O
TENENTE-CORONEL JOAQUIM THOMÁZ DA SILVA PRADO: SUA ASCENDÊNCIA E DESCENDÊNCIA
FAMÍLIA DA SILVA PRADO - ORIGEM NO BRASIL
O
fundador da família da Silva Prado no Brasil foi o sargento-mor Antonio da
Silva do Prado, que chegou a São Paulo (a princípio nas cidades de Santana de
Parnaíba e depois Jundiaí) de sua cidade nativa chamada Prado, norte de
Portugal, na primeira década do século XVIII.
Falecido em 1737 em Jundiaí, São Paulo (1).
Casou
duas vezes, a primeira, antes de 1710, com Felippa do Prado, membro de uma família
cujas origens em São Paulo datavam do século XVI, e incluíam muitos
bandeirantes notáveis em suas fileiras, falecida cerca de 1715, sem sucessão.
A segunda vez, cerca de 1716 em Jundiaí, com Francisca de Siqueira
Moraes, pertencente também a uma alta classe paulista (ela casou-se a segunda
vez em 1738) (1). Falecida
a 1771, em Jundiaí. Filha do sargento-mor Antonio de Moraes e Siqueira (Genealogia
Paulistana, VII - 26), falecido em 1737 e de Ana Ribeiro de Faria. Tiveram
os seis filhos seguintes (2):
1) Ana da Silva Prado (a 1ª).
2) Rita da Silva Prado.
3) Maria da Silva Prado.
4) Ignácia da Silva Prado.
5) Raimundo da Silva Prado.
6) Martinho da Silva Prado (o 1º).
“... Antonio da Silva do Prado elegeu domicílio legal em Parnaíba, aí
cumpria deveres religiosos, mantendo residência em frente à Matriz, onde
assistia aos festejos da Semana Santa, do Natal, etc. Concluiu aí também,
perante notários públicos, avultadas transações comerciais” (3).
“... Em 1730, Antonio da Silva do Prado hipotecou sua propriedade em
Parnaíba para financiar uma expedição em busca de ouro em Goiás. Embora não
houvesse evidência de que o tenha encontrado, parece que quando morreu em 1737,
deixou a seus herdeiros uma modesta fortuna e igualmente importante, uma rede de
amigos e associados, sem a qual família alguma poderia prosperar” (1).
“Um
filho do sargento-mor Antonio da Silva do Prado, Martinho da Silva Prado (o
1º), chegou a capitão-mor da Milícia de Jundiaí, em São Paulo, além de
ocupar importantes cargos na magistratura local” (4).
O mais importante membro da primeira geração brasileira dos Prado,
foi o capitão-mor Martinho da Silva Prado (1), nascido cerca de
1722, na cidade de Parnaíba e falecido em Jundiaí no ano de 1770.
Foi nessa mesma cidade, juiz ordinário e vereador da Câmara de 1745 a
1759. Foi também, juiz dos órfãos
nos primeiros anos da década de 50. Casou com Maria Leme Ferreira (5)
(filha do capitão-mor José Dias Ferreira e de Maria Leme do Prado - tetraneta
de João do Prado - Genealogia Paulistana, II, 235) (2),
membro de outra prestigiosa família paulista (1), falecida
a 1805 em Jundiaí. Tiveram oito filhos (2; 5):
1) Antonio da Silva Prado (o 2º).
2) José Luciano do Prado.
3) Maria Francisca da Silva Prado.
4) Anna Joaquina da Silva Prado.
5) Joaquim da Silva Prado.
6) Emília Flávia da Silva Prado.
7) Martinho da Silva Prado (o 2º).
8) Eleutério da Silva Prado (o 1º).
Provavelmente em 1789, o capitão-mor Eleutério (o 1º) então com 22
anos e solteiro, conheceu uma jovem, Joana Joaquina do Amor Divino e desse
relacionamento nasceu seu primeiro filho (portanto natural), Joaquim Thomáz da
Silva Prado, cerca de 1790, no Arraial de Nossa Senhora da Conceição,
capitania das Minas Gerais.
Anteriormente,
em 22/06/1722, esse mesmo Arraial de Nossa Senhora da Conceição (hoje
Conceição do Mato Dentro/MG), já havia recebido a visita de Antonio da Silva
do Prado (o 1º. - avô de Eleutério) na qualidade de revº. visitador/delegado
visitador, para uma visita à Igreja Matriz de N.S. da Conceição, sendo que
esta visita foi a primeira das dezesseis feitas àquele arraial (6).
A geração seguinte manteve a estrela da família em ascensão, por meio
de casamentos com famílias ilustres e golpes de audácia.
O segundo Antonio da Silva Prado, filho de Martinho, casou-se com Anna
Vicência Rodrigues de Almeida (1768/69-1854), segunda filha (3)
de um tenente português, Manuel Rodrigues Jordão (1; 4).
“... Em 1793, quando Antonio da Silva Prado (o
2º) faleceu, Anna Vicência solicitou à rainha Maria I de Portugal sua
indicação como guardiã legal de seus filhos menores. Esforçou-se por anos
com a ajuda de seus cunhados, Eleutério, Raimundo e Joaquim para receber as
somas então devidas à família (casal Antonio e Anna Vicência)” (1).
“Em 1800, uma união chave ocorreu com o casamento de Anna Vicência
com seu cunhado Eleutério (o 1º), provavelmente para manter as fortunas
dos Prado em mãos da família. Esse casamento foi a prova de uma elevada
determinação e autoconsciência dos Prado no sentido de se evitar a divisão
da fortuna da família, durante um estágio crucial da formação de capital” (1).
“... O cap. Eleutério da Silva Prado (o 1º), em solteiro
teve um filho natural, Joaquim Tomaz da Silva Prado. Em 1800, quando o pai se
casou, foi para o Rio Grande do Sul, onde enriqueceu e casou-se” (2). Na
realidade o tenente-coronel Joaquim Thomáz se casou algum tempo depois, a
28/12/1821 em Castro, no Paraná e só depois foi para o Rio Grande do Sul.
“...
Como diversos Prados, Eleutério foi um capitão-mor da milícia e como tal,
participante na primeira forma de coronelismo, ou domínio local por fazendeiros
e outros
“... Em 31/12/1821, Eleutério estava entre os 267 paulistas que
apelaram a Dom Pedro para que resistisse à ordem de voltar para Portugal.
Depois de proclamada a Independência do Brasil, Eleutério alcançou
importantes postos políticos, como fez seu irmão Joaquim e seu sobrinho-enteado
Antonio da Silva Prado (o
3º) (1).
Eleutério
foi muito considerado não só pela sua fortuna, como também pelas suas
qualidades que o adornavam. Foi
capitão-mor, cavaleiro da Ordem de Cristo, membro do Conselho da Paróquia da Sé,
fez parte do governo da província de São Paulo, em 1829. Faleceu às
seis horas da tarde de 14/12/1849, com 82 anos de idade, de apoplexia fulminante, em
São Paulo (20). De seu casamento com Anna Vicência
resultou nos seis filhos (2):
1) Capitão Joaquim da Silva Prado.
2) Eleutério da Silva Prado (o 2º).
3) Manuel da Silva Prado.
4) José da Silva Prado.
5) Maria Marcolina da Silva Prado.
6) Martinho da Silva Prado (o 3º).
Obs.: Em 1838, Martinho (o 3º) casou com sua sobrinha Veridiana
Valéria da Silva Prado (filha de Antonio da Silva Prado - o 3º, barão de Iguape), e foram pais dos
seis filhos seguintes (2; 5): conselheiro
Antonio da Silva Prado; dr. Martinho da Silva Prado Junior; Ana Brandina da
Silva Prado; Anésia da Silva Prado; dr. Antonio Caio da Silva Prado; dr.
Eduardo Paulo da Silva Prado.
O TENENTE-CORONEL JOAQUIM THOMÁZ DA SILVA PRADO E SEUS DESCENDENTES

Estancieiro,
criador e fazendeiro, o tenente-coronel Joaquim Thomáz da Silva Prado,
estabeleceu-se em Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul, sendo um dos
primeiros a chegar na região. Em algumas publicações antigas, encontram-se
trechos que fazem referência ao mesmo:
“... Em 1824 nos vastos campos e matos da região já moravam
diversos habitantes, dos quais se destacava, como dos primeiros, o
tenente-coronel Joaquim Thomaz da Silva Prado, membro de ilustrada família
paulista, trazendo em sua companhia esposa, filhos e mais de 100 escravos” (8).
