Aquecimento Global - Suas Consequências
 
06/2/2007
Não há mais dúvida, não é mais previsão, é um fato concreto, e todos nós estamos sujeito a ele.
Se ainda havia alguma dúvida, ela acaba de ser enterrada. Mas a confirmação está longe de ser uma boa notícia. O mais novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), cuja primeira parte foi divulgada nesta sexta-feira (2/2/2007), em Paris, não deixa dúvidas: o clima do planeta está mudando – e a culpa é do homem.
 


Imagens de "The Day After Tomorrow" e que conta com Dennis Quaid no papel de um climatologista que tem que salvar o mundo de um subito aquecimento global...



Cada vez mais nós nos damos conta de que a Revolução Industrial mudou para sempre a relação entre o homem e a natureza. Há a preocupação crescente de que em meados, ou no final do século 21, as atividades do homem terão mudado as condições básicas que possibilitaram o aparecimento de vida sobre a Terra.
O aquecimento global é a hipótese que os cientistas criaram para explicar o fato de que dados obtidos indicam um aumento de temperatura em várias partes do globo, verificadas nos últimos 150 anos.
Várias atividades humanas lançam na atmosfera gases que já fazem parte do Efeito estufa, como o gás carbônico ( CO2) entre outros. Este fato estaria aumentando o poder desta camada de reter calor, provocando o aquecimento global perturbando a forma com que o clima mantém esse equilíbrio. Em 100 anos, a temperatura média do planeta subiu 0,6ºC, parece pouco, mas é o suficente para causar vários desastres naturais, como mortandade de anfíbios, redução da cobertura de neve do planeta em 20%,redução da espessura do gelo do Ártico em 40%. O nível do mar também subiu, colocando em riscos cidades costeiras. Não há mais dúvida, não é mais previsão, é um fato concreto, e todos nós estamos sujeito a ele. A ficção já se confunde com a realidade, exemplo disto foi o furacão Katrina.
Dia 29 de agosto de 2005, o Katrina chegou , e deixou uma população em desespero, pois tinham somente 36 horas para abandonar tudo e se deslocar para outra cidade a quilômetros de distância, assim foi em New Orleans nos Estados Unidos, com o alerta de aproximação do Katrina, um dos mais potentes furacões dos últimos anos, com rajadas de ventos de 280 km por hora, resultando em milhares de mortos e uma região destruida.






O que é o Efeito Estufa ?: Fundamental para a existência de vida na Terra
 
É a capacidade das nuvens( vapor d'água ) e gases da atmosfera( CO2, metano e outros ) de reter parte do calor irradiado pela superfície terrestre. Sem esse fenômeno natural, a Terra seria um planeta gelado, com uma temperatura média de -18°C [ 1 ] , e não os +16°C existentes. A longo prazo, a Terra deve irradiar energia para o espaço na mesma proporção em que a absorve do sol... O vapor d’água, dióxido de carbono e outros "gases de efeito estufa" existem naturalmente na atmosfera. Esses gases impedem que a energia passe diretamente da superfície terrestre para o espaço. Ao invés disso, processos interativos (como a radiação, as correntes de ar, a evaporação, a formação de nuvens e as chuvas) transportam essa energia para altas esferas da atmosfera. De lá, ela pode ser irradiada para o espaço. É bom que esse processo seja mais lento e indireto ( equilibrado ), porque se a superfície terrestre pudesse irradiar energia para o espaço livremente, nosso planeta seria um lugar frio e sem vida, tão desolado e estéril quanto Marte.
[1] tema relacionado: Dióxido de Carbono pode ter evitado que a Terra se tornasse um planeta gelado como Marte

25/09/2008
Verão Ártico - Calota encolheu centenas de quilômetros
 
A mudança no verão do Oceano Ártico acontece tão rapidamente que criou uma disputa internacional. Essa é face mais visível da mudança. O que costuma ser gelo mesmo no verão, agora é mar aberto, o degelo desse ano foi tão radical que a calota encolheu centenas de quilômetros e a rapidez do fenômeno vem criando dificuldades para a segurança de alguns países devido a nova imensidão degelada. No futuro haverá água durante um período maior do ano, o que permitirá que o Ártico se torne uma nova rota alternativa para grandes navios. As imagens de satélites mostram o que esta acontecendo, a calota polar que sempre ocupou uma boa porção do planeta durante milhares de anos, sempre encolheu no verão, mas agora isso acontece bem acima da média, a maior parte dessa imensa camada bóia, porém vem ficando cada vez mais fina e frágil. Normalmente o gelo ajuda a refletir os raios do sol, por outro lado o mar muito mais escuro absorve muito mais radiação solar, acelerando os impactos do aquecimento. Pesquisas indicam que, quanto menos gelo, mais violentos se tornam os fenômenos climáticos, cientistas explicam que o recuo da calota polar e a mudança nos padrões climáticos da região podem ser traduzidos em tempestade cada vez mais fortes como parte do aquecimento global. Com o desaparecimento do gelo o Ártico desperta mais ainda a cobiça dos países vizinhos. A Rússia esta próxima e cada vez mais presente, tornando essas novas fronteiras o alvo da disputa. Conclusão, o degelo pode também ser a causa de novos conflitos mundiais. No extremo norte do litoral americano, durante o verão era possível ver a calota polar, já atualmente isso não é mais possível, pois ela esta muito além do horizonte. 28/09/2008
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080925_videogeloebc.shtml acessado em 28/09/2008

