ATM

Articulação Temporo Mandibular

ATM é formada pelo côndilo da mandíbula, fossa articular do osso temporal e disco articular, que se encontra entre eles. É preenchida pelo líquido sinovial. É a articulação responsável pelos movimentos mandibulares de abertura e fechamento da boca e deslize: protusão, retrusão e lateralidade. É uma articulação muito complexa e dupla, com movimentos próprios para cada lado, porém associados e simultâneos. Estes movimentos nos possibilitam as funções de Mastigação, Deglutição e Fonação. Conta para isso com os músculos mastigatórios, maxilas, dentes, lábios, língua e bochechas.

 

Disfunções da ATM

 Introdução

O círculo das disfunções mastigatórias é formado pelos dentes, músculos mastigatórios e ATMs. As disfunções da ATM  podem ser consequência das disfunções mastigatórias, o que resulta numa dificuldade de relaxamento muscular.

A hiperatividade muscular, que pode ser causada pelo stress, leva a uma disfunção da ATM, limitação da abertura bucal e dor. A disfunção pode tirar de sincronia nervos e músculos mastigatórios, distorcendo as relações oclusais e podendo precipitar hábitos parafuncionais como o bruxismo.

Não existe dor em articulação saudável. A dor da ATM é localizada, diagnosticada por  palpação muscular, manipulação funcional dos músculos e outros métodos auxiliares de diagnóstico; agravada por movimentos de rotina como abertura e fechamento da boca, mastigação, escovação e bocejo. Pode apresentar dores reflexas no ouvido, cabeça, pescoço e nuca. Aspectos psicológicos e de comportamento estão fortemente vinculados às disfunções da ATM, não só iniciando, mas predispondo e perpetuando-as.

Esta monografia vai apresentar no primeiro capítulo conhecimentos anatômicos e fisiológicos da ATM  e também suas disfunções.

Dando continuidade, no segundo capítulo apresentaremos os métodos de diagnóstico, métodos auxiliares de diagnóstico e os diversos tipos de tratamento.

Completando o trabalho, no terceiro capítulo veremos o tratamento com placas oclusais, que é apresentado separado e com maior ênfase, por ser o método de tratamento mais divulgado e utilizado pelos cirurgiões – dentistas; em seguida acompanharemos três casos clínicos tratados com placas oclusais na Clínica de Prótese Parcial Fixa, Removível e Oclusão da Faculdade de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, mostrando os resultados alcançados e as consequentes indicações para continuidade do tratamento.

O trabalho monográfico conta com 62 páginas e 46 recursos ilustrativos, que complementam a pesquisa bibliográfica.

 

CONCLUSÃO

                Como vimos, os aspectos anatômicos e funcionais da ATM são muito complexos, mais ainda suas disfunções, que quando não tratadas, seguem uma seqüência lógica, progressiva e agravante do problema. Podendo apresentar dor local e reflexas(cabeça, pescoço e ouvido),desconforto, sons articulares, deslocamento do disco articular com ou sem redução, aderências e alterações estruturais da ATM.

                Através dos casos estudados e acompanhados, pudemos concluir que as placas oclusais são muito eficientes na eliminação dos sintomas, alcançando uma oclusão funcional e confortável para o paciente, desde que tenha sido feito o correto diagnóstico, indicação e o uso; lançando mão dos métodos auxiliares de diagnóstico, e terapias de apoio; total credibilidade e colaboração do paciente, criando-se um ótimo relacionamento paciente/profissional, o que auxilia muito o tratamento e o prognóstico.

                Qualquer que tenha sido a indicação, como ajuste oclusal, se necessário; substituição de restaurações ou próteses; confecção de novas próteses ou encaminhamento a outras disciplinas; lembramos que sempre é muito gratificante, tanto ao profissional quanto ao paciente, a resolução do problema que muito afligia a ambos, porque um paciente que apresenta disfunção, geralmente sente-se muito só, incompreendido e isola-se com sua angústia; e quando chega ao dentista já se encontra muito irritado e deprimido.

Não podemos esquecer que também contribuímos para aliviar o stress, diminuir a ansiedade e aumentar o conforto do paciente nos aspectos emocional, social, familiar e no trabalho, melhorando sua satisfação pessoal e qualidade de vida.

Voltar

Mais informações, escreva para:

silvanacongilio@ig.com.br

1