“... Ocupou todos os campos da Costa da Serra do Ijuí, desde o arroio
Divisa até o da Palmeira. Nessa extensa campanha escolheu o terreno onde
levantou sua casa de vivenda, senzala e mais benfeitorias.
Joaquim Tomás ficou possuidor, por concessões do Comando da Fronteira,
de mais de 16 ou 20 léguas quadradas” (9).
“... Antes de atingirmos o surgimento da “Vilinha”
(nome primitivo de Palmeira) façamos referência a dois outros pioneiros
de nosso povoamento, vindos de Cruz Alta, que se aproximavam cada vez mais, com
seu estabelecimento pastoril, da sede da futura povoação: o cel. Joaquim
Thomaz da Silva Prado, paulista e o major Antonio Novais Coutinho...” (10).
“... Joaquim Thomaz da Silva Prado é, provavelmente, o primeiro
proprietário a se fixar em terras do município de Palmeira das Missões,
justamente em sua divisa com o de Cruz Alta” (10).
Participou Joaquim Thomáz da Silva Prado, então capitão, como vereador
pelo distrito de Palmeira das Missões, da primeira Câmara Municipal de Cruz
Alta (na época, Villa do Divino Espírito Santo da Cruz Alta), ao ser
instalada em 04/08/1834 (11) (sendo o 2º mais votado com 127
votos, onde o coronel Vidal José do Pillar obteve a presidência da mesma com
129 votos; o major Atanagildo Pinto Martins o 3º lugar, com 123 votos) entre
outros, com seu cunhado, o major Antonio Novais Coutinho (este obteve o 4º
lugar, com 100 votos) (13). O
período de vigência do mandato desses vereadores nessa primeira Câmara foi até
o final da Revolução Farroupilha, ou seja, até 1845 (8).
Embora alguns historiadores desconheçam a atuação do tenente-coronel
Joaquim Thomáz da Silva Prado na Revolução Farroupilha, o fato é que,
encontra-se registrada numa publicação da revista do Instituto Histórico e
Geográfico - RS de 1926, sua participação, ainda que breve: - O Tenente
Coronel Joaquim Thomáz,
legalista, participou da Revolução Farroupilha, em meados de 1836, comandando
o Corpo de Cima da Serra com cerca de 600 homens (12).
A
maioria dos fazendeiros se reuniram para defesa de integridade do Império,
atendendo ao pedido feito pelo Governo Central à Câmara Municipal.
Uns contribuíram com dinheiro, homens armados e cavalos. Outros
sacrificaram seus bens. O então presidente da Câmara, cel. Vidal José do
Pillar, contribuiu com generosos dispêndios (12).
"... Os serviços prestados por estes distintos e patrióticos
oficiais (Pillar e Moura e Silva) nunca foram tomados em devida consideração
pelo Governo Imperial" (11).
Mas,
como fato concreto pode-se afirmar que, em meados da Revolução Farroupilha, o
tenente-coronel Joaquim Thomáz da Silva Prado e família ausentaram-se do Sul.
Foram para São Paulo e Santos, cidades cuja permanência foi mais ou menos
longa, onde se verificam registros - que hoje se encontram no Arquivo da Cúria
Metropolitana da Arquidiocese de São Paulo -, tais como o casamento de sua primeira filha,
Marcolina Maria e batismos de alguns de seus filhos mais novos.
"... Sobrevindo o decênio revolucionário que obrigou a mór
parte dos fazendeiros a uma pronta emigração, paralisou a construção
da capela" (9). Essa
construção (capela de Santo Antonio da Palmeira) pretendida e depois concluída
pelo major Antonio Novais Coutinho, português, parente afim do tenente-coronel
Joaquim Thomáz da Silva Prado (8; 13).
"... Com a pacificação, e regresso dos emigrados,
voltou aquele distrito a atividade” (9).
Faleceu
na sua casa de morada, no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro - Fazenda
de São Joaquim do Alegre, em Palmeira das Missões, (na época,
Palmeira das Missões era distrito da então Villa do Divino Espírito Santo
da Cruz Alta, Comarca de São Borja, Província do Rio Grande de São
Pedro do Sul) a 03/02/1856,
aos 65 anos de idade, sendo realizado o sepultamento em 05/02/1856, no cemitério
da Matriz do Divino Espírito Santo de Cruz Alta, encomendado pelo revº Antonio Pompeo Paes de
Campos (18).
Do seu casamento com Maria Thomázia, resultou (13; 14) nos seguintes filhos:
F1 -
Marcolina Maria da Silva Prado.
F2 -
Rafael da Silva Prado.
F3 - Theodorico da Silva
Prado.
F4 -
Francisco da Silva Prado.
F5 -
Eleutério da Silva Prado.
F6 -
Carolina da Silva Prado.
F7 - Balbina
Augusta da Silva Prado.
F8 -
Anna Joaquina da Silva Prado.
F9 -
Belarmina da Silva Prado.
F10 - Uricena Redugéria da Silva Prado.
F11 - Bertholina da Silva Prado.
F12 - Joaquina da Silva Prado.
F13 - Maria das Dores da Silva Prado.
F14 - Gabriel Martinho da Silva Prado.
F15 - Elísia da Silva Prado.
F16 - Benigna da Silva Prado.
F1- Marcolina Maria da Silva Prado
Nasceu em Castro, no ano de 1823 em Castro e batizada a 27/05/1823, na
mesma cidade (na época, vila). Foram padrinhos, o capitão Manoel Jozé Novais
e Águeda Joaquina d’Araújo (19),
seus avós maternos.
Casou a 31/07/1839 na Igreja da Luz, São Paulo com seu parente, o dr.
José Elias Pacheco Jordão (20),
nascido a 15/05/1817 em Itu, São Paulo e falecido a 24/08/1888 na mesma cidade.
Filho do tenente Elias Antonio Pacheco da Silva e de Antonia
Fausta Rodrigues Jordão (sexta filha do alferes/tenente Manuel Rodrigues Jordão
e de Anna Eufrosina da Cunha); sobrinho de Anna Vicência (irmã de Antonia
Fausta e mãe do barão de Iguape (2; 3).
Bacharel em Direito pela Academia de São Paulo, oficial da Imperial
Ordem da Rosa e cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo.
Exerceu a vice-presidência da província de São Paulo por duas vezes (14;
15), a primeira substituindo a Saldanha Marinho e a segunda ao
visconde de Itaúna (3).
Moradores em 1856 na então, Villa de São João do Rio Claro, Termo
de Piracicaba, Província de São Paulo (13; 14).
Depois de casada, passou assinar Marcolina da Silva Pacheco (14),
entretanto, posteriormente em algumas publicações consta com o nome de
Maria Marcolina da Silva Prado (2) ou de Maria Marcolina Pacheco
Jordão (3; 15). Faleceu
a 05/12/1896, aos 73 anos de idade, em São Paulo (3).
De seu casamento com o dr.José Elias Pacheco Jordão, resultou nos 14
filhos seguintes (3; 15 ):
N - Dr. Elias Fausto Pacheco Jordão.
Nasceu em Rio Claro, SP, na fazenda do Biry, em 18/02/1849.
Engenheiro pela Universidade de Cornell, Ithaca, EUA, diplomado em 1874
(primeiro brasileiro a se formar em engenharia civil nos EUA).
Planejou e construiu o Balneário de Santo Amaro no Guarujá, importou um
hotel completo com 50 quartos, um cassino, uma igreja e 46 casas feitas de pinho
da Geórgia (1). Fundou
a Cia. de Turja, para explorar combustíveis; a Cia. Ipiranga Tramways e Construções,
para promover melhoramentos no bairro do Ipiranga (3).
Fundou com seu primo, o conselheiro Antonio da Silva Prado, em 1895, a
Vidraria Santa Marina. Fez parte da diretoria da Cia. Paulista de Vias Férreas
e Fluviais e da Cia. Prado Chaves Exportadora (1). Foi também
deputado federal, tendo prestado os mais assinalados serviços ao presidente da
República, o eminente paulista, dr. Manuel Ferraz de Campos Sales, como
representante de seu pensamento e do governo, na tarefa de reorganizar as finanças
nacionais (3; 15). Em 1890, o município de Elias Fausto no
estado de São Paulo, recebeu seu nome como homenagem a esse político,
engenheiro e superintendente da Sorocabana Railway Company (8) .
