| ALMANAQUE ROSARIO CAETANO | ||||||||||||
| Amigos: Segue o Almanaque de JUNHO em versão completa. Sem copy, pois consumi este 10 de JUNHO -- Dia de Camões/Nacionalidade Portuguesa, e dos meus 49 anos -- escrevendo estas notas. Estou tão cansada que nem aguento copidescar. Então, relevem os erros, tá? E não percam, dia 17 (próxima quinta), o show voz de veludo de Ibrahim Ferrez, um dos integrantes do Buena Vista Social Club (Via Funchal). MIL BEIJOS, rô Amigos, lembro a todos que Jorge Alfredo é também COMPOSITOR E CANTOR, com deliciosos discos gravados. Mil beijos, rô O músico popular RIACHÃO e o cineasta e COMPOSITOR, JORGE ALFREDO estarão em São Paulo para a pré-estréia do longa "Samba Riachão" (terça-feira, 15/06, às 21h30, no HSBC Belas Artes) RIACHÃO permanece na capital na quarta-feira e parte da quinta-feira à disposição da imprensa; já JORGE ALFREDO pode atender jornalistas a partir de segunda-feira. contatos com Alice Spitz: (11) 3032.3057 ou xikino2@uol.com.br -------------------------------------------------------------------------------- “SAMBA RIACHÃO”: LONGA SOBRE SAMBISTA BAIANO RIACHÃO ENTRA EM CARTAZ A PARTIR DE 18/06 EM SP filme do diretor Jorge Alfredo conta com participações de Dorival Caymmi, Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Daniela Mercury Em cartaz em salas paulistanas a partir de 18 de junho, “Samba Riachão” aborda a história do samba no Brasil através da trajetória de Clementino Rodrigues, o popular sambista baiano Riachão, autor de “Cada Macaco no Seu Galho”, entre outras canções. Longa-metragem vencedor do Festival de Brasília 2001, onde conquistou também o prêmio do público, o filme é lançado a seguir nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Recife. “Samba Riachão” conta com depoimentos e participações de Dorival Caymmi, Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Daniela Mercury Finalizado em 2001, desde então “Samba Riachão” tem empolgado platéias de festivais e eventos realizados no Brasil (Tiradentes, Salvador, Belo Horizonte, Goiânia, Fortaleza) e no exterior (Portugal, Uruguai, Alemanha e Tchecoslováquia). Em 2004, foi eleito um dos dez melhores documentários brasileiros musicais de todos os tempos, em enquete promovida pelo É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Riachão foi um privilegiado cronista musical da cidade de Salvador e vivenciou todas as transformações no mercado de música popular e dos meios de comunicação durante o século 20. Riachão concorreu ao Grammy Latino em 2002 e recentemente teve regravadas "Vá Morar como Diabo" (por Cássia Eller) e "Cada Macaco No Seu Galho" (por Gal Costa). “Samba Riachão” percorre os caminhos sinuosos da vida de um artista popular, negro, pobre e famoso. Vestido de malandro, impecável nos detalhes da roupa, anéis, colares, cinto, chaveiros, sapato mocassim, camisa semi-aberta, pequena toalha pendurada no pescoço, um chapéu aprumado, terno de linho branco, é assim que se apresenta Riachão; como se estivesse vestido pro Carnaval, mas com cara de Quarta Feira de Cinzas. (VEJA ABAIXO MAIS INFORMAÇÕES SOBRE RIACHÃO, ENTREVISTA COM O DIRETOR JORGE ALFREDO E TEXTOS CRÍTICOS) “Samba Riachão” documentário (Brasil-BA, 86 minutos, cor, 35mm, 2001) origem/ano: BRA/2001 duração: 86 min direção: Jorge Alfredo Guimarães participação: Dorival Caymmi, Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Armandinho, Carlinhos Brown, Bule Bule, Daniela Mercury, Tuzé de Abreu, Gang do Samba, Dona Edith do Prato, Chula de São Brás, Gerônimo, Clarindo Silva, Lampirônicos, Cid Teixeira, Antonio Risério, Perfilino Neto, Guido Guerra, França Teixeira, Eduardo Safhira, José Jorge Randan, Mário Canário, Oscar Santana distribuição: Pandora Filmes Sobre Riachão Clementino Rodrigues, seu nome de batismo. "Riachão", seu nome de samba e de guerra. Pela sua verve pitoresca na forma de compor, retratando fatos e ocorridos nas ruas de sua cidade natal, se consagrou como cronista musical da Bahia. Nasceu na Língua de Vaca, no bairro do Garcia, em Salvador, a 14 de novembro de 1921 e até hoje mora no mesmo bairro. De lá sai a troça carnavalesca "Mudança do Garcia", a agremiação carnavalesca mais sarcástica da cidade com letras de conteúdo social e político. O apelido de "Riachão", ele disse ao extinto Jornal Diário de Notícias, que o ganhou na infância. "Quando menino eu gostava muito de brincar; mal acabava uma peleja, já estava eu disputando outra. E aí chegava os mais velhos para desapartar, empregando aquele velho ditado popular: - Você é algum riachão que não se possa atravessar?", disse. Desde os 9 anos já cantava nas serenatas, nos aniversários ou nas batucadas com os amigos do bairro. A primeira composição veio aos 12 anos, um samba que dizia: "Eu sei que sou malandro, eu sei, conheço o meu proceder/ Deixe o dia raiar, deixe o dia raiar!/ Que a nossa turma é boa, ela é boa, somente para batucar". Em 44, consegue entrar para a Rádio Sociedade onde cantou no programa do radialista Motta Neto. Ele e seu trio interpretavam músicas sertanejas. Depois, o radialista Antônio Maria, que também descobriu o sambista Batatinha, o lança com solista. Irreverente, Riachão tem uma maneira peculiar de apresentar as notícias através do samba; transformou vários acontecimentos em crônicas ao ritmo do genuíno samba baiano numa linguagem direta e de alcance popular. Entre 48 e 59, ele compôs músicas como A morte do motorista na Praça da Sé, A Tartaruga, A Onça Peteleca, Visita da Rainha Elisabeth e Incêndio do Mercado Modelo. Um dos fatos mais inusitados aconteceu no início da década de 60 quando uma baleia chamada de "Moby Dick" veio ser exposta para visitação pública na Praça da Sé. Daí ele, em fez o samba Umbigão da Baleia. Depois da Tropicália que ao surgir no final dos anos 60 valorizou a música antiga brasileira, em especial a música nordestina de raiz como o samba baiano. Em 72, na volta do exílio em Londres, Caetano Veloso e Gilberto Gil vieram a Salvador para escolher música de compositores baianos para marcar sua volta ao mercado fonográfico nacional. A música escolhida foi "Cada macaco no seu galho" que foi sucesso em todo o país.Anos mais tarde, nos shows de divulgação do CD "Tropicália 2" de Caetano e Gil lançado em 93 estava lá , de novo, o velho sucesso de autoria de Riachão. Com apenas dois discos gravados, o primeiro em 1972 e o segundo em 1980, Riachão gravou o cd “Humanenochum”, lançado em 2001, e que foi indicado ao Grammy Latino em 2002. Nesse mesmo ano, teve músicas suas gravadas por Cássia Eller, Gal Costa, Lampirônicos e outros artistas. Enfim, o malandro continua firme! Entrevista com o diretor Jorge Alfredo ao website Página 21 (www.pagina21.com.br) “Samba Riachão” foi concluído há dois anos e só agora começa a ser distribuído no circuito comercial. Que tipo de sentimento essa demora produz na vida de um realizador? Durante as filmagens de “Samba Riachão” tudo correu às mil maravilhas e dentro do tempo previsto, mesmo com um orçamento muito apertado. Das grandes presenças que constavam no roteiro original, como Dorival Caymmi, Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Armandinho Macedo, Carlinhos Brown, eu consegui praticamente a participação de todos eles, com apenas uma única exceção; João Gilberto. O filme ficou pronto em agosto de 2001 e em novembro eu já havia sido premiado com o candango de melhor filme dos júris oficial e popular do Festival de Brasília e selecionado para participar do Festival latino-americano de Havana. Quer dizer, “Samba Riachão”, como diria o saudoso Aloysio de Oliveira, nasceu com a bunda virada pra lua... Então, quando começaram as dificuldades, eu pensava nessas coisas positivas, e isso me deu forças para encarar com humildade a difícil trajetória de um realizador brasileiro para colocar o seu primeiro filme no circuito comercial. Sem distribuidora, longe do eixo Rio/São Paulo... “Samba Riachão” é documentário, é nordestino, é independente; quer dizer, é muita coisa na contra mão de uma só vez... Como se deu o processo para viabilizar a distribuição ? Finalmente, depois de dois anos de muita luta estou conseguindo que o meu filme entre no circuito comercial, graças ao edital da Petrobras/MinC. É muito positiva essa iniciativa do MinC de também ajudarem na distribuição.A trajetória de “Samba Riachão”, não é um caso isolado; reflete as dificuldades de quem faz cinema independente no Brasil. Depois de Brasília e Havana, o filme foi exibido no Rio e em São Paulo no É Tudo Verdade de 2002 e ganhou o Prêmio MinC de Documentários. Depois, foi exibido em Tiradentes, Salvador, Belo Horizonte, Goiânia, Setúbal, Santa Maria da Feira, Montevidéu, Fortaleza, Berlim, Karlov Vary, enfim, fez bonito em várias mostras e festivais por aí afora, e recentemente ficou entre os dez melhores documentários musicais de todos os tempos na Mostra Retrospectiva Brasileira do É Tudo Verdade de 2004. Mas, claro, ficava aquela frustração por não conseguir uma oportunidade no circuito. Agora parece que a coisa vai acontecer! A verba é pequenininha; vamos fazer um lançamento por progressão; praça por praça, começando por São Paulo. “Samba Riachão” conta apenas com seis cópias. Estou contando com a experiência e o talento de André Sturm da Pandora Filmes nessa empreitada. Espero que todos vocês ajudem na divulgação do lançamento do meu filme. O formato documentário é responsável por grande parte da produção cinematográfica brasileira atual. Mas as distribuidoras ainda privilegiam os filmes de ficção. Como é possível criar mecanismos que garantam ao público o acesso aos documentários? A conquista é uma rua de mão dupla. Se cair no gosto do público não tem quem tire! Não me parece incorreto afirmar que os documentários encontram mais dificuldade na distribuição. Isso de fato acontece. Mas, Edifício Master, Onde A Terra Acaba, Janela da Alma, Viva São João, A Rocha que voa, Surf Adventures, Ônibus 174, Paulinho da Viola, Nelson Freire, Glauber, o filme, Raízes do Brasil, Fala Tu, puxa, ultimamente alguns documentários estão tendo uma visibilidade extraordinária. O público tem respondido muito positivamente. Espero que “Samba Riachão” também encontre esse aconchego e quem sabe ” o auxílio luxuoso de um pandeiro”, afinal, por onde passa vem tendo uma resposta arrebatadora das platéia. Daí a minha grande expectativa... “Samba Riachão” trata de um dos muitos compositores brasileiros que nunca tiveram o merecido reconhecimento por parte do grande público. É mais difícil filmar em casos assim? Não, creio que não. Vou te contar duas ou três coisas sobre “Samba Riachão”;Não é por acaso que a minha estréia no cinema é um documentário sobre o samba da Bahia. A MPB e o cinema marcaram demais a minha formação cultural. Sempre tive a impressão de que muito do que aconteceu comigo foi motivado pelas músicas e filmes que insistiam em permanecerem vivos dentro da minha cabeça. No cinema, quando as luzes se apagam eu saio da real e embarco numa viagem, onde o ritmo da montagem e a intencionalidade da fotografia trazem um significado a mais para cada ação, para cada sentimento. Ouvindo música sempre vejo imagens, personagens, é sempre a mesma sensação de sair do corpo e conviver com novas fantasias. E foi assim que imaginei um dia mostrar um pouco das histórias maravilhosas que ouvi contar e outras que cheguei a presenciar. Levar um pouco da MPB para tela grande é uma coisa que já estava escrita. Influências e misturas. Sincretismo e pluralidade. O passado afirma e o presente confirma; o samba surgiu de misturas e continua sendo o resultado de uma constante miscigenação étnico-cultural que se manifesta numa multiplicidade rítmica estonteante. Desde menino, já respirava cinema e já havia cometido meus pecados pilotando uma câmara super 8 lá pelos anos 70. O samba, esse gênero “inculto”, sempre esteve no cerne de tudo que aconteceu na música popular brasileira do século 20. Nasceu urbano e moderno junto com o rádio, e se transformou em cultura de massa, influenciando e sendo influenciado. Apesar de João Gilberto praticamente só gravar sambas, não se costuma falar assim: o sambista João Gilberto. (ah, como João ia adorar isso!) Nem Caymmi, nem tão pouco Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Novos Baianos, Carlinhos Brown são considerados sambistas. Na Bahia, quando se fala em samba se pensa logo em Batatinha, Panela ou Riachão. O filme “Samba Riachão” fala disso. As permanentes transformações, o link entre tradição e modernidade, entre tecnologia e folclore. Os encontros musicais, situações únicas produtoras de novos sentidos. O filme surgiu disso aí; de um desejo de não querer simplesmente juntar as peças de um imenso quebra cabeça, mas de jogar um lance de dados sobre a mesa. Falar de samba é falar da formação do Brasil. Ouvir os grandes mestres baianos foi um aprendizado e tanto! Riachão e o samba; não há como dissociar uma coisa da outra. Riachão é um clown. Esse lado performer dele é a sua marca registrada. Ele vive isso por inteiro. O seu canto a capela, do qual muito me utilizo no filme, intercalado por histórias hilárias, cheias de picardia, trejeitos e sabedoria, fazem dele o samba em pessoa. Quer dizer, eu utilizo a trajetória pessoal de Riachão para contar, em paralelo, na voz de gente muito especial, a história do samba da Bahia. Eu quis falar para o mundo, na voz de gente bamba, o ritmo e a alma de um povo de um lugar chamado Brasil. Usei a Bahia como base de tudo, mas não me deixei levar por um sentimento barrista. ******************************************************************************* Samba Riachão celebra e explica a música da Bahia JOSÉ GERALDO COUTO Clementino Rodrigues é um negro franzino e sorridente que, aos 80 anos, parece ter 50. Em geral veste terno branco, camisa aberta ao peito e lenços de cores berrantes, além de uma indefectível toalhinha nos ombros, que ele usa para enxugar o suor abundante do rosto. Com o nome artístico de Riachão, esse pequeno baiano compôs centenas de músicas simples e deliciosas cantadas por várias gerações nas ruas de Salvador. Algumas delas foram difundidas nacionalmente por intérpretes famosos. É o caso de "Cada Macaco no Seu Galho", gravada duas vezes por Gil e Caetano. Em torno desse personagem, o cineasta e músico Jorge Alfredo fez um documentário vibrante sobre a história do samba baiano. "Samba Riachão" dividiu com "Lavoura Arcaica" o prêmio de melhor filme no último Festival de Brasília, e a presença do sambista encantou o público do evento. Foi a consagração tardia de um artista ainda pouco conhecido fora da Bahia. O mérito maior do documentário de Jorge Alfredo é o de equilibrar admiravelmente informação e homenagem, reflexão e festa, logos e eros. De Dorival Caymmi a Carlinhos Brown, passando por Caetano, Gil e Tom Zé, os músicos e compositores mais importantes da Bahia dão depoimentos preciosos procurando explicar a originalidade do samba baiano e suas relações com outros ritmos afro-brasileiros. Entremeadas a esses depoimentos -em geral filmados de modo espontâneo e pouco convencional-, vemos imagens de arquivo (poucas) e cenas da vida cotidiana de Riachão. O próprio compositor nos revela a gênese de alguns de seus sambas e fala sobre os eventos mais marcantes de sua biografia enquanto veste seu terno, mostra fotos antigas ou caminha pelas ruas da velha Bahia. Um dos momentos mais belos do filme é aquele em que a câmera acompanha, com muita leveza, uma caminhada de Riachão por uma ladeira de Salvador, em direção à cidade baixa. Ele pára aqui e ali para brincar com fãs, ensaia passos de samba, entoa canções, sorri o tempo todo. Vida e música são uma coisa só, numa festa sem fim. "Samba Riachão" nos coloca no meio dessa festa, ao mesmo tempo que nos faz pensar sobre ela. Para o bem ou para o mal, saímos desse filme mais brasileiros. Não é pouca coisa. RECONSTRUINDO RIACHÃO CARLOS ALBERTO DE MATTOS Sozinho com sua verve, Riachão já daria um filme. Nobreza cravada nos cinco anéis, cinco cordões de prata e toalha cingindo o pescoço, cadência de malandro presidindo cada gesto e cada frase, o velho garoto preto das quebradas