Stephany Brito é a espevitada Samira

Jornal de Jundiaí

Não faz muito tempo que Stephany Brito saiu da infância. Prestes a completar 15 anos, ela já é, como se costuma dizer, uma mocinha. No mais amplo sentido. A atriz, que faz a espevitada Samira de "O Clone", fala e porta-se como gente grande ao discorrer sobre o trabalho e o atual momento profissional. "Está maravilhoso. Fiquei muito feliz em voltar a trabalhar tão rápido", conta Stephany, em seu terceiro trabalho na TV e o segundo na Globo.

Além da boa fase como a rebelde muçulmana da trama de Glória Perez, Stephany tem mais motivos para comemorar. Este foi o primeiro trabalho da garota em que não precisou fazer testes. "Fui convidada para fazer a novela. E o legal é que já acompanhava todos os capítulos", revela ela, que credita o convite ao bom desempenho como a Dorinha, de "Um Anjo Caiu do Céu". A atriz entrou na terceira fase de "O Clone" com uma missão nada fácil. Afinal, Samira é uma adolescente contestadora e insatisfeita com as regras impostas pela tradição muçulmana. "Ela tem consciência de que é diferente, mas não quer ser. Por isso bate o pé pelo que quer", justifica.

Daqui para frente o pezinho de Samira vai bater mais vezes. A menina arranja um namorado, e claro, vai fazer de tudo para que os pais aceitem a primeira paixão. "Para ela não interessa casar com um homem cheio de ouro, como é o desejo de quase todas as garotas da cultura dela", teoriza.

O geniozinho tempestuoso de Samira tem razão de ser. Na trama, a filha de Latifa, papel de Letícia Sabatella) - a quem Stephany chama carinhosamente de Lelê –, pouco se parece com a mãe. "Ela é uma Jade", diz Stephany, referindo-se à personagem de Giovanna Antonelli. "No fundo, ela é igual à prima. É totalmente diferente do que os pais esperam que ela seja", comenta. Para Stephany, este dado tem a ajudado a compor o perfil de Samira. "Quando leio o texto, procuro saber como seriam as reações da Samira. Tento me transportar para o mundo dela", explica.

Como entrou mais tarde na trama, Stephany teve de ser rápida para conhecer um pouco mais sobre cultura árabe. "Tive apenas uma semana para aprender a falar algumas palavras em árabe e a dançar", espanta-se a atriz, que vira e mexe está rezando em cena ou requebrando os quadris, enquanto balança as longas madeixas – na realidade, um megahair. "Até a dança dela é diferente. A Samira dança como a Jade. Os movimentos de braços e quadris são como os dela, mais espontâneos, mais alegres. Pode reparar como ela e a Kadija dançam diferente", revela entusiasmada, referindo-se à personagem da colega Carla Diaz, que vive pedindo para Alah um marido que lhe dê muito ouro.

Foi com a própria Carla Diaz que Stephany estreou na telinha, em 99. Na época as duas faziam "Chiquititas", a novelinha infantil do SBT, que era gravada na Argentina. Com apenas quatro anos de carreira na televisão, Stephany não pensa largar a profissão tão cedo, mas não se descuida do futuro. Aluna do primeiro ano do segundo grau, a doce moreninha pensa em cursar faculdade. "Algo que tenha a ver com a minha profissão. De repente, Comunicação. Ainda não sei. O importante é estudar", adianta.

Além de televisão, Stephany faz planos para atuar em outros veículos. O cinema é um dos preferidos da atriz. "Tudo no cinema é interessante. Cada detalhe é importante. É muito diferente da tevê, em que as coisas acontecem rápido demais", observa. Stephany fala com certa experiência sobre o assunto. A jovem atriz participou do filme "As Vidas de Maria", de Renato Barbieri, como a Maria ainda jovem. "É um filme muito bonito. Fala de um amor bem verdadeiro, que tem como pano de fundo a história da cidade de Brasília", conta. Para o filme, Stephany fez testes com cerca de 30 atrizes. "Cheguei em casa e disse que ainda não era desta vez. Fiquei surpresa quando me chamaram", recorda.

Meiga e simpática, Stephany tem chamado a atenção dos fãs, que sempre a abordam pedindo autógrafos e perguntando sobre os rumos da novela. A maior curiosidade, porém, vem dos colegas da escola. "Eles sempre querem saber qual é o ator mais legal e se na hora do intervalo das gravações tem mesmo um garçom que serve frutas pra gente numa bandeja", confidencia Stephany às gargalhadas. A propósito, o tal garçom só existe na ficção.

 

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