A Profecia de Margarida – Primeira Parte
Apareceu a Margarida e
salvou um município inteiro, trazendo o medo para os corruptos.
“Empadresópolis” é um município do estado dos “Catetes dos
Bandeirantes” de um País chamado “Currópo”, que já teve o nome de “Salto do
Tupiniquim Currado” logo em sua descoberta; depois foi batizado de “Ilha do
Índio Traído” e, por fim, “Currópo”, nome eleito unânime pelo congresso
político daquela Nação de curropanos, liderado por Ali Renan Lula Babá... Mas
isso é outra história.
Vamos ao meu
‘continho’, quase verdadeiro:
“Porto” é um bairro do município de Empadresópolis. Foi o bairro
dos poetas. De malandros que não matava e não roubavam. Não era assim
como hoje, que tem bandidos que roubam até velhinhas e garotas, escondidos
atrás de capacetes, montados em motos ou mesmo em bicicletas, de pegar a balde.
E sem que o povo, sofrido por opção, reaja.
O bairro Porto tinha um clube com time de futebol; tinha uma
grande Igreja Católica com padres de verdade e escolinhas de catecismo;
tinha árvores, pindobas para enfeitar as festas juninas e banquinhos nas ruas e
na praça de barro; tinha um cinema e até uma estação de trem. A garotada tinha
quadrilhas de festa juninas, times de futebol e por ai afora.
A comunidade de Porto se reunia em alguns espaços públicos em
todas as datas festivas, ou inventavam datas para festas; promoviam gincanas...
Desfilavam no centro do Município de Empadresópolis com um bloco carnavalesco
- em fevereiro ou marco - e com banddas de alunos (estudantis) de várias
escolas - entre elas, duas escolas de nome PORTO: uma estadual e outra
particular - em 25 de agosto (dia do soldado e do Duque de Caxias), em sete de
setembro (independência do Currópo) e no dia 15 de novembro (proclamação da república). Se deixassem, desfilavam até no dia da
bandeira e da libertação dos escravos ou de Tiradentes... Eles eram
felizes e não sabiam.
Os salários do povo na economia privada, antes da tal anistia,
eram pagos semanalmente, e religiosamente, às sextas-feiras. Com o cartão,
contracheque, carteira de trabalho assinado ou com o carnê do de mensalidade do
INPS pago, a população era tratada em clínicas particulares... E até no
dentista...
Mas a vida da Nação Currópo mudou depois de 1982 quando um presidente,
metido a general, anistiou todos os bandidos da Nação, dando-lhes direito de se
candidatarem aos cargos públicos (eletivos). E assim, caras cassados por roubos
em sindicatos, roubos em bancos, por corrupção, por estupros políticos através
de guerrilhas e até por assassinatos, reaveram os
seus direitos políticos cobrando indenizações da população pobre e danaram
tudo, incluindo ai a vida da população do município de Empadresópolis e de seu
bairro, Porto.
Com a liberdade dos bandidos, que numa jogada de estelionato
político, fizeram surgir várias quadrilhas política (partidos), todo o povo
quisera candidaturas - "Ora..." - pensaram - "Se
bandidos que roubaram bancos e sindicatos, incendiaram e até mataram podem se
candidatar, porque não um operário de verdade?" - E assim foi feito. O
bairro Porto teve candidatos à Vereadores pra
cacete!!! Todos cheirando Brizola ou o ku do Lulla Mulla ou do Mulaff... Apareceram siglas como as estrelas do céu: PDT,
PT, PSD... Depois surgiu PRONA, P-SOL, CV, PCC, FV... No finalzinho numa mágica
indecente aparece até a tal de CPMF, aumentam os descontos para o IOF, aumenta
os descontos dos trabalhadores, lhe tirando direitos e cobram contribuições,
para o INSS pagar anistiados (perdoados) políticos, tira dinheiro até dos
velhinhos aposentados...
Com as mudanças no governo Federal para anistiar os bandidos que
haviam fugidos (até de saia como uma mulherzinha ou dedurando outros que aqui
ficaram e morreram lutando por nada, para receber o prêmio da delação premiada
e ter, como prêmio, o exílio)... O bairro Porto também se fudeu!
(claro). A educação em toda a Nação de Currópo foi a pique com os professores
(as) se tornando fantasmas, à serviço das quadrilhas
políticas que assumia a Nação - indiretamente através dos estados, municípios,
empresas estatais, serviços públicos, dos conselhos de educação, de ONGs
criados por eles e até das igrejas católicas.... E, por fim, o governo Federal
- a educação do bairro Porto não seeria exceção, né?
Assim, as escolas públicas e particulares do bairro Porto
começaram a serem roubadas também: sumiram os instrumentos musicais (Acabaram
com as bandas nas escolas e com os desfiles dos alunos... -
Hoje tem Passeata Gay); sumiram as formaturas e até o hino nacional cantado nas
entradas das aulas; sumiram as aulas de educação físicas nas escolas públicas;
não existe o ensino de um segundo idioma (que agora seria essencial
para a globalização, se ministrado desde o ensino maternal); sumiram as aulas
regulares e até comidas e carteiras... Os professores também passaram a faltar
o serviço (sempre abonada por um (a) diretor (a) 'amigo') e a luta por
‘direitos’ passou a ser cada dia maior, sem ter
quem defendesse os direitos dos alunos. A partir daí, as crianças passaram a ficar
na rua em todas as greves que há, numa média de 90 dias parados por ano, fora
as faltas individuais dos
‘profissionais de deseducação’ e da má vontade desses falsos
mestres... Isso foi até a desanimação total acabando na tal evasão escolar.
Hoje, eles, os professores politiqueiros,
matriculam muita gente para agradar a mulla
presidencial (enganando o povo com ajuda da mídia comprada), mas não ministram
aulas, deixando todos nas ruas, nas garras da criminalidade e ainda entregam
algumas camisinhas que furam, para que os alunos façam sexo com o (a)
coleguinha sem se importar que seja o tal de sexo homossexual, às vezes, até
incentivando o ato mutante (sexo gay ou lésbico) pregando a tal aversão ao ‘homofobismo’, numa heterofobia ‘midiana’ e histérica. Não estão nem ai para a maternidade
precoce provocada pela fragilidade ou má qualidade das tais camisinhas.
Compradas com preços superfaturados com o dinheiro do erário que são
distribuídos para os alunos sem aulas. Mesmo matriculando muita gente, sem ter
onde colocar e jogando nas ruas, é
mentira que o governo matriculou a 93% das crianças de Currópo, porque tem
as ONGs que também dizem atender milhões de crianças - Só a Fundação Bradesco
diz atender 800 mil crianças, mas tem ONGs que vai mais a frente e diz cuidar
de três milhões de crianças carentes. Ora, juntando tanta dedicação com as
matriculas das escolas particulares. O que sobra para as escolas públicas? Onde
está a mentira dessas ‘esquerdas’ bandidas, constituídas por ex-bandidos
perdoados (anistiados)?
A evolução dessa regressão social e educacional do bairro Porto
teve até corrupção do alto escalão da quadrilha política que assumiu o poder do
estado dos “Catetes dos Bandeirantes”, ainda em 1982, liderado por Brizola
(aquele mesmo, que saiu vestido de mulher) que mandou construir um monte de
monumentos mortos em forma de prédios monstruosos (sacanas e inúteis para
qualquer coisa) arquitetados por um velho ultrapassado (Oscar Niemayer - um
artista de monumentos), que rapidamente foram apelidados de ‘Brisolões’ (CIEP – Centro Integrados de Educação Pública),
destinando a educação, cercando todo o bairro de Porto e enganando todo o povo,
para dividir a grana entre as quadrilhas que governavam na época e ainda ter um
monumento que lembraria o seu governo. Esqueceu-se de escolher um arquiteto de
verdade para orientar o artista fabricador de monumentos. Assim os prédios
perderam a utilidade um ano depois, pois a porra do prédio foi construída sem
visar o futuro tecnológico da educação completa e informatizada.
Os governantes do município de Empadresópolis, liderado na época
por um pipoqueiro corrupto, eleito pelo PDT tendo como vice um político do PT,
e depois de cassado e fugido, governado pelo vice que era puxa saco da ‘mulla’ (PT), também devem ter ganhado com a corrupção para
as construções dos tais ‘Brisolões’ no município,
pois foram eles que indicaram os terrenos.
O povo do Bairro Porto só perdeu com a regressão social
promovida por essa ‘esquerda’ bandida de 1982 pra cá:
Perdeu o Clube que mantinha o time de futebol local e o bloco
carnavalesco, que abrigava os poetas e bons malandros, por causa da inflação
que também evoluiu chegando, em alguns meses, a até 198% ao mês...
Perdeu as áreas de lazer onde se armavam barraquinhas e treinavam
as quadrilhas juninas da comunidade para o lixo, para o armazenamento de
material de construção de uma igreja, e para uma barraca (quiosque mal feito)
de mais um candidato a vereador, protegido pelo deputado de mentirinha, Marcelo
Tião, que agora quer, porque quer ser prefeito de mentirinha.
Mesmo com a intervenção de algumas pessoas - saudosas do
tempo de espaços públicos e da alegria no bairro - que lutaram para a
desapropriação de dois terrenos para uma praça com playground e quadra
poliesportiva para ter direito ao sol e a sombra das árvores, até hoje a praça
não foi construída por causa de políticos de mentiras como o atual Marcelo
Tião, que foi eleito vereador de mentirinha (não ficou nem dois anos, se
candidatando outra vez para deputado, abandonando seus eleitores) e agora
é um deputado de mentirinha (pensando em não cumprir o mandato de novo)
tentando ser prefeito de mentirinha. Antes dele teve outros vereadores de
mentirinha tentando vender a área para ONGs e até para igrejas
protestantes e escolas, que o bairro já tem demais rodeando-o
todo. As escolas fingindo que educa; os alunos fingindo que estuda e nas ruas
namorando ou ‘ficando’ e ‘zoando’.
Porto só ganhou um monte de igrejas protestantes que assumiram o
lugar da igreja católica, porque o Padre se transformou em celebridade acabando
com a escolinha de catecismo para transformar o local em comitê
político do tal Partido de Traidores e central de Ongs
políticas, arrecadadora de verbas públicas. Cada igreja protestante dessas (que
são muitas) tomando 10 por cento dos ganhos de cada um freqüentador que
vai lá rezar, querendo que Deus faça por ele o que tem preguiça de fazer... Num
verdadeiro carnaval de regressão social.
A velha guarda do Bairro do Porto (que não é porto. Não tem nem
rio, exceto quando chove e as ruas se enchem de água suja) e os poetas de
outrora do bairro, hoje foram esquecidos e ou jogados no lixo. Até os grupos de
Funks que levavam o nome do bairro em todos os bailes
que existia no município, no estado e até fora dele, foram cassados em seus
direitos à arte. Não tem patrocínio nem, sequer, financiamento.
O povo trabalhador perdeu o direito ao INPS e até o pagamento
semanal de seus salários, ganhou aumento de impostos para o INSS e até pedágios
em tudo que era estrada, Ganhou também o aumento das passagens dos trens, que
antes era menos da metade dos cobrados no ônibus e hoje já é mais caro...
No meio a toda regressão social do bairro surge agora motoqueiros
que roubam celulares e bolsas no bairro sem que alguém se prontifique apegá-los.
Não discriminam, roubam todos: crianças, jovens, velhas, mulheres... Passam de
motos e pegam o que querem... E não adianta denunciá-los na delegacia porque a
vítima vai perder mais: perde dinheiro de passagem,
que não é barato, indo várias vezes até a delegacia; perde tempo porque a
polícia não vai atrás mesmo; e, pode perder a paciência com os policiais que
são servidores públicos, xingá-los na hora da raiva e acabar sendo torturados,
presos e roubados na delegacia, no lugar dos marginais... Assim a população vai
às igrejas protestantes (?) reclamar com Deus, acreditando ser obra do Diabo e
perdem mais dinheiro, sendo obrigados a pagar o tal dízimo
mensalmente e ainda podem cair nos golpes de doações estranhas sugeridas pelos
‘pastores’. QUE
VIDA!!!
Assim, no meio de todo esse devaneio social (talvez até de alguns
bacanais mutantes), aparece a Margarida e pode evitar um ataque divino como
o que aconteceu em Sodoma e Gomorra nos idos anos de
Quem é a Margarida dessa ‘profecia’?
Margarida é uma moreninha linda (mestiça de verdade e orgulhosa de
sua condição), filha de uma mãe precoce, de 12 anos, gerada através de estupro
(não por Deus como foi a Maria, mãe de Jesus; e a Alcmena, mãe de Hércules),
mas por dois motoqueiros de capacetes na Rua King Kong (antiga Tókio), que
estava escura como todas as ruas do bairro fora das eleições que preservam (com
votos obrigatórios) as quadrilhas políticas no poder através da enganação
eleitoral com candidatos marcados, INDICADOS NOS PARTIDOS POR MEMBROS DA
QUADRILHA. Margarida é abandonada pela mãe, nas mãos das tias, tios, avó,
avó e vizinhança, antes mesmo de completar um ano, porque sua mãe aos 15 anos
já tinha três outros filhos. Ela aprendeu cedo a se levantar quando caia; a rir
em vez de chorar, sabendo dede cedo que não adiantava nada chorar. Aos quatro
anos já dançava e cantarolava algumas canções ouvidas nos rádios, assistindo em
programas de tevês e outras palhaçadas, que não fazia idéia aonde aprendeu, que fazia para os outros rirem. Aos sete anos
Margarida aprendeu a se defender de ataques sexuais, quando alguém queria
passar a mão em sua ‘xotinha’, dizendo para os tarados pedófilos: “Pra lá!!! Senão eu abro a boca. Que olhar? Olhe de longe. Não
posso proibi de olhar... Tou sem calcinha mesmo...” (sua família não lhe comprava calcinhas. O
dinheiro tinha que sobrar para a cerveja). E nessa idade já
tentava ler, mesmo sem escola, pedindo um ou a outro para lhe matricular em uma
das escolas do bairro. Sua família lhe registrou, para conseguir a
‘bolsa-esmola’ (R$ 25,00 por mês) oferecida pelo bandido mor (presidente Lulla Mulla), com a ajuda de um
político que exigiu, em troca, os votos de toda a família mais ajudar nas
eleições vestindo suas camisetas levando o nome do candidato corrupto à vereador e para distribuir ‘santinhos’ nas bocas das
urnas, mas nada de querer enfrentar filas para matriculá-la na escola. E não
adiantava ela reclamar que ganhava um ‘cascudão’ da
mãe ou dos demais familiares.
Aos oito anos, uma vizinha metida a crente - e querendo o
perdão de deus no julgamento final para entrar no céu - pegou o registro
de nascimento de Margarida com suas tias e fez sua matricula na escola pública
do bairro. Assim Margarida teve direito a educação e ainda ganhou o uniforme,
grande demais com a propaganda do governo corrupto do estado, e ficou
satisfeita...
Todos os dias ela mesma acordava aos 05h45min, se arrumava pra ir
à escola e chegar antes das sete horas; chegava cedo à escola para tomar café,
alimento necessário, que alguns dias faltavam. Dizia a diretora “que a
escola tinha sido assaltada por moleques do bairro”, mas ela sabia que não
era verdade. Ela morava ali. Quem levava a comida e até as panelas eram os
servidores da escola mesmo. Ela mesma viu um dia a própria diretora colocar um
fardo de carne seca na mala de seu carro. Mas mesmo sem comer, ela prestava
atenção às aulas como gente grande. Aprendeu cedo que ela podia tirar mais
dos maus professores se perguntasse. E que nenhum mestre do seu bairro
inspirava o saber. Tinha que partir dela mesmo a busca pelo conhecimento.
Chegava a sua casa e às vezes não tinha comida também - como na
escola, a mãe alegava alguma coisa, mas ela via sua mãe bebendo cervejas com
suas tias, tios e namorados diversos nos botecos do bairro – E nesses dias ela
tirava o uniforme, dobrava e guardava embaixo do colchão da cama da avó, que
ninguém mexia, e ia pra rua tentar arrumar alguma coisa pra comer, sujeito a
quase tudo. Tinha alguns vizinhos que lhe dava o que comer sem exigir nada, mas
outros queriam vê-la levantando a saia e dançando sensualmente... Ela tinha
oito anos, mas não era besta, sabia que desses caras ela tinha que se manter
afastada para que não lhe passarem a mão aonde não devia. Chegar perto, só para
pegar o trocado e correr para comer alguma coisa, porque a fome lhe consumia
mais, quanto mais andava e dançava.
Aos nove anos sentiu os seus seios crescerem um pouquinho é o
assédio dos pedófilos aumentou. Tinha que fugir até dos tios e primos. Assim
passou a se cobrir mais e ser mais firme em manter os outros afastados. Tinha
até mulheres que queriam lhe passar a mão. Ela sabia o que era sexo porque
dormia no mesmo cômodo com seus familiares e os assistiam (sem querer,
quando acordava) fazendo sexo, até sexo homossexual (de mulheres com mulheres e
de homens com homens), pois tinha um tio gay e uma tia lésbica, todos dormindo
na mesma meia água... Às vezes, durante a noite, alguém tentava encostar-se a
ela, mas ela não deixava e repetia: “Chega pra lá!!!
Senão eu abro a boca!!!” e ia dormir na cozinha. Assim ganhou o
apelido de ‘mulher homem’, de ‘sapatona’ e de
outros adjetivos esquisitos. Nessa idade, ela aprendeu a juntar dinheiro
para comprar sacos de balas ou pacotes de bananadas e percorrer os
trens à tarde para vender e ganhar alguma coisa sem precisar se mostrar.
Aprendeu que quanto mais bonitinha e sensual ficasse, mais vendia seus
produtos (balas, bananadas, etc...) dentro dos trens,
em pontos de ônibus e bares no centro do município.
Aos dez anos já era conhecida entre os camelôs do município, dos
trens do estado e até dos seguranças, tornando mais difícil o seu ofício de
arrumar dinheiro de forma mais digna que pedir mostrando as calcinhas. Nessa
idade também já levava alguma comida pra casa... E como chegava tarde, comia
primeiro, à noite, e depois, na amanhã, antes de ir pra escola... Tinha sempre
uns trocados escondido no quintal para comprar materiais (Pacotes de bananadas,
caixas de chicletes ou sacos de balas) investindo na 'camelodragem'.
E por isso brigava muito com todos seus parentes que queriam o seu pouco e
suado dinheirinho. Às vezes sua mãe lhe tomava tudo para beber cervejas e ela
tinha que recomeçar pedindo e se mostrando para comprar os produtos necessários
ao trabalho adotado. Sem dinheiro ela tinha que aturar os pedófilos que gostava
de ver suas partes íntimas... Por isso, ela aprendeu a deixar pago os seus produtos numa loja, em Madureira, antes de vim
pra casa, para o trabalho do dia seguinte.
Aos onze anos ela era bonita de matar, se vestia lindamente com
roupas compradas na cidade, quando suas irmãs e primas não pegavam suas roupas.