de Salvador é um personagem e tanto. Não precisava mais nada além de deixá-lo reinar na frente da câmera, emocionar-se diante do retrato da mãe, espalhar-se como pinto no lixo em meio ao povo que o adora ou a várias gerações de artistas que o cultuam. Bastava ele, mas o documentário de Jorge Alfredo vai muito além. Ele é habitado por uma feliz coincidência entre personagem, cenário e realizador: nos três pulsa a energia fortificante da música popular. Mas o que de fato redimensiona Samba Riachão é mostrar o sambista como eixo de uma reflexão, tão abrangente quanto saborosa, sobre os caminhos do samba no século 20. Ex-contínuo de banco que encantava os colegas com suas composições, parceiro de Jesus e de mais ninguém, cronista que sempre transformou os fatos da Bahia e da sua própria vida em sambas que grudam como cera no ouvido, Riachão encarna a história das transformações que levaram do samba de terreiro ao axé e ao hip hop brasileiro. Está tudo lá, num filme que é levantamento de patrimônio. A alguns pode causar estranheza ver Caetano Veloso e Gilberto Gil tratados nas legendas como “sambistas”. Obra de Riachão, é claro. Ele magnetiza boa parte da MPB. Ao seu contato de midas ebúrneo, quase tudo vira samba. Compositores como Dorival Caymmi, Tom Zé e Carlinhos Brown; pesquisadores como Antonio Risério e o professor Cid Teixeira formam em torno de Riachão para contar a evolução do samba no século e situá-lo na ponte Bahia-Rio de Janeiro. Carlinhos Brown, sem dúvida, é que tem a última palavra: “O samba nasceu no mar. Precisava de porto”. A paisagem da Baía de Todos os Santos ancora todas as pontas do roteiro de Jorge Alfredo. Assim como Riachão vai arrebanhando os acontecimentos e as emoções, tal e qual um ímã, o filme também aproveita cada mote com uma montagem das mais inteligentes. Os temas se cruzam com naturalidade e a exposição não descuida de uma certa cronologia, mesmo sujeitando-se à “maré desordeira” que conduz Riachão (para usar a bela expressão de Antonio Risério). Combinando espontaneidade e rigor nas medidas certas, Samba Riachão reconstrói e contextualiza seu personagem, em vez de simplesmente elogiá-lo. Nem muito menos sucumbir a ele, como ocorre com tantos documentários do gênero perfil. Foi por essas e muitas outras que o filme empolgou quantos estavam presentes no Festival de Brasília de 2001, onde dividiu o prêmio principal com o também excepcional Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho. Apesar disso, Samba Riachão está correndo o risco de cair no esquecimento em tantos balanços da retomada. Até fins de 2003, ainda não tivera um lançamento comercial em praças como o Rio ou São Paulo. Motivo de vergonha para distribuidores e exibidores. Uma lástima para o público, que segue desconhecendo uma pérola do rico documentarismo brasileiro atual. SAMBA RIACHÃO: CADA MACACO NO SEU GALHO? Marcelo Janot Foi preciso viajar até Santa Maria da Feira, uma cidadezinha a meia hora de distância do Porto, em Portugal, onde acontece todo o ano o simpático Festival de Cinema Luso-Brasileiro, para que eu conseguisse assistir a um dos documentários brasileiros mais elogiados dos últimos anos: Samba Riachão, dirigido pelo novato Jorge Alfredo. O filme dividiu o prêmio de melhor filme do Festival de Brasília de 2001 com nada menos do que Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho. Para o júri popular, foi o melhor sozinho. Isso foi no Festival de Brasília de 2001. Desde então, o cinema nacional viu o gênero documentário sair do gueto, com o sucesso de Janela da Alma e a expectativa em torno de filmes como Edifício Master e Ônibus 174. E porque diabos Samba Riachão continua inédito no circuito comercial? A resposta é dada em Portugal, pelo próprio diretor Jorge Alfredo. Com seu jeito baiano de ser, ele diz que simplesmente não foi procurado por ninguém disposto a adquirir os direitos de exibição do filme, e que por ser um novato na área de cinema (sua praia é a música), se sente meio perdido. Samba Riachão se utiliza de um personagem singular na história da Música Popular Brasileira, o sambista Clementino Rodrigues, o Riachão (autor de Vá Morar Com o Diabo e Cada Macaco no Seu Galho), para contar a história do próprio samba, com depoimentos valiosos de Caetano Veloso, Tom Zé, e especialmente Dorival Caymmi. O diretor e roteirista Jorge Alfredo consegue equacionar bem a mistura entre o retrato do personagem, as referências históricas e os momentos puramente musicais. Difícil dizer o que é mais prazeroso de assistir. Possuidor de uma energia contagiante aos 80 anos, sempre impecável com sua roupa elegante de malandro baiano, cheio de anéis, colares e toalhinha no pescoço, Riachão parece ter construído para si um personagem que se exibe através do sorriso permanente. Em um momento de rara sensibilidade, Jorge Alfredo consegue fazer Riachão revelar a persona sofrida que se esconde por detrás dos óculos escuros, quando este espontaneamente pega o retrato da mãe e começa a falar sobre ela, canta uma música e chora. Depois pede desculpas. Injustificável e lamentável que Jorge Alfredo não tenha sido procurado por ninguém disposto a lançar seu filme, e que Samba Riachão não tenha encontrado espaço no circuito comercial. SAMBA, RIACHÃO E UMA 3X4 EM CORES DO CANCIONEIRO POPULAR JOÃO CARLOS SAMPAIO É sintomático que um filme como "Samba Riachão", documentário consagrado como o melhor filme pelos júris oficial e de público no Festival de Brasília em 2001, só consiga distribuição quase três anos após a façanha. Parece ser justamente o paradigma examinado pela fita, o da música popular, cujos ícones mais autênticos às vezes não são reconhecidos pelos formadores de opinião, nem estão sempre sob os aplausos das grandes platéias. Clementino Rodrigues, ou melhor, Riachão, sambista baiano em plena atividade aos 82 anos, tem passado toda a sua trajetória vivendo de ostracismos e redescobertas. Ele mesmo define o fato dizendo que: "Todo mundo tem uma estrela. Eu também tenho a minha, que não é a Estrela Dalva. A minha é uma estrela pequenina, que brilha muito, mas que, de repente, some. Depois volta a brilhar de novo". A essência dessa fala foi recuperada com sensibilidade pelo cineasta baiano – e também músico e compositor popular – Jorge Alfredo. Com "Samba Riachão" ele constrói uma exposição sobre um artista que, em mais de 50 anos de carreira, nunca sentiu o sabor do grande estrelato, mas que presenciou toda a trajetória do samba, das canções praieiras de Dorival Caymmi ao pagode samba-duro contemporâneo, passando pela Bossa Nova e pela Tropicália. Jorge Alfredo captura o mais recente momento de brilho do sambista, a gravação do primeiro CD, Humanenochum, lançado em 2000. Ele aproveita dos encontros e da interlocução de Riachão com Caetano Veloso, Tom Zé e Carlinhos Brown na gravação do álbum, e vai ainda em busca de Caymmi, mestre e esteio do samba, mas também de Gilberto Gil e outros depoentes que ajudam a compor, não apenas o perfil do seu cinebiografado, mas uma pluralidade de idéias que delineiam a face da música popular. O diretor, que teve a felicidade de gravar depoimentos primorosos dos entrevistados, como a fala de Dorival Caymmi explicando a sua "fórmula de sucesso" na música, soube construir um discurso com grande habilidade. Aliás, este mérito foi devidamente reconhecido com o prêmio de montagem conferido no já citado Festival de Brasília. Durante 1h20min, o filme transcorre com um ritmo de interesse crescente, discutindo os dois temas suscitados pelo seu título: Samba e Riachão. As origens do samba são o ponto de partida. O debate entre qual seria a patria-mãe do mais brasileiro dos ritmos, se a Bahia ou o Rio de Janeiro, é solucionado por Jorge Alfredo, com tiradas inteligentes, como as extraídas de Tom Zé e Brown. O tropicalista do sertão, Tom Zé, diz que o samba "nasceu no hipotálamo". Enquanto que o neo-tropicalista, Carlinhos Brown, arremata contundente: “O samba nasceu foi no mar”. Esse é o tom de todo o filme, contrapondo afirmações e alinhavando os depoimentos de tal maneira, que, ao final, a sensação que fica é a de que tudo foi ensaiado, ao invés, de gravado – como realmente foi – ao sabor da oportunidade, conferida pelo novo momento de brilho e bonança na trajetória de Riachão. Tratado com o respeito de sua estatura, o sambista está lá na fita, alegre, espontâneo e capaz de provocar momentos de emoção que beirariam a pieguice se não fossem, outra vez, sabiamente interrompidos na edição. Samba Riachão é um filme maduro, que fala com desenvoltura do tema que se propôs a tratar. Com imagens captadas em digital e até em Mini DV, nem sempre transpostas com fidelidade e beleza para a tela grande, vence todos os possíveis senões técnicos com o valor de sua narrativa. Um conteúdo que o tem colocado, na opinião de críticos e especialistas, entre os mais importantes documentários já produzidos sobre o cancioneiro popular. Quem duvidar que o veja. Amigos, seguem 1. Seleção de longas do CineCeará: O Quinze, de Jurandir de Oliveira; Dom Helder, de Erika Bauer (inéditos), Lost Zweig, de Sylvio Back; Lúcio Costa, de Geraldo Motta Filho e Noite de S. João, de Sérgio Silva. 