, começou a ser questionada, por filósofos como Francis Bacon18 ( 1561 – 1626 ) e R. Descartes ( 1596 – 1650 ), devido ao “aparecimento” da “ciência experimental “, que procurava atingir o universal a partir do particular, e não mais o inverso.  

Pesquisa Científica
 

Uma pesquisa é definida como sendo ação metódica para se buscar uma resposta; já uma pesquisa cientifica é o trabalho desenvolvido pelos cientistas a partir de métodos, leis e teorias devidamente comprovadas na busca de novos conhecimentos.  Toda pesquisa (científica) é um processo para descobrir respostas através de atividades em busca de determinado conhecimento, por meio de investigação planejada de acordo com normas de metodologia cientifica. Ao contrario de pesquisa de opinião que, apesar de captar dados, não influi na Ciência. A finalidade da Pesquisa Cientifica é produzir conhecimento novo, relevante teórica e socialmente, fidedigno e que se some ao que já existe. ( LOUR DE OLIVIER ). O pesquisador tem um papel de destaque, a medida que ele deve ser capaz de justificar o que sua investigação tem de importante, o que mudará dentro da pesquisa científica, ou seja, até que ponto o que ele está relatando em sua pesquisa realmente é novo e /ou mudará o que já foi descoberto e registrado.( LOUR DE OLIVIER ). A pesquisa geográfica, citada como um exemplo a cima, é responsável pela unidade da geografia, fazendo com que a “geografia tem por objetivo o conhecimento das relações que condicionam, em determinado momento, a vida e as relações dos grupos humanos. Essas relações que colocam em jogo elementos e atos de essência múltipla, tão diferente como a presença do granito ou a de uma fronteira.” ( PIERRE GEORGE, 1961 ). A metodologia devera incluir todos os materiais a serem utilizados durante a experiência bem como a descrição detalhada de todos os passos que deverão ser seguidos. Um Relatório de Pesquisa Cientifica é feito ao final do experimento contento toda a metodologia usada para que este possa ser repetido e encontrar resultados similares. Ele é convencionalmente composto:
    1)Introdução / Objetivos - deve conter a apresentação da hipótese, com descrição das razoes e justificativas para sua comprovação;

    2)Fundamentação teórica ( revisão bibliográfica ) - levantamento do estado da arte do problema levantado, pesquisa similares já realizadas;

    3)Metodologia - descrição dos experimentos, testes e analises realizadas;

    4)Resultados e Discussão - apresentação dos resultados encontrados, comparação com outros estudos;

    5)Conclusões e Recomendações

    6)Bibliografia

Os trabalhos científicos mostram como fazer as coisas, são denominados livros práticos, a exemplo, a obra Monografia: apresentação de trabalhos científicos, que orienta na elaboração e apresentação de trabalhos científicos.







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 1 Conceito de Conhecimento : O conhecimento tem e requer um elemento subjetivo e um objetivo, segundo o autor Elliott Sober da universidade de Wisconsin. Um fato é objetivo se a sua verdade não depende de como é a mente das pessoas, e um fato é subjetivo se não é objetivo. Ele diz que o que acontece na mente de alguém é um exemplo de fato subjetivo, Em 1963, o filósofo Edmund Gettier publicou dois contra-exemplos para a teoria CVJ (A teoria CVJ diz que todos os casos de crença verdadeira justificada são casos de conhecimento) onde mostra que um indivíduo pode ter uma crença verdadeira justificada mas não ter conhecimento. August Comte, juntamente com um de seus discípulos Littré., dizem que o conhecimento humano passa por três fases, a saber : 1 ) Fase Religiosa ou Teológica , caracterizada pelo apelo a poderes sobrenaturais para justificar as explicações e as esperanças ; 2 ) Fase Metafísica , onde os seres sobrenaturais são substituídos por conceitos abstratos ; 3 ) Fase Positiva , definida e apoiada na experiência.

2 Conceito de Conhecimento Filosófico : É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Apresenta as seguintes característica : radical, por sua reflexão em profundidade ; rigoroso, por seu método adequado e de conjunto, não isolado, mas em relação com a totalidade. Integrado com outras ciências. ( ANDRADE FILHO2000.)
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3 Conceito de Filosofia : O inicio da filosofia data entre os anos 800 e 500 a . c. É difícil dar uma definição à filosofia devido às diferentes concepções dos filósofos. Após o estudo das teorias, argumentos e problemas da filosofia o próprio estudante cria sua definição implícita para a filosofia. Segundo Desidério Murcho, a filosofia pode ser definida como uma “atividade crítica, que consiste no estudo rigoroso dos conceitos mais básicos que usamos no dia-a-dia, nas ciências (humanas e da natureza), nas religiões e nas artes. Os frutos desse estudo são em geral teorias ou idéias filosóficas que procuram resolver certos problemas de caráter conceptual (por oposição a problemas de caráter empírico, que só podem ser resolvidos pelas ciências empíricas como a história ou a física), apresentando teorias sustentadas por argumentos”. Já para Aristóteles, a filosofia pode ser definida como ciência dos primeiros princípios, das primeiras causas e da concepção do Universo.
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4 Metodologia : ("methodo"significa caminho ; "logia"significa estudo ) Literalmente, ciência ou estudo dos métodos. Investigação sobre os métodos empregados nas diferentes ciências, seus fundamentos e validade, e sua relação com as teorias cientificas. Ela é o estudo ( analise e descrição ) de qualquer método cientifico. Quando este estudo procura fundar a própria racionalidade de seu objetivo, fala-se da lógica da ciência. ( LACAZ RUIZ, R., et al ; PRAVADELI, C. , et al ; BARBOSA MAGALHÃES, V. , et al ; BARBOSA DA SILVA, L. , et al. )