Nessa idade, ela já era ‘gostosa’ e sabia se cuidar. Era magrinha, moreninha,
mas tinham os seios todo formado, a bunda roliça e bonita e pernas firmes de
tanto andar no ofício que lhe sustentava em pé, mas se sentia digna e superior
aos demais... Nessa idade também teve sua primeira menstruação e achou
importante mudar alguma coisa. Passou a trabalhar a noite na orla marítima
vendendo rosas e outras flores, sempre fugindo das cantadas com graça e
firmeza. Trocou de escola, alterando o seu currículo com ajuda de uns gays que
lhe comprava flores e pulou duas séries - da quarta série foi se matricular na
sexta série do ensino fundamental. Achou certo pular duas séries que foi
impedida de cursar por causa do atraso na matrícula - e aceitou ir morar com
algumas ‘amigas’ que trabalhava nas ruas de outra maneira (na prostituição),
dividindo o aluguel e despesas. Percebeu que as amigas tentavam falar o inglês
que aprendiam com os turistas e começou a estudar esse idioma também.
Ela tinha se desenvolvido, era liberal, mas continuava virgem, não
via nos paqueras ninguém interessante o suficiente para se 'entregar'
sexualmente e não deixava ninguém lhe passar a mão, só podia olhar – Ela
já tinha feito até strip-teaser, mas não aceitou sexo e não era mole lhe pegar
a força, porque era dura na queda e na luta. Não tinha medo de ninguém. Os
colegas camelôs, fregueses e até as amigas, na qual passou a morar, dividindo
um apartamento no bairro do Catete, não acreditavam que ela era virgem... E ela
não se abria pra eles a esse ponto, de escancarar a sua vagina pra provar nada.
Ela não precisava provar nada pra míngüem! Acreditavam se quisessem! Ela
mesma não acreditava
De vez enquando compareciam em seu
bairro (Porto) e levava comida, dinheiro e presentes para os parentes e amigos,
mas sem contar onde morava, porque sabia que iam lá e lhe tomava tudo que ela
tinha conquistado, até com a polícia, se necessário. Ela conhecia seus
parentes. Aos doze anos, quando precisava da representação de um maior
(adulto), recorria as suas amigas de quarto, tinha medo da família.
Aos 12 anos, ainda virgem e intocada sexualmente, sem nem mesmo
ter experimentado um beijo na boca, ela já tinha uma boa base financeira para
uma garota de sua idade. Tinha parado de vender flores exclusivamente à noite e
arrumado freguesia para entregar a domicilia, usava o telefone do apartamento
comum... E assim conseguiu tirar uma amiga da prostituição para lhe alugar um
apartamento melhor e maior, na Praia do Flamengo, para morar só as duas e
trabalhar com flores...
Sua família, quando lhe procurava nas ruas, era pra pedir dinheiro
emprestado, que nunca pagavam. Esses valores já tinha se tornado uma pensão
para a mãe, que encontrava com ela todos os dias 20, as tardinhas... Quando ela
lhe entregava R$ 400,00. Isso aos 13 anos.
Sua amiga, ex-prostituta, se tornou uma espécie de mãe. Ela era
quem emprestava o nome adulto para os negócios da garota... Não pegava um
tostão sem pedi, mesmo já tendo uma verdadeira fortuna no banco em seu nome, já
que a Margarida não podia ter conta em banco e só pegava dinheiro nas caixas
automáticas, com o cartão que sua amiga lhe deu. Sua amiga tinha também lhe
ajudado a tirar todos os documentos e até lhe arrumou um cartão de Crédito.
Nesta época a Margarida pede pra amiga alugar uma loja no Bairro das Laranjeiras
e montam uma floricultura.
Aos 14 anos já é uma empresária de relativo sucesso, usando a
amiga como ‘laranja’ e compra o primeiro carro para a amiga dirigir (um Tempra,
2.0) que também serviria para algumas entregas. Nesse ano consegue o seu
primeiro diploma, o do ensino fundamental e sai toda ditosa dizendo pra todos.
Assim, toda feliz, cisma de deixar a amiga na loja (tira o dia de licença) e
vai procurar o passado. E aproveita pra levar o dinheiro da mãe. Vai de
ônibus e trem, passando por todos os lugares que trabalhou, falando com todos
de igual para igual. No trem fala com os camelôs, seus amigos, que continua
fugindo dos guardas para venderem seus produtos. Chega ao seu antigo bairro,
solta do trem num calorzão infernal, sobe o morro de
onde morava, chega à rua da casa de seus familiares e encontra todos numa
birosca bebendo cervejas, como se nada tivesse mudado. Mas pra ela tudo parecia
somente alegria, beija todos, abraça a todos e entrega o dinheiro a mãe, que
logo dar uma parte para o dono da birosca, porque comprava cervejas e outras
bebidas fiado. Mostra o diploma toda feliz e diz "que já ‘arranha’
usualmente o idioma inglês".
Então, o pessoal a chama de ‘metida’ e começa uma discussão boba,
com a participação da mãe... A mãe toma as dores das irmãs e, bêbada, diz “que
ela não é nada e a deve por tê-la colocado no mundo”, o que é apoiado pelos
outros alcoólatras que estão no bar e na rua bebendo cerveja, com sua mãe
pagando com o dinheiro que recebeu de suas mãos. Sai agressão física. E
como ela não é fraquinha, revide; na luta, rasgam o seu diploma, some sua bolsa
com documentos e dinheiro; fica com as roupas rasgada e a policia lhe leva
presa para o juizado de menor, mas a deixa na delegacia. No percurso, dentro do
patamo (veículo policial), um policial tenta lhe
estuprar e ela é obrigada a lutar outra vez e apanha mais, mas não deixa nem
tocar em suas partes íntimas, decidida a morrer defendendo sua intimidade e
dignidade. Chega à delegacia toda machucada, mas sem ser estuprada. Fala mal
dos policiais e é jogada numa cela cheia de gente, classificada como
prostituta. Ali, na cela, tem um tratamento melhor do que tivera dos
policiais e no bairro em que nasceu, pois algumas das mulheres da vida
fácil lhe arrumam as roupas, toda rasgada, e tentam cuidar dos seus arranhões e
marcas por todo o corpo, procurando aliviara as dores de seus
ferimentos físicos e psicológicos com palavras de incentivos.
A mesma vizinha, que havia lhe matriculado na escola quando
tinha apenas oito anos de idade, liga para o apartamento onde ela mora e
deixa recado na secretária eletrônica, porque não tem ninguém em casa. À noite
quando a amiga chega ao apartamento, escuta a mensagem na secretária,
sai correndo, desesperada, para a delegacia em socorro a amiga querida. Fala
com um advogado próximo à delegacia e consegue tirá-la de lá pagando R$ 2 mil
na delegacia e mais R$ 2 mil para o advogado. Em casa, sobre a proteção da
amiga, Margarida percebe que perdeu mais do que o dinheiro. Telefona para a
vizinha de sua mãe e agradece, chorando muito. Nunca tinha sofrido tanto
psicologicamente.
No outro dia é levada ao médico e ao voltar à loja e a
sua labuta normal, pede ao entregador da loja para levar R$ 200,00 para cada
uma das sete mulheres que lhe ajudaram quando estava presa na cela, para
que elas também pagassem a corrupção ao delegado para que pudessem sair.
Ela sacode a ‘poeira’ e continua a luta, sem amolecer. Encerra
aquele ano tirando as 2º vias dos documentos que lhe foram roubados. E inicia o
ano novo se matriculando para fazer o Ensino Médio e o curso
profissionalizante de decoradora, pois sonha com o curso superior de
arquitetura, de paisagismo e de decoradora de ambiente.
No ano seguinte, com 15 anos, sua lojinha já tem até um pick-up para
as entregas de seus produtos. Contratou uma decoradora e já decora ambientes
para festividades diversas (religiosas, política, feiras, convenções e eventos
diversos.) e projeta, junto com a sua amiga, a aquisição de outras lojas e até
uma oficina para não ficar terceirizando os serviços que precisa no
seu negócio e que muitas vezes, terceirizando, não sai como ela quer.
Aos dezesseis anos, ela tira o seu título de eleitor e se filia em
um partido político; Se sente perdida entre aqueles jovens idiotas
('Patricinhas' e 'Mauricinhos'), cabos eleitorais de alguém, e cisma de fazer
um curso de oratória e passa a reclamar da situação política do seu estado, do
país e do ‘puxa-saquismo’ político’ preservados por militantes convencidos e,
portanto, vassalos de ‘merdalhões’ políticos (Jovens
'militantes' esses, filhinhos de políticos, que acusam o povo de votar
errado quando são eles os errados por indicar bandidos nas convenções
partidárias para o povo votar), sem ligar para opiniões de ninguém, se
preparando para um futuro de combate aos corruptos na área política.
Aos 17 anos, se forma também no ensino médio e dessa vez foge de
seus familiares e comemora com a amiga, com seus funcionários e clientes mais
chegados numa churrascaria, já estudando para o vestibular. No final do mesmo
ano, passa no vestibular para o curso de arquitetura em 5ª colocação.
No ano seguinte, começa a estudar já como universitária e, quando
completa 18 anos, deixa o apartamento para a amiga morar só e poder conviver
com o namorado na paz (sabe que a amiga precisa de um parceiro e que ela tem
que continuar a luta que começou quando nasceu); assume parte de seus negócios
e se muda para o centro do município de Empadresópolis, visando morar perto do
bairro onde nasceu. Sofreu com os parentes, mas nunca deixou de mandar o
dinheiro para a mãe, mesmo no mês que sofreu a agressão e foi mandada presa.
Passa a visitar o bairro, agora maior, com dinheiro, carro, casa
própria e autonomia, pois agora ninguém ousa mexer com ela. Passam é a puxar
seu saco. Transfere o seu título e sua filiação partidária para o município e
começa a atuar politicamente, sem despregar os olhos de seus negócios, que a
amiga e seus funcionários leva muito bem sobre sua orientação permanente. Vai a
todas as reuniões do diretório municipal do seu partido e algumas reuniões no
estado. E, por sua enérgica atuação política e sua artística oratória - mesmo
ainda não tendo participado de nenhuma convenção partidária - é convidada até
para representar o partido na capital federal, que sempre recusa, alegando
trabalho e estudo.
No seu município, Empadresópolis, Margarida está sempre filiando
pessoas amigas e conhecidas no partido, visando à primeira convenção municipal
de sua vida.
Marcado as convenções ela lança uma chapa no partido com alguns
militantes desgarrados do ‘puxa-saquismo’ político’ municipal e têm 26% dos
votos dos filiados - E, como a eleição partidária é proporcional
- ela é eleita delegada à convenção Regional e membro do diretório municipal. É
indicada na Chapa da Executiva como vice-presidente do diretório Municipal, em
chapa única, e é eleita. Próximo as eleições municipal, ela é indicada à
vice-prefeita na chapa do partido e recusa para se lançar vereadora.
Lançada candidata à vereadora, após a convenção municipal para
escolha dos candidatos, antes mesmo de ter o seu nome confirmado pelo TRE, ela
sai à luta indo as reuniões das associações de bairros por todo o município de
Empadresópolis, procurando descobrir as deficiências dos bairros e pregando
contra as instituições falidas do município, do estado e da União. Fala do mau
atendimento nos serviços públicos; dos direitos que tem os cidadãos, mesmo
aquele que não contribui diretamente – afirmando: “que todos pagam impostos
no consumo, recolhidas pelos empresários QUE SERVEM AOS GOVERNOS COMO
COLHETORES DE IMPOSTOS sem contribuir com nada diretamente, somente, como
todos, pagando no que consomem”. Afirma
de maneira radical: “QUE OS EMPRESÁRIOS NÃO PAGAM NEM A PRÓPRIA CONTRIBUIÇÃO
PARA O INSS, PORQUE RECOLHE INCLUÍDA NO VALOR DOS PRODUTOS QUE VENDEM AOS
CONSUMIDORES” – Defende o direito dos idosos a um Centro de
Atividade em cada bairro com, inclusive, atendimento médico preventivo e uma
farmácia popular; defende a informatização das escolas públicas com liberação
de patrocínios empresariais para os esportes, para a cultura e para o lazer,
diretamente à escola sem passar pelas mãos dos políticos do executivo municipal
ou estadual; Ela defende os ônibus escolares em cada escola, ACUSANDO DE
CORRUPTOS OS POLÍTICOS QUE REPASSAM (com garantia de comissões) DINHEIRO DO
ERÁRIO PARA AS EMPRESAS DE ÔNIBUS TRANSPORTAR ALUNOS SEM NENHUMA DIGNIDADE, E
AINDA AUMENTANDO AS PASSAGENS PARA OS USUÁRIOS NA TABLITA DE
CUSTOS ALEGANDO PREJUÍZO COM OS PASSES DE ALUNOS E IDOSOS, QUANDO
RECEBEM DOS GOVERNOS DINHEIRO DAS PASSAGES OU DESCONTOS GENEROSOS NOS IMPOSTOS
QUE RECOLHEM DOS USUÁRIOS E QUE DEVERIAM SER REPASSADO AO ERÁRIO; fala do
direito dos bairros terem seu Centro de Administração Comunitária
independentes, podendo terceirizar, com profissionais da comunidade, alguns
serviços públicos e de empresas concessionárias, como correios, telefones, luz,
etc.. Explica que a falta de área de lazer descampada é um castigo para as
comunidades porque é uma necessidade em cada bairro - dando exemplo de
alguns bairros de São Paulo que não tem mais o sol, prejudicando as crianças
que são obrigadas a subirem em lages
ou telhados até para brincar e acabam caindo sobrecarregando a saúde pública já
tão deficiente: - “que cada bairro precisa de uma área de lazer aberta onde
à população possa ter direito ao sol, à sombra e ao ar puro. DIREITO CONCEDIDO
ATÉ MESMO AOS PRISIDIÁRIOS”...; Fala um pouco em cada bairro e em
todas as reuniões... Mas sem apresentar-se como salvadora da pátria. Não diz
nem que é candidata, mas deixa seu nome marcado pela firmeza com que fala,
conquistando alguns admiradores, que não lhe olha somente para sua beleza e
simplicidade, mas com respeito e admiração.
Ela não gasta um tostão com propagandas durante quase toda a
campanha. Nem com ‘santinhos’ ou cartões ou faixas, deixando tudo para o final
da campanha, mas vai fazendo amigos por onde passa.
Mete o pau no valor dos salários de vereadores, tentando provar “que
o salário do vereador não dar pra um chefe de família atuar politicamente sem
roubar ou ser subjugado pela máfia política de cada município”. E arruma um
monte de inimigos, inclusive dentro do próprio partido. Seu nome sai nos
principais jornais do município, do estado e até no jornal nacional, como
inimiga número um dos políticos corruptos: uma espécie de “Mister
M” da política, revelando a mágica dos “VEREADORES DE MENTIRINHAS”!
Faltando 15 dias para eleições, ela manda imprimir seu material
(quatro mil camisetas e quatro milhões de santinhos com seu retrato, seu nome e
orientação de como votar, sem o nome do candidato a prefeito do próprio
partido), começa a contatar seus amigos e admiradores, feito durante suas
visitas aos bairros para distribuí-los, defendendo seus votos nos bairros. Paga
alguns artigos nos jornais de maior circulação no município, falando dos
direitos dos eleitores, dos idosos, das crianças e dos jovens... E volta a
explicar como a política é podre. “E que ela vai entrar 'lambuzada' em óleo e
protegida pelas leis constitucionais para não se misturar com as ralés que
sobem na política enganando a população para usurpar o lugar dos cidadãos na
Câmara Municipal, mostrando o exemplo DO EX-PRESIDENTE JOSÉ SARNEY QUE
LARGOU A VAGA NO SENADO PELO MARANHÃO PARA A FILHA E COMPROU OUTRA NO AMAPÁ,
USURPANDO O DIREITO DE UM AMAPAENSE REPRESENTAR O SEU ESTADO NO SENADO DA
REPÚBLICA”.
Aceita a proteção de alguns admiradores, sobre a orientação de
duas amigas da Polícia Militar de folga, para lhe dar segurança e
possa percorrer os bairros no dia das eleições, lutando por seus votos nas
urnas, contra o famoso golpe nas bocas de urnas.
Antes mesmo do encerramento das votações ela começa a percorrer os
bairros do município agradecendo pelos votos e pelo apoio de seus amigos,
prometendo, se eleita, “atuar com dignidade, austeridade e respeito à
população e aos compromissos firmados nos vários discursos que fez... E que seu
gabinete ficará aberto 24 horas por dia" E quando acaba de
agradecer indo aos bairros, já sabe que foi eleita em primeiro lugar. Quando chega ao
apartamento de sua amiga Márcia para dormir já são quase 06h00min do dia
seguinte e esquece-se de tudo, caindo na cama da amiga que está saindo para
loja.
Enquanto outros candidatos estão correndo as urnas, ao TRE para
defender os votos, ela dorme despreocupadamente. Quando acorda já é tarde e
encontra sua amiga do lado. Conversam sobre o serviço, sobre as eleições e
sobre o que ela fará. Ela rir jovialmente e diz pra amiga – “Márcia, minha
amiguinha querida... Tu ta ficando velha, minha amiga. Se preocupando demais
com o futuro!” – Rir em tom alto, numa gargalhada alegre e abraça a amiga
apertando-a com força, com amor e continua – “Basta
fazermos o certo. Não existe outro caminho... Planejar o futuro no estágio que
estamos e tentar mudar as coisas! É inventar caminhos errados!... Eu tenho que
estudar, tenho que trabalhar na política assumindo o papel que busquei e te
ajudar aqui, se você precisar... Você é a mesma coisa: Tem que continuar
trabalhando, gerenciando o nosso negócio com austeridade e honestidade como
sempre fez e aprendeu... E amar o seu namorado quando poder...”
– Pára, olha os armários atrás de roupas de homens e pergunta– “Aonde
ele está agora? Já se desfez? Assim vai morrer sozinha... E você já é viciada
- “É...” – responde à amiga, enquanto prepara comida
– “Mas ele quis mais do que eu posso oferecer e eu quis mais do que ele está
capacitado a dar... Ele gosta de vadias e submissas. E eu optei por ser como
você, forte e independente! Mas tem um carinha me paquerando e parece gostar de
mim também... E o melhor: Ele trabalha no nosso ramo. É arquiteto e
solteirão...” – Pára de falar um momento, faz carinha de boba e completa
com a face corada - "Cometi até um erro, Margarida. Erro que eu não
cometeria se você estivesse aqui: Contratei-o para um serviço... Perdoa-me?
- “Não tenho que perdoar, porque sei que você não
contrataria um incompetente para o nosso negócio... Que seja feliz, minha amiga!!! Mas... Se ele for incompetente me chame que eu o demito
na lata. Não vou deixar o nosso negócio ir a pique por causa de seu problema
sexual!” – responde Margarida – “Mas você merece um homem bom e vale a
pena tentar. Merece mesmo! Mas se não arrumar, nós ficamos juntas. Sozinha você
não morrer... E eu um dia também vou arrumar um homem bonito e gostosão... E,
como você é minha amiga do coração, quase outra metade, nós podemos dividi-lo
também. Usá-lo sexualmente somente quando precisarmos... E pelo jeito você o
usará mais do que eu. É viciada em sexo”. – cai na gargalhada e continua
falando e comendo - “Mas fique tranqüila, que tudo se arrumará. Senão,
juntamos dinheiro e compramos um homem bem bonito e submisso”
A amiga rir, porque já conversaram sobre dividir um homem
comprado.
