O grande agente universal. O
grande mensageiro. O intermediário entre os Orixás e os homens!
Quanta confusão se faz
contra ele. Quantos lhe condenam, sem ao menos o conhecerem. Consta na 3º lei de
Newton ! "A toda ação corresponde uma reação igual, de mesma direção e sentido
contrário".
Parece que Newton falava de
Exu quando formulou sua poderosa lei. Ele é a reação! Ele é o sentido contrário!
Ele é a força que equilibra e mantém a todos no caminho da evolução!
O equilíbrio é conseguido
quando conseguimos nos sobrepor às dificuldades pelo aproveitamento das
influências positivas. É fato que sem a ignorância não se chegaria ao
conhecimento, sem a dor não se chegaria a cura e sem a treva não se chegaria a
luz. Exu é o momento inicial de tudo, onde a falta de conhecimento é superada
pela evolução e então aparecem as soluções para os males. Exu não é o diabo como
muitos afirmam. Ele não é a maldade, ele não é o sofrimento e nem a solidão. Ele
é o vento, é o sorriso, é a rebeldia, é a luta pela vitória. Ele é a própria
vitória e a alegria por tê-la conseguido. Ele é o trabalho e a evolução, é o
respeito e a admiração. É a elegância, a arrogância, a cortesia, a gentileza, a
dolência, a malemolência, a malandragem, é até mesmo o trabalho. Enfim ele é, o
que se pedir para ele ser. Ele é o limiar da espiritualidade com a humanidade.
Ele entende aos dois. Ele chora com a tristeza do filho e ri com a sua vitória.
Ele bebe, ele fuma, ele dança, ele é a festa. Ele é exatamente como gostaríamos
de ser. Nos momentos de trabalho, trabalhamos; nas festas dançamos, sorrimos,
nos alegramos e nem por isso nos consideramos demônios.
A Pomba-gira, (Pombogira ou
Bombojira), é a manifestação feminina do Exu. São mulheres maravilhosas, que
admiram a beleza, a festa e a música.
Do ponto de vista da Umbanda, Exu é entidade, não é divindade como no
Candomblé.
Exu e Pomba-Gira, entidades de
Umbanda, foram homens e mulheres que quando encarnados, amavam a noite, eram
boêmios, foram mesmo pessoas normais como nós, que tiveram empregos normais como
os nossos, foram talvez grandes advogados, costureiras, médicos, professoras ou
até mesmo prostitutas. Todos tão humanamente normais como nós e que por escolha
ou determinação superior, trabalham agora na espiritualidade, utilizando esta
nova roupagem. Quem sabe o que nos aguarda quando as nossas faltas tivermos de
pesar.