Junto as palavras após as incendiar
Num desvario de “poeta” bobo e louco
A “poesia”?. Está no meu olhar profundo

Juntei os despojos meus e disse-lhes:
“Crescei e multiplicai-vos, não tereis
mais espaço para o medo devorador”

O meu corpo se confunde em estado novo
A alma ri e a leveza do espaço flutua no corpo
Em ondas benfazejas gorgolejando o Amor!!!

As teclas vão sofrendo silenciosamente
Na mansidão que procuram nada exigem
Apenas que se cumpra o jeito de crescer

Neste espaço em que pernoito a comoção
Me invade num frenesim e saio do corpo
E lá fora “dentro” do peito que já não é meu

Oceanos de ternura roçam o Teu infinito!?!
Já não há o vazio soturno da máscara de medo
Há a imensidão de qualquer lugar onde repouso

Um aroma de Amor paira no ar doce e fresco
O corpo sente o matraquear da emoção da
Palavra que me arrebata até ao puro êxtase

As lágrimas caem e enchem este rio de afectos
E peço ao Vento Maior as palavras que minhas
Foram sem jamais me terem pertencido ...!!!?

Desvarios de quem tecla inopinadamente a musica
Que chega em sopros aos ouvidos na Voz do Amor.










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Mon amie la rose - Francoise Hardy



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