De um momento para o outro a amiga fica pensativa e pergunta
– “Margarida, você está aqui... Não têm medo que alguém lhe roube os votos e
você volte para Empadresópolis não estando mais eleita, como suplente?
- “Eu?... É ruim, hein! Podem roubar. Eu não tenho
nenhuma tara por ser política. Só quero dar bons exemplos para esse povo
submisso e roubado nos direitos básicos. Roubando os meus votos, eu lutarei
para tê-los de volta, ora... E provarei que essa democracia é mais fajuta do
que aparenta... NÃO TENHO MEDO, NÃO. ATÉ TORÇO PARA QUE ROUBEM!.. Eu gosto de viver a vida de modo radical, Márcia. Você
me conhece...”
Nisso o telefone toca e é uma jornalista procurando pela
Margarida, querendo marcar entrevista.
Margarida sabe que precisará da ajuda de muita gente no combate
que aceitou e, assim, aceita a oferta da entrevista numa revista de grande
circulação nacional, mas não tem idéia de como pode conseguir o apoio do
pessoal que precisa através de propaganda, pois ela não planejou nada, não
estava preparada e nem teve tempo de se orientar com profissionais, amigos da
mídia. E resolve entrar de cabeça limpa e exige que a entrevista seja feita em
duas etapas, uma andando em trajes esportes e de cabelo soltos nos trens que
trabalhou na infância e que ainda tem muitos amiguinhos trabalhando, e a outra
etapa num grande restaurante bonito da zona sul da Capital do estado, aonde tem
muitos clientes e amigos de classe, quando pretende aparecer linda, de vestido
de noite todo preto e com o cabelo feito por um grande cabeleireiro amigo, que
aceita lhe acompanhar na entrevista e ser fotografada com ela.
A primeira entrevista da
Margarida depois de eleita vereadora.
Primeira etapa:
Nos trens, rindo feliz
e brincando com todos, Margarida é fotografada cumprimentando os camelôs que
param para conversar, zoando-a, abraçando-a e ela feliz conversando com os
eleitores que a viram muito nos trens, quando criança, vendendo doces e que
votaram nela por seu valor: simplicidade, graciosidade e coragem, tudo
incluindo numa mesma pessoa.
Revista – “Você disse: “que assumiria 'lambuzada' em óleo e protegida
pelas leis constitucionais para não se misturar com as ralés que sobem na
política enganando a população para usurpar o lugar dos cidadãos na Câmara
Municipal”. Lambuzar-se-á de óleo para ser diplomada vereadora? Acha que
precisa de seguranças ou que alguém pode querer te agarrar?”
Margarida – “Não, sim e sim. Ou seja: Não. Eu não vou me lambuzar literalmente
de óleo para receber o diploma que o povo me deu! Eu quis dizer que serei
escorregadia.”
Margarida - “Sim. Eu preciso de proteção e usarei a lei orgânica do município,
a constituição estadual e a Constituição Federal para defender o meu cargo e os
direitos do povo em todas as áreas: educação, saúde, saneamento, arte,
cultura... Porque tenho a procuração da metade dos eleitores de meu município e
não vou decepcioná-los”.
Margarida - “E sim de novo. Eles, os corruptos de todos os escalões, políticos
e empresarial, vão querer me agarrar na malha da corrupção. E se eu deixar,
eles me agarrarão até de outra forma: fisicamente e indecente... Você sabe como
são os homens... E eu sou bonita. Tenho certeza. Olho-me no espelho.”
Revista – “Margarida, o meu chefe e todos os nossos leitores estão querendo
saber o que você quis dizer quando afirmou em vários discursos e em artigos nos
jornais: “que o salário do vereador não dar pra um chefe de família atuar
politicamente sem roubar ou ser subjugado pela máfia política de cada
município”? Você pretende pedir aumento de salário para os vereadores do Brasil
inteiro?”
Margarida – “Claro que não! Nenhum desses Vereadores de mentirinha da
atualidade merece, sequer, salário. Eles merecem cadeias. Não existem
vereadores
Revista - Você falou em aumentar os espaços nas escolas, colocar ônibus
escolares, oferecer até um segundo idioma desde o ensino maternal; falou em
melhorar bairros com área de lazer aberta, centro de atividade para idosos,
para adolescentes e até um centro de administração comunitária... Todos acham
que o seu programa está mais para um candidato a prefeito de uma cidade como
New York... Como fará tudo isso, se nem pode fazer leis que mexa no orçamento
do município?
Margarida – “VOCÊS ESTÃO ENGANADOS! Acostumados com os vereadores de mentirinha
que afirmam nada pode fazer, exceto, oferecer cartinhas para emprego nas
empresas de ônibus corruptas, colocar lâmpada em
postes sem profissionais capacitados, arrancar árvores sem licença e sem
respeito pelo meio ambiente, dar caronas, encaminhar para médicos corruptos até
para abortos e para mutilações de úteros... Promovem bingos com objetos doados
por empresários corruptos, traficantes e contraventores diversos... Mantêm
centros comunitários atendendo doentes de forma ilegal e covarde, em vez de
lutar pela abertura dos postos de saúdes... Um vereador de verdade é muito mais
do que vocês estão acostumados a ver por ai. Aliás, a maioria das ações desses
vereadores de mentirinha é caso de polícia. Basta denunciar à polícia Federal.
Eu posso ser até presa em defesa da população que votou em mim, jamais por
corrupção ou querendo cargos. Não preciso ser prefeito para lutar por aquilo
que acho certo. Nem, sequer, do salário de vereadora. Não prometi fazer,
prometi divulgar e lutar por minhas idéias e pelo povo. Se o teu filho está sem
escola, venha a mim, que recorremos ao juizado para garantir os seus direitos.
É direito e vou lutar pelos direito até na justiça. Meus assessores serão todos
advogados. Vamos fazer o judiciário trabalhar para garantir os direitos da
população que votou
Revista – “Você prometeu que seu gabinete não se fechará. Como fará isso?
Manterá a Câmara Municipal aberta dia e noite?”
Margarida – “Sim. Isto eu prometi. Vou manter o meu gabinete na Câmara durante
o horário normal, mas quando a Câmara fechar o meu gabinete abre em outro local
para atender a população. E sempre com a atenção de um assessor advogado para
garantir o direito do cidadão até a noite. Mas não faremos nada errado: Não sou
agência de emprego, não ligo trompas, não mato crianças no ventre das mães, não
dou comida, não empresto dinheiro, não pago bebidas alcoólicas... E por ai
afora. Mas lutarei para que em cada bairro, a Associação de Moradores mantenha
um serviço de agenciamento de emprego e outros serviços que podem e deve
manter, porque é direito do cidadão. Ainda mais quando todos estão reunidos. Os
moradores não podem deixar que um ‘militantezinho’
corrupto de um partido qualquer (vassalo de algum político corrupto) explore a
associação somente para conseguir um emprego público ou uma assessoria
qualquer. A Associação de Moradores pode e deve fiscalizar as escolas do bairro
para ver se a comida não está sumindo, para ver se as professoras estão
faltando muito; para ver se os postos de saúde estão atendendo, com dignidade,
os moradores; e até para investigar vereadores sacanas e corruptos... E
denunciar... Até processar caso consiga manter um departamento jurídico”.
Revista – “Disseram que você gastou uma fortuna em sua campanha. Quanto você
gastou na campanha?”
Margarida – “Gastei o valor de quatro mil camisetas e quatro milhões de
santinhos com o meu nome, gastei com alguns artigos nos jornais e com gasolina
em dois carros, mas tudo pago com dinheiro honesto e declarado nos órgãos
competentes. Porém, percebi muito papeis de outros candidatos a prefeito com o
meu nome, que não tiveram minha autorização.”
Revista – “Você não tem medo dos bandidos que tanto fala?”
Margarida – “Não. A vida é assim mesmo e eu gosto de viver intensamente
e ou de forma radical, já que não tenho tempo de praticar esportes. Se
tudo fosse um mar de rosas não seria vida, seria um paraíso sacana. Não tenho
medo de lutar. Luto desde criança. Não vai ser alguns bandidinhos que me farão
medo ou me matarão. Ninguém morre de véspera”.
Revista – “Você quase não falou de sua vida, pode nos contar alguma coisa?”
Margarida – “Minha vida é como o de todo povo de Currópo, só que um pouco
melhor porque nasci com determinação e vontade de viver intensamente. Trabalho
desde criança para não precisar vender a minha alma para grupos de religiosos
ou o meu corpo para indivíduos. Abandonaram-me muito cedo. E hoje a única
pessoa que amo de verdade é uma amiga que conheci aos 11 anos. Mas isso não
quer dizer que não devo a ninguém. Se nós sobrevivemos é porque devemos isso a
alguém e a outras pessoas que nos atenderam na hora de maior pendência. Eu devo
como todos devem. Devo a minha vida em quem confiou em mim a minha labuta
diária e devo a vida a todos que eu convivi. Devo até o cara que estuprou a
minha mãe. Mas eu não quero saber dele. Pra mim, ele não foi mais que um calço
que provocou a topada que me levou à frente”.
Revista – “Tem marido, namorado ou namorada? Ama alguém?”
Margarida – “Não. Sou virgem. Ainda não tenho o vício do sexo. E sempre lutei
pra manter-me intocada sexualmente, Arrisquei a minha vida para não ser
estuprada vária vezes na vida, desde criança. Até presa dentro de camburão,
policiais bandidos tentaram me estuprar, mas, mesmo me batendo muito, não
conseguiram. Eu morreria defendendo a minha virgindade. Nunca aceitei submissão
e não vai ser um ‘policialzinho’ bandido de merda que
me faria dobrar. E quando eu os acusei na delegacia, aqui mesmo em nosso
município, o delegado me jogou na cela me classificando como prostituta aos 14
anos de idade. Isso aconteceu quando eu comemorava a conclusão do Ensino
Fundamental. Mas quero um amor de verdade, claro. QUERO ALGUÉM QUE SEJA
REALMENTE UMA POSSIVEL METADE DE MIM”.
Revista – “O que você acha de nossa polícia: Polícia Militar, Polícia Civil e
Policia Federal?”
Margarida – “Existe polícia em Currópo? Polícia, cara jornalista, é muito
mais que isso. Eles são tudo, menos policia. A polícia deve garantir a lei.
Essa policia garante as leis e proteger os cidadãos, seus patrimônios e as
instituições? Eles se parecem com bandidos alguma horas e com soldados de algum
império ditador em outra hora, pronto para ir contra o povo. Muito poucos
policiais não ferem as leis: não abusam do poder, não corrompem ou são
corrompidos, não chantageiam, não ameaçam... Não agride os cidadãos que pagam
seus salários! Quantas crianças estão presas como adultos? Quantos cidadãos não
estão presos sem um julgamento justo? Precisamos urgentemente eleger
diretamente o Delegado de Polícia e um Procurador nos municípios para que
possamos ter paz. Outro erro é a estabilidade desses servidores incompetentes e
corruptos. O policial quando chega ao cidadão (a) sem um mandato judicial, sem
que esse seja suspeito de alguma coisa (mesmo que o termo “suspeito” é
suspeitíssimo) e sem flagrante de delito, humilha, bate, joga ele dentro da
viatura e prende sem comunicar à família ou a um juiz. Na verdade eles estão
cometendo uma série de crimes: abuso de poder, agressão, seqüestro e cárcere
ilegal entre outros. São bandidos covardes e tem que ser processado, pagar
indenização por danos diversos e demitidos. Um cara desse não pode ser servidor
público, nem na China.”
Revista – “Margarida, você não prometeu muito para o cargo que postulou?”
Margarida – “Não. Aliás, eu só prometi lutar pelo que eu acho certo e pelos
direitos do povo. No atual sistema político, o vereador tem que ser tudo, mas o
apropriado seria que o sistema político de Currópo permitisse a eleição do
Delegado de Polícia e do Procurador que vigiaria o respeito às leis. Ai, eu me
candidataria à Promotoria, mesmo tendo de estudar mais seis anos, e prenderia
muita gente, diminuiria a violência pública e a corrupção. Hoje a segurança
pública está ligada diretamente ao Estado e ninguém é responsável por ela. Mas, quem sabe não
mudemos a Constituição Federal para devolver esses PMS aos quartéis e para
entregar a segurança pública aos municípios, deixando-a nas mãos de um Promotor
e de um Delegado (Xerife), ambos eleitos diretamente pelo povo e demitido
sempre que não cumprir o dever de diminuir a violência pública?
Segunda etapa da entrevista:
No restaurante,
Margarida aparece linda, como uma verdadeira princesa dos contos de fadas, nos
braços do cabeleireiro amigo e da Amiga mãe, conversa com muitos presentes,
incluindo com o dono do restaurante para o qual também trabalha promovendo
eventos. E é fotografada com várias pessoas de nomes, como se fosse uma
verdadeira‘socialite’
Curropana.
Revista: “Estamos curiosos para saber como fará, como uma simples vereadora,
para conter a violência, acabar com a corrupção política e institucional e
desenvolver o seu município, se nem mesmo a ditadura militar, governadores e
presidentes da república conseguiram. Pode nos adiantar alguma coisa desse seu
projeto milagroso?”
Margarida – “Não tem nada de milagroso. Os militares conseguiram conter
a violência. Não conseguiu o desenvolvimento porque esbarraram na corrupção,
mas mesmo assim, quase todas as obras que nos orgulhamos foram feita pelos
militares (hidrelétrica de Itaipu, de Tucuruí...
Ponte Rio Niterói, Aeroportos, Rodovias e rodoviárias... Ferrovias...
Metrôs...). Depois da anistia tudo que foi construído são monumentos imbecís, projetado por um fabricador de monumentos
‘comunista’. Tudo batizado pela corrupção. Os presidentes civis e governadores
não quiseram nada, parecem que foram eleitos para representar quadrilhas de
bandidos no topo do poder de Currópo e de seus estados e municípios. Danaram
Currópo.
Eu não tenho projeto. Não existe caminho diferente que não o
trabalho normal e honesto combatendo a desonestidade sem medo. Claro, que eu
sei que precisarei de apoio. Ninguém é coisa alguma só. O povo não pode me
ajudar mais do que já fez me elegendo. E eu nunca vou jogá-los contra as balas
das armas de fogos das autoridades corruptas e autoritárias como fazem essa
‘esquerda’ bandida, que usa a população miserável (que eles sabem bem
preservar), como escudo às balas e aos porretes dos policiais que combate as
invasões sacanas de patrimônio públicos e privados, para recolherem os frutos
dos saques pelo Currópo afora através de ONGs como o MST, MLST, MTST... Que
arrastam pobres, andando a pé e descalço enquanto os líderes voam em aviões e
helicópteros emprestados por empresários e fazendeiros, recolhendo os saques e
tomando até os cartões de benefícios do povo arrastado, alegando “comprar
comida” quando sabemos que fazendeiros chantageados e políticos aliados
oferecem as despesas. Usam miseráveis esses, que são obrigados a deixarem suas
terras no sertão para trás, para que os grileiros do próprio MST pegar e
entregar para os ‘Valérios’ da vida usarem para conseguir financiamentos bancários para grupos
de políticos aliados, alimentando ‘mensalhões’. Isso
é o Currópo atualmente.
Eu, antes de bolar qualquer plano, vou visitar alguma autoridades
que penso ser honesta ou que querem ser honesta. Vou visitar a OAC e tentar
falar em sua reunião mensal em busca de apoio; vou falar com o governador do
estado; falarei com alguns comandantes de batalhões da PM e com alguns
delegados em busca de ajuda para ver quem aceita ser transferido para o meu
município para formarmos uma força tarefa do bem e entregar pronto um exemplo
para todo o povo de Currópo. Vou também procurar alguns professores
universitários para armar um projeto de combate à corrupção no Município. Vou
dar oportunidade à Currópo de testar uma ação contra corrupção para deixar
escrito pro mundo. Comigo o bicho vai pegar!!! Pode
acreditar!”
Revista – “Você afirma acreditar que todos os políticos são bandidos ou
incompetentes. Como conseguirá o apoio e até a contribuição do governador para
ter a transferência de autoridades competente ou combatentes da corrupção para
por na Delegacia e no Batalhão da Polícia Militar do seu município se não é nem
mesmo a prefeita? Não é uma utopia?”
Margarida – “Hahahahahaha!!!
A vida é assim mesmo, cara jornalista. Algumas vezes temos que ter jogo
de cintura. Eu quando era criança, até para comer eu tinha que dar meus pulos
sem me misturar ou me vender. Quantas vezes eu fui obrigado a dançar para
pedófilos deixando aparecer a minha calcinha para ter algumas coisas? Mas nunca
deixei que me encostasse a mão. Hoje eu tenho tudo. Sou rica de vida, de saúde,
de dinheiro, de coragem, de personalidade, de conhecimento e até de votos, pois
o povo me deu mais de cem e trinta mil votos no meu município... E depois dessa
entrevista e do início de minha atuação política eu posso ter o apoio popular
de toda a população do meu estado. Duvido que ele ousará me colocar como sua
adversária! Eu irei me colocar como uma aliada. Ele escolhe! Eu já fiz a minha
escolha. E eu tenho certeza que muitos políticos, juízes e policiais honestos
estão escondidos (com medo), camuflados entre a marginalidade política e
institucional, doidinhos para terem oportunidade para entrar no combate em
defesa da própria dignidade.”
Revista - “Mas se não te ajudarem. Não pode
acontecer?”
Margarida – “Não! Não Pode. Vão me ajudar, sim. E eu fui vendedora,
esqueceu? Por outro lado, muitas autoridades estão querendo trabalhar e
recuperar a dignidade perdida para a corrupção que se alastrou em todos os
setores de governo e o respeito da população. É uma oportunidade de mostrar que
podem combater a corrupção nos governos e nas instituições e a marginalidade
nas ruas. Claro, que eu nunca pretendi combater os traficantes nas bocas de
fumo diretamente, pois tenho certeza que foi a corrupção que gerou essa danação
Revista – “Pela tradição quem tem mais votos assume a presidência da Câmara
Municipal. O que fará como presidente da casa?”
Margarida – “Eu ainda não pensei nisso, falta muito tempo para eu
assumir e eu ainda tenho muito que estudar e conversar por ai, mas, não
gostaria de assumir a responsabilidade de está gerenciando casa de políticos.
Ainda não estou preparada para ser mãe, muito menos de barbados. E quero está
no meio do povo. Esse sim! Eu sei que precisa de mim, mas eu ainda vou escutar
muita gente, inclusive, os vereadores que foram eleitos com os meus votos... Se
eu pudesse assumir e contratar um gestor de Câmara Municipal seria mais fácil
decidir. Contrataria um entendido e sairia
Como pode perceber, Cara Jornalista, eu
não tenho a ambição de ser presidente da casa. Não sou como um senador bandido
daquele país chamado Brasil. que traiu a mulher, arrumou fazendas, fez mágicas
para aparecer gados e vendê-los pelo dobro do preço... E continuou agarrado ao
poder para manipular os demais bandidos daquele Senado. Não preciso de
presidência para lutar pela população que me elegeu.