24/07/2007
Aquecimento Global altera padrão de chuva
 
Aquecimento altera padrão de chuva Mudanças climáticas causadas por atividades humanas deixam países europeus mais úmidos e africanos mais secos Comparação entre alteração observada e simulações de computador sugere que a a tendência é a mudança ser pior do que se esperava A mudança no padrão de chuvas observada em todo o mundo ao longo do último século é conseqüência do aquecimento global, afirma estudo divulgado pela revista "Nature" (www.nature.com). O trabalho projeta para o futuro a tendência de áreas secas ficarem mais secas e áreas chuvosas, mais chuvosas. A ocorrência de tempestades mais intensas e inundações no norte do Hemisfério Norte -como as que vêm castigando a Inglaterra nos últimos dias-, e de secas severas em áreas ao norte do Equador (como México e região do Saara) é fruto, acreditam os cientistas, do aquecimento promovido pelo agravamento do efeito estufa.
De mal a pior "Essas mudanças já podem ter causado efeitos significativos nos ecossistemas, na agricultura e na saúde humana em regiões sensíveis a mudanças de precipitação", escreve a equipe liderada por Xuebin Zhang, da Divisão de Pesquisa Climática do Canadá. Além disso, os cientistas perceberam que na comparação entre as mudanças já observadas e outras simuladas nos modelos climáticos computadorizados, as primeiras foram mais intensas. Isso sugere que as projeções que vêm sendo feitas para os impactos da crise do clima podem estar subestimadas. No começo do ano, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) qualificou como "inequívoca" a responsabilidade humana pelo aquecimento global, principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis. Os cientistas estimaram que até o final do século as temperaturas podem subir até 4C.
Fonte: Folha de São Paulo - Caderno de Ciências - 24 de julho de 2007

03/02/2007
Sem neve, única estação de esqui da Bolívia deverá desaparecer
 

A tradição de esquiar dos bolivianos deverá desaparecer junto com a neve de Chacaltaya
Simon Romero (Chacaltaya Journal), em Chacaltaya, Bolívia
É a estação de esqui mais alta do mundo, a uma altitude estonteante de 5.300 metros, com uma vista do Lago Titicaca no horizonte. Atribuindo o derretimento à crescente emissão de gases causadores do efeito estufa que provocam o aquecimento global, os cientistas afirmam que a tradição de esquiar da Bolívia acabará quando a modesta pista de esqui de Chacaltaya desaparecer para sempre dentro de poucos anos.
Os cientistas dizem que as geleiras estão diminuindo progressivamente de tamanho em toda a Cordilheira dos Andes, mas que o derretimento em Chacaltaya tem sido especialmente rápido. Segundo Jaime Argollo Bautista, diretor do Instituto de Investigação Geológica da Universidade de San Andres, em La Paz, mais de 80% da geleira desapareceu em um período de 20 anos.
"Acho que Chacaltaya só dura mais três anos", afirma Argollo, acrescentando que o tamanho relativamente pequeno da geleira e a abundância de rochas sob o gelo, que absorvem facilmente o calor, são fatores que aceleram o derretimento.
Fonte: The NYT News Service







05/02/2007
Dez viagens que deixarão de existir nos próximos anos
 

Ursos polares podem desaparecer da natureza
Crédito: Travel Manitoba

Todos os anos quando é inverno no hemisfério norte, notícias sobre o aquecimento global aparecem. O The Guardian, jornal inglês de grande circulação, destacou dez atrações que possivelmente desaparecerão nos próximos anos por conta da elevação da temperatura.
Um dos destinos é o monte Kilimanjaro, montanha mais alta da África. Os meteorologistas acreditam que em uma década seu pico não terá mais neve. Outro local que deve sofrer com o calor é Churchill, no Canadá. Visitada pelos famosos ursos polares, deverá parar de receber turistas em 2030. Muitos especialistas dizem que os animais só existirão em cativeiro. Esquiar em Kitzbuhel, na Aústria, também pode virar coisa do passado. Cientistas acreditam que não haverá mais neve nas baixas altitudes. A estação, que está a 760 metros de altitude, ficará sem gelo em apenas 20 anos. Outras atrações citadas na matéria são: a barreira de corais do Caribe; as ilhas Maldivas, no Oceano Índico; a migração de antílopes no leste africano; o Glacier National Park, nos Estados Unidos; o espetáculo da migração das borboletas Monarch, no México; os gorilas das montanhas africanas; e Cairngorms, uma das principais atrações escocesas.
Fonte: http://grupoviagem.blog.uol.com.br
Matéria Completa em inglês - http://travel.guardian.co.uk


30/12/2006
Geleira se rompe no Canadá e alerta sobre riscos do aquecimento global
 

imagem:www.apolo11.com

Um giganstesco bloco de gelo, maior que 11 mil campos de futebol, se desprendeu na região do ártico canadense. Segundo informações de cientistas da Universidade de Laval, no Canadá, o bloco provavelmente se rompeu há quase 1 ano e meio, próximo à costa da ilha de Ellesmere, 800 km ao sul do Polo Norte, mas não foi testemunhado por ser a região praticamente desabitada.
Assim que viu as primeiras imagens de satélites mostrando o bloco à deriva, Warwick Vincent, cientista que estuda as condições do Ártico, viajou imediatamente para o local da nova e gigantesca ilha formada e se espantou com o que viu. "Esse é um evento dramático e pertubador e mostra que perdemos um considerável pedaço do norte do Canadá, que esteve alí por milhares de anos. Trabalho nisso há mais de uma década e nunca tinha visto uma perda tão grande de gelo", disse Vincent.
Para saber mais: www.apolo11.com


Folha de São Paulo 27/12/2006
Ilha habitada some sob o mar na costa da Índia - Elevação do oceano ameaça o delta do Ganges - GEOFFREY LEAN DO "INDEPENDENT"
 
O aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global já fez uma pequena ilha desaparecer da superfície do planeta. A submersão de Lohachara, na baía de Bengala, Índia, onde deságuam os rios Ganges e Brahmaputra, foi o prelúdio da confirmação das previsões de climatologistas sobre o agravamento do efeito estufa. À medida que os mares se elevam, até mesmo nações inteiras, como as Ilhas Marshall, podem sumir. Países com vastas planícies costeiras, como o Egito ou Bangladesh, podem perder boa parte de suas terras.
Há oito anos, algumas ilhas desabitadas do arquipélago de Kribati, no Pacífico, desapareceram sob as ondas. Pessoas que moravam em Vanuatu, perto do local, foram retiradas de suas casas por precaução, mas esta pequena nação ainda se mantém fora d'água.
O desaparecimento gradual, mas persistente de Lohachara, porém, não tem precedentes. No passado, o local chegou a abrigar 10 mil pessoas. O sumiço total da ilha foi confirmado por cientistas da Universidade Jadavpur, de Calcutá, que estudavam em Sunderbans, uma região de mangue no delta do Ganges. A ilha é tão remota que os pesquisadores ficaram sabendo da submersão por meio de imagens de satélites. Uma ilha vizinha, Suparibhanga, também desapareceu, bem como dois terços de outra ilha povoada, Ghoramara. "Em questão de alguns anos ela vai ser engolida também", diz Sugata Hazra, coordenador do estudo. Segundo ele, há mais umas dez ilhas em processo de submersão na parte indiana do delta e cerca de 400 tigres que vivem na área deverão morrer. Antes da notícia vinda da Índia, acreditava-se que as Ilhas Carteret, em Papua-Nova Guiné, seriam as primeiras terras povoadas a submergir. Isso pode ocorrer em cerca de oito anos. Lohachara, porém, foi a primeira ilha povoada a sumir.


23/06/2006
Apocalipse Já - Reportagem especial da Revista Veja - Edição 1961 de 21 de junho de 2006 Sobre o Aquecimento Global
 
Já começou a catástrofe causada pelo aquecimento global, que se esperava para daqui a trinta ou quarenta anos. A ciência não sabe como reverter seus efeitos. A saída para a geração que quase destruiu a espaçonave Terra é adaptar-se a furacões, secas, inundações e incêndios florestais (Jaime Klintowitz)
Reportagem Completa

23/06/2006
Relatório americano sobre efeito humano no clima silencia céticos
 
Um estudo encomendado pelo Congresso dos Estados Unidos à Academia Nacional de Ciências daquele país confirma: a Terra está mais quente nas últimas décadas do que esteve há pelo menos 400 anos e provavelmente mais. Um painel de climatologistas disse ontem aos legisladores do país que mais polui no planeta que "as atividades humanas são responsáveis por muito do aquecimento recente". Outra de suas conclusões, publicadas na forma de um relatório disponível (em inglês) na internet (www.nap.edu/catalog/11676.html), é que as temperaturas no hemisfério Norte subiram cerca de 0,6C durante o século 20. O painel fez uma reconstrução das temperaturas de superfície do hemisfério Norte nos últimos 2.000 anos, a pedido do representante (deputado) republicano Sherwood Boehlert, para responder aos céticos do aquecimento global -sendo o mais ilustre deles o presidente americano, George W. Bush.
Fonte: Folha de São Paulo - Caderno de Ciência - 23/06/2006

28/09/2005
Aquecimento da Terra transforma paisagem do Alasca
 
O vilarejo de Shishmaref, do povo inupiat, prepara-se para sair dali porque a cidade está afundando. (Reuters 28/9/2005)
Por Yereth RosenANCHORAGE, EUA (Reuters) - Vilarejos que afundam devido ao derretimento da camada congelada do subsolo, uma explosão na quantidade de insetos, números recorde de incêndios florestais e cada vez menos gelo -- esses são alguns dos sinais mais óbvios e assustadores de que o Alasca está ficando mais quente devido às mudanças climáticas, disseram cientistas.
As temperaturas atmosféricas no Estado norte-americano aumentaram entre 2 e 3 graus Celsius nas últimas cinco décadas, segundo a Avaliação do Impacto do Clima no Ártico, um estudo amplo realizado por pesquisadores de oito países.O aquecimento, mais evidente no inverno e na primavera, é muito mais dramático ali do que no resto do mundo, em que o aumento médio da temperatura na superfície da Terra foi de 1 grau Celsius nos últimos cem anos, disse a Agência de Proteção Ambiental.
Uma grande infestação de besouros atingiu 8 milhões de hectares na região centro-sul do Alasca na última década, afirmaram os cientistas. Segundo as pesquisas, o clima mais quente atrasou a chegada do inverno, época em que os insetos morrem.O voraz ataque dos besouros deixou as árvores cheias de lascas ao mesmo tempo em que o estresse induzido pelo calor as enfraqueceu, deixando-as mais sujeitas a incêndios provocados por raios, disse Glenn Juday, da Universidade do Alasca Fairbanks."Todas as árvores da floresta boreal estão mostrando sintomas incomuns de problemas de saúde relacionados com o calor", afirmou Juday, observando que o Alasca registrou suas maiores temporadas de incêndio nos dois últimos verões.Nas regiões mais frias do interior, casas estão escorregando e as estradas começam a apresentar ondulações devido ao derretimento da permafrost -- o solo congelado --, que se transforma em um terreno esponjoso e mais macio.O vilarejo de Shishmaref, do povo inupiat, prepara-se para sair dali porque a cidade está afundando.Imagens de satélite divulgadas na quarta-feira mostraram que a cobertura de gelo na região ártica diminuiu nos últimos quatro anos, segundo um estudo da Universidade do Colorado, da Nasa e da Universidade de Washington.A diminuição do gelo dificultou a vida de animais como os ursos polares, que caçam na periferia das áreas congeladas.Correntes de água aquecida estão mudando os ciclos do salmão e, segundo os cientistas, permitiram a disseminação de um parasita do peixe no rio Yukon.O aquecimento é acentuado em regiões de latitude alta como o Alasca em parte por causa da atmosfera mais fina na região polar, da concentração de gases que provocam o efeito estufa e em parte por causa da natureza das correntes atmosféricas, dizem os estudos.


