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OS DEUSES
Os
gregos acreditavam que os deuses haviam escolhido o Monte Olimpo, numa região
conhecida por Tessália, como seu lar. Provavelmente acreditavam que este era o
monte mais alto.No Olimpo, os deuses formavam uma sociedade que era classificada
quanto à autoridade e poder. Entretanto, os deuses tinham liberdade para vagar
livremente, e deuses individuais eram associados a três domínios principais -
o céu , o mar e a terra. Os doze deuses chefes, usualmente chamados de
olimpianos eram Zeus, Hera, Hefaístos, Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Afrodite,
Héstia, Hermes, Deméter e Possêidon. Zeus era o chefe dos deuses, e o pai
espiritual dos deuses e das pessoas. Hera, sua esposa, era a rainha do paraíso
e a guardiã do casamento. Outros deuses eram associados ao paraíso (céu),
como Hefaístos, deus do fogo e das artes manuais; Atena, deusa da sabedoria e
da guerra; Apolo, deus da luz, da poesia e da música; Ártemis, deusa da caça;
Ares, deus da guerra; Afrodite, deusa do amor; Héstia, deusa do coração e da
chama sagrada; Hermes, mensageiro dos deuses e senhor das ciências e das invenções.
Possêidon era o senhor do mar que, junto com sua esposa Anfitrite, originou um
grupo de deuses do mar menos importantes, como as nereidas e Tritão. Deméter,
a deusa da agricultura, era associada com a terra. Hades, um deus importante mas
que geralmente não era considerado um olimpiano, governava o mundo subterrâneo,
onde ele vivia com sua esposa Perséfone. O mundo subterrâneo era um lugar
escuro e triste, localizado no centro da terra. Era povoado pelos espíritos das
pessoas que morriam. Dionísio, deus do vinho e do prazer, estava entre os
deuses mais populares. Os gregos devotavam muitos festivais para este deus , em
algumas regiões ele se tornou tão importante quanto Zeus. Ele freqüentemente
era acompanhado por um exército de deuses fantásticos, incluindo centauros e
ninfas. Centauros tinham a cabeça e o torso humanos e o corpo de cavalo. As
belas e charmosas ninfas assombravam os bosques e florestas. Segue a história de Deuses e Deusas mais conhecidos. Entre parênteses alguns nomes em Latim.
DIVINDADES PRIMORDIAIS
ANTEROS Adversário de Eros no mundo divino - Anteros, isto é, a antipatia, a aversão. Esta divindade tem todos os atributos opostos aos do deus Eros: separa, desune, desagrega. Tão salutar, tão forte e poderoso talvez como Eros, Anteros impede que se confundam os seres da natureza dessemelhante; se algumas vezes semeia em torno de si a discórdia e o ódio, se prejudica a afinidade dos elementos, ao menos a hostilidade que entre eles cria contém cada um nos limites marcados, e destarte a natureza não pode cair novamente no caos.
CAOS O estado primordial, primitivo do mundo é o Caos. Era, segundo os poetas, uma matéria que existia desde tempos imemoriais, sob uma forma vaga, indefinível, indescritível, na qual se confundiam os princípios de todos os seres particulares. Caos era ao mesmo tempo uma divindade, por assim dizer, rudimentar, capaz, porém, de fecundar. Gerou primeiro Nix (Noite), e depois o Ereto.
