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Um Estudo 100% Bíblico sobre: INFERNO, MORTE E RESSURREIÇÃO.

Imortalidade e a Morte:  

Imortalidade é o estado ou qualidade daquilo que não está sujeito à morte. Os tradutores das Escrituras usaram a palavra imortalidade para traduzir os termos gregos athanasia, “ausência de morte”, aphtharsia “incorruptibilidade”.

Imortalidade. As escrituras revelam que o Deus(Pai, Filho e Espírito) eterno “é o único que possui a imortalidade” (I Tim 1:17 e 6:16). Em nenhuma parte descrevem a imortalidade como uma qualidade ou estado que o homem – ou sua ‘alma’ ou “espírito” – possui inerentemente. Os termos usualmente traduzidos como “alma” e “espírito” ocorrem mais de 1.600 vezes na Bíblia, mas em nenhum caso estão associados a imortal ou imortalidade. Em contraste com Deus, portanto, os seres humanos são mortais. A escritura compara sua vida com “carne e vento que passa e já não volta” (Sal. 78:39). Deus é infinito, os homens são finitos. Deus é imortal, eles são mortais. Deus é eterno, eles são transitórios.

Imortalidade Condicional. Na criação, “formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou(e não, ganhou) a ser alma vivente” (Gên. 2:7). A vida da humanidade, portanto, deriva de Deus (Atos 17:25 e 28; Col. 1:16 e 17). A imortalidade, portanto, não é inerente mas é um dom de Deus. Adão e Eva foram criados com capacidade de escolher. A continuação de sua existência dependeria de contínua obediência através do poder de Deus. Deus esclareceu as condições sob as quais ele perderia esse dom – comendo da “árvore do bem e do mal”. Deus advertiu: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gên. 2:17).

Morte: Salário do Pecado. Contradizendo a afirmativa divina de que a desobediência acarretaria a morte, Satanás assegurou: “Certamente não morrereis” (Gên. 3:4). Mas, depois de haverem contrariado a ordem divina, o homem descobriu que o salário do pecado é realmente a morte (Rom. 6:23). Deus barrou, então, ao par pecaminoso(Adão e Eva) o acesso à árvore da vida, para que não pudessem comer e viver para sempre (Gên. 3:22). “ .. a morte passou a todos os homens porque todos pecaram” (Rom. 5:12). Foi tão somente a misericórdia de Deus que protegeu o homem da morte imediata. O Filho de Deus oferecera-Se para dar Sua própria vida. Ele era “ o Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8).

Esperança para a Humanidade. Embora as pessoas nasçam mortais, a Bíblia as estimula a perseguirem a imortalidade (Rom 2:7). Jesus Cristo é a fonte de sua imortalidade: “O dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rom. 6:23). “Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão(ainda não são) vivificados em Cristo” (I Cor. 15:22). Sua voz abrirá os sepulcros e ressuscitará os mortos (S. João 5:28 e 29). “ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça mas tenha a vida eterna” (S. João 3:16). Assim, a vida eterna é só para os que tem a fé em Cristo. Apenas para aqueles que nEle crê, e não para os descrentes. Cristo trouxe “imortalidade mediante o evangelho” (II Tim. 1:10). Paulo nos assegura que são as Sagradas Escrituras que nos tornam “sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (II Tim. 3:15). Aqueles que não recebem o evangelho, portanto, não receberão a imortalidade.

O Recebimento da Imortalidade. O momento em que nos será(a nós, santos) concedido o dom da imortalidade, é assim descrito por Paulo: “Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos(morreremos), mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós(os que tiverem vivos) seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da imortalidade. E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (I Cor. 15:51-54). Isso torna claro duas coisas: Deus não colocou a imortalidade sobre o crente por ocasião da morte, mas irá concedê-la na ressurreição, quando soar a “última trombeta”; como na segunda vinda só ficarão vivos os santos no momento após a volta de Jesus, já que os ímpios não agüentarão a glória de Cristo, e só ressuscitarão os justos(primeira ressurreição), só eles receberão a imortalidade.

A Natureza da Morte. Sendo a morte a cessação da vida, o que diz a Bíblia quanto à condição da pessoa na morte?

