Diario do Grande ABC - 14-06
ENTREVISTA: STHEFANY E KAYKY BRITO
Quem
acompanha a carreira dos irmãos Sthefany e Kayky Britto desde o início, quando
estrearam na novela Chiquititas há quatro anos, sabe que de lá para cá os
dois nunca mais atuaram juntos. Mesmo assim a dupla conquistou o sucesso ao
voltar à telinha em papéis de destaque: quem não se lembra da corajosa
Samira, personagem de Sthefany em O Clone, ou dos dentes afiados de Zeca, um dos
protagonistas de O Beijo do Vampiro, vivido por Kayky? Agora, os dois voltam a
trabalhar juntos no espetáculo É o Bicho! A Ordem Natural das Coisas, que estréia
hoje no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. A peça explica o ciclo da natureza e
dá noções da cadeia alimentar e do desequilíbrio causado pelo homem. Em meio
à correria de ensaios, viagens e gravações (Sthefany ainda está no elenco da
novela Agora é Que São Elas, no papel de Elis), os irmãos falam ao Diarinho.
Confira:
Sthefany acha divertido fazer o papel de um mosquito
Qual é o seu personagem desta vez?
Sthefany: Faço uma mosquita da dengue chamada Gabi. É a primeira vez
que faço um personagem não humano. O legal é que ela não é mostrada como
uma vilã que gosta de ver as pessoas doentes por causa da sua picada.
Explicamos que o mal que ela causa é conseqüência do desequilíbrio provocado
pelo homem.
É
difícil interpretar um mosquito?
Sthefany: É legal porque é um personagem fantasioso, que fala e age
como gente. A roupa que uso foi feita de acordo com as características do
mosquito. É coberta de pelinhos e tem até ferrão. Uso uma maquiagem engraçada
para não ficar muito séria.
Qual
é sua expectativa com a peça?
Sthefany: Estou ansiosa para ver a reação do público. Nasci em São
Paulo e acho que a responsabilidade é maior por atuar em casa. Vou poder rever
os amigos que deixei, já que agora minha família mora no Rio de Janeiro.
Como
é voltar a atuar com o Kayky?
Sthefany: É legal porque o Kayky é ótimo e amadureceu muito com O
Beijo do Vampiro. É bem diferente de quando atuamos em Chiquititas, época em
que aprontávamos muito. Hoje somos cúmplices um do outro, dentro ou fora de
cena.
Vocês
fazem críticas entre si?
Sthefany: Sempre somos sinceros, e as críticas ajudam a melhorar o
trabalho, por isso as aceitamos numa boa. Somos muito dedicados, e cada detalhe
da peça é encarado com muita responsabilidade pelos dois.
Qual
é a diferença entre teatro e TV?
Sthefany: Os dois são legais e importantes para a formação de um ator,
mas o teatro é a base de tudo. Foi no teatro que iniciei minha carreira, e foi
por causa dele que cheguei à TV. Sinto muito prazer em atuar e pretendo fazer
teatro sempre que possível.
Quais
são seus planos?
Sthefany: Gravo a novela até setembro. Depois fico na expectativa da
estréia no cinema do filme As Vidas de Maria, que retrata a vida de uma mulher
muito lutadora de Brasília. Faço o papel dela na adolescência.
Um espetáculo que é o bicho!
É o Bicho! A Ordem Natural das Coisas é mais uma montagem teatral sobre o meio
ambiente. No entanto, seu enredo não apresenta mocinhos ou vilões. A peça se
propõe a ensinar que a natureza é regida por leis próprias, e não cabe ao
homem interferir nisso.
O personagem central é Pedrinho (Kayky Britto). Embora seja filho de um guarda florestal, ele vive na cidade e não dá bola para a natureza até que vai passar as férias na floresta,onde se torna amigo dos bichos, como a mosca Gabi (Sthefany Britto) , o sapo Filósofo (Gabriel Mendonça) e a cobra Preguiçosa (Jô Santana).
Os quatro vivem muitas situações de aventura, alegria e medo. Mas esse encontro faz com que Pedrinho compreenda algumas leis da natureza. Tudo porque seus novos amigos ocupam diferentes lugares na cadeia alimentar; a cobra é predadora do sapo, que se alimenta de mosquitos. Assim, se o homem destrói o hábitat das cobras e dos sapos, sobram muitos mosquitos da dengue por aí.