CRONOS ( SATURNO ) Filho segundo de Urano e da antiga Vesta, ou do Céu e da Terra, Cronos, depois de haver destronado o pai, obteve de seu irmão primogênito Titã, o favor de reinar em seu lugar. Mas Titã impôs uma condição, - a de Cronos fazer morrer toda a sua posterioridade masculina, a fim de que a sucessão ao trono fosse reservada aos seus filhos. Cronos desposou Réia, de quem teve muitos filhos, que devorou avidamente, conforme combinara com seu irmão. Além disso, sabendo que, um dia, ele próprio seria derrubado do trono por um dos seus filhos, exigia que sua esposa lhe entregasse os recém-nascidos. Entretanto Réia conseguiu salvar a Zeus, que quando grande, declarou guerra a seu pai, venceu-o, e depois de o haver tratado como o fora Urano por seus filhos, pô-lo fora do céu. Assim a dinastia de Cronos continuou em prejuízo da de Titã. Cronos teve três filhos de Réia, que conseguiu salvá-los: Zeus, Posêidon e Hades, e uma filha, Hera, irmã gêmea e esposa de Zeus. Alguns autores, ao número das filhas de Cronos e Réia, acrescentam Vesta, deusa do fogo, e Ceres, deusa das searas. De resto, Cronos teve, com muitas outras mulheres, um grande número de filhos, como, por exemplo, o centauro Chiron, filho da ninfa Filira, etc. Conta-se que Cronos, destronado por seu filho Zeus reduzido à condição de simples mortal, foi refugiar-se na Itália, no Lácio, onde reuniu os homens ferozes, esparsos nas montanhas, e lhes deu leis.Reinou então, sob o nome de Saturno. O seu reinado foi a idade do ouro, sendo os seus pacíficos súditos governados com doçura. Foi restabelecida a igualdade das condições; nenhum homem servia a outro como criado; ninguém possuía coisa alguma exclusivamente para si; tudo era bem comum, como se todo mundo tivesse tido a mesma herança. Para lembrar esses tempos felizes, celebravam-se em Roma as Saturnais. Essas festas, cuja instituição remontava no passado muito além da fundação da cidade, consistiam sobretudo em representar a igualdade que primitivamente reinava entre os homens. Começavam as Saturnais no dia 16 de dezembro de cada ano; ao princípio só duravam um dia, mas ordenou o Imperador Augusto que durariam três; Calígula aumentou-lhes vinte e quatro horas. Durante estas festas se suspendia o poder dos senhores sobre os escravos, e estes tinham inteiramente livres a palavra e as ações. Então, tudo era prazer, tudo era alegria; nos tribunais e nas escolas havia férias; era proibido empreender uma guerra, executar um criminoso ou exercer outra arte além da culinária; trocavam-se presentes e davam-se suntuosos banquetes. De mais a mais todos os habitantes da cidade paravam as suas tarefas; toda a população se dirigia ao monte Aventino, para respirar o ar do campo. Os escravos podiam criticar os defeitos dos seus senhores, fazer-lhes partidas, e nesses dias eram os senhores que serviam os escravos, à mesa. Em grego, Cronos quer dizer o Tempo. Os cartagineses ofereciam a Cronos sacrifícios humanos; as vítimas eram crianças recém-nascidas. Nesses sacrifícios, as flautas, os tímpanos, os tambores faziam um ruído tão grande que não se ouviam os gritos da criança imolada. Em Roma, o templo elevado a esse deus no pendor do Capitólio, foi o depósito do tesouro público, em lembrança de que no tempo de Saturno, na idade do ouro, não se cometiam furtos. A sua estátua estava amarrada com cadeias que só se tiravam em dezembro, durante as Saturnais. Cronos era geralmente representado como um velho curvado ao peso dos anos, erguendo na mão uma foice para mostrar que preside ao tempo. Em muitos monumentos apresentam-no com um véu, sem dúvida porque os tempos são obscuros e cobertos de um segredo impenetrável.
DESTINO O Destino é uma divindade cega, inexorável nascida da Noite e do Caos. Todas as outras divindades estavam submetidas ao seu poder. Os céus, a terra, o mar e os infernos faziam parte do seu império: o que resolvia era irrevogável; em resumo, o Destino era por si mesmo essa fatalidade, segundo a qual tudo acontecia no mundo. Júpiter, o mais poderoso dos deuses, não pôde aplacar o Destino, nem a favor dos outros deuses, nem a favor dos homens. As leis do Destino eram escritas desde o princípio da criação em um lugar onde os deuses podiam consultá-las. Os seus ministros eram as três Parcas encarregadas de executar as ordens. Representam-no tendo sob os pés o globo terrestre, e agarrando nas estrelas, e um cetro, símbolo do seu poder soberano. Para mostrar que era inflexível, os antigos o representavam por uma roda que prende uma cadeia. No alto da roda uma grande pedra, e embaixo duas cornucópias com pontas de azagaia. Conta Homero que o Destino de Aquiles e de Heitor é pesado na balança de Zeus, e como a sorte do último o arrebata, sua morte é decretada, e Apolo retira o apoio que lhe dispensara até então. São as leis cegas do Destino que tornaram culpados a tantos mortais, apesar do seu desejo de permanecer virtuosos: em Ésquilo, por exemplo, Agamemnom, Clitemnestre, Jocasta, Édipo, Eteoclo, Polínice, etc., não podem fugir à sua sorte. Só os oráculos podiam entrever e revelar o que estava escrito no livro do Destino.