Revista – “Para encerrar, vereadora: Sabemos que você trabalha desde criança e
que conseguiu uma vida até folgada ainda na adolescência com o apoio da amiga,
o que você espera das crianças de seu município?”
Margarida – “Espero muito, como sempre. Espero que elas exijam dos pais
e ou responsáveis a sua matricula nas escolas públicas perto de sua casa. Se
não houver vagas, espero que venha ao meu gabinete para que possamos garantir
esse direito de estudar próximo à sua casa. Depois de iniciar as aulas, espero
que elas se unam
“Dos pré-adolescentes e adolescentes eu espero muito mais: Que, além disso tudo, ainda pense no sexo como algo sério e que
pode modificar a sua vida e a vida de outros inocentes. Não precisa continuar
virgem como eu se não tem vontade, mas não precisa ir pela cabeça dos outros e
sair satisfazendo outros (‘dando’ ou ‘comendo’) sem sentir nada (ter o prazer
de direito), mas se gosta e quer, pense que precisa ser prevenir com pílulas
prescrita por um médico de verdade (que deve ter no posto de saúde para atender
aos adolescentes e onde vocês devem ir algumas vezes ao mês), com camisinhas
(com cuidado também, porque a maioria das maternidade precoces tem acontecido
porque essas furam – se furar procurem o médico que ele pode prescrever a
pílula do dia seguinte – Não tenham vergonha e pense num meio de processar o
fabricante da tal camisinha furona); se você, garota,
for estuprada, vá à delegacia e registre a ocorrência sob sigilo de lei e vá ao
médico e exija a prescrição do medicamento até no dia seguinte. Se não
quiser denunciar o agressor por N motivos, mesmo assim vá ao médico e exija a
prescrição da pílula... Se não for atendida, venha ao meu gabinete que
correremos atrás de seus direitos de maneira sigilosa.”.
Trabalho infantil sem uma capacitação digna é tortura. É
escravidão. Exija essa preparação desde o ensino de base. Cada um tem um dom e
não custa nada aproveita esse dom que trazemos conosco para o nosso
desenvolvimento desde cedo para quando chegar a hora estarmos capacitados e
firmem no que queremos.
Boa sorte a todos!!!”
Com o fim da entrevista ela passa a conversar com os amigos e
até com a jornalista e seus fotógrafos. Diz: “que na verdade, ela queria
esquecer tudo por uns dois dias e não sabe como. Que precisa se desligar de
tudo para depois pensar melhor e entrar no trabalho de forma completa e
descansada psicologicamente”. Recebe uma série de sugestões e até convite para
sair do estado e até do país, mas ela volta a dizer: “que não é nada disso que
precisa. Que viajando só vai ficar comparando as políticas e sociedade e
aumentará o estresse”. Aí o cabeleireiro interrompe e confessa: “que quando ele
está assim, querendo se isolar do estresse do cotidiano, ele entra na internet
com um pseudônimo qualquer e brinca com os outros e até paquera e namora
virtualmente”. Diz: “que se sente outro e acaba esquecendo-se de quem é
realmente”
Margarida pega um taxi, já que veio trazida pela a amiga, e vai
pra casa em Empadresópolis, chegando após uma hora da madrugada. Tira a roupa,
toma um banho, veste uma camisola sem nada por baixo e resolve sentar no
computador e tentar fazer o que o amigo sugeriu. Pensa num nome para o seu
personagem e abre um e-mail para brincar com o nome de “bouvardia_estrelícia”,
nome de duas flores e começa a procurar sala de bate papos.
Numa sala ela encontra um tal Charles
Pinheiro que a chama de burra e o bate-papo se transforma em uma disputa de
palavras de baixo calão, até que ele pergunta – “Você é gente, Bouvardia?”
- “E você é, Idiota Pinheiro?”
- “Sério... Você tem MSN ou algum outro programa no qual
possamos conversar em particular para que você me peça desculpas por ser tão
ignorante para comigo?”
- “Claro que tenho. Mas não quero conversar de maneira
particular com um idiota profissional!”
- “Serio, minha linda Bouvardia. Eu
gostei de você e sei que você não é burra, não. Conhece uma série de palavrões
de invejar qualquer guri... E, em particular, podemos nos apresentar e até quem
sabe nos entendermos... Hein? Diz: SIIIIIM. Vai?”
- “Ta... O meu e-mail é bouvardia_estrelicia@hotmail.com...
Mas se começar de historinhas eu te excluo.
- “Ok... Vou te adicionar aqui... Me aceite ai...”
Ela o aceita, ele é adicionado
- “Velha é sua vovozinha! Você está olhando para um homem de
verdade nos seus 38 anos de vida, bem vivida e ainda solteirão, teclando da
Argentina, quer que eu leve a webcam até a janela? Não minto... Agora abra a
seu webcam, também!!! Quero te ver. Vai vê é um homem
ou uma vovó teclando se passando por uma mulher nova, de 22 anos... Manda o
convite!”
Ela havia dito que tinha 22 anos, quando não fez nem 19 e
escondeu tudo. Agora fica pensativa um pouco e responde – “Está bem. Espere
ai.” – Se arruma porque a camisola estava aberta, mostrando os seios, veste um
short e manda o convite para assisti-la no webcam.
Quando a webcam abre pra ele, é agora ele que exclama – “Poxa,
garota, você é uma menininha!!! E eu não posso ficar
te olhando pra não ser processado como pedófilo!!!”
- “Ok. Eu desligo”
- “Não... Deixa ai como castigo para eu nunca pedi pra uma
donzela abrir a webcam!”
- “Gracinha!!! Começa não, senão eu
desligo! O que você faz na vida?”
- “Se eu responder, eu vou querer saber de você também... E pelo
jeito vive as custa do papai”
- É ruim, hein. Vivo as minhas custa. Sou solteira e estou
morando sozinha por uns tempos.
- “Está bem... Vou contar sobre a minha vida... Se quiser fale
da sua, se não quiser, espere um tempo. Eu sou solteiro porque não precisei me
casar, sempre tive muitas mulheres e dificuldade para escolher uma porque
estava sempre viajando. Eu trabalho desde os dezenove anos no mercado
financeiro; depois fui para a área internacional e não dava para eu manter
compromisso com família e optei pelo meu trabalho. Moro no litoral do nordeste
de Currópo... Penedo, em Alagoas, já ouviu falar?”
- “Já. Dizem que é linda”
- “É... É linda mesmo! E Eu estou montando uma casa de show, bar
e restaurante lá. Por isso estou aqui
- “Não vou mentir, por isso não direi quase nada de minha vida.
Vocês homens não são de confiança. Ainda mais homens velhos que nunca se casaram...
Esqueceu que sou uma garotinha?... Posso dizer que sou empresária e que
trabalho muito, portanto, sem tempo para ficar de bate-boca no internet...
Posso contar que é a primeira vez que entro numa sala de bate-papo. Hoje que
fiz o meu MSN... Um amigo que me sugeriu para acabar com o estresse”.
- “Que coisa, né? Conheço uma gata
linda. Novinha, ainda de fraldas, mas uma gatinha. E não posso saber nada dela.
Espero que possamos conversar mais outros dias...”
- “Poxa, Charles!!! Já são 04:20... As
horas passaram muito rápido!!!”
- “O que tem? Vai trabalhar hoje? Eu não. Vou dormir até ao
meio-dia... E depois de amanhã eu volto pro meu lugar...”
- “Eu também estou de licença. Deixei tudo com uma amiga que é
quase a minha mãe. E muito competente e honesta”.
- “Posso te ver mais?”
- “Ver o que? Não está vendo?”
- “Ver o seu corpo, ora! Você viu o meu e deve está se
deliciando com a visão!”
´- ”Gracinha!!!”
- “Deixa, vai... Eu faço um strip-teaser pra você.
Especialmente, se deixar eu te ver mais um pouco”
- “Não! Pensando que sou o que?”
- “Eu não estou pedindo pra te ver nua, minha menina. Quero te
ver
- “Ta... Espera ai” – Ela se afasta do monitor e deixa lhe ver
inteira... Faz um monte de caretas... Chega perto do computador e desliga a
webcam dizendo – “Vamos dormir! Até amanhã!!! – E
desligar o PC rindo muito, esquecida dos problemas e imaginando como é de
verdade aquele cara cheio de artimanhas... Tem 20 anos a mais que ela. Deita
quando já amanhece e dorme logo.
*
*
*
*
*
Quando a Margarida acorda já passa do meio dia e encontra a sua
amiga cuidando de sua casa, na cozinha preparando o almoço. A amiga diz que
telefonou abeca e como ninguém a atendeu ela veio correndo. Que já chegou a um
tempão. Que já tinha ido à rua comprar mantimentos. E que não quis
acordá-la porque essa é a segunda vez que Margarida desperta depois da 7 horas
e que merece acordar assim uns dias antes de começar tudo de novo. Margarida
agradece abraça a amiga e entra no banheiro - a casa não tem suíte – do
banheiro grita – “Márcia, eu preciso modificar toda esta casa: diminuir a cozinha,
unindo-a a sala, separada somente por um belo balcão; aumentar a área de
serviço, a sala, a varanda e a garagem; fazer do meu quarto uma suíte e
construir uma suíte pra você. Pra você deixar o apartamento do Flamengo
servindo exclusivamente como abatedouro”
- “Abatedouro?”
- “É...” – Margarida fala entre gargalhada jovial e segue
- “Pra você ‘abater’ os seus ‘gadinhos’
- “Sou assim não, Margarida. Eu não vivo atrás de homens. Acho
que estou até ficando brocha como aqueles velhos na qual eu cuidei e que quero
esquecer, ta?”
- “Mas... E o arquiteto?”
- “Esta lá, ainda na etapa de paquera. Trata-me como uma
princesa...” – abre uma risada e continua - “Quero ver depois que me
possuir... Já me conquistou mesmo. Eu que ainda não confessei, mas estou
doidinha para levá-lo para o 'abatedouro'... ” – Cai
na risada também, por repetir ‘abatedouro’ no lugar de apartamento.
Márcia muda a conversa dizendo que ligou várias vezes porque
conversou com o presidente da OAC do Estado para tentar agendar o convite à
Vereadora Margarida para falar com os advogados da instituição
- “O Presidente da OAC me paquerou amiga. Queria marcar um
jantar comigo. É mole?”
- “Você foi se oferecer para ele para tentar agendar a minha
reunião? Não devia...”
- “Não! Não fui a ele. Ele que veio a mim querendo contratar
nossos serviços para um congresso no Espírito Santos. E eu aproveitei e
conversamos bastante...”
- “Cuidado com essas conversas, Márcia!!!”
- “Nada comprometedor, Margarida. Ele
disse que pode aproveitar a próxima assembléia para te convidar. Eu sugerir
melhorar a decoração na sua visita e ele disse que, como sempre, a OAC vai
pagar pelos nossos serviços, só que, se nós quisermos algo especial no
evento quem bancará o excesso seremos nós. E eu quero algo especial, Margarida.
Você não vai falar num evento tão masculino como tem sido na OAC, sem nem
algumas margaridas no ambiente.”
- “Márcia, minha amiguinha... Entenda que NOSSA EMPRESA NÃO PODE
FICAR GASTANDO NOS EVENTOS POLÍTICOS QUE EU PARTICIPAR. Não é legal nem
moral...”
- “Está legal. Não faço mais, me desculpe. Na próxima vez eu
falo com você antes.”
- "Dessa vez eu vou deixar você fazer, já que conseguiu a
reunião que eu quero, mas não gastará mais nada da empresa em minhas ações
políticas. Entendeu?"
- “Ok...”
- “E outra coisa: Mande-me os recibos que eu pagarei. Não quero
que a empresa pague.”
- “Eu não posso pagar?”
- “Você até pode. Nunca a empresa. Mas você ou mesmo eu
não podemos gastar na política o que conquistamos com tanto trabalho. Tire
como exemplo a história de nosso saudoso Barão de Mauá (Irineu
Evangelista de Sousa): Ele entrou na vida política como um cidadão rico, em 1855
aproximadamente, e renunciou o mandato em 1873, quase falido e morreu pobre”
- “Têm tantos que entram pobres e saem ricos”
- “É... Mas são bandidos. Entram para lesar o patrimônio público
e o povo, enganando, como fazem esses ‘Novos Senhores’ de Currópo que estão no
poder atualmente. Eles nunca foram patriotas. Sempre exploraram os
trabalhadores, primeiro nas associações, depois nos sindicatos, nos partidos,
em estatais e em ONGs, e agora explora todo o povo nos governos! SÃO BANDIDOS
MESMO!”
- “E o povo não enxerga...”
Durante o dia Margarida liga o computador e deixa seu MSN online
e toda hora olha esperançosa do tal de Charles aparecer. À tardinha ela veste
uma camiseta, uma calça de física, calça um par de tenis e sai para correr
pela cidade, cumprimentando todas as pessoas que passa pelas ruas da cidade,
evitando o centro vai até o bairro de Éden, distante uns cinco quilômetros e
volta. Gasta mais uma de hora no percurso e reclama consigo mesmo - “Será que
eu passaria num teste de aptidão física com esse tempo?” – ela a mesmo responde
- “Acho que não. Parece que o tempo mínimmmo é 12 minutos para
– “Eu não tenho trena... fita métrica grande para medir, senão
eu marcaria mesmo. Não precisa de autorização da prefeitura?”
- “Deveria, não é? Mas se formos esperar a prefeitura ou sua
autorização, nunca teremos a medição. E pra correr sem ela é ruim. Não sabemos
quanto corremos. É bom sabermos para controlar o nosso tempo e testar a nossa
resistência”.
- “Eu não tenho um fita grande, senão eu marcaria para você e
cobraria somente a tinta e o dinheiro de dois ajudantes que me acompanharão...”
- “A trena eu te dou. Ligue-me amanhã que poderemos ir comprar o
que for precisar: trena, tintas e pinceis... e te entrego o dinheiro para pagar
os ajudantes... Mas eu quero uma marca de 100 em
- “Combinado. Dê-me o seu telefone que amanhã eu te ligo”
Margarida atravessa a rua, entra em casa e segue correndo para o
computador já tirando a roupa para o banho. Percebe que o Charles está online e
que ele já escreveu um monte de coisas. Sorrir e sente o coração bater forte.
- “Oiiiii!” – Tecla no computador –
“Eu estava correndo. Tenho que manter minha forma e beldade”.
- “Hummmmm!!!
E precisa me deixar esperando, amor mirim?”
- “Estou bem grandinha para ser considerado um amor mirim...
Agora vou tomar banho. Espere um pouquinho ai”
- “Ligue a webcam, quero ver você fugir pro banho”
- “Pode não. Estou nua... Hahahahahahaha!!! Fica ai imaginando”
- “Faz isso, não! Liga ai. Prometo que amanhã eu corro aqui
- “Ta... Se eu fosse ai também não perderia meu tempo correndo a
não ser para percorrer tudo em poucos dias... Mas pra que quer me ver? Você já
me viu.”
Ele liga a Webcam dele com som e quando abre pra ela, ele está
ajoelhado, implorando - “abre ai, por Deus, minha deusa carrancuda!!!” – Fala no microfone com voz grave.
Ela rir, se enrola na toalha e lhe manda o convite para assisti-la
pelo webcam com som e ele levanta da posição de louvação agradecendo –
“Obrigado, Minha Deusa!!! Eu já te amo de montão e
fiquei o dia todo esperando esse momento enquanto conversava com um monte de
caras chatos. E por onde eu ia, só pensava
Ela rindo muito dele que aparece peladão – “Você é muito abusado e
gosta de ser mostrar...” – Percebe o ‘membro’ dele duro, cai na gargalhada e
diz – “Vixxi, que coisa feia!!!”
– Fala fingindo que tapa os olhos.
- “Ta... Doeu em mim e na vaidade dele” - fala segurando o membro
– “Ele se acha lindo... Você é a primeira que o chama de feio. Poxa!!! Deixa cair a toalha ai.”
- “Não! Imagina ai. Pelo seu jeito você tem muita imaginação” –
Fala andando pelo quarto e deitando na cama enrolada na toalha e com os cabelos
soltos, fazendo várias posições que espera serem cômicas, mas que acaba sendo sensualíssima.
- “Pára, Margarida, tira a toalha um pouquinho. Deixa eu te ver
direito!!!”
- “Para você ficar pior? Olha o seu estado?”
- “Vai! Tira! Deixa de ser ruim, mulher! Complexada!... Poxa!...
Ok... Pode me excluir... Vou dormir triste.”
-“Deixa de ser invocadinho! Mas, você
fica lindo assim. Espere ai... Vou abrir um minutinho só... Aproveite bem,
porque vou contar até dez e me enrolar de novo” – E assim ela faz. Deixa a
toalha cair e o que ele ver é beleza pura. Quase tudo perfeito e novinho em
folha.
Margarida tem aproximadamente
- “Virgem Maria!!! Você é linda, amor!!!
Mas tem a aparência de tão novinha...” – Pára, fixa o olhar admirado. Até
perdeu o tezão sexual que é substituído, quase por
encanto, por um profundo sentimento de amor, de carinho... Quase paterno –
“Linda!!! Você é mais linda que um campo de
margaridas, Margarida! Só em uma coisa que estraga esse lindo visual...”
- “Pode parar!” - Ela diz se cobrindo – “Pode parar mesmo!!! Não tem nada estragado aqui!!! Estragada deve está a sua
mãezinha!!!”
- “Calma, meu amor!!! O que tem de errado
eu conserto depois. Mas você pode ir acertando. Está com a xotinha muito mal
tratada. Toda cabeluda, poxa! Eu detesto ver uma xotinha abandonada!!!”
- “Abandonada esta a senhora sua mãe!” – Fala olhando pra baixo,
e, esquecendo que ele ver, passa a mão sobre os pentelhos de sua xotinha... –
“Não tem nada abandonada aqui... Se começar assim eu desligo essa droga e não
falo mais com você!”
- “Calma, Margarida!!! Eu não falo por
falar nem para denegrir a Tininha!”
- “Tininha?”
- “É... A sua xotinha agora é “Tininha”. Eu a batizo em nome do
futuro proprietário: EU! A partir de hoje ela é minha e ninguém tasca. E você
vai ter de cuidá-la da minha maneira e sobre a minha orientação!”
- “Vai à merda!!! Vou tomar o meu
banho. Tu é louco!” – Sai do quarto, bate a porta atrás de si, sumindo da visão
do Charles. Mas não desliga o computador nem suspende o envio do webcam.
Charles observa esse detalhe e exclama – “Ainda bem, meu amor...
Eu não quero te perder.”
Margarida não sabe por que está com tanta raiva daquele
personagem virtual. Entra no banheiro jogando a toalha no cabide, entra embaixo
da ducha de água fria e começa a pensar – “Que cara maluco!!!
