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NATUREZA DO HOMEM

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Um Estudo 100% Bíblico sobre: NATUREZA DO HOMEM.

 

A Natureza do Homem Segundo a Bíblia. Deus fez o homem de dois elementos: 1.º - pó da terra ou corpo e 2.º - fôlego da vida ou espírito, que juntos formaram uma ALMA VIVENTE, como se ver claramente nesta passagem:

  • "E formou o Senhor Deus o homem, do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente" (Gênesis 2:7)

Aqui, como em outras passagens da Bíblia, a palavra "alma" abrange o ser humano todo, tanto corpo (pó da terra) como espírito (fôlego de vida). A idéia que o povo em geral tem da palavra "alma" é da parte invisível do homem. Acrescentamos que essa idéia popular não veio da revelação divina mas sim dos povos pagãos da mais remota antiguidade, penetrou na igreja apostatada, infiltrou-se na teologia cristã e chegou até nós com foros de verdade bíblica.

 

"A doutrina da imperecibilidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho. A doutrina de sua natureza simples, una, indivisível, etc., não se mantém diante das concepções psicológicas modernas e da teoria mais racional acerca da propagação do ser humano, corpo e alma." 1 Essa afirmação é do saudoso mestre, pastor e amigo Prof. Otoniel Mota e leva nosso pleno endosso.

O homem não possui imortalidade inerente, própria, natural. Ele só adquirirá o toque da imortalidade, se for crente, por ocasião do arrebatamento, na primeira ressurreição, quando Cristo vier buscá-lo. Ler atentamente I Coríntios 15:50 a 54; I Tessalonicense 4:15 a 17; João 5:28 e 29. Diz a Bíblia que unicamente Deus possui a imortalidade. I Timóteo 1:17 e 6:16. Logo o homem é mortal. Quando criado, tinha a imortalidade sob condição, que não soube manter, pois o pecado sujeitou-o à morte. E isto se transmitiu a todo o gênero humano.

 

O Dr. George Dana Boardman (1828-1903), instituidor da famosa "Boardman Foundation of Christian Ethics" na Universidade de Pensilvânia, escreveu no ano de 1880 um livro interessante intitulado Studies in the Creative Week, e nessa obra, abordando o assunto da imortalidade, afirma textualmente: "Do Gênesis ao Apocalipse, nem uma só passagem - quanto eu saiba - ensina a doutrina da imortalidade natural do homem. Por outro lado, o Livro Santo declara, com ênfase, que somente Deus tem a imortalidade (I Timóteo 6:16); quer dizer: Deus exclusivamente possui a imortalidade inerente, em Sua própria essência e natureza imortal..."

 

"Se, pois, o homem é imortal, é porque a imortalidade lhe foi concedida. Ele, então, é imortal, não porque fosse criado nessa condição, mas porque se tornou assim, sendo sua imortalidade derivada dAquele que tem, Ele só, a imortalidade. Com relação a este fato, tudo indica que a Árvore da Vida no meio do jardim do Éden fora designada como símbolo e garantia. Que este é o significado da Árvore da Vida é evidente das palavras finais do registro da Queda: 'Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de Nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da Árvore da Vida, e coma e viva eternamente, o Senhor Deus, pois o lançou fora do Jardim do Éden... E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do Jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da Árvore da Vida.' (Gênesis 3:22 a 24). Se o homem é inerentemente imortal, que necessidade teria da Árvore da Vida? Isto se nos afigura bem claro: a imortalidade era, por qualquer razão, simbolicamente condicionada ao comer da misteriosa Árvore, e a imortalidade se destinava ao homem integral; espírito, alma e corpo." - Studies in the Creative Week, págs. 215 e 216.

 

Aí está outro depoimento que leva nosso endosso, com a ressalva de que o fato não foi apenas simbólico mas real. O que o homem possui é o "fôlego da vida" ou "vida" (o que dá animação ao corpo), que lhe é retirado por Deus quando expira. E o fôlego é reintegrado no ar, por Deus. Mas não é entidade consciente ou homem real como querem os imortalistas.

  • Pretendendo contrariar os claros ensinos da Palavra de Deus, alguns alinham textos bíblicos, que vamos considerar resumidamente:

1.ª Consideração:

  • "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." (Eclesiastes 12:7)

  • "Ao sair-lhe a alma..." (Gênesis 35:18)

  • "... a alma deste menino" "... a alma tornou a entrar nele." (I Reis 17:21 e 22)

Com isso pretendem provar que o homem tem natureza dupla, corpo e alma. Mas na verdade o "espírito" ou a "alma" não tem o sentido que a teologia popular lhe atribui, mas sim, "vida", "fôlego", "sopro", "respiração". Ao nascer o homem, recebe de Deus o "fôlego de vida" (Gênesis 7:22), que ao morrer não poderá reter e retorna para Deus. "Se lhes cortas a respiração, morrem, e voltam ao seu pó" (Salmo 104:29). Sim, o fôlego da vida, (e não uma entidade consciente) é recolhido por Deus quando o homem morre, para reintegrá-lo no ar. Na ressurreição, Deus soprará de novo o fôlego da vida nos mortos.

  • "Se Deus... para Si recolhesse o seu espírito ou seu sopro... o homem voltaria para o pó." (Jó 34:14 a 16)

Espírito e sopro (ou fôlego) são uma coisa só, e aqui são citados para reforço. Se isto fosse uma entidade real e consciente, então se localizaria no nariz do homem o que é absurdo. (Gênesis 2:7, 7:22 e Isaías 2:22). Mas toda a confusão desaparece se traduzirmos os termos em lide por "vida", "fôlego". O pó volta à terra, e o fôlego é recolhido por Deus "que o deu".

Se "o espírito volta a Deus", então também veio de Deus, pois algo só volta de onde veio. Aí já se terá que admitir a preexistência da alma consciente, isto é, todos nós já existíamos antes de nascermos aqui na Terra. Ora, isto seria o maior dos absurdos. Ainda mais o texto diz, de maneira genérica, que todo o pó volta à terra, como o era, e logicamente toda a alma ou espírito (como querem alguns) volte para Deus.

Notemos bem: "para Deus". Então, sejam bons ou ímpios, vão fatalmente para Deus quando morrem, isto é, terão todos o mesmo destino, com a salvação garantida. Por onde se vê o engano do argumento. Era este fôlego que Cristo e Estevão não podendo reter, quando estavam prestes a expirar (e expirar significa soltar o fôlego, exalá-lo definitivamente), pediram ao Pai que o recebesse de volta. (Atos 7:59 e Lucas 23:46). Mas não era parte consciente, pois Cristo, dias depois, ressurreto, dissera: "Ainda não subi para Meu Pai."

 

1. Otoniel Mota, Meu Credo Escatológico (opúsculo), ed. 1938, pág. 3.

 

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