ÉREBO ( TERRAS INFERNAIS ) O Érebo, filho do Caos, irmão e esposo da Noite, pai do Éter e do Dia, foi metamorfoseado em rio e precipitado nos Infernos, por ter socorrido os Titãs. Faz parte do Inferno e é mesmo considerado como o próprio Inferno. Pela palavra Éter, os gregos compreendiam os Céus, separados dos corpos luminosos. O vocábulo dia, sendo feminino em grego (Hèméra); dizia-se que o Éter e o Dia foram o pai e a mãe do Céu. Essas estranhas uniões significam somente que a Noite existia antes da criação, que a Terra estava perdida na obscuridade que a cobria, mas que a Luz, penetrando através do Éter, havia aclarado o universo. Em linguagem de menor valor mitológico, poderia se simplificar, e dizer que a Noite e o Caos precederam à criação dos céus e da luz.
GAIA ( TERRA )
A Terra, mãe universal de todos os seres, surgiu do Caos. Desposou Urano ou o Céu, foi a mãe dos deuses e dos gigantes, dos bens e dos males, das virtudes e dos vícios. Fazem-na unir-se com o Tártaro e Ponto, ou o mar, de cujas uniões os monstros que encerram todos os elementos. A Terra, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Telus, Vesta e mesmo Cibele. Dizia-se que o homem nascera da terra embebida d'água e aquecida pelos raios do Sol; assim, a sua natureza participa de todos os elementos, e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda no seu seio. Na Mitologia, muitas vezes é considerado entre os filhos da Terra; geralmente, quando não se sabia a origem, quer de um homem, quer de um povo célebre, dava-se-lhe o nome de filho da Terra. Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada num rochedo; as alegorias modernas descrevem-na sob os traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes aparece coroada de flores, tendo a seu lado o boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele. Em um quadro de Lebrun, a Terra é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite dos seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares.
HEMERA ( DIA ) Hemera, (Heméra), cuja base é o ino-europeu, "claridade". Hemera é a personificação do Dia, concebido como divindade feminina, formando com Éter um par, enquanto Érebo e Nix formam o outro.
HÉSTIA ( TITÉIA ) Titéia, a antiga Vesta, mulher de Urano, foi a mãe dos Titãs, nome que significa filhos de Titéia ou da Terra. Além de Titã propriamente dito, de Saturno e Oceano, ela teve Hipérion, Japeto, Tia, Réia ou Cibele, Temis, Mnemosine, Febe, Tétis, Brontes, Steropes, Argeu, Coto, Briareu, Giges. Com Tártaro teve o gigante Tifon, que se destinguiu na guerra contra os Deuses.
NIX ( NOITE ) A Noite, deusa das Trevas, filha do Caos, é na verdade a mais antiga das divindades. Certos poetas a consideram como filha do Céu e da Terra; Hesíodo dá-lhe um lugar entre os Titãs e o nome de Mãe dos Deuses, porque sempre se acreditou que a Noite e as trevas haviam precedido a todas as coisas. Desposou Érebo, seu irmão, de quem teve o Éter e o Dia. Mas sozinha, sem unir-se a nenhuma outra divindade, procriara o inevitável e inflexível Destino, a Parca Negra, a Morte, o Sono, a legião dos Sonhos, Momo, a Miséria, as Hespérides, guardadoras dos pomos de ouro, as desapiedadas Parcas, a terrível Nemesias, a Fraude, a Concupiscência, a triste Velhice e a obstinada Discórdia; em resumo, tudo quanto havia de doloroso na vida passava por ser obra da Noite. Algumas vezes dão-lhe os nomes gregos de Eufrone e Eulalia, isto é, - Mãe do bom conselho. Há quem marque o seu império ao norte do Ponto-Euxino, no país dos Cimérios; mas a situação geralmente aceita é na parte da Espanha, - a Esméria, na região do poente, perto das colunas de Hércules, limites do mundo conhecido dos antigos. Quase todos os povos da Itália viam a Noite, ora com um manto volante, recamado de estrelas, por cima de sua cabeça, ou com um outro manto azul e archote derrubado, ora representada por uma mulher nua, com longas asas de morcego e um fanal na mão. Representam-na também coroada de papoulas e envolta num grande manto negro, estrelado. Às vezes num carro arrastado por dois cavalos pretos ou por dois mochos, e a deusa cobre a cabeça com um vasto véu semeado de estrelas. Muito freqüentemente colocam-na no Tártaro, entre o Sono e a Morte, seus dois filhos. Algumas vezes um menino precede-a, empunhando uma tocha, - símbolo do crepúsculo. Os romanos não a punham em carro, e representavam-na ociosa e adormecida.