2. Notas novas, inclusive notícias de DOSSIÊ DA Cahiers du Cinéma sobre ENSINO DE CINEMA. Fatimarlei Lunardeli busca cópia em vídeo ou DVD de La Hora de los Hornos. E uma gentil leitora do Almanaque o diagramou e ilustrou. Confiram só para ver o visú que ela (Fá Feliciano) criou. E não percam hoje ou amanhã, na SALA CINEMATECA, as últimas sessões dos vídeos e filmes premiados no FEST UNIVERSITARIO Niterói-Rio. Num dos vídeos, A FARSA DO ACRE, Hermes Leal, editora da REVISTA DE CINEMA, dá depoimento (pois ele é autor de um livro sobre o desaparecido FAWCETT). E mais: quero lembrar-lhes que a TV EDUCATIVA do Rio continua exibindo CURTAS-METRAGENS, em programa produzido por Moema Muller e apresentado por Ivana Bentes. Creio que todo SABADO (ou domingo), 23h00. Vou checar. PROMETO. E na mesma TV E, exibição e debates de longas brasileiros. E, na TV CULTURA, Rubens Ewald apresenta, em matinês, todo domingo, às 16h30, produções nacionais. Mil beijos, rô 3. FILMES DE JOAO BATISTA NA ARGENTINA. Recebo, de Moraes, a nota que lhe respasso: " O cineasta João Batista de Andrade foi convidado para ser membro do Júri do Festival de Moscou deste ano, mas não pôde aceitar, pois as datas coincidiam com MOSTRA de seus documentários em três cidades argentinas, com sua presença para uma série de debates. A Mostra, que se dará entre 15 (esta Terça-feira) e 23 de Junho, reunirá uma dezena de seus principais documentários como "Greve!", "Migrantes", "Caso Norte", "Buraco da Comadre", os novos "O Caso Matteucci" e "Vida de Artista", além do clássico "Wilsinho Galiléia", longa proibido pelos militares em 1978 e só visto 24 anos depois, em 2002 sendo reconhecido pela crítica como um dos melhores documentários da história do cinema brasileiro. A Mostra na Argentina se dará em três cidades: Buenos Ayres, Rosário e Mar del Plata e revela o interesse despertado pela esquecida face documentarista do cineasta, depois da Mostra de seus filmes no Centro Cultural Banco do Brasil em 2002 e da Mostra dos filmes do Globo Repórter, para onde o cineasta realizou vários documentários, trabalhando com colegas como Walter Lima Jr e Eduardo Coutinho, tempo em que o Globo Repórter era um programa de cineastas brasileiros. Quanto a Moscou, o cineasta tem uma compensação: o crítico Hans Joachim Schlegel, curador do festival, garantiu um novo convite para 2005. Será realmente uma alegria, pois o cineasta, apesar de ter sido vencedor deste Festival em 1981, com O Homem que Virou Suco, ainda não conhece Moscou. Pela divulgação, Moraes. RECADO 03 Amigos: Um amigo me avisa que a personagem de Andréa Beltrão em CAZUZA nada tem a ver com Maria Zilda. Foi meu ex-marido e grande amigo, Helinho Lopes, quem deduziu que fosse MARIA ZILDA, amicíssima do CAZUZA e que deu a maior força para ele, inclusive e, principalmente, na fase da doença. Como os personagens secundários (em grande parte) não são identificados, o espectador acaba tomando liberdade e tirando suas conclusões, né?. Helinho pensou que fosse Maria ZILDA. E eu achei a observação dele pertinente. (Vejam abaixo o texto de meu amigo), depois de ver o borderô de Cazuza, o Tempo Não Pára E por falar em CAZUZA viram o estouro de público? --- 343.056 espectadores em três dias, com média de 1.935 espectadores por CÓPIA. ESCREVE MEU AMIGO: Não tenho nada a ver com isso, nada mesmo, mas peloamordedeus!!!! Quem te deu essa dica tá por fora ou então está inventando. A Andréa Beltrão não interpreta a Maria Zilda. Andrea faz um personagem que é inspirado na irmã mais velha da Regina Casé, Patrícia Casé, que fazia parte da turma do Cazuza. Aliás, ela aparece numa ponta numa cena rápida do filme (como aliás, acontece com vários personagens reais, como a mãe Lucinha, mais conhecida e facilmente reconhecida, mas também o o Ezequiel Neves, o Serginho (ele faz o garçom que dá o AZT ao cazuza, etc ). Mantenho com Carlos Alberto Mattos, autor de magnífico livro sobre Walter Lima Jr, pesquisador seríssimo, crítico de primeira, intensa correspondência. Com autorização dele, lhes mando uma (pequena) parte de nossas "conversas" digitais. Mil beijos, rô Rô darling, Estive atarantado com o fechamento do catálogo do Anima Mundi e passei uma semana sem abrir e-mails não urgentes. Agora tenho os seguintes comentários: Primeiro, PARABÉNS pelo dia 10. Não sabia que era esse o dia do seu niver. Não esquecerei mais. Segundo, dou toda força para um programa de TV sobre cinema brasileiro e latino-americano apresentado por você. ALMANAQUE LATINO, no Canal Brasil, olha como soa bem. Terceiro (pessoal) Quarto, não compartilho do seu entusiasmo todo pelo CAZUZA. Acho o filme simpático, o ator maravilhoso, algumas cenas emocionantes (embora feitas "para emocionar", com música triste e tudo) no final da doença. Mas o roteiro é muito superficial, parece ilustração de pesquisa escolar sobre o Cazuza. Os coadjuvantes não têm vida, é como se apenas estivessem ali assistindo a uma performance contínua do protagonista. E aquelas participações tipo "valor agregado Globo Filmes" de Debora Falabella e Andrea Beltrão, sem nada para fazer em cena... Os primeiros 60 minutos de filme me decepcionaram um bocado. E não abre para nenhuma reflexão sobre o papel liberador do Cazuza junto à juventude, à Aids etc. Acho que perderam a oportunidade. Quinto: Você sabia que o guaraná Jesus era um produto autóctone maranhense e que depois foi comprado pela Coca-Cola? Tenho uma garrafa fechada em casa, como souvenir de viagem a São Luís. (...) SEXTO...... (este é só entre ele e eu) Sétimo, avise aos seus leitores cariocas que os livros da Coleção Aplauso (pelo menos alguns) já podem ser encontrados no Rio, nas livrarias da Travessa e Prefácio. Vou começar a ler o do JBA. Oitavo, que belo artigo do Fabio Diaz sobre "Bicicletas de Belleville"! Uma aula de análise em animação. Um beijo, Carlinhos FESTIVAL DO RIO – Inscrições para CURTA e LONGOS brasileiros já estão abertas. Aguardem mais detalhes. FESTIVAL AMERICA DO SUL, que acontecerá em SETEMBRO, no Pantanal (MS), será lançado dia primeiro, no ITAMARATY (Palácio dos Arcos, em Brasília). FESTIVAL AMERICA DO SUL – Em setembro, grande festival de arte & cultura (literatura, artes plásticas, música, cinema, vídeo, etc) produzidas nos países da América do Sul, acontecerá no PANTANAL (Corumbá/Mato Grosso do Sul). Promoção da Secretaria de CULTURA de Mato Grosso do Sul. Com homenagem a Augusto Roa Bastos, Manuel de Barros, Mercedes Sosa, entre outros, e com debates, feiras de livro recheados com jovens artistas, sangue novo. 6º Festival Internacional de Curtas de BH 22 a 31 de julho de 2004-- Belo Horizonte – MG – Brasil Festival divulga os participantes da Competitiva Brasileira A Organização do 6º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte divulgou hoje a lista dos filmes selecionados para participar da Mostra Competitiva Brasileira. São 41 curtas-metragens originários de sete estados do país. (Veja a seguir a lista