Casou a 30/05/1877 em Itu, com sua prima Anna Carolina Pacheco Jordão, filha do
cel. Francisco de Assis Pacheco. Faleceu
a 26/03/1901 em Paris. Pais de (3;
15):
Bn - Geraldo Pacheco Jordão.
Bn - Edith Pacheco Jordão.
Bn - Dr. Fausto Pacheco Jordão.
Bn - Sebastião Pacheco Jordão.
Bn - Antonio Pacheco Jordão.
N - Dr. José Nabor Pacheco Jordão.
Nascido a 26/06/1853, na fazenda Biry, em Rio Claro e fal. 12/11/1921.
Casou a 23/07/1879 com Elisa Vilaça, nascida na província de Minas
Gerais a 27/04/1856 e fal. 01/02/1932, filha do desembargador conselheiro
Joaquim Pedro Vilaça e de Carolina Emília Ferreira Garcia Vilaça.
Formado nos EUA, na Universidade de Cornell.
Desempenhou os cargos de engenheiro da Câmara Municipal do RJ;
engenheiro fiscal da Estrada de Ferro Norte de São Paulo; dedicou-se também à
lavoura de café em produtiva fazenda situada em Cerquilho.
Filhos (3):
Bn - Paulo Jordão.
Bn - Eduardo Vilaça Pacheco Jordão.
Bn - Renato Pacheco Jordão.
Bn - Elisa Pacheco Jordão.
Bn - Noêmia Pacheco Jordão.
Bn - Maria Pacheco Jordão.
Bn - Eponina Pacheco Jordão.
Bn - José Nabor Pacheco Jordão.
Bn - Albertina Pacheco Jordão.
N - Arthur Pacheco Jordão. Casou
em Itu com Auta de Almeida Prado, filha de José Elias de Almeida Prado e de
Francisca de Almeida Leite. Pais de
(3):
Bn - Esmeralda.
Bn - Sibila.
Bn - Marcolina Pacheco Jordão.
Bn - Almira Pacheco Jordão.
Bn - José Pacheco Jordão.
Bn - Raul Pacheco Jordão.
Bn - Maria Julia Pacheco Jordão.
N - Benevenuto Pacheco Jordão. Nascido
em Rio Claro, no ano de 1854. Seguiu para a Universidade de Cornell (EUA).
Por motivos de saúde, retornou. Dedicou-se
à lavoura em Itu, e tempos depois, comerciante em São Paulo.
Publicou um trabalho sobre história colonial e outro sobre a organização
da Guarda Nacional, da qual era graduado no posto de coronel.
Casou a 1ª vez com Ana da Fonseca Jordão, mineira.
A 2ª vez com Elisa Pereira Mendes, filha do coronel Francisco Pereira
Mendes e de Ana Eufrosina Pereira Mendes. Teve
três filhos com a primeira e um com a segunda esposa (3):
Bn - Anésia Pacheco Jordão.
Bn - Olímpia Pacheco Jordão.
Bn - Ana Elisa Pacheco Jordão.
Bn - João Pacheco Jordão.
N - Aprígio Pacheco Jordão. Casou
a 23/11/1875 em Rio Claro, com Carolina Paula de Amorim. Filha de Antonio Gonçalves
de Amorim e de Maria Francelina de Amorim.
Sem descendência (3).
N - Maria Virgínia da Silva Prado.
Sendo este o nome de casada que passou a usar, mas na família tinha o
apelido de “Sinharinha”. Casou
a 13/06/1869 em Itu, com seu tio Francisco da Silva Prado (F4), nascido em Cruz
Alta, RS (3). Criador
e fazendeiro em Palmeira das Missões. Com sucessão.
N - Ana Marcolina Pacheco Jordão. Casou
a 28/07/1864 em Rio Claro, com José Antonio de Souza, lavrador em Itu, filho do
cap.Bento José de Souza e de Rita de Cássia Leite.
Pais de (3):
Bn
- Bento Jordão de Souza.
Bn - Luiz Fernando de Souza.
Bn - José Elias Jordão de Souza.
Bn - Marcolina Jordão de Souza.
N - Maria Marcolina Pacheco Jordão.
Casou com seu primo Carlos Augusto Pereira Mendes, proprietário e
capitalista, filho do cel.Francisco Pereira Mendes e de Ana Eufrosina Pereira
Mendes. Faleceu a 29/11/1910, em
SP. Pais de (3):
Bn
- Ismênia Pereira Mendes.
N - Antonia Pacheco Jordão. Faleceu
solteira a 01/08/1928 em São Paulo, com 80 anos de idade.
N - Joaquim Tomás Pacheco Jordão.
Nasceu a 30/08/1855, em Rio Claro e batizado a 13/07/1856 (liv.de
batizados da Matriz, nº 3 e 4, fls. 184).
N - Antonio Pacheco Jordão. Batizado
a 18/10/1857 em Rio Claro, com quatro meses (liv.cinco, fls. 13v.).
N - Quintina Pacheco Jordão. Batizada
a 26/06/1859, com oito meses em Rio Claro (liv. de batizados, nº 5, fls. 49).
Faleceu a 16/02/1916 em São Paulo, solteira.
N - Carolina Pacheco Jordão. Faleceu
solteira, em São Paulo.
N - João Batista Pacheco Jordão. Nasceu
a 27/02/1861 em Rio Claro.
F2 - Rafael da Silva Prado
Nasceu em Castro no ano de 1824 e batizado na mesma cidade a 26/12/1824 (21),
sendo padrinhos o então tenente-coronel (depois brigadeiro, futuro presidente
da província de São Paulo e futuro marido da marquesa de Santos) Rafael Tobias
de Aguiar que apresentou por procuração, o capitão Manoel Jozé Novais (seu
avô materno) e Joana Joaquina do Amor Divino (sua avó paterna). Do
inventário de seu pai, recebeu entre outras coisas, uma parte do Campo Estância
Velha (14).
F3 - Theodorico da Silva Prado

Nascido cerca de 1826. Foi
tenente, fazendeiro, escrivão e negociante (14).
Casou com Josephina
Leopoldina da Motta, nascida cerca de 1844, em Palmeira das Missões, filha de
Manoel Pereira da Motta e de Joaquina Leopoldina da Motta. Falecida em Cruz
Alta a 24/12/1896, ainda casada (13). Em 1893 surgindo mais
um conflito no Rio Grande do Sul, a Revolução Federalista, bastante violenta e
os atentados contra a vida e a propriedade foram numerosos, principalmente em
Palmeira das Missões. O tenente
Theodorico e a família ausentam-se então, para Itapetininga, São Paulo.
Alguns filhos voltaram depois para o Sul. Faleceu
a 08/04/1914, aos 88 anos de idade, de congestão cerebral, em Itapetininga, São Paulo (25).
Do inventário de seu pai, recebeu entre outras coisas, a Invernada
Palmeirinha (14). De seu casamento com Josephina Leopoldina da
Motta, resultou nos seguintes filhos:
N - Tito da Silva Prado. Nascido cerca de 1865 em Palmeira das Missões.
Negociante e fazendeiro. Casou
com Rosalina Antunes Portela (Pereira). Pais
de:
Bn
- Fernando da Silva Prado.
Bn - Honorina da Silva Prado.
Bn - Optaviano da Silva Prado.
Bn - Francisca da Silva Prado.
N - Ana da Silva Prado. Nascida
Cerca de 1868, em Palmeira das Missões. Era
conhecida na família como Anita, fazendeira, residiu em Castro, Paraná.
N - Selanira da Silva Prado. Nascida
cerca de 1870, em Palmeira das Missões. Casou
com João Ayres Dias, residiram em São Paulo.
Pais de:
Bn - Leopoldo Ayres Dias.
Bn - Pio Ayres Dias.
Bn - João Miguel Ayres Dias.
Bn - Jô Ayres Dias.
N - Setembrina da Silva Prado. Nasceu
a 08/09/1880, sendo batizada a 09/03/1882 (liv. Bat. nº 5, fls.57 - Matriz da
Santo Antonio da Palmeira). Foram
padrinhos o capitão Francisco Jacob Muller e Josephina da Cunha Muller.
N - Ramiro da Silva Prado. Nasceu
a 09/06/1882 em Palmeira das Missões e batizado a 09/10/1882 (liv. Bat. nº 6,
fls. 21 - Matriz de Santo Antonio da Palmeira).