RÉIA ( CIBELE ) Réia, esposa de Cronos, era chamada a Mãe dos Deuses, a Grande Mãe, e era venerada com esse nome. Os diferentes nomes com que é designada a mãe de Zeus exprimiam sem dúvida atribuições diversas da mesma pessoa. Réia ou Cibele, que nas cerimônias dos cultos e crenças religiosas dos povos, parece ter sido o mais honrado. Eis o que se contava de Cibele: Filha do Céu e da Terra, por conseguinte a própria Terra, Cibele, mulher de Cronos, era chamada a Boa Deusa, a Mãe dos Deuses, por ser mãe de Zeus, de Hera, de Poseidon, de Hades e da maior parte dos deuses de primeira ordem. Logo depois de nascer, sua mãe expô-la em uma floresta, e os animais ferozes tomaram conta dela e alimentaram-na. Enamorou-se de Atis, jovem e formoso frígio, a quem confiou o cuidado do seu culto, sob a condição de que ele não violaria o seu voto de castidade. Atis esqueceu o juramento desposando a ninfa Sangarida, e Cibele puniu-o matando a rival. Atis ficou profundamente magoado; num acesso de delírio se mutilou; e ia enforcar-se, quando Cibele, com uma compaixão tardia, transformou-o em pinheiro. O culto de Cibele tornou-se célebre em Frígia, de onde foi levado a Creta. Foi introduzido em Roma na época da segunda guerra púnica. O simulacro da Boa Deusa, uma grande pedra muito tempo conservada em Pessino, foi colocada no templo da Vitória, no monte Palatino. Foi um dos penhores da estabilidade do império, e se instituiu uma festa, com combates simulados, em honra de Cibele. Sacrificavam-lhe uma porca, pela sua fertilidade, um touro ou uma cabra, e os padres, durante esses sacrifícios, sentados, batiam palmas no chão. O buxo e o pinheiro eram-lhe consagrados; o primeiro por ser a madeira de que se faziam as flautas, instrumentos empregados nas festas, e o segundo por causa do desgraçado Atis a quem Cibele tanto amara. Os seus sacerdotes eram os Cabiros, os Coribantes, os Curetes, os Dáctilos do monte Ida, os Galos, os Semíviros e os Telquinos, quase todos geralmente eunucos, em memória de Atis. Representava-se Cibele com os traços e o garbo de uma mulher robusta, com uma coroa de carvalho, árvore que havia alimentado os primeiros homens. As torres sobre a sua cabeça representam as cidades que estão sob a sua proteção, e a chave que está em sua mão indica os tesouros que o seio da terra esconde no inverno e oferece no estio. É conduzida num carro tirado por leões. O carro é o símbolo da Terra que se balança e rola no espaço; os leões demonstram que nada, por mais feroz, deixará de ser domado pela ternura maternal, ou por outra, - que não há solo rebelde à indústria fecunda. As suas vestes são matizadas, geralmente verdes, alusão aos ornatos da natureza. O tambor que está a seu lado é o globo terrestre; os címbalos, os gestos violentos dos seus sacerdotes indicam a atividade dos lavradores e o ruído dos instrumentos da agricultura.
TELUS Telus, deusa da terra, muitas vezes tomada pela própria Terra, é chamada pelos poetas a Mãe dos Deuses. Ela representa o solo fértil, e também o fundamento sobre que repousam os elementos que se geram entre si. Diziam-na mulher do Sol ou do Céu, porque tanto a um como ao outro deve a sua fertilidade. Era representada como uma mulher corpulenta, com uma grande quantidade de peitos. Freqüentemente se confundem Telus e Terra com Cibele. Antes de estar Apolo de posse do oráculo de Delfos, era Telus que o possuía e que o divulgava; mas em tudo estava em meias com Netuno. Depois, Telus cedeu os seus direitos a Temis, e Temis a Apolo.