completa dos curtas selecionados). O melhor curta-metragem brasileiro da Mostra Competitiva será escolhido pelo Júri Oficial e receberá uma premiação em dinheiro, no valor de R$ 5.000,00. O Festival também vai oferecer o Prêmio da Associação Curta Minas, que será entregue aos realizadores do filme escolhido por um júri especial formado por representantes da própria Associação, apoiadora do Festival desde a sua terceira edição. A comissão de seleção dos curtas para a Mostra Competitiva foi formada pela Secretária Executiva do Festival, Júlia Nogueira, pela jornalista e especialista em cinema, Roberta Canuto e pelo professor de cinema e vídeo da PUC-MG, Carlos Quintão. Todos os 113 filmes inscritos nesta categoria foram assistidos pelos avaliadores. De acordo com eles, os critérios de avaliação que conduziram os trabalhos foram a qualidade técnica, a criatividade e as diversidades temáticas e de formato. Roberta Canuto revela que nos filmes brasileiros inscritos houve uma tendência para a presença do humor e que foram poucos os curtas-metragens em estilo experimental, portanto a maioria deles possui uma linguagem mais acessível ao público. Carlos Quintão acrescenta que "grande parte dos filmes estão com um nível de excelência técnica muito elevada comuns nos filmes internacionais". O Festival Internacional de Curtas é uma realização do Palácio das Artes, através de seu Departamento de Cinema, em parceria com o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, Prefeitura de Belo Horizonte, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura e com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais e tem o patrocínio da Usiminas, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. O evento será realizado na Sala Humberto Mauro, no Palácio das Artes e em outros espaços de Belo Horizonte. Outras informações pelo telefone (31) 3237-7612 ou pelo site www.festivaldecurtasbh.com.br. Veja a Relação dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva Brasileira do 6º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte no endereço acima. OK? Assessoria de Imprensa: Sinal de Fumaça – A comunicação original Sérgio Stockler – (31) 9143-1001 Ariane Lemos – (31) 9106-3732 e Gercione Pinto (31) 9945-1381 E-mail: press@festivaldecurtasbh.com.br SAMBA RIACHÃO, nesta sexta, lançamento comercial em Sampa. Hermes Leal, da Revista de Cinema, avisa que a REVISTA estará em poucas bancas. As mais especializadas. Garantido, mesmo!, só na Livraria do Espaço Unibanco (Rua Augusta), tá? PELO menos por enquanto! BRASIL IMAGINÁRIO: SÉRIE INÉDITA DE DOCUMENTÁRIOS TEM LANÇAMENTO NACIONAL Ministro da Cultura Gilberto Gil participa da solenidade de lançamento no MIS 26 documentários dirigidos por jovens realizadores de todas as regiões do país a partir de 26/06, e até 18/12, série é exibida aos sábados, às 21h00, pela Rede Pública de Televisão Nesta quinta-feira, 17 de junho, às 20h30, um evento no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (Av Europa 158, Jardins) marca o lançamento da série "Brasil Imaginário", resultado do 1º DOCTV - PROGRAMA DE FOMENTO À PRODUÇÃO E TELEDIFUSÃO DO DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO. Além do Ministro Gilberto Gil, a sessão solene contará também com as presenças do Secretário do Audiovisual, Orlando Senna; do Chefe de Gabinete, Leopoldo Nunes; e da Secretária de Cultura do Estado de São Paulo, Cláudia Costin, entre outros. "Brasil Imaginário" reúne 26 documentários, selecionados e produzidos em 20 estados brasileiros ao longo de um ano. Os documentários serão exibidos a partir de 26 de junho até 18 de dezembro pela Rede Pública de Televisão (RPTV), gerada pela TV Cultura de São Paulo. A série, fruto desse exercício pioneiro, apresenta 26 documentários sobre a multiplicidade de expressões da cultura regional através do olhar de jovens realizadores de todas as regiões do país. Os programas vão ao ar na faixa Doc.Brasil (sempre aos sábados, às 21h00), de 26 de junho a 18 de dezembro de 2004, em exibição nacional pela Rede Pública de Televisão, ancorada pela TV Cultura de São Paulo. As comissões de seleção de projetos foram formadas, em cada estado, por representantes de cada emissora afiliada, pela representação local da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), e por personalidades do meio cultural. Em São Paulo, os projetos vencedores foram "Assombração Urbana com Roberto Piva", de Vanessa Canabarro Dios, e "Preto Contra Branco", de Wagner Morales. Os dois ganham exibição nacional, respectivamente, nos dias 4 de setembro e 13 de novembro. "Este projeto é um passo concreto para o casamento entre a televisão e o produtor independente", acredita Orlando Senna, Secretário do Audiovisual. "Nessa primeira edição, o DOCTV criou um canal permanente para a parceria das emissoras da rede pública e a produção independente de documentários em 20 estados brasileiros. Nas próximas edições o projeto estará implantado em todo o território nacional." explica Mario Borgneth, gerente do Núcleo de Documentários da TV Cultura. Confira os títulos dos documentários, com a ordem de exibição e os estados de origem. NO FINAL. LIVRO SOBRE A ARGÉLIA – Nesta terça-feira, a partir das 18h30, o jornalista e pesquisador IVAN GODOY, com quem trabalhei em jornais brasilienses, lança livro sobre a ARGÉLIA. Na Livraria Boa Vista, na Av. Brigadeiro Faria Lima. O livro fornece panorama geral sobre o país magrebiano (África do Norte). PRESTIGIEM. OK?? JOSÉ ARBEX- Não deixem de ler o artigo de José Arbex, doutor em HISTÓRIA pela USP e autor do livro Showrnalismo – A Notícia Como Espetáculo (Ed. Casa Amarela), hoje (14-06-04) na Folha (página 3: Tendências e Debates). ARBEX escreve na revista CAROS AMIGOS. MARATONA BELAS ARTES – Ilustrada publica ótima matéria sobre a primeira madrugada cinematográfica do Cine HSBC Belas Artes. Confiram. LANÇAMENTO – do romance é «O Fantasma de Luís Buñuel», de Maria José Lindoso Silveira, publicado pela editora Francis/W11. Lançamento em Brasília dia 23, na Livraria Don Quixote, na Asa Norte. GLOBO RURAL – O programa predileto do Peréio (ele de vez em quando fala coisa séria!!) é realmente muito bom. Pena que escondido nas madrugadas da Globo. Domingo (ontem) vi -- no programa -- magnífica matéria de Zé Hamilton Ribeiro (aquele que foi ferido na Guerra do Vietnã, por uma mina) sobre os dez bichos mais importantes (mais PEÇONHENTOS ou temidos, isto sim!!!) do Instituto Butantã. Merecia reprise no horário nobre, no Jornal Nacional. ENCONTRO DA ONU para COMERCIO & DESENVOLVIMENTO – Importantíssimo evento sediado em SP. Ponto para a prefeitura. Viram o manifesto dos intelectuais (puxado por mestre Antonio Candido) em defesa da atual gestão da Biblioteca Mário de Andrade????. Viva o debate, viva a reflexão, viva o Colégio São Paulo. No começo da gestão da atual prefeita, ofereci duas caixas de livros (coisa boa, nenhum refugo) para campanha das bibliotecas. Pois quem me atendeu rejeitou os livros. Soube depois que eram pessoas da área que estavam boicotando a nova gestão municipal. Isto é atitude democrática? FASCÍNIO PELO TRASH – Alguém se dispõe a escrever uma "pensata" sobre o culto ao trash que grassa pelo país? Eu adoraria ler!!! Compreender este fenômeno. DICA DE MARIA BONOMI, na Folha: (indico) "Diário de Motocicleta, filme importantíssimo pois mostra a interculturalidade sul-americana". BALNEARIO CAMBORIÚ sedia III CATARINA FEST DOC Catarina Festival de Documentário -3ª Edição -2004, será realizado de 11 a 16 de agosto em Balneário Camboriú – SC. O tema desta edição será "Convergência, Interatividade e Novos Veículos de Comunicação Multimídia" e o homenageado deste ano é o documentarista Silvio Tendler (RJ). Penna Filho é o documentarista catarinense em destaque. Será realizado durante o evento o 3º Encontro das TV’s, Encontro da Crítica Especializada, Mostra da Região Sul, Competitivas de Filme (16mm e 35mm), Competitiva de Vídeo, Balcão de Negócios, Debates e Palestras, entre outros projetos paralelos. Promoçõa da Araucária Produções Artísticas