5 Refletir é pensar com arte, considerar cuidadosamente o que já foi pensado.

6 Ciência : É um conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto conquistados através de métodos próprios de coleta de informações; é o saber produzido através do raciocínio lógico aliado à experimentação prática, caracterizando-se por um conjunto de paradigmas para a observação, identificação, descrição, investigação experimental e explanação teórica de fenômenos.
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7 A esta classificação pragmática e lógica das ciências Platão contrapõe uma categorização diversa, não separando a arte da ciência, uma vez que às vezes qualifica as diversas ciências como : arte de contar, arte médica, arte divinatória, arte musical, arte agrícola, arte arquitetural, etc, e outras vezes qualifica esses mesmos campos de ciência.

8 Conhecimento Científico : É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Portanto , resume-se como : racional e objetivo; atém-se aos fatos; transcende aos fatos; é analítico; requer exatidão e clareza; é comunicável, verificável, explicativo, aberto, útil; depende de investigação metódica; busca e aplica leis; pode fazer predições. ( GALLIANO, 1979 ).

9 Indução :É o processo que nos leva da observação de casos particulares a conclusões universais. ( DAVID PAPINEAU )
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10 O raciocínio anagógico é aquele que remonta dos efeitos às causas. ( LACAZ RUIZ, R., et al )

11 A filosofia positivista caracteriza-se pela valorização exclusiva de dados, tais como são coletados e observados pela experimentação, e o procedimento metodológico padrão é o representado pelas ci6encias físicas. No século XIX houve a fundação do positivismo por Auguste Comte, e na França por Emile Durkheim

12 Explicação : É característico das Ciências Naturais, que procuram o relacionamento causal entre os fenômenos.

13 Compreensão : Seria o modo típico de proceder das ciências Humanas, que não estudam fatos que possam ser explicados propriamente, mas visam aos processos permanentemente vivos da experi6encia humana, e procuram extrair deles o seu sentido.
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14 Definição de Geografia : segundo Albert Demangeon, em 1942 : é o estudo dos grupos humanos nas suas relações com o meio geográfico”. Emmanuel de Martonne, a define em sua obra Traité de Géographie Physique, que a “geografia moderna encara a distribuição à superfície do globo dos fenômenos físicos, biológicos e humanos, as causas dessa distribuição e as relações locais desses fenômenos”.

15 Geografia Humanística : Possui a fenomenologia existencial como a filosofia subjacente. Edmund Husserl ( 1859 - 1939 ) foi quem atribuiu os significados contemporâneos as fenomenologia. Ela preocupa-se em analisar os aspectos essenciais dos objetos da consciência, através da supressão de todos os conceitos que um indivíduo possa ter sobre a natureza dos objetos, como os provenientes da perspectiva científica, naturalistas e do senso comum. “A fenomenologia não é nem uma ciência de objetos, nem uma ciência do sujeito : ela é uma ciência da experiência”. ( EDIE, 1962, citado em Entrikin, 1976 ).


16 Geografia Idealista : Representa uma tendência para valorizar a compreensão das ações envolvidas nos fenômenos, procurando focalizar seu aspectos inferior, que é o pensamento subjacentes às atividades humanas. O idealismo é uma alternativa ao positivismo.


17 Geografia Radical : Iniciou na década de 1960. É uma corrente geográfica preocupada em ser crítica e atuante. Caracteriza-se como geografia crítica, de relevância social, marxista e radical, tendo como bases as obras de Marx e Hengels para a leitura e análise.
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18 Sua principal obra - Novo Organon - tem a intenção de substituir o Organon aristotélico. Trata - se de criar um novo método de investigação científica - o método indutivo - experimental.





Referências
 

  1. http://teoriapratica.vitualce.net (RUIZ,1996)
  2. http://lac.fea.usp.br/metodologia/glos3.asp
  3. http://users.hotlinks.com.br/fico/refl0035.htm
  4. http://www.cetrans.futuro.usp.br/diferentesniveis.html
  5. http://www.usp.br/fzea/FZEA/zab/ZAB117htm
  6. http://www.easn-sp.br/organiza/professores/lindolpho.html
  7. http://orion.ufrgs.br/tecvege/vegetal/metodoci.htm
  8. http://www.ecdlo.hpg.ig.com.br/hp/pesqcientmetodologia
  9. http://www.ufsm.br/eco/metodologia.html
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