Colocou nome até em minha buceta!!! Que louco! E ainda diz que ela é feia” –
passa a mão na xotinha, percebe que tem cabelos demais e no fundo lhe dar razão
– “É Tininha, você está cabeluda!!! – Chama sua xotinha de Tininha e cai na
risada, procurando o sabonete. Fecha os olhos passando sabão no rosto e lhe vem
a sua mente aquele corpo musculoso, com um pintão
duro, sem barriga e com a barba mal feito encostando em seu corpo e lhe
beijando. – “Que doideira!!! Nem sei quem é esse cara...”
– sacode a cabeça, mas não consegue
tirá-lo de sua mente – “Ih!!!” – Volta a visão
pra sua xaninha que está lubrificada, passa a mão nos
pentelhos e o imagina depilando-lhe, tratando-a com carinho – “Estou ficando
louca, Tininha!!!”
Margarida entra no quarto se enxugando sem perceber que a webcam
está ligada. Passa a toalha entre as pernas, na bunda, nas costas, enrola a
toalha nos cabelos e só ai percebe que a Webcam está ligada. Olha para o
monitor e o ver vidrado nela. Ela se senta na cama fechando as pernas enquanto
tira rápido a tolha da cabeça, enrola-a em corpo, vai ao computador e desliga o
envio de webcam, furiosa. E ele de lá reclama falando no microfone, mas percebe
que ela desligou o som e escreve – “É isso que quer? Ok. Fica ai com seus
complexos!” – E desliga o MSN, cortando o contato com a Margarida.
Passa dois dias e ele não aparece nem fica online no MSN. Fica
triste, nervosa... Não sabe o que fazer. Sente saudades de sua estupidez e na
segunda noite chora se sentindo vazia.
No dia seguinte ao seu choro pela falta do tal Charles,
sai uma nota nos jornais dizendo “que a OAC (Ordem dos Advogados de Currópo) vai convidar a
vereadora, recém eleita de Empadresópolis, para falar de seus projetos”. Que a
OAC quer saber o que tem de realidade em suas propostas ou se trata somente de
mais uma propaganda política sem tino. Informa que a reunião será no auditório
da Universidade Federal do Estado Catetes dos Bandeirantes.
Um dia antes da realização da assembléia convocada pela OAC, a
Margarida chega a sua casa triste e encontra um e-mal
do Charles.
No e-mail ele diz assim:
Título: “O meu orgulho se foi. Falta ir a minha vida”.
Margarida, depois daquele dia que você me expulsou de sua vida com
uma simples teclada, minha vida escureceu e hoje já estou em casa, em Penedo,
tentando levar a vida adiante sem saber por onde começar. A única certeza que
tenho agora é que colocarei o nome “MARGARIDA” em meu mercado de
entretenimento. Também já não sei como ficará, pois tudo de bom em mim se foi
quando você teclou ai dando fim ao nosso contato. Buenos Aires escureceu, o ar
ficou mais frio, as ruas ficaram vazias, os sons se transformaram em ruídos
esquisitos, as mulheres em coisas sujas e até os empresários, que gentilmente
ma atenderam, começaram a falar distante. Tive que voltar pra casa para me
tratar. Mas aqui não consigo fazer nada que não seja sonhar com você correndo
comigo por essas praias, fazendo bagunça. Não tenho mais olho para mulheres.
Até com o meu tesão você acabou.
EU TE AMO, MULHER. TE AMO MUITO E PRECISO
DE VOCÊ! Faça alguma coisa para que esse feitiço se vá antes que acabe comigo,
Por favor!
Eu não mentir pra você. Sou aquilo mesmo que você viu. Trabalhei
no mercado financeiro a vida toda e andei por vários países: Comecei
trabalhando num banco no Estado do Pará, depois fui enviado para Argentina,
França, Inglaterra, Alemanha. Estados Unidos. E larguei tudo para voltar e
investir num negócio aqui,
Quero-te muito, mas ficarei agradecido se você tirar esse feitiço
que me jogou quando teclou o fim.
Se não quiser perder tempo teclando, ligue pra mim pelos números
que deixarei no pé da página. Pode ligar a cobrar mesmo. E se for para dizer
que me ama, pode até contratar um taxi aéreo ai que eu pago aqui todas as
despesa, mas não me deixe morrer assim, definhando dia a dia. Ama-me ou me
deixe, mas sem feitiço, livre para continuar vivendo.
MARGARIIIIIIDA!!! POR FAVOR!”
O coração de Margarida dispara e ela se enche de alegria. Levanta
da cadeira e fica pulando por todo o quarto como um a doida, gritando um monte
de sons. Para ofegante e volta num pulo para a cadeira e clica em responder,
escrevendo a seguir:
“OBAAAA!!!!
Também estou louca de saudades de suas maluquices! Entre online
urgente do seu jeito que eu lhe tiro o feitiço e te mando um mundo cheio de
amor. Muito amor para te curar, meu velhote maluquinho!!!
Eu talvez esteja pior que você porque não tenho amigos na
internet. Eu só tinha você.”
E Clica em ‘enviar’.
Pega no telefone, mas resolve mandar somente um torpedo: “SE ME
AMA DE VERDADE, ENTRE NO MSN AGORA E PROVE! QUE EU RETIRO O FEITIÇO”
* * *
O Charles está na obra de sua casa de show, restaurante e hotel
conversando com os profissionais, quando o seu celular toca. Ele atende sem
vontade, enquanto olha os desenhos da obra espalhados na mesa. Quando ler a
mensagem, o seu coração dispara e ele sai pela porta da construção sem dizer
nada, deixando todos sem entender. Roda um pouco andando de um lado para o
outro, relendo a mensagem sem parar, volta correndo como um maluco para dentro
da obra e se dirige ao engenheiro, ao arquiteto e ao decorador, dizendo: “Pode
dispensar todo mundo por hoje. E amanhã eu só quero vocês três aqui. Nada de
operário! Dê o dia de folga para eles. E remunerado.” – Vai saindo, mas volta e
completa – “Deixa tudo como está! A minha musa chegou e vai me trazer
inspiração”.- E sai deixando todos sem entender
nada.
Margarida aumenta e som do computador, para escutar de onde
estiver na casa, tirando a roupa, veste um camisão e vai até a cozinha, prepara
um prato de comida, coloca no forno de microondas e entra no banheiro para
tomar banho. Quando está saindo do banho, escuta o som do computador e sai
correndo sem se enxugar arrastado a toalha consigo e
ver a mensagem do Charles – “Oi, boa tarde, meu amor!!! – E ela responde rápido
– “Boa tarde!!! Que saudades! Faz mais isso comigo, não!”
Ele manda o convite para seu webcam, pedido para ela mandar o
dela. Ela aceita o convite dele e, de pronto, atende seu pedido sem nem
perceber que está nua.
Quando as imagens se abrem. Ela ver ele de roupa, suado. Ele a
ver nua com uma toalha nas costas olhando-o fixamente, com um sorriso lindo
aberto no rosto. E sem se conter, exclama – “Você está muito oferecida hoje, o
que houver?
Só ai ela percebe que está nua e puxa a toalha para se cobrir
quando ele, antes dela dizer alguma coisa, volta a reclamar – Poxa!!! Se cobre não... Fica assim mesmo, eu já vi mesmo. E nós
não podemos ter vergonha um do outro. Quer que eu tire a minha roupa também?” - Fala já retirando a camisa – “Também vou para o banho. Eu estava na obra quando recebi o seu torpedo”.
- “Começa não, meu velhote! Eu estava no banheiro tomando banho
quando você entrou e eu vim correndo para te atender, porque você é muito invocadinho e podia fugir de novo... nem me enxuguei...” –
Fala se enxugando, agora sem presa de se cobrir. Fica em pé e passa a toalha na
Tininha – E ele comenta já nu e de membro duro – “Nem ligou para a minha
reclamação e a Tininha continua com todo esse pêlo ai...”
- “Cale a boca, velhote... Você também esta cabeludo no
Robson... Assim se parece com uma vassoura de bruxa depois de muito usada!” – E
cai na gargalhada – “A Tininha está muito mais bonita que o Robson”
- “Robson?” – Ele fala olhando e levantando o membro – “O nome
dele é...”
- “É Robson! É Robson mesmo! Quando você batizou a minha
princesinha me deu o direito de eu batizar o seu escovão... Nem adianta
reclamar” – Corta ela.
- “Esta legal! Ele pode ser Robson, mas não é escovão nem feio.
Olhe ele direito” - ele fica posicionando seu membro duro de todos os ângulos à
frente da câmara para ela olhar.
Ela não sabe o que pensar nem o que dizer. Só percebe que gosta
do jeito daquele homem que lhe passa confiança e medo. E que sente uma espécie
e arrepio por todo o corpo indo desaguar na Tininha, deixando-a molhadinha por
dentro.
- “Margarida, vou tomar banho, mas não foge nem vista roupa.
Fique assim que quando eu voltar do banho, nós vamos depilá-la, a deixando sem
essa mata ai.” – Ele fala e vai se encaminhando para o banheiro que na casa
dele é no próprio quarto... E ela fica sem saber o que dizer e tecla um monte
de interrogação - ?????????????????
Quando ele some na porta do banheiro, ela fica tremula com seu
corpo todo esquisito e delirante. Afasta-se do computador até a cama e fica sem
sabe se veste alguma coisa. Não esperava que ele fosse pedir para ela se
depilar ali na frente dele e com tanta autoridade. Trêmula com a Tininha
soltando água ela resolve se enrolar na toalha e fica tentando pensar. Esquece
que tava com fome, esperando ali quieta ele sair do banho – “O que vai fazer?”
- Não quer contradizê-lo e sente um
Margarida pega o prato, o suco e volta pro quarto; senta na cama
em posição de lótus e começa a comer enquanto vigia o monitor a espera do
Charles que foi tomar banho. Sente o corpo tremulo numa mistura de sensação
nunca experimentado antes. Sente uma falta danada daquele sujeito e fica se
sentindo impotente diante dessa nova situação. Com ele ela não consegue se impor e já está disposta a ceder tudo que o seu paquera
virtual exige de uma forma diferente. Ele aparece no vídeo saindo do banheiro e
ela chega perto do monitor para assistir melhor. Ele sai nu, ainda de membro
duro, se enxugando; olha para a câmara e sorrir bonito, fazendo gracinha com a
toalha, bailando na frente da câmara... Manda-lhe beijos e mais beijos e ela
rir alegre.
Ele chega perto com o membro ereto perto do webcam e pede – “Margaria, o seu Robson quer um beijinho... Dá um beijo nele!!!”
Ela rindo, beija o monitor onde está vendo aquele pinto enorme e
duro e diz – “Ele está muito pidão”
- “O que você está fazendo?”
- “Jantando. Estou cheia de fome. Mas já estou acabando. Você
demorou no banho. O que tem lá dentro pra te prender tanto?”
- “Tomando banho e fazendo a barba. Gostou?”
- “Não. Preferia do jeito que estava com a barba mal feita” –
sorrir gostoso.
- “Eu prefiro você com a barba feita. Como é, vamos arrancar os
pêlos da Tininha?”
- “Ta... Mas não sei, tenho medo de me cortar...”
- “Vai me dizer que nunca cortou? Que nenhum namorado tentou
cortar? Não demora e vai me dizer que é virgem
também.”
- “Eu sou virgem. E gosto de ser assim.”
- “Brinca não, Margarida!!! Não
começa!!!”
- “Não estou começando nada. Você que está tentando me rebaixa
por que nunca me entreguei ao sexo, como sua mãezinha deve ter feito ainda
adolescente!!!”
- “Eu não estou tentando te rebaixar nada. Se for verdade você
sobe ainda mais no meu conceito e meu amor por você aumentará a um ponto jamais
sentido”
- “Eu nunca encontrei ninguém que me interessasse ou que me
fizesse sentir desejo de amar... E trabalhei demais para pensar
- “Eleição? Eleição de que? Foi eleita a miss?”
Ela percebe que não falou nada de sua vida pra ele. Fica calada.
Sobe um medo pelo corpo. O coração fica apertado. E ela murmura – “Eleição
política. Fui eleita a vereadora agora, nas eleições passada...”
Charles se levanta da cadeira, vai até sua cama, deita, coloca a
mão na cabeça e fica um tempo pensando. Ela fica parada e calada
olhando-o pelo monitor com o coração apertado.
Ele senta na cama e ela observa que o membro está caído. Ele
levanta vem até o monitor e escreve – “Você devia ter me dito que era política.
Eu detesto vocês e não quero nada com essa raça”
- “Você não perguntou e eu não sou como eles. Eu também os
detesto. São todos ladrões!...”
- “Você é santinha? Se fosse teria me dito logo no início que
era política e eu teria sumido. Você disse que era empresária. E não tem porte
de política. Vai ver até a virgindade é mentira!!!”
- “Mentirosa é a sua família!!! Eu
também não conheço nada de você!”
Ele fecha a webcam e desliga o MSN e se vai, deixando-a
chorando.
Charles se sente enganado e cheio de raiva anda pela bela e
grande casa onde mora só, com os pais morando perto dali... Pensa em dar uma
esticada até a casa de seus pais, mas a raiva não deixa, assim volta para o
computador pronto para descobrir quem é ela e se vingar se der. Abre um site de
busca e escreve “Vereadora Margarida”, pensando – “Será que até o nome que me
deu é mentiroso?” Mas qdo clica em buscar aparece um
monte de atalhos – “A vereadora mais nova e mais votada em seu estado”, “A mister M da política”, “A Caçadora de corrupto”... E começa
a ler tudo e a admirá-la – “Será que ela é uma exceção”? – Ver as fotos e é ela
mesma. Não mentiu – “Parece acreditar em tudo que diz” – Pensa. E fica triste
de novo, agora achando que foi injusto com a mulher que conquistou o seu
coração e sua cabeça a ponto de enlouquecer de amor e ódio.
Abre o MSN e não a acha. Ela parece está off-line ou te excluiu.
Pega o telefone e liga para o número que no seu celular, de onde originou o
torpedo. Escuta uma voz feminina chorosa – “O que foi?” – Ela sabe que é ele
porque havia cadastrado o número dele no seu celular.
Ele fica mudo e gagueja quando fala – “Amor, me perdoe. Eu
pesquisei e agora sei que você não é como eles. Perdoe-me! Vamos conversar.”
- “Você me chama de mentirosa, poxa!!!
Pra mim esse é a pior ofensa que pode me fazer.”
- “Eu pensei que você tivesse me enganado. Detesto políticos.
Pra mim, são todos bandidos! Mas eu estou voltando atrás, me perdoe! E te amo
demais. Eu ia enlouquecer sem você.”
- “Eu também. Eu estava chorando. Está doendo demais. Nunca amei
ninguém”.
- “É verdade que você não se considera política e que nem vai
seguir carreira nesse ofício”
- “É verdade. Só quero oferecer um exemplo para o povo. Garanto!”
- “Há possibilidade de você largar tudo e vim morar comigo?”
- “Não agora. Eu já me comprometi com o povo e com amigos. E não
largo por nada, nem por você. Mesmo que o meu coração exploda! Não sou de
abandonar batalhas. Nunca desistir de nada e por nada. Não posso fazer isso
agora... Desculpe-me.”
- “Ok... Mas vai se candidatar outras vezes?”
- “Não. Só essa vez. Não quero me viciar em nada. É só mesmo um
exemplo que pretendo passar... E quero pegar alguns bandidos camuflados na política
e nos governos nos roubando. E não quero misturar a minha vida amorosa e
profissional com a política, por isso me licenciei de minha empresa deixando
com minha amiga e meus funcionários na tarefa de mantê-la ativa e em
desenvolvimento”
- “Margarida, como nós ficaremos? O que pretende da vida e de
mim?”
- “Nós eu não sei. Não depende de mim, sou carente de você.
Gosto de está com você e pensar que você é minha outra metade, alguém que eu
posso confiar e me entregar até fisicamente... Da vida eu quero tudo, inclusive
a paz num futuro próximo.”
- “Então quer que eu fique aqui sem você por todo o seu mandato
de vereadora?”
- “Não. Espero que fiquemos junto assim por um tempo. Você me
fazendo feliz, me ensinando e me deixando bobona em nossa intimidade por quatro
anos... Depois poderemos nos encontrar e viver a nossa vida e nosso amor...”
- “E o meu ciúmes, minha necessidade sexual e de você? Eu já
estou aqui doidinho para te possuir. Como agüentarei? Será um castigo...”
- “Se me amar de verdade, como eu acho que te amo. Agüentará
sim. E porque não experimentar? Você não quer ser o meu dono virtual? Eu quero
que você e o Robson sejam meus e quero mantê-los vigiados pela internet...
Deixa, vai?”
- “E você vai ser só minha pra tudo? Tentará me satisfazer daí?”
- “Não sei... vou tentar se você me ensinar. Eu te amo muito.
Doeu agora. Eu pensei que tinha te perdido e já não tinha vontade de nada.
Agora já estou ficando feliz... Basta você me prometer fidelidade, da mesma
forma que serei fiel a você, que eu pulo de alegria daqui...”
- “Sim! Sim! Sim!!!! Mesmo porque não
tenho vontade de ter mais outras mulheres. Você me enfeitiçou. Liga o MSN ai
para eu te ver. O Robson cresceu de novo... Te amo. Vou desligar aqui. Beijos
na boca... Na Tininha não, porque ela ainda está cabeluda.”
Margarida liga o computador e o MSN delirante. Ligam as webcans e observa que ele ainda está nu, enquanto ela já
tinha se vestido.
- “Margarida, meu amor, eu nunca vi uma mulher virgem. Não vai me
enganar.” – Ele brinca, agora tem certeza que ela é isso mesmo, uma coisa de
outro mundo feito sobre medida pra ele.
Ela responde – “Nem eu... Nunca fiquei olhando os outros nus,
você ao contrário deve ter visto muitas por esse mundo afora... Detesta
política, mas o mercado financeiro nacional ou internacional não passa de
política e a corrupção está tanto lá como na política governamental...”
- É... É por isso que eu sair... Mas vamos deixar de conversa
fiada e vamos arrancar os pêlos da Tininha, O Robson e eu estamos aqui para
orientar, nos deliciarmos e ate gozar observando a tarefa... Hummmmm! Tira essa montoeira de roupas!”
- “Espere ai. Você está muito apressado... O que precisaremos?”
- “Primeiro a tesoura. Tem que apará-la primeiro... Mas tira a
roupa de vagarzinho, amor... E de jeitinho sensual para os seus admiradores,
Charles e Robson, apreciarem te louvando daqui!!! Ah!
E liga o som, amor. Eu estou cansado de escrever”
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Margarida vem até o teclado, liga o som e vai tirando a roupa
dançando e fazendo gracinhas com o corpo e com as expressões da face. Quando
fica totalmente nua, dá uma banana para a câmara com os braços, se enrola na
toalha, senta na cama de pernas aberta e vai aparando os cabelos da Tininha.
Ele fica reclamando porque ela enrolou o tronco com a toalha e não dar pra ver
seus seios, mas ela nem liga perdida na atenção a Tininha. Quando os pentelhos
estão curtinhos e a xotinha já aparece, ela olha para o monitor e pergunta – “E
agora?”