A Morte é um Sono. Morte não é aniquilação completa; é apenas um estado temporário de inconsciência enquanto a pessoa aguarda a ressurreição. A Bíblia identifica repetidamente esse estado intermediário como sono. Referindo-se à morte de algumas pessoas, o Antigo testamento descreve Davi, Salomão e outros reis de Israel e Judá como estando a dormir com seus pais (I Reis 2:10; 11:43; 14:20 e 31; 15:8; II Crôn. 21:1; 26:23; etc.). Jó também identificou a morte como um sono (Jó 14:10-12), assim como o fizeram Davi (Sal. 13:3), Jeremias (Jer. 51:39 e 57) e Daniel (Dan. 12:2). O Novo Testamento utiliza as mesmas figuras. Ao descrever as condições da filha de Jairo, que estava morta, Jesus disse que ela estava apenas dormindo (S Mat. 9:24; S Mar. 5:39). A Lázaro, já morto, Ele referiu-se da mesma maneira (S. João 11:11-14). Mateus escreveu que “muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram” após a ressurreição de Cristo (S. Mat. 27:52). Ao registrar o martírio de Estevão, Lucas disse que ele “adormeceu” (Atos 7:60). Tanto Paulo quanto Pedro se referiram à morte como um sono (I Cor. 15:51 e 52; I Tess. 4:13-17; II S. Ped. 3:4). O mais importante é que a representação bíblica da morte como sono caracteriza muito bem a sua natureza, conforme o demonstram as seguintes comparações: 1. Aqueles que dormem estão inconscientes. “Os mortos não sabem coisa alguma” (Ecles. 9:5). 2. No sono, os pensamentos conscientes cessam. “sai-lhes o espírito(pneuma e ruach=sopro, fôlego) e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia perecem todos os seus desígnios(Sal. 146:4). 3. O sono põe fim a todas as atividades do dia. “No além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma(Ecles. 9:10). 4. O sono nos dissocia daqueles que estão despertos e de suas atividades. “Para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Ecles. 9:6). 5. Sono normal inativa as emoções. “Amor, ódio e inveja para eles já pereceram” (Ecles. 9:6). 6. Durante o sono as pessoas não louvam a Deus. “Os mortos não louvam ao Senhor” (Sal. 115:17). 7. O sono pressupõe posterior despertar. “Vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos(lugar onde permanecem os mortos) ouvirão a Sua voz e sairão” (S. João 5:28 e 29).

Homem – uma Alma Vivente. Deus formou o homem do pó da terra e não de outras formas de vida como animais ou peixes. Quando Deus formou o ser humano do pó da terra, todos os órgãos se achavam presentes: coração, pulmões, rins, fígado, baço, cérebro, etc. – todos perfeitos, mas sem vida. Então Deus assoprou Seu próprio fôlego de vida para dentro desse ser inanimado, e o homem “tornou-se alma vivente”. A equação é simples: o pó da terra(elementos terrestres) + fôlego de vida= ser vivente ou alma vivente. Esse “fôlego de vida” (o sopro do todo Poderoso(Jó 33:4)) não é limitado às pessoas. Todas as criaturas vivas o possuem. A Bíblia, por exemplo, atribui esse fôlego tanto aos animais que entraram na arca de Noé, quanto aos que não entraram. (Gên. 7:15 e 22). O termo hebraico de Gênesis 2:7, aqui traduzido como “alma vivente” ou “ser vivente”, é nephesh chayyah. Esta expressão não designa exclusivamente o homem, pois também é aplicada a animais marinhos, insetos, répteis e bestas (Gên. 1:20 e 24; 2:19). Nephesh, traduzido como “alma”, vem de naphash, que significa respirar. O termo grego equivalente em O Novo Testamento é psuche. Estes termos designam, basicamente, o homem e os animais como criaturas viventes.

O Significado Bíblico de Alma. Alma, como já foi mencionado, é a tradução do hebraico nephesh. Denota o homem como um ser vivente. Quando dizemos que mais uma alma veio ao mundo, utilizamos no sentido de que nephesh não representa parte de uma pessoa; é “pessoa” (Gên. 14:21; Núm. 5:6; Deut. 10:22; Sal. 3:2) ou “eu”(a própria pessoa) (Lev. 11:43; I Reis 19:4; Isa. 46:2). Por outro lado, expressões tais como “minha alma”, são geralmente expressões que equivalem aos pronomes pessoais “eu”, “me”, “vós”, “ele” (Gên. 12:13; Lev. 11:43 e 44; Sal. 3:2, etc.). Em mais de 100 ocorrências nephesh é traduzido como “vida” (Gên. 9:4 e 5; I Sam. 19:5; Jó 2:4 e 6; Sal. 31:13, etc.). As vezes, nephesh refere-se a desejos, apetites ou paixões (Deut. 23:24; Prov. 23:2; Ecles. 6:7) ou à sede das afeições (Gên. 34:3; Cantares de Salomão 1:7, etc.). Em Números 31:19 nephesh é “morto” e em Juí. 16:30 (traduzido como “eu”) ela morre. O uso do termo grego psuche em O Novo Testamento é similar àquele de nephesh no Antigo. É utilizado para a vida animal e humana (Apoc. 16:3). Na versão King James, a palavra é traduzida 40 vezes simplesmente como “vida” ou “vidas” (S. Mat. 2:20; 6:25; 16:25; etc.). Seu uso também se refere simplesmente a “pessoa” (Atos 7:14; 27:37; Rom. 13:1, etc.). Também se refere a emoções (S. Mar. 14:34; S. Luc. 2:35), à mente (Atos 14:2; Filip. 1:27) ou ao coração (Efés. 6:6). O mais importante, para o nosso estudo, é que tanto o termo nephesh (Juí. 16:30), quanto psuche (Apoc. 16:3; S. Mat. 10:28) não são imortais, mas sujeitos à morte e podem ser destruídos. Não existe qualquer texto bíblico que indique a possibilidade de a alma(nephesh ou psuche) sobreviver ao corpo, mantendo-se como entidade consciente.  

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