Gostaria de agradecer a todos
que visitaram esta página e gostaria também de conclamá-los ao trabalho
espiritual. Ele não precisa de um centro, não precisa de roupas especiais e não
precisa de guias ou toques de atabaques. Ele precisa basicamente de amor. Você
pode desenvolver um trabalho espiritual, quando dá um sorriso, quando faz um
afago, quando escuta uma lamúria ou uma tristeza de alguém. Os centros espíritas
precisam de quem lá trabalhe, e a vida cotidiana também precisa de quem nela
auxilie.
Se a sua meta ou
necessidade espiritual é o centro espírita, procure-o. Se tem dúvidas ou
necessidade de solução para problemas espirituais, lá no centro é realmente
o melhor local para achar suas respostas. Mas lembre-se sempre: Mesmo nos mais
difíceis momentos de sua vida, sempre haverá alguém em situação pior que a
sua, e mais, poderá ser você quem irá ajudá-lo.
Assim sendo, estarei
sempre a disposição para os que tiverem a necessidade de uma conversa, um
papo, uma palavra.
Irmãos! A confecção desta
página não tem a menor intenção de ensinar religião a ninguém, muito menos
condenar ou diminuir a crença de quem quer que seja. A única intenção é tentar
passar um pouco do que se conversa nos terreiros, um pouco do que se vê nas
festas e nas sessões normais de Umbanda aos que talvez, nunca tiveram a
oportunidade de conhecer um centro de Umbanda, como também aos que já a conhecem
e freqüentam-na, a fim de que possam tomar ciência de outras idéias. Não sou
zelador de santo, e conseqüentemente não estou abalizado a ensinar ou modificar
conhecimentos. Mas como Umbandista confesso, sinto-me tentado a dirigir-me a
outros irmãos de culto ou não, para compartilhar o mínimo que possuo.
Antes de mais nada gostaria de trazer à lembrança alguns amigos, não todos,
pois a lista seria interminável, que mesmo sem saberem, foram a motivação
deste empreendimento.
A primeira lembrança como
não poderia de ser faço ao meu falecido pai, que sem sombra de dúvidas foi
quem mais contribuiu para a visão religiosa que tenho hoje. Umbandista de
longos anos, sempre trabalhou incessantemente na busca da caridade e auxílio a
quem o procurava. Não tinha hora para trabalhos e orações, estava sempre
disposto para a espiritualidade.
Na minha caminhada
espiritual, conheci algumas casas e algumas pessoas. Tive a oportunidade e a
felicidade de realizar meu casamento religioso em um terreiro de Umbanda, mas
a que tive a oportunidade de permanecer mais tempo foi a casa do grande zelador Moacir de Omolu, cujo conhecimento e amor
pela religião são indiscutíveis. Não somente na figura de Babalorixá, mas como
amigo, pai e até irmão. Não posso esquecer que pelos seus conhecimentos,
pelas suas mãos, começaram o desenvolvimento de minha espiritualidade. Peço a
Deus que o mantenha sempre em atividade, com muita saúde e a boa vontade de
sempre, pois é dessa força que muitos dependem. Na sua casa, no Rio de
Janeiro, começou minha caminhada e meu desenvolvimento espiritual propriamente
dito, e se hoje, ainda que cambaleantes, posso dar alguns passos, todos eles são
devidos aos seus ensinamentos e trabalho.
A Umbanda para mim, não é apenas uma religião, é muito mais, é uma filosofia de
vida. Uma maneira de encarar todos os problemas e alegrias que a vida me
proporciona. Isso não quer dizer que sou um fanático religioso que para tudo que
acontece, encontra um motivo sobrenatural. Tenho consciência das leis de efeito,
de ação e reação, das possibilidades de influências negativas e positivas dos
espíritos em nossa vida, mas tenho a plena consciências de que existem problemas
naturais, que acontecem a todo instante e que nem todos os problemas por que
passamos sejam causados por
influências espirituais. Temos que aceitar que cotidianamente erramos e acertamos sozinhos. A religião entra na vida de
cada um de nós por razões muito particulares. A Umbanda é uma religião
que soma aspectos éticos, morais, filosóficos, espirituais e até plásticos que
me arrebatam o sentimento. Além da característica mais importante, que é
a prática da caridade. É
extremamente gratificante saber-se participante, mesmo que por mero
intermediário, do auxílio prestado, tanto aos irmãos encarnados como aos
próprios desencarnados, os quais no momento em que se utilizam de nossa matéria,
estão também elevando-se pela prática salutar do trabalho espiritual. A Umbanda tem essa
dupla capacidade: Atende ao mesmo tempo aos espíritos em evolução e a nós, meros intermediários,
colocando-nos num caminho de
evolução e elevação espiritual. Entretanto é necessário combatermos vaidade e
livrarmo-nos da sensação de que somos nós os responsáveis pelas
curas ou soluções. Somos importantes é claro, pois é necessária
essa união espírito-material para a prática da caridade. É através dela que o
espírito ou guia poderá atuar sobre a matéria. A Umbanda, indiscutivelmente, é uma religião de caráter
espírita, não sendo melhor nem pior que qualquer outra do mesmo
caráter, ou mesmo de outras crenças. Ela é um caminho como tantos, mas um
caminho florido, um caminho alegre, um caminho iluminado. Um caminho onde se
pode ajudar a um irmão que esteja solitário ou
perdido. Pelos caminhos da Umbanda, desfilam amizades, sorrisos e felicidades. É
óbvio, que como em qualquer atividade humana, acontecem desencontros e maus
momentos, mas são nesses instantes que ela mostra toda a sua força e beleza, pois
sempre haverá um braço amigo a oferecer-se para ajudar. Este braço poderá ser
material, de um irmão ao seu lado, como espiritual, de um de seus protetores, ou
ainda a conjugação desses, quando a matéria se despoja de suas vaidades e se
oferece à espiritualidade para que dessa conjugação, a entidade possa de maneira
ativa praticar o seu trabalho.