19/09/2005
Furacão Katrina e o Aquecimento Global
 O furacão Katrina alimentou o debate sobre o aquecimento global, com alguns ambientalistas atacando o presidente George W. Bush por ter retirado os Estados Unidos do principal projeto da Organização das Nações Unidas contra as alterações climáticas.
Especialistas concordam que é impossível saber se uma determinada tempestade foi causada pela elevação de temperaturas. (Reuters 9/9/2005)
Os tradicionais "cientistas de plantão" já foram mobilizados. Em entrevistas a jornais e televisões americanas, informaram que não há provas científicas inquestionáveis de uma relação de causa e efeito entre o aquecimento global e as perturbações climáticas observadas nestes últimos tempos. Estariam querendo salvar a pele do presidente George W. Bush, dos Estados Unidos, que se recusa a assinar o Protocolo de Kyoto?
O importante é que não se pense que o Katrina seja um acontecimento fortuito. Tudo indica que outros Katrinas virão (...)
É claro que ninguém pode deixar de reconhecer que neste ano houve um número sem precedentes de irregularidades climáticas de conseqüências trágicas. Quase simultaneamente, houve ondas de calor nos EUA, na Europa, na Ásia e na África. Inundações na Ásia, nos EUA e na Europa. E também furacões devastadores nas Antilhas, nos EUA e na Ásia. E até no Brasil, um caso com poucos precedentes. (...)
O importante, entretanto, é que não se pense que o Katrina ou este verão de trágicas anomalias climáticas sejam um acontecimento fortuito, acidental. Tudo indica que outros Katrinas virão, talvez ainda neste ano, talvez no ano que vem. Ou fazemos alguma coisa para reduzir emissões de gases de efeito estufa ou nos acostumamos com hecatombes.
( (ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE) Katrina, Bush e Pirro Folha de S.Paulo Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 74, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Editorial da Folha. 08/09/2005 ( http://www.ces.fgvsp.br/index.cfm?fuseaction=noticia&IDnoticia=32378&IDidioma=1 )

(...)Katrina foi eloqüente. Em 2002 se tinham aprovado quase 4 bilhões de dólares para estudar o que passaria se o aumento do nível do água atingisse os 20 pés, e se prognosticava que um furacão de nível 3 submergiria Nova Orleans.(...)
JC e-mail 2849, de 06 de Setembro de 2005 - A lição de Katrina, artigo de Guillermo Foladori ( http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=31209 )


11/08/2005
Área do tamanho do Pará está derretendo na Sibéria
 

Um milhão de quilômetros quadrados de área congelada da Sibéria estão derretendo, o que pode aumentar significativamente a velocidade do aquecimento global, alerta uma reportagem publicada na "New Scientist" desta quinta-feira (11/08/2005).
O repentino descongelamento de uma área do tamanho da França e da Alemanha juntas (ou pouco menor do que o Estado do Pará, que tem 1,2 milhão de quilômetros quadrados) pode liberar na atmosfera bilhões de toneladas de metano, um poderoso gás causador do efeito estufa.
A informação foi divulgada pelos pesquisadores Sergei Kirpotin, da Tomsk State University, na Rússia, e Judith Marquand, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
Segundo ele, toda a região subártica do oeste da Sibéria começou a derreter, o que já "vem ocorrendo há três ou quatro anos". No lugar da área de terra congelada estão surgindo inúmeros lagos rasos, com mais de um quilômetro de extensão.
Lamaçais congelados
De acordo com a "New Scientist", o oeste da Sibéria esquentou mais rapidamente do que todo o resto do mundo, com um aumento nas temperaturas de 3ºC nos últimos 40 anos.
Outra causa do aquecimento é justamente o derretimento do gelo, que provoca a exposição de solo e oceano. Essas superfícies absorvem mais o calor solar do que o gelo, o que leva a mais aquecimento.
Fonte:BBC Brasil - 11 de agosto de 2005


22/04/2005
Península Antártica tem degelo em 87% dos glaciares - Primeiro levantamento completo das geleiras na região mostra que derretimento é mais grave do que se imaginava
 

Os cientistas já suspeitavam que as geleiras na península Antártica estivessem derretendo em ritmo acelerado. Afinal, a região tem sido vítima preferencial do aquecimento global, esquentou 2ºC nos últimos 50 anos, contra uma média global de 0,7ºC no último século. O degelo atinge 87% dos glaciares da península.
O derretimento das geleiras antárticas é uma questão que tem enlouquecido os climatologistas.
Nível dos mares:  A península Antártica -onde se situa a maior parte das estações de pesquisa do continente, incluindo a brasileira Comandante Ferraz- é uma área-chave para os estudos que buscam avaliar os impactos do aquecimento global. O recuo das geleiras da região, que trazem água doce do continente para o oceano, tem o potencial de elevar o nível do mar. No último século, o aumento global foi de pelo menos dez centímetros.
Um estudo feito em outra região do continente antártico, a calota polar Oeste, indica que o derretimento dessa capa glacial, sozinho, eleva os mares em até 2 milímetros por ano. Cook e seus colegas observam ainda que a tendência ao degelo está "migrando" e afetando glaciares mais ao sul -portanto, em áreas mais frias da península-, o que é um mistério. Embora o derretimento seja provavelmente causado pelo aquecimento global, é difícil fazer uma associação certeira. "A rapidez da migração sugere que esse pode não ser o único fator responsável pelo recuo das geleiras na região", afirmam.
Fonte:Folha de São Paulo - Folha Ciência - 22 de abril de 2005


15/10/2004
Degelo na Antártida aumenta nível do mar
 

O derretimento acelerado das geleiras no oeste da Antártida está lançando no mar uma quantidade de água suficiente para elevar o nível dos mares em 0,2 milímetro por ano, um décimo da elevação total observada na Terra. O alerta vem de um estudo publicado hoje, o terceiro da semana a detectar alterações drásticas na capa de gelo do continente branco.
A pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas dos EUA e do Chile e publicada na edição on-line do periódico científico americano "Science" (www.sciencexpress.org)
Fonte:Folha de São Paulo - Folha Ciência - 14 de setembro de 2004