Foram padrinhos Christiano Uflacker e Maria Leopoldina da Motta (22)
sua tia materna. Casou a 27/07/1907
(23)
em Cruz Alta com Marcopha Corrêa Baptista (nascida em Cruz Alta no ano de 1889
e falecida a 20/11/1935 em Santo Augusto), sua sobrinha, filha de Lucídio Corrêa
Baptista, 1º coletor de impostos em Ijuí, RS (filho de Lucio Corrêa ...
(ilegível) e de
Maria Santa, paulistas) e de Olímpia da Silva Prado, sua meia-irmã, nascida
cerca de 1866 (filha de Theodorico da Silva Prado com Marcolina de Carvalho -
natural do Rio Grande do Sul), falecida a 11/06/1927, em Ijuí.
Foi tropeiro e fazendeiro. Comerciava muares, que levava do Sul para São
Paulo. Apoiou a insurreição de
1924, no chamado “levante” ao lado dos rebeldes “maragatos”
(tradição oral familiar) que segundo Eduardo Bueno em seu livro - Brasil: uma História-A incrível saga de
um país -, “... inconformados com as estipulações do decreto que
pôs fim a Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul (16). Por
causa desses conflitos, vários de seus bens foram confiscados, como por
exemplo, uma tropa de 900 mulas em São Paulo. Ausentou-se por uns tempos na
Argentina, regressando ao final da década de 20, quando a paz voltou. Vale
mencionar a célebre coragem de sua mulher Marcopha, d. Cophinha neste
período (tradição oral familiar). Faleceu a 28/11/1937, em Palmeira das Missões. Pais dos onze
seguintes filhos:

Ramiro da Silva Prado
Marcopha Corrêa Baptista
Marcopha Baptista Prado
Bn - Josephina Prado.
Bn - Jocely Prado.
Bn - Joveny Prado.
Bn - Georgina Prado.
Bn - Jardelino Prado.
Bn - Aracy Prado.
Bn - Ary Prado.
Bn - Aribíades Prado.
Bn - Marcofa Prado.
Bn - Nilza Prado.
Bn - Lucy Prado.
N - Josino da Silva Prado. Nasceu a 29/02/1888 em Palmeira das Missões,
batizado a 01/05/1888 (liv.Bat.nº 8, fls.13v.- Matriz de Santo Antonio da
Palmeira). Foram padrinhos Antonio
Cerqueira Lemes e Honorina da Glória Prado.
N - Elias da Silva Prado. Nascido
cerca de 1890 em Palmeira das Missões.
Obs.:
Theodorico da Silva Prado teve fora do casamento, com Marcolina de
Carvalho, uma filha:
N - Olímpia da Silva Prado. Nascida
cerca de 1867. Casou a 24/01/1880
em Palmeira das Missões, com Lucídio Corrêa Baptista (24),
1º coletor de impostos em Ijuí, RS, filho de Lucio Corrêa...(ilegível) e de Maria
Santa, paulistas. Foram testemunhas o tenente-coronel Laurindo Moreira do
Amaral e Francisco Jacob Muller. Falecida a 11/06/1927 em Ijuí, RS. Pais de:

Olímpia Prado Baptista (à esquerda) e Lucídio Corrêa Baptista (à direita).
Bn -
Flávio Corrêa Baptista.
Bn - Erondina Corrêa Baptista.
Bn - Marcopha Corrêa Baptista.
Bn - Cosme Corrêa Baptista.
Bn - Olímpia Corrêa Baptista.
F4 - Francisco da Silva Prado
Nascido cerca de 1829 em Cruz Alta. Casou a 13/06/1869 em Itu, SP, com
sua sobrinha Maria Virgínia Pacheco Jordão (3), filha de
Marcolina Maria da Silva Prado ( F1), que a partir do casamento passou assinar o
nome de Maria Virgínia da Silva Prado. Criador,
fazendeiro em Cruz Alta (3).
F5
- Eleutério da Silva Prado
Nasceu a 15/09/1830 no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro -
Fazenda de São Joaquim do Alegre, Palmeira das Missões, RS. Batizado a
27/05/1839, na capela da Chácara da Água Branca, em São Paulo,
pertencente ao coronel Antonio da Silva Prado - o 3º (20) (futuro barão de Iguape,
sobrinho-enteado do cap.mor Eleutério da Silva Prado - o 1º e primo do então
capitão, Joaquim Thomáz). Sendo padrinhos, o capitão-mor Eleutério da Silva
Prado e sua mulher Anna Vicência Rodrigues de Almeida (mãe do cel. Antonio da
Silva Prado - o 3º, viúva do cap. Antonio da Silva Prado - o 2º e este, irmão
do cap.mor Eleutério) (2). Do inventário de seu pai,
recebeu uma parte do Campo do Pinheirinho (14).
F6 - Carolina da Silva Prado
Nasceu a 08/10/1831, no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro -
Fazenda de São Joaquim do Alegre, Palmeira das Missões, RS.
Batizada a 27/05/1839, na citada capela, sendo padrinhos o cel. Antonio
da Silva Prado - o 2º e sua mulher Maria Cândida de Moura Prado (20)
(futuros barões
de Iguape). Já casada em
1856, com Luis Gonçalves da Terra. Falecida em 1881, sem sucessão (13).
Do inventário de seu pai, recebeu uma parte do Campo da Estância Velha (14).
F7 - Balbina Augusta da Silva Prado
Nasceu a 22/03/1833, no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro -
Fazenda de São Joaquim do Alegre, RS.
Batizada a 27/05/1839, na citada capela, sendo padrinhos, o capitão
Francisco da Silva Prado - o 1º (primo de Joaquim Thomáz e filho do capitão
Antonio da Silva Prado - o 2º e de Anna Vicência) (2) e sua
mulher Maria Benedita Pacheco Jordão (20) (irmã do dr.José Elias Pacheco Jordão) (14).
Solteira em 1856, já casada em 1867 com o alferes Francisco Modesto Franco Fº (13),
nascida em Minas Geral (seu pai apoiou a Revolução Farroupilha). Do
inventário de seu pai, recebeu uma parte do Campo da Estância Velha (14).
Nasceu a 27/02/1834, no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro -
Fazenda de São Joaquim do Alegre, RS e batizada a 27/05/1839, na citada
capela, sendo padrinhos o sgt.mor Antonio de Queiroz Telles (primo de Joaquim
Thomáz, filho do guarda-mor Antonio de Queiroz Telles e de Anna Joaquina da
Silva Prado - sendo esta irmã do cap.mor Eleutério) e sua mulher Anna Leduína
(filha do sgt. mor Joaquim José de Moraes Leme e de Escholástica Jacintha
Rodrigues Jordão - sendo esta irmã de Antonia
Fausta Rodrigues Jordão) (3) de Moraes Jordão (futuros barões
de Jundiaí), esta por procuração apresentou Maria Cândida de Moura Prado (20).
Casou em Cruz Alta a 28/12/1852 com o brigadeiro Olivério José Ortiz, residiam em Alegrete, RS em 1856 (13). Do
inventário de seu pai, recebeu uma parte do Campo do Pinheirinho (14).
F9 - Belarmina da Silva Prado
Nasceu a 24/03/1835, no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro, RS
e batizada a 27/05/1839, na citada capela, sendo padrinhos o dr. Rodrigo Antonio
Monteiro de Barros - o 1º (desembargador e filho dos viscondes de Congonhas do
Campo) e sua mulher Maria Marcolina Monteiro de Barros (meia-irmã de Joaquim
Thomáz), que por procuração apresentaram o capitão Joaquim da Silva Prado
(também meio-irmão de JoaquimThomáz) e Veridiana Valéria da Silva Prado
(20) (filha do cel. Antonio da Silva Prado - o 3º, futuro barão
de Iguape) (2; 14). Do
inventário de seu pai, recebeu uma parte do Campo do Rodeio Velho (14).
F10 - Uricena Redugéria da Silva Prado<
Nasceu a 22/03/1836, no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro
– Fazenda de São Joaquim do Alegre, RS e batizada a 27/05/1839 na capela
da Chácara da Água Branca, sendo padrinhos o capitão Joaquim da Silva
Prado e Maria Antonia da Silva Cunha (20) (uma das filhas dos barões de
Antonina). Recebeu do inventário de seu pai, uma parte do Campo do
Rodeio Velho (14).
F11
- Bertholina da Silva Prado
Nasceu
a 25/08/1838 e batizada a 27/05/1839, na citada capela, sendo padrinhos Lourenço
Novais Coutinho (irmão de Maria Thomázia) por procuração apresentou o capitão
Joaquim da Silva Prado e Veridiana Valéria da Silva Prado (20).