R: Bernardo Leining, 245 – 80240-410. (41) 9972-1104 / (47) 9915-9338 www.araucariaproducoes.com.br / elayneneves@yahoo.com.br IVANA BENTES -- quero lembrar-lhes que a TV EDUCATIVA do Rio continua exibindo CURTAS-METRAGENS, em programa produzido por Moema Muller e apresentado por Ivana Bentes. Veja esclarecimento de Moema: "Querida Rosário, só para te informar: o nome do programa é Curta Brasil, passa na TV E aos domingos as 22h30. Eu faço a produção e principalmente a programação dos filmes". MAIS TV: Na mesma TV E, exibição e debates de longas brasileiros. E, na TV CULTURA, Rubens Ewald apresenta, em matinês, todo domingo, às 16h30, produções nacionais. JOSUÉ DE CASTRO – Fiquem atentos ao projeto Josué de Castro, que levará exposição, debates e um vídeo sobre o autor de Geografia da Fome a várias cidades brasileiras. DEBATE – Não deixem de ler, no Estadão de sexta passada (Caderno 2) a matéria de Jotabê Medeiros sobre polêmica entre Barreto e Sarkovas. O título é forte – Barretão ataca os "gigolôs da cultura" – mas o conteúdo é bem equilibrado com espaço para os dois contendores defenderem suas idéias. No Estadão de Domingo, leiam com atenção (CADERNO CULTURA) a matéria de Michiko Kakutani, do NYT, sobre novo livro de Samuel Huntington (Who Are We?) ADAUTO NOVAES – Será que não há nem (nenhuma) UMA (ou duas ou três em MUTIRÃO) instituição interessada em trazer o seminário 8 Visões da América Latina, organizado por Adauto Novaes (matéria no Estadão de ontem, Domingo) para São Paulo? Só Rio e Brasília o assistirão? TEATRO -- BORANDÁ, de Luiz Alberto de Abreu; Perpétua, de Dionísio Neto, e a peça do Gero Camilo. Endereço do blog de Dionísio Neto: www.dionisioneto.blog.uol.com.br LIVROS – NO RIO, nas livrarias Travessa e Prefácio . Os livros da Coleção APLAUSO, editados pela Imprensa Oficial do Estado, estão à venda em livrarias de São Paulo (2001, Cultura, Fnac, etc) e não só pela Internet. COLEÇÃO APLAUSO -- Muita gente (que mora fora de SP) me pergunta como comprar os livros da coleção APLAUSO (perfis, ou melhor, depoimentos, de atores, cineastas e pioneiros da TV). Primeiro, aviso que a maior parte vai para bibliotecas, universidades e escolas. Os paulistanos podem comprar nas livrarias da cidade. Os de fora, pelo site da IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO. OK? www.imprensaoficial.com.br CANAL BRASIL -- Seguem os destaques da programação do Canal Brasil de 20 a 26 de junho. (selecionei algumas atrações da imensa grade. O texto é da asessorioa de imprensa, tá?) Além disso, no dia 21, em um programa inédito, Pedro Bial analisa o divertido Narradores de Javé. Numa entrevista descontraída com a cineasta Eliane Caffé e a produtora Vânia Catani, Bial disseca as inúmeras curiosidades sobre o filme vencedo do Festival de Cinema do Recife 2003. No dia 25, o Sessão Interativa inédito presta uma homenagem ao diretor Walter Hugo Khouri, morto há um ano, e exibe um de seus três filmes (Eu, Noite Vazia e Forever) escolhido pelo público. DOMINGO, DIA 20 -- Às 19h30 – Rolo Extra – Pedro Bial analisa Amarelo Manga – 2004 – Amarelo Manga, vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2002, é o filme em cartaz no Rolo Extra do dia 14 de junho. Além de analisar o filme, Pedro Bial recebe o diretor Cláudio Assis, que bate um papo descontraído com o apresentador e comenta seu filme. A conversa, aliás, foi acalorada. Um dos momentos interessantes do programa é a discussão entre Bial e o próprio Cláudio sobre a necessidade do story board. Para Cláudio, um improvisador convicto, o recurso é dispensável. Já para Bial, que também é diretor e realizou o belo Outras Estórias, o story board é imprescindível. SEGUNDA, DIA 21 -- Às 23horas – INÉDITO – Cantos Gerais – O Canto de Ariano - Cantos Gerais é o espaço reservado para Ariano Suassuna, Kledir Ramil, Ferreira Gullart, Martha Medeiros e Arrigo Barnabé, personalidades de diferentes áreas da cultura brasileira, manifestarem suas opiniões sobre assuntos de sua escolha. O assinante terá a oportunidade de entrar em contato com visões privilegiadas de mundo nesta coluna televisiva, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre às 20h, com duração de cinco minutos, tendo, a cada dia, um apresentador diferente. Às 23horas – INÉDITO – Rolo Extra – Narradores de Javé – Pedro Bial analisa no programa inédito o longa Narradores de Javé, de Eliane Caffé. O longa venceu o Festival de Cinema do Recife em 2003 e recebeu vários outros prêmios em diversos festivais no Brasil e no exterior. Narradores conta a história dos moradores de Javé que, após saberem que a cidade onde vivem será inundada para a construção de uma usina hidrelétrica, decidem preparar um documento que apresente todos os fatos históricos do local, como tentativa desesperada de salvar a cidade da destruição. Este é o mote principal de Narradores de Javé e Pedro Bial disseca as inúmeras curiosidades sobre o filme, num bate papo descontraído com a cineasta Eliane Caffé e a produtora Vânia Catani. Às 23horas – INÉDITO – Tarja Preta - Selton Mello entrevista Agildo Ribeiro – Em maio, Selton Mello estréia como diretor e apresentador no Canal Brasil. E vai mostrar de forma inteligente e irreverente o que é Tarja Preta no canal. A nova atração, que vai ao ar sempre às quartas, às 23horas, estreou no dia 26 de maio e pode ser definida como um programa de variedades trash que abre espaço para o cinema marginal e para produções audiovisuais despreocupadas com quaisquer padrões estéticos. Isso significa que vídeos amadores, filmes independentes e muitas outras "insanidades" vão literalmente invadir a tela do Canal Brasil. Seguindo a máxima Todos somos loucos por cinema e usamos Tarja Preta, Selton comandará este espetáculo mambembe e irá entrevistar cineastas, estrelas e personalidades polêmicas do universo cinematográfico brasileiro. O entrevistado deste terceiro programa é o humorista Agildo Ribeiro. QUINTA, DIA 24 -- Às 19horas – Retratos Brasileiros: Othon Bastos - Este especial sobre Othon Bastos, mostra a carreira e a vida deste ator nordestino que encara qualquer desafio. Afinal de contas, tem de ser cabra muito bom para imortalizar um dos personagens mais marcantes do Cinema Brasileiro, como o cangaceiro Corisco, do clássico Deus e o Diabo na Terra do Sol (1963), de Glauber Rocha, além de interpretar personagens autoritários como coronéis e militares de forma convincente. SEXTA, DIA 25 --Às 19horas – Retratos Brasileiros: Stepan Nercessian - Uma biografia completa deste inquieto ator goiano, fanático pelo Botafogo, carnavalesco, presidente do Sindicato dos Artistas e diretor da Casa dos Artistas. O programa conta com o depoimento de amigos, como o cartunista Ziraldo e os atores José Lewgoy, Tony Garrido e Françoise Fourton. Às 23h30 – INÉDITO - Sessão Interativa (apresentação: Simone Zuccolotto) - O Canal Brasil traz uma novidade para seus assinantes. Toda semana Simone Zuccolotto apresenta três filmes com um tema especial e você decide o filme que quer ver na Sessão Interativa. Nesta sexta, o programa presta uma homenagem ao diretor Walter Hugo Khouri, morto há um ano, no dia 27 de junho de 2003: Noite Vazia (1964), Eu ou Forever. Dia 16/06/2004 Amigos: Em breve terei uma surpresa para quem acompanha o Almanaque há muito tempo. Alguns de vocês vão gostar. Garanto. E a Prof. Fátima continua ilustrando os REMENDOS do Almanaque (pois ele só tem uma edição mensal, o RESTO é remendo complementar!) no geocities -- é assim que se escreve??