27/10/2003
Detectado degelo acelerado das geleiras da Patagônia
 

“As mudanças que se produzem nas geleiras são tão dramáticas que, apesar de distantes, têm impacto mundial”, diz Gino Casassa, do Centro de Estudos Científicos de Valdivia.
Esse estudo confirma uma pesquisa da Nasa, divulgada na primeira quinzena, mostrando que as geleiras continentais da Patagônia, no Chile e Argentina, estão afinando em ritmo acelerado e representam, agora, quase 10% do elevação global no nível dos mares derivados das montanhas glaciais.
Um dos motivos do degelo, de acordo com o estudo, são as mudanças climáticas, embora também contribuam também os efeitos dinâmicos do gelo e o desprendimento de placas. Casassa diz que as mudanças por que passam as geleiras vão efeitos sobre o meio ambiente e atividade humana na periferia das geleiras, situadas a 2.700 quilômetros de Santiago.


08/04/2004
Estudo publicado na edição desta semana da revista Nature concluiu que a Groenlândia está condenada ao completo degelo
 

O processo irreversível, segundo os cientistas, começará nos próximos 50 anos, caso o aquecimento global se mantenha no ritmo atual. Porém, a perda total da cobertura de gelo ocorreria somente daqui a 1000 anos. O derretimento causaria uma elevação de 7 metros no nível do mar, o que devastaria a maioria das cidades costeiras do planeta e diminuiria a salinidade da água.


08/04/2004
Os regimes regionais de chuva podem mudar
 

Em nível mundial, espera-se que o ciclo de evapotranspiração acelere. Isso significa que choveria mais, mas a chuva evaporaria mais rápido, deixando os solos mais secos em períodos críticos da época de cultivo. Novos ou mais intensos períodos de seca, principalmente nos países mais pobres, poderiam diminuir o fornecimento de água potável até o ponto de ficar ameaçada a saúde pública. Por não terem plena segurança a respeito de contextos regionais, os cientistas não sabem ao certo quais as regiões do mundo correm o risco de ficar mais chuvosas e quais, mais secas. Mas com os recursos hídricos globais já sob grande pressão devido ao rápido cresciment o demográfico e a expansão das atividades econômicas, o perigo é evidente.


08/04/2004
As zonas climáticas e agrícolas podem deslocar-se em direção aos pólos.
 

Prevê-se que nas regiões de latitude média, o deslocamento será de 150 a 550 km para um aquecimento de 1-3,5ºC. Verões mais secos podem reduzir o rendimento das safras nas regiões de latitude média e é possível que as principais áreas produtoras de grãos de hoje (como as Grandes Planícies dos Estados Unidos) sofram secas e ondas de calor mais freqüentes. As regiões próximas aos pólos das zonas agrícolas de latitude média — o norte do Canadá, a Escandinávia, a Rússia e o Japão, no hemisfério norte, e o sul do Chile e a Argentina, no hemisfério sul — poderiam se beneficiar de temperaturas mais elevadas. Contudo, em algumas regiões, terrenos acidentados e solos pobres impediriam esses países de compensar o rendimento reduzido das áreas mais produtivas atualmente.


08/04/2004
O derretimento de geleiras e a expansão térmica dos oceanos podem elevar os níveis do mar, ameaçando zonas costeiras e pequenas ilhas de baixa altitude.
 

O nível médio global do mar já subiu cerca de 10 a 15 cm no século passado e espera-se que o aquecimento global ocasione um aumento adicional de 15 a 95 cm até o ano 2100 (com uma "melhor estimativa" de 50 cm). As áreas mais vulneráveis seriam as regiões costeiras desprotegidas e densamente povoadas de alguns dos países mais pobres do mundo. Bangladesh, cujo litoral já é propenso a enchentes devastadoras, seria uma possível vítima, da mesma forma que muitos pequenos países insulares, como as Ilhas Maldivas.


18 de outubro de 2002
Triste fim das neves do Kilimanjaro
 

A montanha que serviu de cenário a um dos maiores clássicos de Hollywood - As Neves do Kilimanjaro (EUA,1952) - adorada por turistas e aclamada na literatura, não é mais a mesma. O Kilimanjaro, ponto culminante do continente Africano, situado na Tanzânia, já perdeu 80% de sua cobertura de neve nos últimos 90 anos, e a previsão é que a neve desaparecerá por completo nos próximos 20 anos.
A neve do Kilimanjaro - uma verdadeira dádiva da natureza em plena zona equatorial do planeta. Segundo uma pesquisa da Universidade de Ohio. " A capa de neve que cobre o Kilimanjaro há mais de 11 mil anos, deve acabar totalmente até 2015", prevê o pesquisador Lonnie Thompson, apontando o aquecimento global como culpado. De acordo com o artigo, a diminuição na capa de gelo já reduziu a quantidade de água nos rios tanzanianos. Além disso, a montanha - celebrada por Ernst Heminghway em As Neves do Kilimanjaro - é a principal atração turística da Tanzânia, que faz com que 20 mil estrangeiros visitem todos os anos esse país. A dúvida: quantos continuarão indo, com a montanha sem neve?
Fonte:Galileu/abril 2001 e o Estado de São Paulo 18 de out de 2002


11 de abril de 2001
Efeito Estufa leva à morte de anfíbios...
 