- “Eu tive uma namorada que arrancava com a pinça, mas era menos
pelos, não sei se porque ela só vivia arrancando ou porque tinha menos mesmo.
As outras vão às depiladoras e dizem usar cera e outros métodos... Como você
tira das axilas?”
- “Com o barbeador, ora.”
- “Então, tente com o barbeador, mas cuidado, poxa! Não quero
que machuque a Tininha...”
- “Espera ai... Vou tenta” – Fala saindo do quarto.
- “Ela sai e ele fica esperando sem tirar os olhos do monitor e
maluco de excitação por dentro e por fora. Não pode nem encostar as mãos no
próprio membro porque pode gozar, pois desde Buenos Aires não tivera relações
amorosas com ninguém, porque, depois que ele a conheceu, as outras mulheres
ficaram sem graça e ele só pensava nela.
Ela volta com uma bacia pequena, pincel, barbeador e senta
na cama de volta e começa a raspar de vez enquando
olhando para ele sorrindo. E querendo ver o que ele faz pede _ “Se afasta daí!
Quero ver o que você está e o que faz.”
Ele se afasta e ela ver o seu membro duro e ele abestalhado de
olhos nos monitor, tentando ver mais do que ver.
Ela também sente uma sensação gostosa e sua Tininha está
molhadinha, quase como se estivesse menstruada, mas uma molhada maravilhosa
querendo engolir aquele membro duro e sentir aquele corpo sobre o seu, geme sem
querer quando acaba de se depilar e passa a mão sobre o seu grelinho, abre as
pernas, se deita se tocando e se largando pra trás, gemendo sem perceber.
Quando ela tira a toalha e deixa se tocando deliciosamente com
as pernas aberta mostrando toda a Tininha ele tem a prova que ela é virgem
mesmo e sem perceber se toca também e escuta ela dizer – “Isso. Se masturba pra
mim que eu quero ver, amor”
Ele fricciona o membro e o dito cujo lateja forte e vai soltando
líquidos leitosos como espirros. Ela imagina o Robson latejando dento dela e
alimentando-a com o seu leitinho e também sente um orgasmo estranho mais
maravilhoso. Encolhe-se toda e fica paradinha, enquanto ele tenta se limpar e
limpar a sujeira que ela provocou, quando escuta ela sussurrando – “Eu não vou
agüentar ficar longe de você muito tempo, não, amor”
- “Nem eu e o Robson, precisamos te possuir de verdade. Mas se a
gente te possuir por um minuto não vamos querer te largar por um tempão e
acabamos por te prejudicar. Você tem que escolher o que queres,
Margarida”
- “Com você é tudo ou nada, não é? Por que é assim?”
- “Eu sou ciumento, possessivo, carente, carinhoso, zeloso,
amoroso e estou apaixonado... Como te ter e não te querer mais e mais? Se eu te
pegar não vou soltar e se você quiser ir vamos brigar e talvez encerrar o nosso
relacionamento. Eu me conheço. Vou sofrer e fazer você sofrer também. Vamos
cumprir o nosso acordo. E arrume um consolo...”
- “Não! Você está doido? Eu que não vou entrar numa casa de
artigos de sexo e escolher um piru. É ruim, hein!!! E sou virgem. Guardei-me tanto e vou alargar a sua
Tininha com uma coisa de plástico?”
Ele fica calado sem saber o que dizer e para deixar o tempo
passar ele muda de assunto – “Ok... Deixa o tempo decidir. O que você vai fazer
amanhã ou hoje, já que passa de zero hora?
- “Amanhã eu vou sair cedo porque tenho uma assembléia
para ir. Fui convidada para me explicar na OAC da capital do meu estado e quero
está preparada. Como é a minha empresa que promove o evento, eu vou pedi para
prepará-la à meu favor, claro. É num grande auditório
de uma universidade e eu sei que os estudantes, militante de diversos partidos
vai tentar me avacalhar... Quero ter algumas resposta prontas para combatê-los”
- “Margarida, eu vou te ajudar a ganhar esta batalha, mas
por causa de você, não pelo povo, pois esse não merece. Aliás, o povo curropano
tem os governantes que merecem, em todas as áreas...”
- “Espere ai. Assim você me ofende.” – corta a Margarida – “Eu não
mereço ter como governantes esses bandidos: Alguns Ali Babás e uma imensidão de
ladrões!”
- “Calma. Você, eu e outros somos poucos perante os quase 200
milhões de pessoas que habitam Currópo e que vão defender a ‘esperteza’ e o
‘jeitinho curropano’. Eles preferem as esmolas que oportunidade que Currópo tem
em demasia.”.
- “Ok... Mas como você pode me ajudar? Vai vim morar aqui em
Empadresópolis e ser meu guardião?”
- “Não. Não quero me envolver em política nem com uma política. A
firmação de nosso relacionamento (namoro, noivado, casamento..)
fica trancado até o fim de seu mandato, mas sobre a proteção das regras de
fidelidade e da responsabilidade de satisfazer um ao outro nas necessidade
sexuais básica de forma íntima....”
- “Que isso? Está tentando trancar o nosso namoro, dar um tempo
(trancar até a matrícula), mas sem deixar de usar a as dependências da mulher
(minhas formas)?”
- “É... Até o final do seu mandato nós ficaremos separados às
vistas de todos, mas sem deixarmos de nos relacionarmos de forma íntima; de
sermos fiel um ao outro e responsável pela satisfação sexual do outro... Foi
você que sugeriu, em outras palavras. Não foi?”
- “Ser responsável pela satisfação sexual do outro? Como eu vou te
satisfazer sexualmente? Tenho que ir ai para você me possuir e voltar? Você
está doido!!!”
- “Não! Você vai ter que me satisfazer daí mesmo, pois a imprensa
estará no seu pé e se te vires comigo irão infernizar a minha vida também. E eu
não quero me envolver
- “Quer dizer que eu agora não presto?”
- “Não você é tudo que quero. Quer largar tudo e vim pra cá?”
- “Não posso! Sabe que não posso. Dei a minha palavra e não gosto
de voltar atrás...”
- “Pode sim! Você não quer.” - Corta o Charles – “Mas não quero te
perder, poxa! Aceite esta proposta que foi você mesmo que sugeriu. Esqueceu?”
- “Ok... Vou salvar este diálogo. Você vai se mantiver fiel e
confiar em mim?”
-“Sim... Eu vou ser fiel, mesmo porque não precisarei de mais
ninguém se você me oferecer um tempinho virtual todos os dias... E sei que será
fiel. Se está virgem até agora pode esperar mais quatro anos, se não te
cassarem, claro... Devemos estar preparado para tudo em Currópo”
- “Assim sim” – imita um personagem de seriado da tevê curropana sorrindo e continua – “Mas estou curiosa. Como
irá me ajudar sem se envolver politicamente se não pode nem chegar perto de
mim?”
- “Simples! Eu sou o dinheiro. E com dinheiro tudo fica mais
fácil.”
- “Pode parar! Tão certinho e já vem com essa...”
- “Calma, Margarida, calma! É dinheiro legal e para uma justa
causa. E não vai para ninguém. Posso arrumar um fundo para criar uma ONG de
assistência jurídica e de proteção a família de Currópo, iniciando as
atividades aí, em Empadresópolis.”
- “Uma Fundação?”
- “Não! Fundação não. Uma fundação depende da apreciação do
Ministério Público, que em Currópo é cheio desses bandidos também. E eles podem
até geri-lo intervindo; pode barrar a aplicação do fundo no mercado financeiro
e assim falindo-lo em curto espaço de tempo. Isto é: se não cismarem de
extingui-lo por qualquer motivo (artigo 30 do Código Civil e 1.204 do Cód. de
Processo Civil).”
- “O Ministério Público está cheio de bandidos? Estão eu já entro
perdendo, porque eu confiava no MP”
- “O que é o Ministério Público ou MP, Margarida?”
- “Ora... Estou preparada... Ou pensava está – Pára e sorrir. Olha
para ele e vê-lo balançando a cabeça como se dissesse “E ai?”E ela continua –
“O Ministério Público é a Advocacia do poder público, mantida por lei para
defender os interesses da administração e de toda a população”.
- “E deveria ser, mas em Currópo quem acredita nisso? Hein? -
Balança a cabeça e continua – “O Ministério Público são os Procuradores
(federais, estaduais e municipais), os promotores de justiça, os procuradores
do trabalho. A eles deveriam caber a tarefa de defender o interesse que não
pertence a uma só pessoa, mas a toda a população. Mas fazem? Se cumprissem com
suas obrigações de maneira ética e austera Currópo não estaria do jeito que
está. A base da corrupção pode está ai, na MP, pois eles são
indicados por políticos quadrilheiros, não são eleitos como você mesmo disse
naquela entrevista”
- “Ok... Eu não posso ter uma fundação para me ajudar. Então o que
poderei ter? E como você me ajudará? Ainda não matou a minha curiosidade.”
- “Simples: Uma ASSOCIAÇÃO BENEFICIÊNTE DE ASSITÊNCIA JURÍDICA E
DE PROTEÇÃO ÀS FAMÍLIAS E AOS CIDADÃOS DE CURRÓPO. Gostou do nome?”
- “É... Mas estamos em janeiro e assumo
- “Deixa comigo. Você só vai se chamada para participar da
fundação da entidade e de seu Conselho Diretor; para dar palpite no estatuto que
já chegará pronto e que você conhecerá antecipadamente antes de todos, pois vou
te mostrar antes. E é só aprová-lo. Já tenho em mente até a presidenta.”
- “Presidenta?”
-“É... Não é você, não. Pode ficar tranqüila. É uma ex-juíza
durona que conheci tempos atrás. Tenho também outros amigos, acostumados às
auditorias e investigações de corruptos, que poderão ser contratados ou
convocados para participarem do executivo da Associação. Todos conhecem o
mercado financeiro, são advogados e espertos na tarefa de caçar corruptos.”
- “Mas pode me ajudar em que?”
- “Pra começar contratará um exercito de advogados, estagiários de
advocacia, investigadores diversos... Para fazer tudo que você anseia. E com
bastante dinheiro que conseguirei de empresas e de fundos fora e dentro do
Brasil. Você vai ver.”
- “E eu posso contar com isso pra quando?”
- “Desde já. Amanhã mesmo eu entro em contato com meus amigos e de
tarde já tenho um parecer pra você. Que horas vai se a reunião?”
- “Às 17 horas em diante”
- “Cuidado ao se referir a uma agência assim, porque eles podem
combatê-la, pois eles, da OAC, sabem que não cumprem o seu papel
- “Meu amor, Charles... Vamos dormir, estou tonta de sono”
- “Ok. Boa note. Amo-te de montão, garotinha!
- “Beijossss! – Tecla ela e desliga.
Charles não dorme, aproveita a noite e o fuso horário diferente
para começar a fazer contato com seus amigos atrás de apoio e de dinheiro para
a criação da Associação Beneficente de Assistência Jurídica. Descobre que a
juíza está morando
- Ah... É você? Como me achou aqui?
- “Doutora, a senhora é a minha musa do direito. Não pode me
abandonar...”
- “Você é gentil, Doutor Charles. Não tinha se aposentado
precocemente?”
- “Não. Nunca vou me aposentar. Só estou tentando trocar de
ofício. Estou montando um aglomerado de entretenimento em alagoas, no nordeste.
Quero imitar algumas casas de show da Argentina...”
- “Hummm!!! Já
está me convidando para a inauguração?”
- “Não! Ainda está longe a inauguração, mas você será convidada de
honra... Quero você aqui, hospedada como convidada antes mesmo da inauguração.
Você e todas as equipes que já trabalhei”
- “Então é muita gente. Vai ser divertido reunirmos sem discussão
financeira e questões legais... Eu estou enjoada de ficar parada e de aturar
vizinhas, mas também não quero conversar sobre política financeira
internacional com um monte de trombadinhas pseudo-elitizados... Se o
trabalho é aqui no Brasil, eu aceito; se for fora, me perdoe, mas não vou... E
não adianta implorar nem vim me buscar que me amarro no tronco de umas de
minhas árvores e jogo a chave no rio.”
- “Oba!!! É num estado colado ao seu. E
pode começar hoje indo acompanhar uma amiga numa reunião na OAC... Pode? Lá
você se informará e me dirás se vai aceitar a tarefa que reservei para você.”
- “Hoje? Você nunca vai mudar? Sempre vai fazer tudo a onda do impulso, Charles? Eu queria ir passear na orla do
Catetes dos Bandeirantes, mas passear. Não a trabalho ainda mais para uma
reunião chata com um monte de advogados iniciantes.”
- “Não é uma reunião com advogados, mas com muita gente num
auditório de uma universidade. Se aceitar vai acompanhar e orientar uma
vereadora amiga minha e iniciar a criação de uma Associação Beneficente de
assistência Jurídica... Vamos conversar. Eu já comprei suas passagens e já
reservei vagas para você no Copacabana Palace.”
- “Poxa!!! Você está muito abusado, mas
sabe como me corromper... Está bem, eu vou, mas todas as despesas por sua
conta... Que horas você marcou o meu vôo?”
- “Para as 10h30min... Comprei agora pela internet enquanto
conversava com você. E não dá pra mudar porque o próximo vôo sai às 17h”.
Charles conversa com ela umas duas horas, explicando tudo e
falando de Margarida, deixando a ex-juíza curiosa. Tão curiosa que ela liga
para a Margarida logo assim que o Charles desliga e já arrumando sua mala.
Estava doida para ter uma desculpa para sair e vadiar um pouquinho. Claro, que
não confessou que a vida de aposentada é uma droga.
- “Alô, eu sou a doutora Carmem Capeli e quero falar com a
Vereadora Margarida”
- “Oi, doutora! Eu sou a Margarida e acordei a
pouco... Estava de saída para uma corrida na rua”
- “O Doutor Charles conversou comigo sobre você, sobre a reunião
que vai ter hoje e com a possibilidade de criarmos uma Associação Jurídica para
atuar ai e te auxiliar em alguma coisa... E eu estou arrumando minhas malas
para ir à reunião com você. Posso?”
- “Será ótimo contar com a senhora, mas já? Poxa! Vocês não perdem
tempo...”
- “O doutor Charles que é assim afoito. Quando quer uma coisa e na
hora. Já reservou um quarto no Copacabana Palace e tudo o mais. Eu gostei, pois
é uma oportunidade de sair um pouco de minha ociosidade punitiva”
- “Hummm! Que chique! Eu poderia
hospedá-la aqui, em Empadresópolis, ou na Praia do Flamengo, mas não vou tirá-la
do conforto do Copacabana Palace. Qual é o número do seu vôo para eu te pegar
no aeroporto?
As duas conversam por mais uns 40 minutos, enquanto a doutora
Carmem se arruma. E Margarida desiste de correr para ir ao encontro de sua
amiga na empresa de eventos saber como andas os preparativos e dar algumas
sugestões que acha necessário para se proteger dos ataques que normalmente deve
receber de militantes políticos contrários a sua maneira de agir.
* * *
Margarida pega a doutora Carmem no aeroporto e segue com ela até o
Hotel. Durante a viagem, ela vai contando sua história, e só ai que Dra. Carmem
Capeli descobre que a menina não conhece de fato o doutor Charles. Fica
admirado com a confiança que um tem no outro sem nem mesmo se conhecer e pensa – “Poxa! Isso que são metades! Será que foram feitos
um para o outro?”
No Hotel ela se decepciona com o tal COPACABANA PALECE e confessa
sua decepção para sua nova amiga – “Pensei que este hotel fosse como se apresenta
fora do Rio. Estou vendo que não é mais que propaganda enganosa. Com
tanto espaço e morros no Rio de Janeiro, tomado por favelas, e a cidade sem um
hotel a altura de sua fama. É triste”.
Entra e percebe a suntuosidade dos salões, bares e restaurantes...
e balança com a cabeça, exclamando –“Tanto luxo num
espaço tão raquítico. Está mais para cassino!”
Charles escolheu para ela uma belíssima e confortável suíte
piscina com vista para o mar. Esta suíte mede aproximadamente
A cama possui travesseiros e colchões ortopédicos Sealy, especialmente confortáveis, e roupas de cama Trussardi. Além disso, a suíte oferece serviços especiais
sob solicitação, tais como check-in expresso e check-out na suíte.
Todas as Suítes Piscina são equipadas com duas linhas telefônicas,
acesso gratuito a internet banda larga, fax, serviço de secretária eletrônica,
cofre eletrônico, roupões de banho, sandálias de diversos tamanhos para homens
e mulheres e turndown.
Da suíte ela não reclama. Reclama da prisão luxuosa que é o hotel
A Margarida não diz nada, esta maravilhada com o luxo e com a
riqueza do ambiente, lendo o folheto e sussurra – “Tem até quadra de tênis no
primeiro andar! salão de beleza... Vou vim te visitar mais vezes durante sua
estadia... Ta?” - Fala rindo e colocando o folheto sobre uma enorme mesa de
jacarandá no centro da sala de estar.
- Margarida, me deixa guarda meus trecos e vamos conversar um
pouco. Eu vim trabalhar. Essas suítes são bem caras e o doutor Charles cobra
mesmo. Ele não é tão bonzinho comigo como deve ser com você. Ele está
acostumado a mandar. Não pense que porque é novo não sabe, porque eu o conheço
bem. Ele é um dos maiores financistas do mundo e consegue se manter
- “Poder? Ele me disse que estava trabalhando por conta própria e
entrando no mundo do entretenimento”.
- “É. Ele está construindo um aglomerado de entretenimento (hotel,
parques, boate, restaurante e etc) em Penedo,
Alagoas, mas ainda tem muito poder no mercado financeiro internacional. Ele foi
uma espécie de corregedor da economia mundial. Mandava nos bancos centrais de
todos os países, no FMI e por ai afora. E conhece todo mundo... Quando ele
convocava uma reunião, e chegava com duas pastinhas nas mãos, o pessoal tremia,
sabia que vinha demissões para alguma equipe econômica do mundo. As duas
pastinhas eram duas opções para a tal equipe: Uma pastinha com um relatório
amigável e a outra continha processos e punições, para a equipe econômica
escolher. E geralmente escolhiam a demissão e saiam de forma amigável.” – Faz
uma cara assim, de brincadeira e continuou – “Mas deixa ele pra lá, você tem
tempo e vai ter oportunidade de conhecê-lo bem... Vamos ao que interessa: O que
você espera que aconteça na OAC? Vamos conversar enquanto almoçamos e testamos
este restaurante... Não temos tempo a perder. Conte-me tudo”
- “Agora você me deixou me deixou preocupada, doutora Carmem... Se
o Charles é assim, eu não sei se aceitarei a ajuda dele...” – Ela fala isso,
enquanto a Doudora Carmem liga para reservar lugar no
restaurante Pérgula, porque é próximo a piscina. E
descobre que ela tem preferência e mandar reservar o lugar avisando que já está
descendo.