-- e que confesso ser, para mim -- analfabeta digital -- território desconhecido)!!! CHICO BUARQUE - Não deixem de ler , hoje, a coluna de Tostão (na Folha) dedicada a Chico Buarque. Viram que ele, Chico, é capa da CARTA CAPITAL? E a matéria é de Mauro Dias. Domingo passado, JB dedicou ao cantor, compositor, escritor e dramaturgo, um caderno especial, enorme. Repito que seria ótimo se, sábado próximo, a TV Cultura ou a TV Educativa, exibisse OUTRAS PALAVRAS, longa de Maurício Beru, sobre Chico. MARAVILHOSA A MATERIA DE WALMIR SANTOS, na Folha, sobre Os Desvalidos, romance de Francisco Dantas (no teatro e, futuramente, no CINEMA, com direção de FRANCISCO RAMALHO). Detalhe: Dantas está sem editora. CARLÃO E/OU DAVID --NESTA QUINTA: duas alternativas -- ou ver Corrida do Amor, primeiro filme de Carlão, na 2001 do Sumaré, ou rever, no CCSP, Memória de Helena (agora, observando os detalhes -- diálogo aberto com o Cinema Novo, com Humberto Mauro, com Glauber, etc, etc, conforme artigo introdutório do livro de Maria do Socorro Carvalho: A NOVA ONDA BAIANA). Nesta sexta, SAMBA Riachão, de Jorge Alfredo. Depois, Pelé Eterno, de Aníbal Massaini... e outros. FERNANDO PEREZ --Cine Ceará começa quarta-feira que vem com homenagem ao cubano Fernando Perez, de Suíte Havana, La Vida es Silbar, Madagascar, Clandestinos e do curta OMARA (sobre a cantora do Buena Vista, que fez filmes "roliudianos" ambientados na Ilha. O filme dele é do comecinho dos anos 80). BELLEVILLE -- Meu amigo Carlos Alberto Mattos adorou a crítica do Fábio Camarneiro sobre BICLICLETAS DE BELLEVILLE (confesso que ainda não tive tempo de ler, mas VOU LER!!!). E vem aí o ANIMA MUNDO, de Marcos "Meow" Magalhães & trupe. CINEMA RUSSO -- Não percam por nada deste mundo o filme O RETORNO, de Andrei Zvyagintsev, vencedor do Festival de VENEZA-2003. Está em cartaz no CineSesc e no Frei Caneca 8. Fui ver e estou em estado de graça. O filme atinge o SUBLIME. É lindíssimo. Limpa nossos olhos de tanta banalidade que nos é oferecida cotidianamente. Saí para ver dois filmes. Mas vi O RETORNO e resolvi seguir conselho do Zanin. Quando ele vê um filme muito bom (em festival ou mostra) ele se nega a ver outro em seguida. Diz que filme bom precisa ficar guardado nas retinas por um tempo, ser fruído com vagar e prazer. Pelo menos HOJE fui obrigada a concordar com ele. E aproveitem para fazer dobradinha com La Ciénaga, que passa antes (só na primeira sessão). O Cinesesc APRESENTA agora um Cinejornal SESC, com magnífica vinheta de Flávio del Carlo (isto mesmo, Zakir??), com homenagem a Méliès, ótimas notícias (com agenda de grandes eventos), reportagem sobre a estada de POLANSKI na cidade (homenageado com MOSTRA RETROSPECTIVA). E vestiu a camisa da Seleção Brasileira (a azulzinha, não a tradicional amarelinha). O Cinejornal só tem um defeito: NARRAÇÃO BOMBÁSTICA. Além de POLANSKI, o Cinejornal dá grande destaque ao FORUM CULTURAL MUNDIAL, que acontecerá em SP de 26 de junho a 4 de julho, e ao espetáculo de dança que une Brasil & Índia, dirigido por I. Bertazzo. FESTEJOS JUNINOS -- Vocês estão acompanhando a polêmica entre Danuza Leão e a co-autora de "LOBATO - Furacão na Botocúndia"? Hoje tem cinco cartas de leitores e resposta de MARCIA CAMARGOS ao artigo de Danuza, que ontem execrou a festa junina organizada por Lula. FEIRA DE LIVROS DO LIMA - descontos de 15% a 50% Neste sábado, 19 de junho, a LIMA BARRETO LIVRARIA promove a FEIRA DE LIVROS DO LIMA. A FEIRA DO LIMA oferece somente neste dia livros das principais editoras brasileiras com desconto de 15% até 50%.Os clientes encontrarão na Feira do Lima títulos das seguintes editoras Companhia das Letras, Global, Cosac & Naif, Conrad, Summus Editorial Vozes, Jorge Zahar, Lazuli, Editora 34, Iluminuras, Ateliê Editorial, Perspectiva, Boitempo, Cortez, Beca, Biruta, Carrenho, Hedra, Brinque-Book, Larousse, Bibla, GLS Edições, Selo Negro, Nova Alexandria, entre outras. (E a ESTAÇÃO LIBERDADE, também????). O evento acontecerá todos os meses, em datas a serem divulgadas. A Lima Barreto Livraria funciona das 10h às 18h, nos sábados, e das 9h às 20h, de segunda a sexta. Aceita Visa e Visaeletron. Com estacionamento. Rua Inácio Pereira da Rocha, 414, quase esquina com rua Simão Álvares. Pinheiros. Tel: 38 19 60 77, ramal 211. Lima Barreto Livraria -Rua Inácio Pereira da Rocha, 414 – Pinheiros – São Paulo – CEP 054 32-011 -- TEL: (11) 3819 60 77, ramal 211 REUNIÃO COM Secretários de Cultura dos Estados Nesta quarta-feira, dia 16 de junho, será realizado no Ministério da Cultura um encontro de secretários de Cultura de diversos estados do país com representantes do ministério. O secretário-executivo Juca Ferreira abrirá a reunião que terá como tema principal o projeto de implantação do Sistema Nacional de Cultura. No encontro, articulado primeiramente pelo Fórum dos Secretários de Estado, serão apresentados os programas do Audiovisual, as mudanças previstas para a Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet (Lei 8.313), e a minuta de protocolo para implantação do Sistema Nacional de Cultura. A reunião acontece às 10 horas no auditório do Espaço Cultural Sérgio Motta. Comunicação Social - Ministério da Cultura -- 61- 316-2200 E por falar em CAZUZA viram o estouro de público? --- 343.056 espectadores em quatro dias (pré-estréias no feriado de 10 de junho + final de semana), com média de 1.935 espectadores por CÓPIA. Um amigo me avisa que a personagem de Andréa Beltrão em CAZUZA nada tem a ver com Maria Zilda. Foi meu ex-marido e grande amigo, Helinho Lopes, quem deduziu que fosse MARIA ZILDA, amicíssima do CAZUZA e que deu a maior força para ele, inclusive e, principalmente, na fase da doença. Como os personagens secundários (em grande parte) não são identificados, o espectador acaba tomando liberdade e tirando suas conclusões, né?. Helinho pensou que fosse Maria ZILDA. E eu achei a observação dele pertinente. (Vejam abaixo o texto de meu amigo) ELE ESCREVE: Não tenho nada a ver com isso, nada mesmo, mas peloamordedeus!!!! Quem te deu essa dica tá por fora ou então está inventando. A Andréa Beltrão não interpreta a Maria Zilda. Andrea faz um personagem que é inspirado na irmã mais velha da Regina Casé, Patrícia Casé, que fazia parte da turma do Cazuza. Aliás, ela aparece numa ponta numa cena rápida do filme (como aliás, acontece com vários personagens reais, como a mãe Lucinha, mais conhecida e facilmente reconhecida, mas também o o Ezequiel Neves, o Serginho (ele faz o garçom que dá o AZT ao cazuza, etc ). FESTIVAL DO RIO – Inscrições para CURTA e LONGOS brasileiros já estão abertas. Aguardem mais detalhes. FESTIVAL AMERICA DO SUL, que acontecerá em SETEMBRO, no Pantanal (MS), será lançado dia primeiro, no ITAMARATY (Palácio dos Arcos, em Brasília). FESTIVAL AMERICA DO SUL – Em setembro, grande festival de arte & cultura (literatura, artes plásticas, música, cinema, vídeo, etc) produzidas nos países da América do Sul, acontecerá no PANTANAL (Corumbá/Mato Grosso do Sul). Promoção da Secretaria de CULTURA de Mato Grosso do Sul. Com homenagem a Augusto Roa Bastos, Manuel de Barros, Mercedes Sosa, entre outros, e com debates, feiras de livro recheados com jovens artistas, sangue novo. SALA CINEMATECA apresenta duas novas mostras nas próximas semanas: Olhares Paralelos: A Alemanha de Herzog e Wenders (16 a 27 de junho) e Mauro Alice, um Montador de Filmes (de 30 de junho a 4 de julho). ADAUTO NOVAES – Será que não há nem (nenhuma) UMA (ou duas ou três em MUTIRÃO) instituição interessada em trazer o seminário 8 Visões da América Latina, organizado por Adauto Novaes (matéria no Estadão de ontem, Domingo) para São Paulo? Só Rio e Brasília o assistirão? PEDIDO a meus amigos cariocas: que gravem – se possível – o debate do dia 21 de JUNHO, no Espaço Cultural Sérgio Porto (dentro do seminário "DAS UTOPIAS AOS MERCADOS"). Será às 20h00. O tema: CHE GUEVARA, DO HERÓI AO MITO POP. Com Walter Salles Jr, Gianfrancesco Guarnieri, Daniel Aarão Reis e Carlos Eugênio. ESTOU PEDINDO DEMAIS??? – Claro que espero que Globo e JB façam uma bela cobertura do debate!!! REVISTA DE CINEMA número 45, referente a junho/julho (em agosto, haverá número especial dedicado ao FESTIVAL DE GRAMADO) já está nas bancas, com, entre outros, os seguintes assuntos: Entrevista do mês: Murillo Salles . E mais: matéria sobre BILHETERIAS BRASILEIRAS dos anos 70/80: PORNOCHANCHADAS, desempenhos de craques no diálogo com o público como Babenco, Jabor + fenômenos como Mazzaroppi e o cinema caipira em geral (caso de Menino da Porteira, um grande êxito), etc, etc, etc – esta matéria, de minha autoria, tenta, com ajuda de muitos amigos e COLABORADORES (em especial VERA ZAVERUSHA), trabalhar com número e não com chutes. Mas, confesso, a tarefa é quase impossível. Escrevi, há uns dois anos, matéria sobre as 50 maiores bilheterias do cinema brasileiro (ajudada por André Gatti, Roberto Farias, entre outros). Quem tiver interesse neste assunto e quiser entrar num MUTIRÃO é só me contatar. Se for ESTATÍSTICO ou ECONOMISTA, então, a ajuda será da maior valia. Detalhe: sei trabalhar em grupo e reconhecer a AJUDA DE TODOS. Sem Gatti, Roberto Farias, Zaverusha, entre OUTROS, nada teria sido feito. Mais REVISTA DE CINEMA : FOTO DE CAPA: Fernanda Montenegro, em O Outro Lado da Rua, perfil de Rosemberg Cariri, matérias sobre política cultural como os fomentos do Ibermedia, novo órgão de cinema no MercoSul e o projeto de exportação da produção de vídeo independente. E sobre Diário de Motocicleta e novas produções de Walter Salles. 