Os lagos e riachos do noroeste dos EUA sempre foram recheados de sapos. Porém o cenário mudou desde a década de 80, quando a população de anfíbios começou a diminuir. Cientistas da Universidade da Pensilvânia anunciaram na semana passada que acharam um culpado pela morte de centenas de milhares de embriões: a mudança climática decorrente do aquecimento global, que nunca foi tão acentuada quanto na última década. O estudo publicado na revista britânica Nature revela que os embriões morreram pois o nível das águas diminuiu com o efeito estufa. Os girinos foram expostos aos raios do sol, o que facilitou a disseminação de fungos letais....Fonte:ISTOÉ 11/04/2001


09 de julho de 2001
O inferno dos pinguins - O aquecimento no clima do planeta altera o equilíbrio das colônias da ave marinha e causa mortandade
 

A pesquisadora Dee Booersma, da Universidade de Washington, estuda há 18 anos a vida numa gigantesca aglomeração de pinguins em Punta Tombo, no sul da Argentina. Lá vivem centenas de milhares de pinguins de Magalhães, uma espécie corriqueira e numerosa da ave . Desde o ano passado, Dee vem observando uma dramática ruptura no equilíbrio da colônia. "Nunca vi tantos animais adultos morrendo e deixando filhotes a míngua", disse a cientista ao jornal The New York Times. Estima-se que 30% da população local tenha sido dizimada.
O grande vilão da mortandade é o aquecimento no clima do planeta...Fonte:ÉPOCA 9 DE JULHO 2001


22 de janeiro de 2002
Agravamento do efeito estufa, reduzirá em 23 mil km2 a área apta para o plantio de café em São Paulo...
 

O aumento de 1ºC na temperatura média da superfície da Terra, em consequência do agravamento do efeito estufa, reduzirá em 23 mil km2 a área apta para o plantio de café em São Paulo, com queda de 24% em relação aos 97.848 km2 considerados hoje propícios à cultura no Estado. É o que indicam os agrometeorologistas Hilton Silveira, do Cepagri/Unicamp, Eduardo Assad, da Embrapa, e Orivaldo Brunini, do IAC ( Instituto Agronômico de Campinas ). Este estudo também estimou o aumento de 15% no volume das chuvas. Em projeções feitas pelos pesquisadores, mostram que numa situação extrema, de alta de 5,8ºC na temperatura do planeta, o café desapareceria do Estado de São Paulo. Áreas do norte do Estado virariam deserto, riscando também do mapa culturas como a cana, a soja, o milho e a laranja...Fonte:Folha de São Paulo/Agrofolha -F2/ 22 de janeiro de 2002


23 de junho de 2002
Alasca
Gelo ficou 40% mais fino desde a década de 60 Simulações indicam que temperaturas no Alasca subirão até 10° C ao longo deste século
"A mudança no clima global está atingindo o Alasca com mais força do que qualquer outro lugar do planeta", disse o senador Stevens.
 

ANCHOR POINT, Alasca - Para os vilarejos que contornam os Mares de Bering, Chukchi e Beaufort, o derretimento do gelo é o inimigo. O gelo marítimo ao longo do litoral do Alasca sofreu uma retração de 14% desde 1978 e ficou 40% mais fino desde meados da década de 60, informa o relatório federal...
O Rio Tanana passou por quatro descongelamentos na década de 90. Trata-se de um recorde nos últimos 82 anos de registro. Kivalina, uma cidadezinha maltratada pelas tempestades marítimas que erodiram o solo debaixo das casas, logo terá de se mudar. O senador republicano Ted Stevens, do Texas, disse que isso custará US$ 102 milhões, ou seja, US$ 250 mil para cada um dos 400 moradores. No vilarejo de Shishmaref, no Mar Chukchi, logo ao sul do Círculo Ártico, significa que a maré cheia está consumindo tantas casas e prédios que a população vai promover uma votação no próximo mês (19 de julho de 2002) para decidir se deve ou não transferir o vilarejo inteiro para o interior,os moradores dizem não ter escolha. As comunidades de Point Hope e Barrow enfrentam um destino parecido. Os cientistas dizem que o derretimento do gelo resulta em mais movimento das ondas, o que abocanha parte do solo que costumava estar congelado a maior parte do ano.
Moradora há 20 anos de Barrow, Glenn Sheehan diz que a mudança climática parece estar seguindo um curso acelerado. "Mosquitos, erosão, quebra do gelo marítimo e nosso sistema de esgoto e canalização de água limpa que está ameaçado pela erosão, também", disse ele. "Podemos passar de um sistema de esgoto de US$ 28 milhões, considerado um modelo de engenharia, para baldes - nosso básico banheiro externo portátil." As pessoas que administram a maior infra-estrutura do Estado - o Oleoduto Trans-Alasca, com aproximadamente 1.300 quilômetros de extensão - também tiveram de se adaptar às temperaturas em elevação. Os engenheiros responsáveis pelo oleoduto, que transporta 1 milhão de barris por dia e gera 17% da produção de petróleo do país, estão cada vez mais preocupados que o derretimento da permafrost - gelo permanente - possa tornar instável os cerca de 650 quilômetros de oleoduto acima do solo. Como resultado, foram colocados novos suportes nele, alguns ancorados a mais de 20 metros debaixo da terra.
No norte de Fairbanks, as estradas se deformaram, os postes telefônicos começaram a se inclinar e os proprietários de casas aprenderam a morar em casas que são mais do que ligeiramente fora de prumo. Parece que todos têm uma história para contar. Fonte:O Estado de São Paulo, 23 de junho de 2002


23 de junho de 2002
Canadá
 

O número de renas caiu de 24 mil, em 1961, para mil, em 1997. Alterações no clima provocaram nevascas que diminuiram suas fontes de alimento.


23 de junho de 2002
Havaí
 

A elevação do nível do mar contribuiu para uma considerável perda de praia na Baía de Waimea nos últimos 90 anos.


23 de junho de 2002
Peru
 

O gelo dos Andes diminui cerca de 30 metros por ano, sete vezes mais do que se observava nos anos 60 e 70.