- “Pode parar com essa preocupação, Margarida! Ele nem eu
interviremos em sua vida. Vamos te ajudar e procurar te proteger, porque você
nem imagina no covil que entrou” – Pega a mão dela, afaga e diz – “Vamos nos
arrumarmos para o almoço... Limpe este rosto, tire essa preocupação do
semblante e vamos descer para conversarmos diante da piscina, comendo, porque
estou morta de fome.”
Margarida conta como conseguiu a convocação, dizendo que o convite
para a reunião com a OAC é fruto de seu plano de tornar conhecida a sua luta e
conseguir apoio. Conta até como arrumou a reunião, ajudada pela amiga e pelo
acesso que tem aos advogados, porque trabalha para eles há muito templo
preparando o local para todos os eventos na OAC.
- “Então, Margarida, eu vou pesquisar pela internet para saber
mais de você, deles e vou está lá com você, sendo sua assessora jurídica nesta
reunião... E você me apresente como tal, ok?”
Margarida concorda e sai dali quase às 15 horas. Pega seu carro,
imaginando aquela montoeira de Patricinhas e Mauricinhos das tais “Juventudes
Socialistas dos partidos”, junto com um monte de universitários curiosos e
barulhentos e se treme, pensando alto – “Olha aonde eu fui me meter?!!!” – Segue para o escritório de sua empresa para se
encontrar com a amiga que já lhe telefonou uma pá de vezes.
*
*
*
Doutora Carmem Capeli senta em frente ao computador e começa a
pesquisar sobre a menina Margarida. Ler tudo que encontra de forma rápida
comendo com a mente cada detalhe, limpando as vista e o óculo de vez enquando, por causa das lágrimas que escorre de seus olhos
– “Gosto dessa garota, mas agora que sei que não terá futuro. Uma pena!” –
Estava pensando alto quando o telefone toca. Ela atende já sabendo de quem se
trata.
- “Charles... É besteira tentar ajudar essa garota. Ela não tem
futuro. Desista, antes que sofra.”
- “De quem você está falando?”
- “Da Vereadora margarida”. De quem seria? Estive
com ela até agora há pouco...”
- “Por que você acha isso, doutora? Está fugindo da luta? Admiro a
senhora...”
- “Pode parar doutor. Você me conhece e sabe que não fujo de nada.
Estou dizendo, porque gosto dela. Devia levar ela para junto de você, se a ama.
Ninguém pode protegê-la. Ela é danada, forte, valente, sincera, guerreira...
Mas é humana e não usa armadura. Aliás, nem segurança aceita, anda livre como
um singelo passarinho”
- “Ela está em perigo ai?” – Pergunta preocupado o Charles.
- “Não! Por enquanto acho que não. Eu estive me informando sobre
ela, lendo suas entrevistas, as notícias e andei dando uns telefonemas e não
acredito que ela consiga, se quer, se empossada. Pode morrer antes, pois no
ultimo mandato a câmara de vereadores de Empradesópolis
perdeu quatro vereadores assassinados. E nenhum deles era tão guerreiro
quanto ela.”
- “Mas ela está bem? Gostou dela?”
_ “Está ótima e eu a amei desde primeira vista. Fiquei apaixonada
e não quero que nada de mal aconteça a ela. Vou providenciar segurança para
ela. Ela querendo ou não.”
- “Deixa comigo, arrume para você e a proteja sem que ela perceba.
Deixa-me arrumar proteção para ela. Não quero nada aparente, porque ela ficaria
raivosa ou dispensaria todos os seguranças às paneladas”. – Rir e se despede
dizendo – “Confio em você doutora. Não vá ficar falando de mim... Sei como você
é...”
Charles pensa, começa a procurar em seus arquivos, escolhe um nome e liga o telefone. Do outro lado
toca, toca, toca e ninguém atende... Tenta várias vezes até atender uma voz que
ele conhece bem, no meio de uma algazarra tremenda. – “Alô, Lúcio!!!
- “Quem liga tão insistentemente em meu horário de malhação? Estou
na academia, poxa! Será que um trabalhador não tem direito a
algum tempo para malhar?
- “Sou eu, porra! Não conhece mais a minha voz? Sou o Charles,
porra!”
- “Você não trabalha mais. Ouvi dizer que estava na pátria de
Miguel Del Barco Centenera, se deliciando com as mulheres sul americanas das terras de clima frio”.
- “Não. Estou em Currópo, tentando abrir um negócio e preciso de
você em Catetes dos Bandeirantes... E urgente!”.
- “Posso ligar depois? Aqui eu não posso falar de mim nem de
você...”
- “Ok... Estou esperando”.
Charles desliga e volta para fiscalizar sua obra, que uma
parte estar em fase da terraplanagem e outra em construção já pensando na
decoração. Ele quer a construção em três níveis.
Enquanto isso, Margarida já está chegando à universidade de carro
acompanhada por sua inseparável amiga, entra no estacionamento e encontra
doutora Carmem já esperando.
- “Doutora, está é a minha amiga e parceira de vida” – Apresenta e
pergunta – “Por que a senhora não entrou?”
Doutora Carmem rir porque ia dizer “Está louca?” - mas diz –
“Esperava você. Estou aqui por sua causa, Sem você eu nem entraria. Tinha
esperança que você desistisse e fosse morar em Alagoas com nosso amigo. Isso
vai pegar fogo! A política e os políticos, de forma incoerente, desprezam as
leis que eles mesmos fazem...”
Margarida a abraça e entram, sendo cumprimentada por um monte de
gente que a reconhece. No corredor encontra com advogados do conselho da
Ordem, esses reconhecem a ex Juíza e ficam fascinados com tal visita. Só ai a
Margarida percebe a importância da tua mais nova protetora.
Quando a mesa está pra ser formada, a Doutora Carmem Capeli é
convidada a se sentar à mesa ao lado dos conselheiros da Ordem, mas só aceita a
palavra para dizer-se impedida de participar da mesa porque veio como
conselheira da convidada, Vereadora Margarida. E que pode ser obrigado a
intervir se solicitada pela Vereadora para prestar esclarecimento sobre termos
legais de seus projetos.
O auditório está realmente cheio, mas não dar para perceber nenhum
movimento político de aversão a qualquer projeto, tanto da OAC quanto da
vereadora convidada.
Depois das propagandas em formas de prestação de contas, o
presidente da OAC pega a palavra e fala – “Devido
à posição da Vereadora Margarida na mídia, falando contra a corrupção e,
embalada por algumas denúncias, também de instituições brasileiras sérias como
a própria OAC (que vim saber agora), da PM... E até dos governos: municipais,
estaduais e do federal... Resolvemos convidá-la a explicar o seu milagroso
projeto para “LIMPAR CORRÓPO” da imensa corrupção que somente ela enxerga neste
nível...”
Margarida ainda na platéia tenta se levantar furiosa, mas é
contida pela ex-juíza que cochicha – “Você
tem que aprender a escutar primeiro, menina...”
E o presidente continua - “Não estou aqui defendendo os corruptos
curropanos ou para agredir nossa convidada, mas quero me antecipar e dizer que
a OAC cumpre o seu papel de maneira impecável, defendendo nossas leis, a
advocacia e a democracia. Lutamos também contra a corrupção, que não é tanto
quanto afirma a vereadora...” - Vira para Margarida e convida – “Por favor Vereadora, esteja a vontade para
se apresentar. Devo informar que a senhorita será inquirida por todos ou
enquanto der... E que já existe muitas pessoas escrita para lhe dirigir a
palavra. Informo ainda que não é obrigado a responder, mas que esperamos que
replique ou explique de forma democrática e educada.”
Margarida sobe no pódio da universidade calada, ajeita o
microfone, dá uma sapateada e faz toda a platéia rir. Volta para o microfone e
diz – “Desculpe-me,
não sapateei por nervosismo, mesmo estando nervosa, mas para espantar qualquer
encosto. Eu não acredito em macumba, mas é melhor não arriscar, vai ver existe”. – Dar um tempo,
respirando fundo e continua – “Bem eu não esperava ter que me apresentar, porque
geralmente me apresentam: alguns falando bem outros mal, contudo, sou sempre
apresentada. Mas já que tenho que me apresentar, vamos
lá: Meu nome é Margarida da Silva; devo ter tido pai, mas não o conheço; sou
solteira e tenho 18 anos; fui camelô de balas, de doces, de flores e hoje sou
empresária do ramos de decoração; estudo arquitetura e fui eleita vereadora no
pleito passado, no município de Empadresópolis, com 138 mil votos...”
Nisso um gaiato da platéia, corta gritando- “Tem namorado ou está desimpedida?” – Ai uma gaiata responde –
“Não!! Ela é
virgem!!” – E toda a platéia cai na gargalhada a ponto do presidente da
mesa intervir pedindo silêncio e respeito a convidada.
Margarida também rir e se dirige a mesa – “Posso responder?” – O presidente diz
que “sim, se é complemento de sua
apresentação”. E ela se dirige ao gaiato – “Bem, eu não tenho namorado físico,
ainda, mas sou comprometida com alguém que aprendi a amar. Em relação a ser
virgem, posso confirmar e dizer que não tenho vergonha de ser virgem. É sinal
que ninguém me usou como objeto sexual, ainda. Já que não tive tempo de,
sequer, pensar em sexo, trabalhando e estudando das 05h00min as 24 h e, às
vezes, até mais tarde, durante toda a minha vida, desde nove anos de idade. Eu
não tive família. Eu morava, praticamente, na rua, vendendo produtos que eu
comprava para sobreviver. A minha história não é um biografia política armada
em outra geração para usar com objetivo político, as testemunhas de minha lutar
andam por ai e podem ser constatadas a qualquer hora.”
O mesmo gaiato levanta o braço e pergunta – “Você pode provar que é virgem” – provocando, outra vez, a
gargalhada geral.
Margarida espera o auditório silenciar e responde – “Não sei” – Vira para a mesa e
pergunta – “Posso
provar, doutor presidente?”
A mesa rir e o Presidente chamam atenção da platéia e depois da
própria vereadora – “Vereadora, você não
está aqui para provar a sua vida intima. Isso não interessa a mesa nem a OAC.
Continue”
Margarida volta para a platéia e continua – “Viu? Até a mesa riu.
Os conceitos mudaram. Hoje a virgindade de uma garota é motivo de riso até para
senhores que tem filhas adolescentes. Mas se o mundo não fosse assim, tão
hipócrita, com tantos conceitos retrógrados baseado em falsos pudores, eu
provaria. Convidaria algumas medicas, me dirigiria para um canto qualquer do
auditório, com um muro feminino constituído por alunas de medicina, me mostrava
e provaria. Não uso o pudor ou conceitos mesquinhos para fugir. Mas posso fazer
isso por uma causa, nunca por dinheiro, nem para conseguir emprego ou por uma
nota melhor em qualquer exame. Mesmo não tendo nada contra usar o corpo como
objeto de troca, seja por qualquer motivo, já que todos usam o corpo para tudo,
principalmente o artista das artes cênicas. Sou contra usar o corpo, entregando
a virgindade para prender um moleque, que se acha gostoso, como namorado”.
Da platéia uma garota diz – “Mas
você disse que já se mostrou quando criança para conseguir dinheiro para comer
e para comprar balas e doces e vender. É mentira, então?”
- “Não é o que estou dizendo? Eu até quase aos 10 anos passei muita
dificuldade e era obrigada a deixar que me olhassem para conseguir dinheiro,
mas não me passar mão. Fui obrigado a isso porque a Nação Curropana não tem
quem defenda a criança e o adolescente. Nos entregam
camisinhas, que furam provocando a maternidade precoce, e nos usam para
arrumarem contribuições de empresários e da população
- “Pensei que você fosse
ficar só na apresentação, discutindo com essa galera...” – Comenta rindo e
continua – A mesa pede que você explique
por que falou para um jornal que o MP e a OAC não cumpre o seu papel?”
- “Bem... Desculpe-me, presidente, mas o senhor disse que minhas
revelações foram “embaladas por algumas denúncias”. Algumas denúncias? Então,
os senhores não lêem jornais. Não conhecem a situação prisional de Currópo onde
a maioria está presa ilegalmente, de conformidade nossas leis. Os advogados têm
que usar a corrupção para soltar alguém, porque as leis são ignoradas pelos
policiais. Tem cidadão presos sem um julgamento e até sem inquéritos. Nossas
cadeias são pior que os campos de concentração da Alemanha na 2º guerra
mundial. Diz que minto?” - Olha para a mesa, não recebe resposta e continua – “Claro, que a OAC não
tem culpa dos cidadãos estarem sendo presos ilegalmente, pois é uma associação
de advogados, não é o Ministério Público. Mas é culpada pela fragilidade dos
advogados e da advocacia em si; é culpada por existir advogados de portas de
cadeia, de ruas, como advogados camelôs nas portas das juntas da justiça
trabalhistas, pescando trabalhadores demitidos... Não consegue proteger os
próprios advogados. Tem advogados sendo processados em tudo que é tribunal sem
uma defesa digna; tem advogados sendo revistados em portas de delegacias, de
presídios e até na entrada de bancos... Cadê a OAC nessa hora? Está com
medo de mexer em casa de marimbondo? Com medo da mídia? Com medo da opinião
pública? Os advogados de Currópo têm que ser assistido em todos os campos pela
Ordem, ou Não? Se existisse uma Ordem de Advogados atuante, não precisaria que
uma mulher, VIRGEM, mal saída da adolescente, viesse defender advogados
marginalizados pela própria Ordem. Mas será esse um de meus deveres? Creio que
sim, pois serei, a partir de março, a vereadora de todos que votaram em mim,
incluindo ai, os advogados de minha cidade, que estão abandonados pela Própria
Ordem (OAC)”.
‘O custo da justiça no Brasil é muito grande por causa da demora
promovida pela burocracia, pela incompetência, displicência ou
negligência dos servidores do judiciário... E por causa da corrupção e ou babação de saco aos poderosos... Assim os advogados que
assistem as classes: ‘media’, ‘operária’ e ‘pobres’ não têm condição de arcar
com esse custo e acabam se tornando advogados camelôs ou advogados mendigos ou
advogados 171, sem respeito das autoridades arrogantes (corruptas), que
passaram a respeitar mais o profissional influente que as leis. Hoje se uma
pessoa é presa ilegalmente e não tem um advogado medalhão, desses influentes,
não solta o seu cliente. Pode é até ser acusado de alguma coisa e preso num
total desrespeito às leis, à profissão, ao profissional e à OAC, que se encolhe
para não se ‘sujar’ á vista da opinião pública e se manter como um órgão
elitista e sem compaixão ou sem dedicação a justiça’.
“Já em relação ao Ministério Público a coisa é mais complexa, porque
os procuradores são indicados por políticos, eles não têm poderes morais sobre
os seus padrinhos. Eu até entendo...”
“Eu pensei em propor a criação de uma fundação para me ajudar nessa
luta contra a corrupção em Currópo, mas me fizeram desistir porque o MP poderia
me tirar o apoio do Órgão com algumas canetadas e artimanhas, usando o artigo
30 do Código Civil e 1.204 do Cód. de Processo Civil. E o Ministério Público é
a Advocacia do poder público, mantida por lei para defender os interesses da administração
e de toda a população. Onde está? Vem servindo a quem? Ao povo não é senão
ninguém seria preso sem assistência advocatícia. Serve aos políticos. Eu só
disse “que o Ministério Público é os Procuradores (federais, estaduais e
municipais), os promotores de justiça, os procuradores do trabalho. E que a
eles deveriam caber a tarefa de defender o interesse que não pertence a uma só
pessoa, mas a toda a população. Mas fazem? Se cumprissem com suas obrigações de
maneira ética e austera, Currópo não estaria do
jeito que está” Disse mais: “que a base da corrupção pode está ai, na MP, pois
eles são indicados por políticos quadrilheiros, não são eleitos diretamente
pelo povo” O que eu disse de errado? Isso todo o povo de Currópo quer dizer, eu
só traduzir a vontade de meus eleitores”.
A platéia silencia e a mesa fica desarrumada. A ex Juíza se remexe
em sua cadeira e Margarida se cala olhando para a mesa. Um advogado a chama de
abusada. O presidente da mesa toma a palavra e começa – “A OAC mantém seccional em quase todos os municípios de Currópo, pronto
para atender os advogados e a quem procurá-las, portanto, não é verdade que a
OAC não assiste seus advogados e o povo de uma maneira geral. Estamos de olho
em todos os tribunais auxiliando as leis e até as casas legislativas em todos
os níveis. Você Vereadora está começando mal, acusando uma instituição das mais
sérias de Currópo. Mas sua reclamação ficará registrada para possível
apreciação do conselho e daremos uma resposta em breve.” – finaliza – “Vamos ao próximo escrito. Você tem a
palavra, doutor Geraldo”
Doutor Geraldo é o mesmo que a chamou de abusada.
- “Bem garota, vou te
chamar assim porque você é uma menina... E uma menina abusada. Se estivesse
numa CPI estaria presa...”
- “Certamente doutor. E me sentiria privilegiada” – Corta Margarida.
- “Ainda não te dei a
palavra” – Diz o advogado, e continua – “Respeitamos a sua falação agora respeite a minha palavra” – Pára,
olha para ela e continua – “Minha
pergunta nada tem a ver com a sua vida íntima, que você parece está muito
segura e é bem desenrolada. Tem a ver com leis e com seu aparente
desconhecimento de política, mesmo que pelo que observamos você vem bem
assessorada juridicamente. Tenho pena da nossa amiga e ilustríssima jurista,
Doutora Carmem Capeli, que é uma espécie de maga das leis, respeitadíssima no
mundo inteiro. Ela vai passar um bom bocado com você e com essa sua rebeldia
adolescente. Mas deixa para lá. Vamos a minha pergunta: Em sua cidade devem ter
sido eleitos 21 vereadores e você não é mais que uma mesmo sendo a mais votada. Pelo que pude perceber pesquisando agora aqui, é que
você não tem apoio certo nem do seu partido porque não trabalhou com o seu
candidato a prefeito; você tem prometido muito, e alguém disse que suas
promessas são muitas até para uma cidade como New York. Sei também, pelo que
você disse em suas entrevista, que pretende ameaçar e usar o poder dos votos
recebidos e o apoio popular que pretende conseguir para forçar apoio, para
conseguir o que quer... Dê uma palhinha para nós e explique o que pretende
fazer? Saiba que nos nestes últimos 4 anos, em seu município, já morreram 4
vereadores, todos assassinados. Hein? Dê um palhinha?
- “Doutor Geraldo, sei que o senhor já foi candidato. Sei também que
teve 380 votos. Então, eu posso imaginar que o senhor não é um bom entendedor
de política, não a ponto de valer-se de tanta arrogância política. O mundo
político geralmente não é o que aparenta ou o que é visivelmente ostentado. A
maioria dos políticos vive blefando como nos jogos de baralho e empurrando com
a barriga o cargo, esperando ser reeleito ou eleito para um cargo mais
Olha para a mesa, para a platéia e continua - ”Em relação às mortes
dos vereadores, eu também estou consciente. Só que penso diferente. Não
acredito que eles morreram porque lutava pelo povo, já que não temos visto políticos
lutando pelo povo, mas sim pelos partidos e por seus pares nos grupos
políticos.” – Dar um
tempo, revirando os escritos que fez e se volta à mesa – “Antes de devolver a palavra à mesa, esclareço: que meu projeto não
serve para New York, porque
Doutor Geraldo, pega a palavra, exigindo direito de resposta e diz
– “Garota, eu não fiz campanha política,
entrei porque fui indicado pelo meu partido, e atuo em política desde antes de
você nascer. Mas tenho que confessar que você tem um gogó de ambulante (mesmo!)
e merece respeito. E isso me deixa na obrigação de te alerta para tomar cuidado
com os verdadeiros bandidos!”