6º Festival Internacional de Curtas de BH 22 a 31 de julho de 2004-- Belo Horizonte – MG – Brasil Festival divulga participantes/Competitiva Brasileira A Organização do 6º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte divulgou hoje a lista dos filmes selecionados para participar da Mostra Competitiva Brasileira. São 41 curtas-metragens originários de sete estados do país. (Veja a seguir a lista completa dos curtas selecionados). O melhor curta-metragem brasileiro da Mostra Competitiva será escolhido pelo Júri Oficial e receberá uma premiação em dinheiro, no valor de R$ 5.000,00. O Festival também vai oferecer o Prêmio da Associação Curta Minas, que será entregue aos realizadores do filme escolhido por um júri especial formado por representantes da própria Associação, apoiadora do Festival desde a sua terceira edição.A comissão de seleção dos curtas para a Mostra Competitiva foi formada pela Secretária Executiva do Festival, Júlia Nogueira, pela jornalista e especialista em cinema, Roberta Canuto e pelo professor de cinema e vídeo da PUC-MG, Carlos Quintão. Todos os 113 filmes inscritos nesta categoria foram assistidos pelos avaliadores. De acordo com eles, os critérios de avaliação que conduziram os trabalhos foram a qualidade técnica, a criatividade e as diversidades temáticas e de formato. Roberta Canuto revela que nos filmes brasileiros inscritos houve uma tendência para a presença do humor e que foram poucos os curtas-metragens em estilo experimental, portanto a maioria deles possui uma linguagem mais acessível ao público. Carlos Quintão acrescenta que "grande parte dos filmes estão com um nível de excelência técnica muito elevada comuns nos filmes internacionais". O Festival Internacional de Curtas é uma realização do Palácio das Artes, através de seu Departamento de Cinema, em parceria com o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, Prefeitura de Belo Horizonte, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura e com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais e tem o patrocínio da Usiminas, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. O evento será realizado na Sala Humberto Mauro, no Palácio das Artes e em outros espaços de Belo Horizonte. Outras informações pelo telefone (31) 3237-7612 ou pelo site www.festivaldecurtasbh.com.br. Veja a Relação dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva Brasileira do 6º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte no endereço acima. OK? Assessoria de Imprensa: Sinal de Fumaça – A comunicação original Sérgio Stockler – (31) 9143-1001 Ariane Lemos – (31) 9106-3732 e Gercione Pinto (31) 9945-1381 E-mail: press@festivaldecurtasbh.com.br Hermes Leal, da Revista de Cinema, avisa que a REVISTA estará em poucas bancas. As mais especializadas. Garantido, mesmo!, só na Livraria do Espaço Unibanco (Rua Augusta), tá? PELO menos por enquanto! BRASIL IMAGINÁRIO: SÉRIE INÉDITA DE DOCUMENTÁRIOS TEM LANÇAMENTO NACIONAL Ministro da Cultura Gilberto Gil participa da solenidade de lançamento -- no MIS-SP -- de 26 documentários dirigidos por jovens realizadores de todas as regiões do país a partir de 26 de junho próximo, e até 18 de dezembro. Série será exibida aos sábados, 21h00, pela Rede Pública de Televisão Nesta quinta-feira, 17 de junho, às 20h30, um evento no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (Av Europa 158, Jardins) marca o lançamento da série "Brasil Imaginário", resultado do 1º DOCTV - PROGRAMA DE FOMENTO À PRODUÇÃO E TELEDIFUSÃO DO DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO. Além do Ministro Gilberto Gil, a sessão solene contará também com as presenças do Secretário do Audiovisual, Orlando Senna; do Chefe de Gabinete, Leopoldo Nunes; e da Secretária de Cultura do Estado de São Paulo, Cláudia Costin, entre outros. "Brasil Imaginário" reúne 26 documentários, selecionados e produzidos em 20 estados brasileiros ao longo de um ano. Os documentários serão exibidos a partir de 26 de junho até 18 de dezembro pela Rede Pública de Televisão (RPTV), gerada pela TV Cultura de São Paulo. A série, fruto desse exercício pioneiro, apresenta 26 documentários sobre a multiplicidade de expressões da cultura regional através do olhar de jovens realizadores de todas as regiões do país. Os programas vão ao ar na faixa Doc.Brasil (sempre aos sábados, às 21h00), de 26 de junho a 18 de dezembro de 2004, em exibição nacional pela Rede Pública de Televisão, ancorada pela TV Cultura de São Paulo. As comissões de seleção de projetos foram formadas, em cada estado, por representantes de cada emissora afiliada, pela representação local da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), e por personalidades do meio cultural. Em São Paulo, os projetos vencedores foram "Assombração Urbana com Roberto Piva", de Vanessa Canabarro Dios, e "Preto Contra Branco", de Wagner Morales. Os dois ganham exibição nacional, respectivamente, nos dias 4 de setembro e 13 de novembro. "Este projeto é um passo concreto para o casamento entre a televisão e o produtor independente", acredita Orlando Senna, Secretário do Audiovisual. "Nessa primeira edição, o DOCTV criou um canal permanente para a parceria das emissoras da rede pública e a produção independente de documentários em 20 estados brasileiros. Nas próximas edições o projeto estará implantado em todo o território nacional." explica Mario Borgneth, gerente do Núcleo de Documentários da TV Cultura. BALNEARIO CAMBORIÚ sedia III CATARINA FEST DOC Catarina Festival de Documentário -3ª Edição -2004, será realizado de 11 a 16 de agosto em Balneário Camboriú – SC. O tema desta edição será "Convergência, Interatividade e Novos Veículos de Comunicação Multimídia" e o homenageado deste ano é o documentarista Silvio Tendler (RJ). Penna Filho é o documentarista catarinense em destaque. Será realizado durante o evento o 3º Encontro das TV’s, Encontro da Crítica Especializada, Mostra da Região Sul, Competitivas de Filme (16mm e 35mm), Competitiva de Vídeo, Balcão de Negócios, Debates e Palestras, entre outros projetos paralelos. Promoçõa da Araucária Produções Artísticas R: Bernardo Leining, 245 – 80240-410. (41) 9972-1104 / (47) 9915-9338 www.araucariaproducoes.com.br / elayneneves@yahoo.com.br IVANA BENTES -- quero lembrar-lhes que a TV EDUCATIVA do Rio continua exibindo CURTAS-METRAGENS, em programa produzido por Moema Muller e apresentado por Ivana Bentes. Veja esclarecimento de Moema: "Querida Rosário, só para te informar: o nome do programa é Curta Brasil, passa na TV E aos domingos as 22h30. Eu faço a produção e principalmente a programação dos filmes". MAIS TV: Na mesma TV E, exibição e debates de longas brasileiros. E, na TV CULTURA, Rubens Ewald apresenta, em matinês, todo domingo, às 16h30, produções nacionais. JOSUÉ DE CASTRO – Fiquem atentos ao projeto Josué de Castro, que levará exposição, debates e um vídeo sobre o autor de Geografia da Fome a várias cidades brasileiras. |
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| Nome: | Rosario Caetano | |||||||||||
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| E-mail: | marosario@uol.com.br | |||||||||||