Muito se tem dito do nascimento da Umbanda e sobre sua evolução. A história mais forte que se conta sobre seu nascimento é a que consta ter ela aparecido em Niterói, no Rio de Janeiro, por volta de 1908, através de uma entidade que se denominou Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para ele não haveria caminhos fechados.
Há um entendimento de que a Umbanda seria de origem africana não diretamente mas por meio de amalgamentos e modificações ao longo do tempo. Uma das justificativas para essa idéia e de que entre o povo Banto, que veio originar no Brasil o culto denominado de nação Angola, tinha um culto específico denominado "MBANDA", cujo som da pronúncia é Umbanda, que significava a arte de curar. Era um culto aos ancestros, que no Brasil teriam passado a se denominar guias. A aproximação desse culto com as crenças indígenas de nossa pátria, foram acrescentando todos os ingredientes que hoje vemos florescer.
Há ainda um culto denominado Omolocô, que à semelhança do Candomblé, raspam, faz curas, cultua os Orixás, mas de uma forma um pouco mais branda. Alguns chamam o Omolocô de Umbanda Cruzada.  Umbandolé ou Candomblé de Caboclos. Existem várias outras denominações que são dadas para a Umbanda.
Há outras correntes filosóficas que datam o nascimento da Umbanda ainda muito mais distante, nos antigos povos hindus. Essa idéia é característica da aceitação de um culto Esotérico associado com a Umbanda.
Na verdade a Umbanda vem sendo modificada alterada, enxertada, sendo normalmente tais atos justificados pela necessidade de que religião também tem de evoluir. É óbvio que cada um se sente coberto de razão em suas percepções, e discussões sobre isso somente traria altercações e nada seria modificado mesmo. É importante porém reconhecer-se os méritos de cada um, uma das maneiras mais comuns de aceitação é o seguinte ditado:
"Se está dando certo, então está certo!".
Hoje em dia a Umbanda ganhou nomes e denominações. A Branca, a Esotérica, a Cósmica, Evangelizada, Iniciática,etc... 
Nossa religião tem essa particularidade, seu culto é por demais aberto e qualquer um, infelizmente, pode a seu bel-prazer, introduzir, retirar ou modificar aspectos do culto.
    Acontece até, de em algumas regiões, haver religiões que por serem de caráter espírita, numa aproximação de fundamentos, passam a ser denominadas de Umbanda, apenas por trazer em seu bojo, o aspecto da incorporação de espíritos.
    Ainda há a Quimbanda que seria o lado negro da força! A magia negra! O culto da maldade! Essas afirmações são bastante fortes, embora eu conheça participantes da Quimbanda, que seriam incapazes de fazer mal a uma mosca, sendo inclusive em suas comunidades, devido as suas características de carência e pobreza, pessoas sempre chamadas a tratar dos enfermos, das crianças, dos olhos grandes, dos ventres-virados nas crianças, das espinhelas caídas, das moléstias tanto materiais como espirituais.
    Sempre considerei a magia, como a grande modificadora das energias e comportamentos. Ela não tem cor, não tem lado. Quem tem a culpa pelo mal uso dela, ainda é o pensamento humano, tão mesquinho por vezes. Se levarmos em consideração a probabilidade de origem africana, poderíamos inferir que Quimbanda teria vindo de uma corruptela de sentidos. No idioma Bantu a palavra KIBANDA, quer dizer um tipo de sacerdote que utilizava o poder da "MBANDA", ou seja, a arte de curar. Talvez numa aproximação com uma outra palavra de origem africana, KIUMBA, que quer dizer espíritos da noite, associaram o termo KIBANDA, como aquele que utilizava os KIUMBAS para praticar a MBANDA, arte de curar.
    Existe uma dificuldade muito grande de convivência pacífica entre as diversas correntes religiosas. Entendo essa dificuldade como sendo uma particularidade humana e nada tem a ver realmente com as filosofias espirituais. Os homens têm a necessidade de, além de estarem certos em suas afirmações, derrotarem incondicionalmente outras opiniões. Assim sendo, é difícil encontrar quem aceite como verdade, outra idéia que não a sua. Essa dificuldade existe dentro das diversas maneiras de cultuar a própria Umbanda. Há os que acham que a Umbanda tem de se modernizar e os que acham que a tradição é o ponto mais importante de uma religião. Os que aceitam a Umbanda como de origem africana, ainda que não um subproduto do Candomblé, outros que a entendem completamente brasileira. Os que aprenderam com os mais velhos e não aceitam que participantes mais novos, possam ensinar-lhes algo, por não terem aprendido da mesma maneira.
A literatura sobre a Umbanda é bastante diversificada, passando do puramente comercial e muitas vezes mal escrito, às boas obras que aos poucos vão aparecendo.
    O mais importante, seria que todos pudessem encontrar em suas diferenças de culto, o elo mais importante e a ele se unissem. Tal elo é a Caridade!
    Não importa se o atabaque toca, ou se o ritmo é de palmas, nem mesmo se não há som. O que importa é a honestidade e o amor com que nos entregamos a nossa religião.

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