Já casada em 1856 com Eliseu Roberto Aires (13).
Recebeu do inventário de seu pai, uma parte do Campo do Rodeio Velho (14).
O bispo diocesano de São Paulo, Dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade
celebrou esses batismos (14; 20).
F12
- Joaquina da Silva Prado
Nasceu a 09/06/1840, batizada a 08/10/1842 em Santos, no Convento de
Santo Antonio (liv. Bat., fls. 83v.), sendo padrinhos (13; 14) o
coronel Manoel Ignácio do Canto e Silva (fazendeiro, comandante superior da Guarda
Nacional de Castro e Guarapuava, Director Geral dos Índios da Província,
deputado provincial e cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa (7)
- que por procuração apresentou o dr... José Elias Pacheco Jordão, que
substabeleceu a Jeremias Luis da Silva) e sua mulher Cândida Joaquina Novais
(irmã de Maria Thomázia - que substabeleceu a Marcolina da Silva Prado, filha
de Joaquim Thomáz e de Maria Thomázia, que substabeleceu a Francisca da Silva
Campos, estes últimos de Santos). Do inventário de seu pai, recebeu
entre outras coisas, uma parte do Campo do Capão Alto (14).
Obs.: O coronel Manoel Ignácio e Cândida Joaquina foram pais de:
coronel Jordão Novais do Canto e Silva; José Félix Novais do Canto e Silva;
Anna Luiza Novais do Canto e Silva, casada com o coronel Bonifácio José
Baptista (barão de Monte Carmelo); Mércia Novais do Canto e Silva, casada com
Indalécio Ribeiro de Macedo; Águeda Joaquina Novais do Canto e Silva, casada
com o dr. Laurindo Abelardo de Brito (7) (posteriormente,
presidente da província de São Paulo).
F13 - Maria das Dores da Silva Prado
Nasceu
a 18/10/1841, também batizada no dito Convento à 08/10/1842 (13; 14).
Sendo padrinhos o padre Jozé Antonio da Silva Barboza (vigário de Santos e
filho - o único, do tenente Antonio Jozé Barboza e de Maria Francisca da Silva
Prado (2), irmã do cap.mor Eleutério da Silva Prado) e
Francisca da Silva Campos. Quem celebrou esses batismos, foi o
padre-guardião, frei João de Santo Aleixo.
Do inventário de seu pai, recebeu entre outras coisas, uma parte do
Campo do Capão Alto (14).
F14 - Gabriel Martinho da Silva Prado
Nasceu a 11/11/1842, provavelmente em Santos, São Paulo, entretanto,
batizado no Engenho de São Joaquim do Bom Retiro - Fazenda de São Joaquim
do Alegre, RS a 28/12/1852. Foram
padrinhos o sargento-mor Thomaz Bandeira por procuração que apresentou Eleutério
da Silva Prado (filho de Joaquim Thomáz) e o dr. Antonio Gomes Pinheiro Machado
(advogado da viúva inventariante e pai do futuro senador José Gomes Pinheiro
Machado). O batizado foi celebrado pelo revº. Antonio
Pompeo Paes de Campos (14). Presume-se
que no período de 1845 e 1852, Joaquim Thomáz e família tenham retornado para
o Rio Grande do Sul. Do inventário
de seu pai, recebeu entre outras coisas, uma parte do Campo do Alegre (14).
F15 - Elísia da Silva Prado
Nascida
cerca de 1845 casou em 1868, Cruz Alta, com Guilherme Joaquim da Costa, baiano,
viúvo de Hortência Mascarenhas (13).
Do inventário de seu pai, recebeu uma parte do Campo do Alegre (14).
F16 - Benigna da Silva Prado
Nascida cerca de 1847 casou em 29/04/1876 com João Barbosa Cordeiro,
nascido em São Paulo cerca de 1851 e falecido em Cruz Alta a 13/10/1900 (13).
Do inventário de seu pai, recebeu uma parte do Campo do Alegre (14).
Fontes:
(13) Moacyr Domingues, ex-diretor do IHG/RS e membro fundador do INGERS.
Contatado em 1993 - Porto Alegre/RS.
(14) Inventário do tenente-coronel Joaquim Thomáz da Silva Prado - Datado em
28/04/1856, tendo como procuradores nomeados pela viúva
inventariante, seu
filho Francisco da Silva Prado e dr. Antonio Gomes Pinheiro Machado. Como
(estante 61, maço 03, feito 67) - Arquivo Público do Estado do Rio
Grande do Sul.
Porto Alegre/RS. Documento de Jun/1994.
(17) Certidão de casamento - Livro de Casamentos, de 1800 à 1824, nº 02, fls. 69 e 69v.
Paróquia de Senhora Sant’Anna, Castro, Diocese de Ponta Grossa - Paraná.
Documento de 06/08/1993. *Obs.: Nesse documento, Joaquim Thomáz da Silva Prado é
qualificado como filho legítimo do
capitão-mor Eleutério da Silva
Prado e de Joana Joaquina.
(18) Certidão de óbito - Livro de Óbitos de 1856, nº 02, fls. 03 - Mitra Diocesana de Cruz Alta - RS.
Documento de 03/12/1992.
(19) Certidão de batismo - Livro de Batismos de 1823, nº 05, fls.66 - Paróquia de Senhora
Sant’Anna, Castro, Diocese de Ponta Grossa - Paraná.
Documento de 06/08/1993
(20) Certidões de casamento, batismos e óbito - Livro de Casamentos de Santa Ephigênia de 1839, nº 5-2-35, fls. 187;
Livro de Batismos da Freguesia de Santa Ephigênia, de 1839, nº 5-3-30, fls. 38 e 39; Livro de Óbitos da Sé,
de 1849, nº 3-2-7, fls.113, da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, São Paulo.
Arquivo da Cúria Metropolitana da Arquidiocese de São Paulo - SP. Documentos de Jul/1993.
(21) Certidão de batismo - Livro de Batismos de 1824, nº 05, fls. 96v - Paróquia de Senhora Sant’Anna, Castro,
Diocese de Ponta Grossa,
(22) Certidão de batismo - Livro de Batismos de Santo Antonio de Palmeira das Missões de 1882, livro nº 06, fls. 21
Arquivo do Bispado de Frederico Westphalen, RS.
Documento de 06/07/93.
(23)
Certidão
de casamento - Assento de Casamentos de 1907, nº 13, livro B-4, fls. 166v. - Cartório
de Registro Civil
Comarca de Cruz Alta - RS. Documento de 25/08/1993.
(24) Certidão de casamento – Livro de Casamentos da Paróquia de Santo Antonio de Palmeira das Missões de 1880.
Livro nº 02, fls. 83
(25)
Itapetininga - SP. Documento de 27/05/1992.
Bibliografia:
(8)
Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - vol. XXXIV (municípios do
estado do
1959 e vol.XXVIII (municípios do estado de São Paulo). Pág.
303, RJ. 1957. IBGE - Biblioteca Nacional/RJ
(15) Silva Leme, dr. Luis Gonzaga - Genealogia Paulistana, IV, 473, nº 6-4. 1905.
Biblioteca Nacional/RJ.
(10) Soares, prof. Mozart Pereira - Santo Antonio da Palmeira, os primeiros
(2) Anuário
Genealógico Latino - Subsídios para um dicionário das famílias. 1952.
245 e 250 - Colégio Brasileiro de Genealogia - IHGB/RJ.
(11) Castro, Evaristo Affonso de - Notícia descritiva da Região Missionária.
Cruz
(12)
Revista do IHG/RS. 1926, pág. 184 - IHGB/RJ.
(9)
Silveira,
Hemetério José Veloso da - As Missões Orientais e seus Antigos
Porto
Alegre, RS. 1909. Tipografia
da Livraria
(3) Brotero, Frederico de Barros - A Família Jordão. São Paulo. 1948. IHG/SP,
págs. 12, 13, 373, 374, 460 a 479 e 618 - CBG/IHGB/RJ.
(7) Leão, Ermelino Agostinho de - Dicionário Histórico e Geográfico do Paraná.
Curitiba, PR. 1926, vol. I, pág.356 e vol.III, págs. 1217 e 1218 - Fac
símile - Biblioteca Nacional/RJ.
(1) Levi, Darrell Erville - The Prados of São Paulo: An elite brazilian family in a changing society, 1840-1930.