11 de dezembro de 2002
Oceano Ártico
Degelo rápido da calota polar alarma especialistas em clima Se nada for feito, aumento do nível do mar poderá ser catastrófico, adverte pesquisador
 

SÃO FRANCISCO - O gelo no Oceano Ártico e na maciça calota polar da Groenlândia encolheu em níveis recordes neste verão, dando mais evidências de que o aquecimento global vem causando mudanças ambientais sem precedentes, que estão alarmando respeitados especialistas.
"Se não fizermos nada, o aquecimento nos próximos 150 anos pode ser suficiente para derreter a calota gelada da Groenlândia, resultando em um aumento de 3 a 6 metros no nível do mar que poderia ser catastrófico", diz Jonathan Overpeck, especialista em clima da Universidade do Arizona.Estudos realizados na região mostram que a área coberta pelo mar congelado diminuiu 6% entre 1978 e 1995.
Fonte: O Estado de São Paulo, 11 de dez de 2002


11 de dezembro de 2002
Rússia
 

Metade do gelo das montanhas do Cáucaso sumiu em 100 anos. É a mais forte evidência de alterações climáticas


11 de dezembro de 2002
Mudança climática pode extinguir animais exóticos da Antártida
 

LEICESTER, Grã-Bretanha (Reuters) - Milhares dos animais marinhos mais exóticos do mundo, desde aranhas do tamanho de pratos a outros insetos gigantes, podem ser extintos se a temperatura do mar da Antártida subir como se prevê, disse um cientista na segunda-feira. "Se as estimativas estiverem corretas, devemos perder grandes populações de lesmas, moluscos bivalves e aranhas marinhas gigantes, entre outros", afirmou Lloyd Peck, do British Antarctic Survey. "Até agora, avaliamos 11 espécies e a resposta mostrou-se a mesma a cada vez. Com a elevação da temperatura em um ou dois graus, elas morrerão asfixiadas", disse Peck, no encontro anual da Associação Britânica para o Avanço da Ciência. Segundo o pesquisador, a temperatura das águas na Antártida, uma das maiores reservas naturais preservadas do mundo, aumentavam a uma velocidade duas vezes maior do que a da terra, tendo subido um grau nos últimos 15 anos. Os modelos elaborados para tentar prever o que acontecerá no futuro próximo afirmam que, em cem anos, a elevação deve ser de três graus. Pesquisas mostraram que os habitantes das águas da Antártida são incapazes de se adaptarem a mudanças de temperatura dessa magnitude. "Esse é provavelmente o grupo mais frágil de animais em relação à mudança da temperatura", declarou. "Eles crescem muito devagar, produzindo apenas algumas gerações em cem anos." "Muitos milhares de espécies de invertebrados de sangue frio estariam ameaçados se o tipo de elevação de temperatura indicado ocorrer", disse Peck. Tal fato teria consequências no resto da cadeia alimentar, acrescentou.


04 de setembro de 2002
Aquecimento global compromete as estações do ano no Reino Unido
 

LONDRES (Reuters) - Os britânicos, obcecados pelas questões climáticas, arrumaram um novo tópico para conversas na quarta-feira, quando um relatório sobre mudanças atmosféricas mostrou que as estações do ano estão ficando confusas no país. "As estações estão cada vez mais desorganizadas e muitos eventos tradicionais estão fora de ordem", disse o Woodland Trust (o fundo florestal) em seu website (www.woodland-trust.org.uk). O Fundo, a maior instituição ligada à conservação de florestas do Reino Unido, convocou 17.000 voluntários para monitorar acontecimentos naturais. Eles descobriram que a primavera neste ano, por exemplo, chegou com três semanas de antecedência em relação a 2001, enquanto o outono do mesmo ano durou vários dias a mais que em 2000. Outros assuntos que preocupam o Fundo são as relações entre homens, animais e plantas e a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção. "Isso poderá ter sérias consequências para muitos de nossos animais, insetos e árvores favoritos", alertou o grupo. As temperaturas no país registraram até 3,2 graus Celsius a mais que a média.


04 de setembro de 2002
Espécies refugiadas sentem o calor do aquecimento global
 

Jay Withgott - New Scientist
As provas enfim surgiram: o aquecimento global está exercendo impacto amplo sobre as plantas e animais do mundo, fazendo com que se concentrem mais perto dos pólos e em altitudes mais elevadas, e alterando os momentos do ano em que eles migram e se reproduzem. Duas análises publicadas esta semana, as mais abrangentes até agora, reforçam conclusões semelhantes, mas provisórias, divulgadas em 2001 em um relatório histórico do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC). Ambos os estudos vasculharam a literatura científica em busca de dados sobre milhares de espécies de plantas e animais, e chegaram a conclusões notavelmente semelhantes. Das espécies que demonstram mudanças recentes em seus alcances ou comportamento sazonal, quatro de cinco estenderam seu alcance para mais perto dos pólos, ou rumo a altitudes mais elevadas, e começaram a se acasalar e a migrar mais cedo na primavera. Os sapos estão se acasalando, os pássaros estão migrando e as flores estão florescendo em média 2,3 dias mais cedo, a cada década, e borboletas, pássaros e plantas estão se movendo em direção aos pólos em média 6,1 quilômetros por década. Mudanças relativamente pequenas como essas podem ocasionalmente resultar em extinção, dizem os ecologistas.... O sapo dourado da Costa Rica foi levado à extinção por alterações climáticas, já que as florestas tropicais nas quais vivia se aqueceram e secaram... Por exemplo, a na Europa e na América do Norte, alguns pássaros foram forçados a se afastar dos insetos alimentados por plantas que eles comem. As espécies que vivem em latitudes mais elevadas, onde o aquecimento é maior, sentiram efeitos mais intensos, diz Terry Root, da Universidade Stanford, que trabalhava como cientista para o IPCC e conduziu um dos estudos. E, notavelmente, muitos efeitos mudaram de direção com o passar do tempo: borboletas que se moviam para o norte nos anos 30 e 40, décadas quentes, passaram a se mover rumo ao sul nos anos 50 e 60, décadas mais frias, e voltaram a se mover para o norte depois do recente aquecimento...
... os biólogos do IPCC exigiram que o relatório de 2001 definisse os resultados ecológicos como "altamente confiáveis" -o que quer dizer "muito sérios"-, enquanto os economistas batalharam por uma classificação de "média confiança". O relatório final optou por uma posição de compromisso alegando que os resultados do estudo eram "altamente confiáveis" quanto ao impacto climático...