O Presidente da Mesa pede as pessoas para retirar perguntas
repetidas, legando as horas, e sobram poucos escritos, entre eles, um advogado
da mesa e uma jornalista – “Tem a
palavra doutor Cleber”
Doutor Cleber é direto – “Vereadora,
afinal, qual é a ajuda que espera de nós?”
- “Eu no início, ou seja: antes de pesquisar, eu queria que vocês
fortalecessem a seccional da OAC de Empadresópolis com advogados respeitados
que pudesse influir favoravelmente contra a corrupção no município, mas depois
eu percebi que isso seria ruim para a classe de lá, pois isso equivaleria a uma
intervenção branca. Percebi que os cânceres da OAC são, na verdade, essas
influências ou círculos de influências que vem cassando os direitos e o
respeito devido aos advogados da população menos assistidas e quem mais depende
de advogados. E, percebi a tempo, que essa intervenção seria sacana não uma
ajuda. Hoje eu quero que vocês valorizem a classe sem intervir, lutando com o
povo para moralizar a justiça, ajudando o povo a ter uma justiça dentro de um prazo
justo. A pior injustiça que há em Currópo é a falta de justiça devido à
desmoralização do judiciário por causa de sua morosidade que beneficia os réus
ricos. Peço que lute por rapidez na justiça, incluindo ai, leis severas contra
o atraso de processos, com prazos pré-fixados para cada caso. Peço que usem a
influência da instituição para a valorização dos advogados e da justiça. Peço
que dê valor às seccional dos municípios menores para que a justiça lá
também ocorra, o que não tem acontecido. Vocês da Ordem não dão valor a
seccional de Empadresópolis. Quem são os representantes de Empadresópolis na
Ordem aqui ou no DF? Mas consciente do desprezo de vocês pelos pobres e menos
influentes, eu optei por um plano B. Secreto, por enquanto.” – Ela falar e rir. – “E queria conhecer os
senhores, como vereadora, porque como prestadora de serviço eu já conhecia
muitos dos senhores... No geral só espero é o tratamento devido a todos, sem
privilégios. Espero, por outro lado, não ter sido arrogante ou antipática a vista
dos senhores.”
O Presidente da mesa pede a jornalista para fazer a ultima
pergunta, para dar por encerrado a reunião... Mas ninguém se mexer na platéia.
- “Vereadora” – Começa
a Jornalista – “Hoje soubemos que você
esteve no Copacabana Palace que tem uma diária de R$ 1, 300,00 por dia, fora
outras despesas podendo, chegar aos 2 mil reais por
dia... Tem tanto dinheiro assim?
Margarida - “Quem dera eu pudesse me hospedar ali... Não pelo dinheiro, que
hoje posso perder R$ 2.000,00 um dia ou outro, mas porque não tenho tanta
classe ou estilo para aquele ambiente. É muito luxo para uma
ex-camelô, mas adorei ir visitar uma amiga lá. Porém, não tenho coragem
de trocar minha liberdade por regras imposta pelo luxo. Gosto de apreciar, mas
não de me trancar num cofre forte. Não gostaria de ser presa a etiquetas
sociais.”
Jornalista - “Você não
disse quem foi visitar lá e o que queria?”
Margarida - “Nem vou contar. Não sou fofoqueira, mas não fui visitar nenhum
político corrupto ou ladrões ou empresários sonegadores.”
Jornalista - “Observamos
que existem três seguranças ai fora. Adotou seguranças?”
Margarida - “Não. Não tenho segurança. Não que eu saiba. E não sou tão
importante. Nem preciso.”
Jornalista – “Espera ser
protegida por deus?
Margarida – “Não! Quero que deus ajude os pobres, principalmente, as crianças
usadas pelos pedófilos, as crianças que catam lixos nas ruas e nas lixeiras,
algumas acompanhando os pais até a noite, nos centros das cidades, para pode
ter o que comer... Estou cheia de ‘ver’ esse deus criado a semelhança do homem,
ajudando políticos corruptos, donos de ONGs sacanas, empresários desonestos,
padres pedófilos, falso profetas encarnados como pastores de igrejas... Não
quero a ajuda desse cara, não! Quem se mistura com porcos farelos vai comer um
dia”.
Jornalista – “Não acredita
em deus?
Margarida – “Acredito, mas não nesse deus que ajuda ladrões, corruptos,
sonegadores, falsos profetas e padres pedófilos a não serem presos e deixa as
crianças abandonadas e sem nem mesmo direito de defesa. Na America do Norte a
igreja católica pagou mais de dois bilhões de dólares de indenização, aqui a
mídia defende os padres pedófilos e a igreja não paga nada. E se for
processados a justiça vai demorar tanto, que toda a geração morrer e a igreja
não paga”
– “Vereadora qual o
seu deus? – Sai uma voz da platéia?
- “Sabe que não sei. Não sou intimo d’Ele. Ele nem me dar bola,
graças a Deus!!!” – E rir.
A Jornalista que ainda tem a palavra, volta
a perguntar - “A Ex Juíza, Dra Carmem
Capeli, vai ser sua assessora?”
Margarida - “Não tenho tanto prestígio para isso. Ela é uma amiga e que luta
contra a corrupção no mundo todo, e está aqui como observadora. Claro, que me
ajuda muito estando ao meu lado.”
Jornalista - “Ultima
pergunta, já que todos já estão cansados, você pretende provar que é virgem?”
Margarida - “Provar a quem e por quê?”
Jornalista - “Provar que é
virgem ao povo, esse povo que você tanto enaltece e que vivem rindo de sua
virgindade?”
Margarida - “Não vejo ninguém rindo de mim. Não na minha frente, mas até eu, às
vezes, duvido de mim mesmo e rio de minha virgindade” – Rir e continua –
“Talvez eu faça ou aceite ser examinada por uma junta médica gratuita, mas não
para o exame ser publicado por revistas.”
Jornalista – “Agora é a
ultima pergunta mesmo. Se você aceitar ser examinada, eu poderei te acompanhar
para registrar a façanha?”
Margarida – “Não. Você é muito famosa não precisa de mim para nada. Eu
procurarei uma jornalista iniciante e também valorosa que precisa da matéria.
Todos têm que ter espaço.” – Cai numa risada alegre levando o auditório junto.
A Mesa passa a palavra para uma pessoa da
platéia e essa olha um papel que carrega e diz – “Vereadora. Meu nome é Valéria, sou estudante de comunicação. Eu gosto
do seu jeito de falar. Tomara que você realmente atue do mesmo modo que fala.
Eu tenho duas perguntas para lhe fazer: Uma diz respeito à Telemar e o filho do
presidente da república, até hoje não compreendi. Sabe mais que eu? Gostaria
que você explicasse melhor. E a outra é a respeito da solução para a defesa de
pobres na justiça, já que o pobre não pode pagar advogados como bem deve saber.
Qual é seria a solução?”
Margarida – “Vixxi!!! Espero
as complicação daqui” - e aponta para mesa – “e vem daí. Suas perguntas, Valéria, se
complementam. A solução para ambas as perguntas é diminuir o prazo da justiça.
Que justiça é essa que demora uma vida e as vezes até mais de uma geração para
solucionar um problema e punir alguém? A Telemar só abusa porque o povo não tem
defesa (não temos advogados porque as despesas são caras, nem defensoria
pública porque essa está nas mãos dos políticos bandidos, que aceitam que seus
parentes sejam comprados até com contratos com generosas remunerações). Eu
tenho em minha mãos algumas contas de telefones de pessoas que pagam a tal taxa
de assinatura e não tem direito a crédito algum porque parcelaram as contas e
pagam atrasado”.
“A pessoa paga todo mês mais de R$ 230,00 e seu telefone só funciona
do dia 7, 8 ou 9 (dependendo dos dias úteis) ao dia 17
ou 18, no máximo. Isso tudo de conformidade com o contrato, porque essa pessoa
parcelou uma conta em 10 vezes. Quer dizer que a Telemar ganha nos juros,
atuando como banco, e nos pulsos negado ao assinante. Como pode acontecer?
Simples: Essa paga atrasada todo mês. A conta vence dia 13 e ela paga no dia 1,
2, 3, 4 ou 5 do mês seguinte (dependendo do seu pagamento). Acontece que pelo
contrato de financiamento, depois de 5 dias de atraso o telefone é cortado e só
liga depois do quinto dia após o pagamento, podendo chegar a 7 dias se a conta
for paga no sábado ou na sexta-feira a tarde. Porém, ela paga a taxa de
assinatura básica que lhe dar direito a 100 minutos e pela razão não poderia
ser desligado enquanto não usasse os seus créditos devido pelo pagamento da assinatura básica
(antes desse governo inventar o telefone para pobre, mais caro que os dos
ricos, e ou do Lullinha começar a trabalhar para a
Telemar, a assinatura básica oferecia era 100 pulsos que era igual a 400
minutos, pois cada pulso era durava 4 minutos, não de 100 minutos de hoje.
Fomos roubados em 300 minutos em uma única canetada). Mas não é só isso. A
Telemar, sem concorrência no Rio de Janeiro, cobra o que quer pela internet na
Baixada Fluminense, que pode custar até R$
“Minha resposta: Eu estou como você sem saber o que aconteceu, de
verdade, na transação da Telemar com o filho do presidente. Estou como você
esperando um esclarecimento da Telemar, do Lullinha
ou do Lullão, mas parece que nenhum deles (nem pai
nem filho ou a Telemar) se sente na obrigação de esclarecer a opinião publica o
que aconteceu. Acho que pra eles, não significamos nada. Só sei que depois
dessa transação, apareceu o telefone para pobre onerando o público e tirando
direitos, depois fizeram uma mágica e transformaram os pulsos de 4 minutos em
um único minuto (majorando os custos em até 233%, além do aumento normal que já
era grande: a assinatura básica subiu de R$ 18,00 para mais de R$ 42,00 nesse
governo – mais que o salário mínimo). Por outro lado, eu não acredito que o Lulinha seja um menino prodígio das comunicações e ou da
internet para a Telemar pagar tanto por ele. Pra mim, há muitos garotos
realmente prodígios navegando na Net por esse Currópo afora”.
“Em respeito à defesa de pobres na justiça? Posso garantir que há muitos serviços
para advogados e dinheiro para todos, pois os pobres têm direitos a serem
requeridos, acrescidos de indenizações e atrasados, suficiente para pagar os
custos dos processos e os serviços advocatícios. Processos esses com total
garantia de sucesso, pois são direitos constitucionais e pagam os custos quem
perde. E quem perderá serão aqueles que
negam ou usurpam esses direitos (empresários governos...). Hoje em dia os
usurpadores e exploradores do povo (governos e empresários), jogam com a
morosidade dos processos (da justiça) para ganhar e fazer acordos com os
lesados. Demora tanto uma causa que eles suspendem as reclamações em troca de
mixarias. Outros nem entra com processo porque sabem que demorará uma vida sem
solução para quem reclamou perdendo tempo, dinheiro e se estressando por um
direito. Assim, os banco roubam um pouquinho de cada um, a Telemar rouba
impulso enquanto der para eles roubar... As lojas vendem qualquer coisa sem
qualidade (sabem que não vão indenizar ninguém), prometem e não cumprem,
cedendo os direitos, os seguros não pagam as indenizações, as crianças não têm
escolas, o povo não tem postos de saúde nem hospitais, as ruas estão cheias de
buracos danificando os carros e provocando acidentes... Há propaganda
claramente enganosas feitas com auxílio de celebridades, sem que ninguém
reclame, colocam soda causticas nos leites e não indenizam ninguém... Quem esse
povo vai recorrer se a morosidade da justiça é injusta e favorece os ricos
bandidos ao mesmo tempo que aumenta os custos das reclamações?
Eu culpo a OAC que não olha pra nada, fazendo vista grossa a todas
as injustiças que tem acontecido em Currópo.
O custo processual é grande mesmo. Não dar para o advogado bancar
nem com a ajuda do pobre cliente. Veja:
O Advogado paga para estudar, depois paga o aluguel do escritório,
IPTU, computadores, água, luz, taxa de condomínio, telefone, computadores,
internet. Paga a secretárias e despesas com o escritório de um modo geral. Tem
o custo cartorário. Tem que pagar ainda as passagens para a secretária ou
outros auxiliares para investigar e o processo demora demais... Como manter
essas despesas, por qualquer processo, por longo tempo? Tem que ser feito
alguma coisa e urgente! Serviço os advogados têm e muitos, porque há muita
injustiça e muitas empresas explorando os consumidores, os trabalhadores, e os
políticos ricos nos governos explorando o público em geral, mas eles, esses
advogados de pobres, não têm como trabalhar de forma correta e acabam perdendo
a causa (processo) ou empurrando com a barriga também na espera de um milagre,
ou aceitando acordos prejudiciais aos seus clientes, por não podem buscar
provas com uma investigação séria sem dinheiro. Já os advogados que trabalham
com os ricos podem correr atrás de equipes para forjar, investigar, analisar,
vistoriar... Apostando na morosidade. E aparecem seus serviços. Não porque
sejam melhores, mas porque tem recursos (dinheiro), podem ir atrás das provas e
ou de documentos para complementar o processo e ainda tem a demora que lhe
favorece. O Advogado pobre não pode pagar um cafezinho todos
os dias porque o dinheiro tem que sobrar para a gasolina (passagens ou
transportes) e para as despesas processuais mínimas”. - Acaba de falar, olha para mesa e diz,
encerrando – “ACORDE OAC! ACORDE
PARA DEFENDER A POPULAÇÃO CURROPANA!!!” VAMOS LUTAR
PARA A AGILIZAÇÃO DA JUSTIÇA! POIS DO JEITO QUE ESTÁ NÃO HÁ JUSTIÇA PARA POBRES
EM CURRÓPO!”
O Presidente da mesa
olha as horas, quase meia noite, e diz - “Vereadora,
antes de encerrar, explique como a OAC pode ajudar mais, na sua concepção, a
população Curropana? Mas seja breve, você adora falar” – rir comentando – “Parece um velho caudilhos, porém saudoso,
que conhecemos bem. E você é tão novinha...”
- “Vocês têm poder (dinheiro e acesso a mídia), porque não usam em
defesa do povo buscando a agilização da justiça.
Aliás, todos os delegados corruptos, todos os juízes, grande parte dos
políticos são advogados...”
– Pára olha para todos, tira o microfone do pódio e fica com ele não mão,
chegando mais para a mesa. E continua – “Sugiro que a
Ordem compre 30 minutos na rede Globo diariamente, antes do Jornal Nacional, e
inicie uma campanha para esclarecer a população de seus direitos, criticando a
morosidade da justiça, denunciando injustiça promovida por essa morosidade que
é absurda e que prejudica tanta gente trancando direitos e dinheiros das
indenizações nas mãos dos sonegadores e usurpadores. Pra se ter uma idéia, o
povo não sabe que a constituição diz “ninguém será
submetido a tortura nem a tratamento desumano ou
degradante;” porque a polícia mete a mão, prende e até mata e a tortura física
e psicológica é usada constantemente em
Currópo;
que “a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão
comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa
por ele indicada;” que ninguém pode ficar sem a assistência de uma advogado: que “o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de
permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de
advogado;” que “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e
moral;”... Se essas leis fossem respeitadas não existia tantos presos em
delegacias e presídios sem assistência e até sem julgamento... Cadê os mutirões
para vistorias nessas delegacias e presídios para ver quantos presos ilegais
há? Desculpas, mas vocês, dirigentes de ONGs, não fazem quase nada. Vivem como
reis e ganhando para isso. Não são diferentes dos senhores feudais dos impérios
de outrora. Eu aqui encerro”. – Olha para a mesa e parece que ninguém
ligou para o que ela disse devido o cansaço e a vontade de fugir dali e fala
devolvendo o microfone ao pódio – “Espero não ter mais
nenhuma pergunta, porque estou cansadinha. Só quero passar num barzinho para
beber um chope e escutar uma música ao vivo. Aonde tem um local bem legal para
irmos?
A platéia começa a descer e ir de encontro a ela
para cumprimentá-la, com alguns perguntam se pode acompanhá-la no tal
barzinho... E provocam uma enorme confusão... Ela rir, abraça, beija e diz:
“que sim! Mas que nem sabe para onde vai. Que só tem certeza que vai a algum
lugar porque precisa.” Num instante alguém sugere um local e vão à frente para
organizar o local para a galera. Márcia, sua amiga, instrui seus funcionários,
que limparão tudo, e segue com a galera na frente, incluída na bagunça. A Juíza
fica com Margarida conversando com os conselheiros da Ordem e essa pede a
doutora para fazer companhia aos conselheiros e explicar que seu modo de falar
não é rebeldia. Rindo diz – “Aproveite, Doutora! Vamos
dançar” – Uma turma entra no carro de Margarida para orientá-la no percurso até
o bar fazendo a maior baderna.
No bar a maioria esquece-se de política, incluindo
Margarida e Márcia. Márcia porque quer relembrar os tempos de gandaia e
Margarida porque sempre esteve do lado de fora vendendo suas flores, doces,
chicletes e balas; reúnem-se em mesas destacadas alguns grupos de jovens, a
juíza e alguns advogados para discutir interesses políticos de grupos. Os
jovens querendo aprender, ter apoio e opiniões daqueles juristas sobre suas
ideologias verdes ainda; a ex-juíza interessada nas políticas da OAC e os
conselheiros querendo saber da vida social e profissional na área internacional
da qual a ex-Juíza é mestra.
Já são quase quatro horas da manhã quando as amigas
se preparam para ir. A Juíza já tinha ido. Dividas ficou nas mesas, Márcia acerta
as contas e duas seguem para o apartamento do Flamengo.
Às dez horas da Margarida já está em pé, fazendo
exercícios quando a amiga acorda. Esta retorna os telefonemas para a empresa e
sabe que está tudo bem tendo a frente o Raimundo, arquiteto que paquera lhe
Márcia. Ela, ainda se queixando da ressaca começa a preparar um lanche rápido
para ambas comerem e Margarida sai para correr dizendo que tem que jogar para
fora, suando, o álcool consumido naquela madrugada.
Márcia adora tirar retratos, e com tantos
fotógrafos e cinegrafistas na assembléia da OAC e no bar para onde foram não
cabe inquietação e liga a tevê para saber das notícias gravando tudo que pode.
Descobre que pouca coisa boa, da noite anterior, foi noticiada.
Continua...
NÃO É O FIM DO CONTO. A
HISTÓRIA DE MARGARIDA CONTINUA.
Leia o início da Segunda Parte, clicando aqui.