Tradução de José
Eduardo Mendonça, com o
Cultura 70 - Livraria e Editora S.A.,págs. 49 a 54, 61, 108, 253, 254 e 259.
(6) Morais, Geraldo Dutra de - História de Conceição do Mato Dentro. Belo Horizonte, MG. 1942, págs. 85 e 89.
Biblioteca
Mineira de Cultura - IHGB/RJ.
(5) Marques, Manoel Eufrásio de Azevedo - Apontamentos Históricos, Geográficos,
Bibliográficos, Estatísticos e Noticiosos da Província de São Paulo - Seguidos da
Chronologia dos Acontecimentos mais Notáveis desde a Fundação da Capitania
de São Vicente até o Anno de 1876 - IHGB - vol. II - Biblioteca
Nacional/RJ.
(16)
Bueno,
Eduardo - Brasil: uma História - A incrível saga de um país. São Paulo. Ática. 2002. Págs. 298 e 299.
(4) Nosso Século. Vol.I - Sociedade Patriarcal - Os Prado:Crônica de uma família entre a tradição e a mudança.
Dois séculos de história.
TRANSCRIÇÃO
DE ALGUNS DOCUMENTOS ANEXOS AO INVENTÁRIO DO TENENTE-CORONEL JOAQUIM THOMÁZ DA
SILVA PRADO – 1856
Bens
de raiz
Fazenda
São Joaquim do Alegre (campos de cria)
Divisas:
Arroios Bonito, Alegre, Serra e o Vallo na estrada das carretas da Villinha.
Divide-se
em três partes:
1ª
Parte: Campos do Engenho: ao
Norte divide-se com campos de José de Souza Bueno e de Lusia Vieira Gonçalves,
pelo arroio Alegre desde a Serra, subindo até a barra do Vallo da invernada da
Taipa; ao Sul divide-se com os campos do Posto de São Joaquim da Palma
pertencente ao monte, pelo arroio Bonito; ao Leste divide com campos da Taipa de
Pedra pertencente ao monte, por um vallo do boqueirão que deságua nos arroios
Alegre e Bonito; ao Oeste divide com a Serra e estabelecimento do Engenho do
Monte, com légua e meia em quadro, avaliado em seis contos de réis.
2ª
Parte: Campos da Taipa de Pedra: Divide
ao Norte com campos de D. Lusia Vieira Gonçalves e Antonio Novaes Coutinho pelo
arroio Alegre ao Sul com campos do posto de São Joaquim da Palma, pertencente
ao monte, desde a barra da vertente até a barra da outra vertente, que divide a
invernada do Alegre, pelo boqueirão onde assenta o Rancho do herdeiro Francisco
e pelas vertentes que a seus lados nasce e descem uma ao Alegre e outra ao
Bonito ao Oeste o vallo e suas vertentes, dividindo com os campos do Engenho
avaliado na quantia de cinco contos de reis.
3ª
Parte: Campos denominados Alegre: Divide-se
ao Norte com campos de Antonio Novaes Coutinho, pelo arroio do Alegre, desde sua
vertente a uma das extremidades do vallo da estrada até a barra das vertentes
que desce do boqueirão do Rancho do herdeiro Francisco; ao Sul dividindo com os
campos do posto de São Joaquim da Palma. Pelo arroio Bonito, desde sua nascente
na outra extremidade do dicto vallo até a barra da outra vertente do referido
boqueirão; ao Leste o mencionado Vallo da estrada; e ao Oeste pelos dictos
boqueirão e suas vertentes, que confluem nos arroios Bonito e Alegre avaliados
por cinco contos e quinhentos reis.
Foi visto e avaliado uma casa de morada, Engenho e Tafona com seus
pertences, cozinha, senzalas a arvoredos, tudo pela quantia de três contos de
reis. Uma destas terras lavradias
com mandiocais, canaviais, plantações e capoeiras, tudo por quinhentos e cinco
mil réis.
Fazenda
São Joaquim da Palma (conhecida como Campos do Posto):
Dividindo-se
ao Norte com campos do monte, que foram vendidos a Francisco Mariano, pelo
arroio da Cachoeira do Pinhal chamado Bonito, desde sua vertente na estrada
geral da Villinha até a Serra; ao Sul pelo arroio da Palmeira, desde o passo da
mesma estrada, até a referida Serra dividindo com os campos do Alegre, Taipa e
Engenho, pertencentes ao Monte; ao Leste pela mencionada estrada da Villinha,
desde o passo da Palmeira,
até a vertente do Bonito, partindo com campos de Miguel Antunes Pereira;
ao Oeste divide com a Serra em que tem destas sete herdeiras, tudo avaliado por
dezesseis contos de reis.
Fazenda
São Joaquim da Boa Vista (campos de cria):
Tendo
como limites os arroios Bonito e Corticeira, Serra, e os vallos da estrada de
carretas, dividida em cinco partes:
1ª
Parte: Campos denominados Estância Velha: Ao
Norte divide-se pelos arroios Palmeira e Palmeirinha desde o vallo da Estância
até a vertente dos Palmitos, partindo com os campos de São Joaquim da Palma,
chamado do Posto, pertencentes ao Monte; ao Sul pelo arroio Corticeira, desde a
outra vertente de Palmitos, partindo com os campos do Capão Grande pertencentes
ao Monte e que estão em litígio com Tristão José Oliveira e sua mulher, e
com campos ocupados pela viúva e herdeiros de Manoel José Encarnação,
compreendidos nos documentos de campos do monte; ao Leste pelo mesmo vallo da
estrada, e que serve de fecho; ao Oeste o vallo supradicto desde a vertente da
Palmeirinha até a da Corticeira, tendo mais ou menos três quartos de légua de
frente, e huma e meia de fundo, tudo por quatro contos de reis.
2ª
Parte: Invernada Palmeirinha:
Ao Norte divide-se pelo arroio Palmeira desde sua vertente no vallo, partindo,
com os campos do Alegre, pertencentes ao Monte; ao Sul pelo Arroio Palmeirinha
desde sua nascente no vallo partindo com campos da Estância Velha também do
Monte; ao Leste pelo dicto vallo desde a vertente da Palmeira até o da
Palmeirinha e ao Oeste estes dois arroios, tendo mais ou menos hum quarto de Légua
de frente e três quartos de fundo, avaliado tudo pela quantia de dois contos de
reis.
3ª
Parte: Invernada do Capão Alto: Ao
Norte divide-se com os campos da Fazenda São Joaquim da Palma, chamados do
Posto, pelo arroio Palmeira desde a barra da vertente dos Palmitos até o da
outra vertente que desce do Boqueirão da Cerca vizinha ao Rodeio Alto; ao Sul
pelo arroio Corticeira, desde a barra da outra vertente dos Palmitos, até a da
outra vertente que desce da mesma cerca e boqueirão, partindo com os campos
ocupados pela viúva e herdeiros de Manoel José Encarnação e compreendidos
nos documentos das propriedades do Monte; ao Leste pelo boqueirão e vertentes
das Palmitos que descem aos arroios Palmeira e Corticeira, partindo com os
campos da Estância; ao Oeste pelo boqueirão da cerca vizinha ao Rodeio do Capão
Alto; e pelas vertentes que delle nascem, e descem aos arroios Palmeira e
Corticeira, partindo com os campos da Invernada do Rodeio Velho, tendo mais ou
menos uma légua de frente, e fundo três quartos da dicta, tudo avaliado pela
quantia de três contos de reis.
4ª
Parte: Campos denominados Rodeio Velho:
Ao Norte divide com os campos da fazenda de São Joaquim da Palma. Chamados do
Posto, pertencentes ao monte pelo arroio Palmeira desde a barra da vertente, que
desce do boqueirão da Cerca do Capão Alto até a vertente, que desce ao Rodeio
Velho; ao Sul o arroio da Corticeira desde a barra da outra vertente, que desce
daquele boqueirão da cerca até a barra também da outra vertente do boqueirão
do Rodeio Velho, partindo com os campos ocupados pela viúva e herdeiros do
finado Manoel José Encarnação, compreendidos nos documentos das propriedades
do Monte; ao Leste pela cerca do boqueirão ao pé do Rodeio Velho do Capão
Alto, e pelas vertentes que delle nascem e descem aos arroios Palmeira e
Corticeira, partindo com os campos de Invernada do Capão Alto também do Monte,
ao Oeste pelo boqueirão do Rodeio Velho e suas vertentes que descem aos arroios
da Palmeira e Corticeira, inclusive a Invernada que ocupa o agregado José
Joaquim de Almeida Ponxe Verde, partindo com os campos de Pinheirinho,
pertencentes ao monte, tem mais de légua de frente e três quartos da dicta de
fundo mais ou menos, avaliado tudo por quatro contos de reis.