A
atriz Dhu Moraes, a Tia Nastácia da atual versão de Sítio do Picapau Amarelo,
também está no elenco da peça e faz a Mãe Natureza. Já Rosi Campos, que fez
a bruxa Morgana, no Castelo Rá-Tim-Bum, é a diretora.
Morgana vai virar peça de teatro
Quem está com saudade da bruxa Morgana vai vibrar com a novidade: até o fim do
ano Rosi Campos deverá subir ao palco para o espetáculo A Saga da Bruxa
Morgana, que contará a história da personagem. “Adoro trabalhar para crianças.
O público infantil não se deixa enganar e escolhe bem seus ídolos; por isso,
é muito gratificante”, diz.
A idéia do espetáculo É o Bicho! surgiu a partir de uma pergunta feita por uma criança de 6 anos, filha de Evaldo Mocarzel, autor da peça. “A garotinha queria saber o que era a morte. Por ser um assunto delicado, ele resolveu explicar isso a partir das leis da natureza, onde tudo se transforma e se modifica, mas para isso é necessário morrer!”, explica Rosi.
Kayky
vai fazer a próxima novela das 6 na Globo
Quem é seu personagem na peça?
Kayky: Faço o Pedrinho, um garoto da cidade que vai passar as férias na
floresta. Antes disso, ele não curtia a natureza, mas lá faz amizade com os
bichos. Cada um conta seus problemas; e juntos eles procuram a Mãe Natureza
para ajudar a floresta. Aí... acho melhor vocês assistirem à peça para saber
o final!
É
a primeira vez que faz teatro?
Kayky: É minha segunda peça. A primeira foi Marcelo, Marmelo, Martelo,
quando fiz o papel do personagem principal. Ficou em cartaz no Rio de Janeiro,
no ano retrasado, com 57 apresentações.
Como
é voltar a atuar com sua irmã?
Kayky: Vibrei quando soube que a Sthefany estaria na peça comigo. Além
de ser uma boa atriz, ela me transmite muita segurança no palco. É mais fácil
atuar ao lado dela, principalmente agora que estamos mais experientes do que na
época de
Chiquititas.
Vocês
brigam nos ensaios?
Kayky: Nosso relacionamento é igual ao de outros irmãos; por isso, às
vezes rola uma briguinha. De vez em quando, brinco durante as cenas, de propósito,
porque sei que isso a deixa brava. Ela é muito séria e não gosta de brincar
no trabalho.
Os
ensaios começaram antes do fim de O Beijo do Vampiro?
Kayky: Comecei a ensaiar há mais de dois meses, quando a novela estava
no fim. Foi corrido porque ainda tinha de gravar muitas cenas e precisava
administrar bem a agenda, dividindo-me entre a escola e os dois trabalhos.
Como
avalia sua atuação como o vampiro Zeca?
Kayky: Aprendi muito e foi uma experiência muito boa para a minha
carreira. Tive grande sorte de conseguir esse papel. De uma hora para outra,
passei a ser reconhecido nas ruas. É isso que faz um ator se sentir realizado.
Como
se sente ao ser o campeão de cartas da Rede Globo?
Kayky: É gratificante. Enquanto a novela estava no ar, recebia em média
3 mil cartas por mês. Conto com a ajuda da minha mãe para responder a todas.
Meu público é bem diversificado: meninas, meninos, senhoras, crianças
pequenas que pedem para a mãe escrever por elas...
Alguma
criança teve medo de você por causa do Zeca?
Kayky: Só algumas bem pequenas, mas quando eu me aproximava, elas
entendiam que eu era um menino normal e perdiam o medo. A maioria não tinha
medo e demonstra carinho até hoje; onde quer que eu vá, ainda sou chamado de
Zeca.
O
fim do seu namoro com a modelo Iasmim provocou muita fofoca?
Kayky: Muitas revistas exploraram demais o assunto e parecia que a gente
queria mandar recadinho um para o outro. Não achei isso legal porque invadiu
minha privacidade. Não guardo mágoas da Iasmim e prefiro aproveitar o presente
que estou vivendo.
Quais
são seus planos?
Kayky: Fui escalado para a próxima novela da seis, na Globo, Chocolate
com Pimenta, cujas gravações devem começar antes do fim do ano. Só não sei
ainda qual será meu personagem. Fora isso, vou continuar estudando (Kayky está
no 1º ano do colegial).