Beijos sem medo

Sthefany Brito será uma órfã romântica na próxima novela das seis e já divide fãs com o irmão, Kayky

Alícia Uchôa - Jornal O Dia - RJ

Beijar na boca na TV sempre foi ‘desesperador’ para Sthefany Brito, segundo a própria atriz. Não é mais. Segura, ela assume que em Agora é que são elas, próxima novela das seis, a quarta da sua carreira, já não sofre desse probleminha. “Quem fica desesperado agora é o Max”, diz a bonitinha, em tom de brincadeira, referindo-se ao ator Max Fercondini, seu par na novela de Ricardo Linhares. Os dois, que se conheceram por causa do trabalho, vão trocar muitos beijos na pele dos apaixonados Elis e Hugo. “Eu o conhecia só de vista, da Malhação. Ainda bem que ficamos amigos rápido. Assim fica mais fácil”, explica a atriz de 15 anos.

Pelo menos a princípio, Hugo, um playboy riquinho, e Elis, menina órfã e extremamente romântica, não terão muitos problemas. “Ela é criada pela irmã mais velha, que é mais mãe que irmã. Não é uma menina pobre, mas ficará espantada quando for à casa do namorado. Ele tem muito dinheiro. Pelo que estou deduzindo, deve ter algum conflito pela diferença de classes. Em novela sempre tem alguma coisa para atrapalhar, senão fica sem graça“, explica.

Sthefany sabe o que diz. Em seu primeiro papel na Globo, na novela Um Anjo Caiu do Céu, ela fazia Dorinha e vivia um romance proibido com Kiko (Jonatas Faro). Em O Clone, sua Samira também sofria um bocado. Filha de muçulmanos, ela não podia nem andar de bicicleta na rua. “Aprendi a valorizar a liberdade que a gente tem”, diz a atriz,que chorou muito em cena. “Minhas personagens choram à beça. Tive essa ‘sorte’”, brinca.

Segundo Sthefany, Elis não será tão espevitada quanto Samira. “Ela é mais sonhadora, desligada. Está sempre no mundo da Lua, pensando no namorado”, conta a atriz, que também se considera uma romântica. “Só tenho os pés mais no chão”, completa a menina, que jura não estar namorando. “Mas sempre tenho um paquera, que ninguém é de ferro”, deixa escapar.

Bonita e talentosa, Sthefany conta que o assédio dos meninos acontece mais via carta ou e-mail. “Já as meninas chegam para falar comigo e dão beijo. Mas quando estou com o Kayky (Brito, seu irmão, que vive o Zeca de O Beijo do Vampiro), elas o atacam e esquecem que estou do lado. Tem umas que mandam e-mail me chamando de cunhada”, diverte-se.

Sem tempo

DUPLA JORNADA. Sthefany começou a gravar Agora é que são elas em janeiro. A partir de 24/03, deixa o TV Globinho. “Por mim, faria os dois. O público é de outra faixa”, explica.

VIDA. Quando não está trabalhando, Sthefany gosta de ir ao cinema e patinar no gelo. “Vai ficar mais difícil para arrumar namorado ou sair com os amigos. Daqui a pouco minhas aulas vão começar e fico ainda mais sem tempo”, constata a atriz, que assume: “Já fui CDF”.

ESCOLHA. Mesmo com o sucesso de Samira – Sthefany estreou na novelinha Chiquititas, do SBT –, a atriz não consegue apontar um personagem preferido. “Todos tiveram sua intensidade. Sempre que começo uma novela me dá aquele medo de não conseguir fazer. É complicado dar vida a outra pessoa”.

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