5ª
Parte: Campos do Pinheirinho:
Ao Norte divide com os campos de São Joaquim da Palma, chamado do Posto
pertencentes ao Monte, pelo arroio Palmeira desde a barra da vertente do boqueirão
do Rodeio Velho até a Serra; ao Sul pelo arroio Corticeira desde a barra da
outra vertente do mesmo boqueirão até a Serra, partindo com os campos ocupados
pela viúva e herdeiros do finado Manoel José da Encarnação, compreendidos no
documentos das propriedades da casa; ao Leste pelo boqueirão do Rodeio Velho, e
sua vertentes que descem ao Oeste a Serra onde existem destas terras
pertencentes a vários herdeiros da Casa, desde o arroio Palmeira até o
Corticeira, tendo mais ou menos légua e meia de frente e quartos da dicta de
fundo, tudo avaliado por três contos e quinhentos reis.
Obs.:
Declarou a viúva inventariante que possui o seu casal uns campos em litígio
com Tristão José de Oliveira, denominada Capão Grande, parte da Fazenda São
Joaquim da Boa Vista, que estão intruzamente ocupados por aquele referido Tristão
José de Oliveira e sua mulher, contra os quais obtiveram a inventariante e seu
finado marido sua sentença, que pende de apelação interposta por aquelles.
Tem por limites ao Norte um braço da Corticeira, que nasce da estrada da
Villinha, partindo com os campos da Estância Velha; ao Sul com outro da
Corticeira que também verte ao pé da estrada onde embica um vallo feito por
Manoel José Encarnação, partindo com campos ocupados pela viúva e herdeiros
deste; pelo Leste a referida
estrada, entre as duas vertentes da Corticeira a cima dictas; e ao Oeste pelos
mesmos braços da Corticeira, onde elles se juntam, tendo mais ou menos légua
de fundo, tudo avaliado de quatro contos de reis.
Campo
da Estrada:
Dividido
em duas partes:
1ª
Parte: Campo da Porteira:
Que se divide ao Norte por uma canhada onde existe um marco da qual desce uma
vertente do arroio Dois Irmãos, e outra do arroio Porongos; ao Sul o vallo da
Porteira, e outras duas vertentes que de suas extremidades descem para os
referidos arroios Dois Irmãos e Porongos; ao Leste pelo arroio Dois Irmãos e
ao Oeste pelo referido arroio Porongos, e a vertente do marco onde elles se reúnem.
Esta parte do campo, que tem meia légua de Norte a Sul, e légua e meia
de Leste a Oeste mais ou menos, em vida do Inventariado elle tratou vende-lo ao
agregado que nelle existe Manoel Antonio Nunes; porém ainda elle não tem
escritura de venda, por que também não pagou o preço, e se acha avaliado por
hum conto e quinhentos mil reis.
2ª
Parte: Campo da Palmeira: Compreendendo
os campos de um e d’outro lado da estrada da Villinha, que não forão
compreendidos nas demarcações dos campos da Estância Velha, Palmeirinha e
Porteira, sendo o mencionado campo da Palmeira os seguintes limites: Ao Norte o
arroio Palmeira; ao Sul o marco divisório do campo da Porteira; e as vertentes
que nascem da canhada onde está uma para o arroio Dois Irmãos; e a outra para
os Porongos; ao Leste divide desde a Palmeira até a vertente do marco divisório
com os campos do Barão de Antonina, pelos fexos dos vallos banhados, ou
vertentes das Invernadas da Chapada das Brancas Baias, Vallo Velho, e arroio
Dois Irmãos; ao Oeste com os campos da Invernada Palmeirinha e Estância Velha,
pelos seus fexos e divisas: ficando compreendidos nas referidas confrontações
a Invernada ocupada por Antonio Pedroso, e as moradas dos Castelhanos Alexandre,
Manoel e Diogo Ferreiro. Contem
mais ou menos três léguas de Norte a Sul, e de Leste e Oeste em parte uma légua,
n’outro maia légua, e n’outro poucas quadras de largura.
Tudo avaliado pela quantia de dous contos e quinhentos mil reis.
Obs.:
E logo em seguida foi dito pela Dona Viúva Inventariante que em vida do
inventariante, foi vendido a Francisco Mariano, pelo preço de hum conto de reis
de que recebeu a quantia de trezentos e vinte mil reis, concedendo-se ao
comprador o prazo de dous annos pelo restante do preço que são seissentos e
oitenta mil reis, e até agora não se findou este prazo, o qual campo tem por
divisas ao Norte uma das vertentes do arroio Bonito, partindo com campos
vendidos a Joaquim Vianna e campos do Alegre; ao Sul outra vertente do mesmo
Bonito partindo com os campos do posto; ao Leste a estrada de carretas desde uma
até outra das referidas vertentes onde ellas se juntam: o que tudo sendo ouvido
pelo Ministro mandou aos louvados *Alexandre Luis da Silva e Antonio
Ribeiro Martins, que avaliassem o dicto campo e por elles foi avaliado no preço
e quantia de hum conto de reis.
Declarou
mais que por fallecimento da mai della Inventariante tocou-lhe em litígio digo
legitima alem de vários objectos uma parte dos Campos de São Bento situado no
Município de Castro, Província do Paraná, cuja importância ao certo que
ignora.
*Irmão
do barão de Antonina.
Illmº
Exmº Doutor Juiz de Orphão
Dizem o Te. Coronel Joaq.m Thomaz da Silva Prado, e sua m.er D. Maria
Thomázia da Silva Prado, que achando-se atrasados em sua furtuna pelos muitos
prejuízos que sofrerão durante a revolução desta Província, e empenhados em
avultada divida o seo casal, como mostrão com documento junto resolverão
dispor huma parte de campos dos que pfsuem o mesmo casal afim de solverem as
dividas a que estão obrigados; e tratarão a venda com seo genro o Brigadeiro
Olivério José Ortis pelo preço e quantia de quatorze contos de reis, com
afsentimento dos Filhos maiores do casal; pque sendo mister ainda o
consentimento dos menores, de nome Uricena – Bertholina – Joaquina – Maria
– Elísia –Benigna – e Gabriel, com consentimento do Juízo; por tanto os
suplicantes
.
Pedem a V.S.ª que attendendo o exposto se digna mandar pfsar Alvará de
vênia para que se pfsa proceder a escriptura, segundo o consentimento dos
referidos maiores.
E.
R. M.
Por
mim e mª mulher
mo
seu procurador
Joaquim
Thomáz da Sª Prado
Estevão
Malaquias Paes de Figueiredo
Escrivão
serventuário vitalicio de Paz
Publico Judicial e Notas nesta Vila de Cruz Alta e seu termo
Certifico que em virtude da Petição e Despacho passei a rever o meu
Cartório e nelle encontrei os Autos Cíveis assignação de dez dias entre
Partes José de Souza Neto e o Tenente Coronel Joaquim Thomáz da Silva Prado; e
passando a rever os ditos nelles a folhas seis, encontrei a obrigação do theor
forma e maneira seguintes. Devo que
pagarei ao Senhor José de Souza Neto a quantia de onze mil e vinte e seis patacões
prata procedidos da tropa que havia ao senhor seu filho Gervasio de Souza Neto; cuja
tropa foi embargada pelo Marechal Barreto e como agora há que se levantar o
embargo por despacho do Excellentíssimo Senhor Barão de Caxias, por isso que
de novo este para satisfazer da data do levantamento do dito embargo a do que
digo a dois anos em dois pagamentos, cuja quantia de onze e vinte e seis patacões,
pagarei aquele dito senhor a quem este me apresentar no dito tempo acima
mencionado sem a isso pôr duvida alguma e não pagando no dito tempo lhe
pagarei os juros da Lei até completa satisfação para o que obrigo minha
pessoa e bens havidos e por haver e delles os mais bens em parados em firmeza do
qual pagarei esta por mim feito e assinado.
Caçapava, dezoito de dezembro de mil oitocentos e quarenta e quatro.
Onze mil e vinte e seis patacões prata.
Joaquim Thomáz da Silva Prado. Como
testemunha José dos Reis Nunes. A
rogo de José Manoel Escovar, José dos Reis Nunes.