19 de dezembro de 2001
2001 registra a 2.ª maior temperatura média - Especialista diz ser a prova do aquecimento global e da ação do homem sobre o ambiente
 

GENEBRA - A temperatura média em 2001 foi a segunda maior registrada no mundo desde 1860. A constatação foi divulgada ontem pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que alerta para o fato de a temperatura neste ano estar 0,42 graus centígrados acima da média registrada entre 1960 e 1990. "Apenas o ano de 1998 foi mais quente que o de 2001", afirma um especialista da OMM. Desde 1900, a temperatura mundial subiu 0,6 graus e desde 1976, a temperatura vem crescendo três vezes mais rápido que na primeira metade do século 20...
... Mas a OMM alerta que a ação do homem sobre o meio ambiente é o principal elemento para a elevação das temperaturas. Os efeitos das mudanças foram significativos e, em várias regiões do planeta, os prejuízos foram substanciais. Segundo a OMM, as anomalias climáticas aumentaram no planeta em 2001. Citou a seca prolongada no Brasil e que gera problemas para o abastecimento de energia no País. Outra anomalia foi a passagem de 15 tempestades e três furacões pelo Golfo do México em apenas um ano...
... Na Inglaterra, outubro apresentou as temperaturas mais elevadas nos últimos 343 anos.
Fonte:O Estado de São Paulo - 19 de dezembro de 2001


24 de abril de 2002
Tuvalu, a primeira nação a desaparecer
 

Nukufetau é um dos nove atóis da Ilha Tuvalu
Tuvalu, é um minúsculo país formado por nove ilhas, no Oceano Pacífico, entre a Havaí e a Austrália, a parte mais alta deste arquipélago, esta a 5 metros acima do nível do mar e poderá ser a primeira nação do mundo a desaparecer por uma problema ambiental (aquecimento global).
O governo local esta preocupado com o aumento do nível do mar, que tem contaminado a água potável do arquipélago, inviabilizando plantações. Os líderes da população de 11 mil habitantes decidiram abandonar a ilha neste ano, e serão recebidos pelo governo da Nova Zelândia. Fonte: VEJA 24 de abril de 2002 - pág 32





19 de fevereiro de 2003
Aquecimento Global motiva migrações
 

O impacto do aquecimento global sobre os eres vivos pode maior do que se imaginava, de acordo com um estudo publicado na edição de 2 de janeiro da Nature . Os autores desse trabalho, a biológa Camlle Parmesan, da Universidade do Texas, e o economista Gare Yohe, da Universidade de Wesleyan, ambas dos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que 95% das migrações de várias espécies podem estar relacionadas com as mudanças climáticas. "Borboletas do norte da Europa chegaram a mudar-se para regiões a mais de 150 quilômetros de distância de seu habitat devido às alterações de temperatura na estação quente", diz Camille.
Terry Root, ecologista da Universidade de Stanford que participou do levantamento , valendo-se de métodos estatísticos diferentes, concluiu que 80% das espécies que migraram recentemente, de moluscos a mamíferos e de ervas a árvores, procuravam reencontrar as mesmas condições climáticas sob as quais viviam anteriormente.
Foram estudadas 99 espécies de animais e plantas do norte dos Estados Unidos e da Europa, maioria deslocando-se a cada década, para novos ambientes, situados em média 6,1 quilômetros mais distantes ou 6,1 metros mais altos que os anteriores.Os pesquisadores alertam: os efeitos das mudanças climáticas estão agora evidentes - e deveriam ser avaliados seriamente.
Fonte: Pesquisa FAPESP - fevereiro de 2003


19 de fevereiro de 2003
Itália/Veneza
 

Um caso que mistura os fatores regional e global é o aumento do nível da água em Veneza, na Itália. Nos últimos 100 anos o nível do mar subiu 30 centímetros, uma preocupação para os habitantes e as autoridades em uma cidade que vive do turismo e tem vários edifícios históricos. Segundo as informações de Bruce Douglas, o mar do Mediterrâneo sobe em média 1,4 milímetros por ano, o que indicaria a elevação global do aquecimento da Terra. Mas Veneza também tem influências locais importantes, como a construção de um aeroporto com retirada de água subterrânea e compactação do solo, abaixamento da crosta e subida relativa do mar.


19 de fevereiro de 2003
Hemisfério Sul
 

No Hemisfério Sul também se constata o derretimento do gelo. Na ilha Rei George, do arquipélago das Ilhas Shetland, cerca de 7% da área coberta de gelo foi perdida nos últimos 50 anos, com aumento da temperatura em 1,03 graus centígrados. O Brasil coleta informações meteorológicas na Antártica através de imagens de satélites, monitoradas pelo Laboratório de Pesquisas Antárticas e Glaciológicas (Lapag) do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Há dados que apontam um aumento de temperatura, desprendimento de icebergs e recolhimento das geleiras. Pesquisas de outros países como o Canadá e os Estados Unidos, apontam um aumento de 2 a 2,5 graus centígrados na temperatura da península norte da Antártica.


19 de fevereiro de 2003
Himalaia vai transbordar
 

O Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) alerta: o aquecimento global está derretendo os gelos glaciais da Cordilheira do Himalaia e a neve derretida, invadindo os lagos da região. A previsão dos cientistas, divulgada em estudo recente, é a de que 20 lagos do Nepal e 24 do Butão devem começar a transbordar num prazo de 5 a 10 anos. O que pode resultar em consequências gravíssimas, como fortes enxurradas sobre as comunidades à beira das montanhas.
Um projeto de drenagem já esta sendo desenvolvido em regime de urgência para baixar o nível do Lago Tsho Rolpa que, nos últimos 50 anos, aumentou seu volume d'água em seis vezes.


 
Páginas: 1      Prof. Silvio Araujo de Sousa - Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de Moraes - Guarujá/SP
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