Depois do que devia mostrar a seguir o selo do theor seguinte.
Numero hum onze mil reis. Pagou
onze mil reis de selo. Coletoria de Bagé, treze de outubro de mil oitocentos e
quarenta e cinco. C.P. de Miranda Silva.
Depois do que nos mesmos autos se via emostra a Petição de theor
seguinte= Illustrissimo Senhor Juiz Municipal Diz o Tenente Coronel Joaquim Thomáz
da Silva Prado deste termo e José de Souza Neto para seu bastante procurador
que tendo movido este uma assignação de dez dias neste Juízo contra o
primeiro suplicante se acordar amigavelmente neste arranjo; e como para este fim
é mister algum tempo requerem que fique a mesma ação parada no estado em se
acha pelo prazo de três meses sem que esta demora prejudique por modo algum os
direitos dos suplicantes e da ação e pedem a Vossa Senhoria se digne conceder
esta moratória mandando tomar por termo nos autos: e Esperam Receber Mercês.
Joaquim Thomáz da Silva Prado= O
Procurador do Segundo Estevão Tiomacio dos Santos.
Depois do que seria a seguir o despacho do theor seguinte.= Toma-se por
termo nos autos. Cruz Alta, dez de
abril de mil oitocentos e cinqüenta. Machado.
Depois do que se via mostrava a seguir o Termo da Convenção do Theor
seguinte aos dez dias do mês de Abril de mil oitocentos de cinqüenta, nesta
vila do Espírito Santo da Cruz Alta em meu Cartório me foi apresentado a petição
retro com o Despacho nella narrado, em virtude do qual compareceram presentes
primeiro suplicante, o Tenente Coronel Joaquim Thomáz da Silva Prado e Estevão
Teomacio dos Santos, como procurador de José de Souza Neto e aí se
convencionaram de concluir, amigavelmente este arranjo para cujo fim requerem ao
Juiz que se faça com a parada no estado se acha por espaço de três meses sem
que esta demora prejudique por modo algum os direitos dos Suplicantes em marcha
da ação ao que tendo o Juiz deferiu-lhes, de que para constar lavrei este
termo e eu Joaquim Candido de Siqueira. Escrivão
Intirino que o escrevi= Tenente Coronel Joaquim Thomáz da Silva Prado= O
Procurador do segundo suplicante Estevão Tiomacio dos Santos.
Nada mais se continha e nem declarava em dicta obrigação e termos que
bem conferi em tudo bem semelhante ao próprio original ao qual me refiro e dou
fé em meu poder e Cartório. Cruz
Alta, dez de julho de mil oitocentos e cinqüenta e cinco.
Eu Estevão Malaquias Paes de Figueiredo escrivão que subscrevi.
Estevão
Malaquias Paes de Figueiredo
DIVIDAS ACTIVAS
Devem
a casa varias pessoas, por umas dividas antiquifsimas, e incobráveis, as
respectivas obrigações existem em poder do Barão de Iguape de São Paulo, e
por isso os nomes dos devedorese seus débitos se pode referir.
Também os herdeiros de Antonio de Soares digo Soares de Paiva devem a
casa avultada quantia, cujas contas e documentos estão em poder do Capitão
Antonio Rodrigues Chaves filho, de Porto Alegre, esta divida não está
liquidada, e os referidos Herdeiros tem-se negado ao pagamento d’ellas.
Só existe na casa a obrigação pfsada por Francisco Fumaça de Reis um
conto; he falecido o devedor e nada deixou, portanto, assim como as outras he
incobrável esta divida.
DIVIDAS PAFSIVAS
O
Casal devia a José de Souza Neto a quantia de onse contos e vinte
digo onse mil e vinte seis patacões por obrigação pafsada a desoito de
Desembro de mil oitocentos e quarenta e quatro, em dous pagamentos iguaes de um,
e dous annos, vencendo o juro de seis por cento ao anno de vencimento em diante;
fez se o pagamento de mil e oitocentos digo a quinse de Maio de mil oitocentos e
quarenta e seis, e por isso ainda resta-se alem dos juros vencidos, nove mil
centos e vinte seis patacões, que redusidos a seis, importa em desoito contos,
dusentos e cincoenta e dous mil reis. Esta obrigação hoje pertence a Francisco
Malaquias de Borba, que rebate a favor da casa todos os prêmios vencidos, para
só receber o principal com tanto que se lhe venda a Fazenda do Posto por
desaseis contos de reis preço por que foi avaliado neste inventario, rebatendo
os juros todos vencidos, que sobem a cerca de des contos de reis, por tanto
inscreve-se a esta digo como divida a este credor somente o resto do principal,
que e a referida quantia de desoito contos e cincoenta e dous mil reis por tanto
digo Devem mais o casal a Francisco Mariano a quantia de tresentos e vinte e mil
reis, que recebeo por conta de um conto de reis por que havia contratado
vender-lhe a invernada em que reside o mesmo Francisco Mariano.
AUTO DE PARTILHA
Anno
do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo demil oitocentos ecincoenta e sette,
aos quatorse dias do mês de Março do dicto anno, n’esta paragem denominada São
Joaquim do Bom Retiro, termo da Villa da Cruz Alta, da Comarca de São Borja,
Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, em casas de morada da Viúva
Inventariante onde se achava presente o Doutor Juis de Orphãos Abram dos Santos
Sá, commigo Escrivão de Seo cargo ao diante nomeado, e os Partidores nomeados
e juramentados Gabriel de Oliveira Lima e Francisco Modesto Franco filho, ahi
por elles com o dicto Juis se proceder a partilha pela maneira seguinte =
Acharão
elles Ministros e Partidores, importarem os Bens Moveis descriptos n’este
Inventario na quantia de cento e quarenta reis, que a margem sae.
Acharão
mais importar os Semoventes na quantia de novecentos, quatrocentos e oitenta e
sette mil reis, que tudo sae
Acharão
mais importar a Prata descripta, na quantia de quatrocentos e vinte seis mil, e
novecentos e sessenta =
Acharão
mais importar os Escravos na quantia de dose contos quatrocentos e cincoenta mil
reis, como amargem se vê –
Acharão
mais importar os Bens de Rais na quantia de sefsenta e um conto settecentos e
cincoenta mil reis, que a sae.
Acharão
mais que reunidas estas cinco quantias importarão na de oitenta e quatro
contos, dusentos e sessenta mil, novecentos e sessenta reis, e tudo se vê.
Acharão
mais importar as dividas passivas d’este Inventario na quantia de desoito
contos quinhentos e settenta e dous mil reis, que tudo amargem sae.
Acharão
mais que abatida esta quantia na do total, ficava a quantia de sessenta e cinco
contos, seiscentos eoitenta eoito mil novecentos esessenta reis
Acharão
mais que abatida n’esta quantia a de quatro contos de reis pelo que foi
avaliado os Campos do Capão Grande que se acha em litígio, fica de Monte Partível
a quantia de sessenta e um conto seiscentos e oitenta e oito mil, novecentos e
sessenta reis, que tudo a margem sahe
Acharão
mais que dividida esta quantia em duas partes iguaes, tocava de Meação a Viúva
Inventariante a quantia de trinta Contos oitocentos equarenta e quatro mil
quatrocentos eoitenta reis, que se vê e sae.
Acharão
mais que reunida esta quantia a Meação do Inventariado, importava na quantia
de trinta e quatro contos tresentos e quatro mi, seiscentos eoitenta reis, que
tudo se vê e amargem sae –
Acharão
mais que dividida esta quantia em desesseis partes iguaes, por serem os
herdeiros do Casal, tocava de Legitima a Cada herdeiro a quantia de dous contos
centos equarenta equatro mil equarenta e dous reis que a margem sae
Epor
esta forma e maneira houverãoelles Juis e Partidores esta partilha por feita
para na Conformidade d’ella se faserem os respectivos pagamentos, obsevando-se
a maior igualdade possivel.Da que para constar fis este termo que todos assignarão.
Eu Estevão Malaquias Paes de Figueiredo escrivão que o subscrevy
Abrão
dos Santos Sá
Gabriel de Oliveira
Francisco Modesto Franco fº
Autor:
PAULO ROBERTO PRADO FANTINEL
Registro
de obra nº 301.368 – Escritório de Direitos Autorais / Fundação Biblioteca
Nacional – EDA/FBN
Ano:
2003
RESPEITE
O DIREITO AUTORAL / LEI Nº 9.610 DE 19/11/1998