TÉTIS Tetis, filha do Céu e da Terra, casou com o Oceano, seu irmão, e foi mãe de três mil ninfas chamadas Oceânidas. Dão-lhe ainda como filhos, não somente os rios e as fontes, mas também Proteu, Etra, mãe de Atlas, Persa, mãe de Circeu, etc. Conta-se que Zeus , tendo sido amarrado e preso pelos outros deuses, Tetis pô-lo em liberdade, com auxílio do gigante Egeon. Ela se chamava Tetis, palavra que em grego significa "ama, nutriz", sem dúvida porque é a deusa da água, matéria-prima que, segundo uma crença antiga, entra na formação de todos os corpos. O carro dessa deusa é uma concha de maravilhosa forma e de uma brancura de marfim nacarado. Quando percorre o seu império, esse carro, tirado por cavalos-marinhos mais brancos do que a neve, parece voar, à superfície das águas. Ao redor dela, os delfins, brincando, saltam no mar; Tetis é acompanhada pelos Tritões que tocam trombeta com as suas conchas recurvas, e pelas Oceânidas coroadas de flores, e cuja cabeleira esvoaça pelas espáduas, ao capricho dos ventos. Tetis, deusa do mar, esposa de Oceano, não deve ser confundida com Tetis, filha de Nereu e mãe de Aquiles.
URANO ( CÉU )
Urano ou Coelo, o Céu, era filho do Éter e do Dia. Casou-se com Géia, da qual teve os Titãs, as Titânidas, os Ciclopes e os Hecatonquiros. Urano, por ódio, lançou no Tártaro os Ciclopes e os Hecatonquiros, Géia porém deu uma foice aos Titãs para que se vingassem. Cronos, o mais audacioso deles, castrou Urano e tornou-se o senhor do universo! Cheio de mágoa e em conseqüência da mutilação de que fora vítima, Urano morreu. O que caracteriza as divindades das primeiras idades mitológicas, é um brutal egoísmo junto a uma desapiedada crueldade. Urano tomara aversão a todos os seus filhos: desde que nasciam, encerrava-os em um abismo e não os deixava ver o dia. Foi isto que motivou a revolta. Cronos, sucessor de Urano, foi tão cruel como o pai.
PRINCIPAIS DEUSES E DEUSAS
AFRODITE ( VÊNUS )
A deusa mais popular do Olimpo grego, símbolo do amor e da beleza. Filha de Zeus e de Díone ou, segundo outra versãoda espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano (o Céu) nasceu uma jovem levada em primeiro lugar para a ilha de Cítera e em seguida a Chipre. Deusa encantadora, não tardou percorrer a costa, e as flores nasciam sob os seus pés delicados. Chama-se Afrodite (Vênus), ou Citeréia, do nome da ilha a que aportou, ou ainda Cipris, do nome da ilha em que é honrada. Nas pinturas antigas, Vênus é freqüentemente representada deitada sobre uma simples concha; nas moedas, vemo-la num carro puxado pelos Tritões e pelas Tritônidas. O atavio de Vênus é um tema que a arte e a poesia fixaram bem. Enquanto as Horas estavam incumbidas da educação da deusa, as Graças presidiam aos cuidados do seu atavio. Uma multidão de quadros reproduziu tão encantadora cena, e os pintores não deixaram de acrescentar todos os pormenores que lhes sugeriu a imaginação. Quando Boucher faleceu, tinha sobre o cavalete um quadro representando o atavio de Vênus. Prudhon pintou Vênus estendida num leito antigo e servida pelos Amores que lhe perfumam os cabelos, lhe estendem um espelho, queimam perfumes em tôrno da deusa, trazem-lhe jóias e lhe entrelaçam guirlandas de flores. Rubens também faz intervir Eros segura um espelho no qual a mãe se fita; infelizmente, é uma velha que lhe arranja os cabelos. A velhice lenta e enrugada jamais deve aproximar-se de Vênus. Albane, que está longe de ser artista de primeira ordem, é, no entanto, o que mais lembra, pela natureza de suas composições, as graciosas ficções da antigüidade sobre Vênus. O Atavio de Vênus, quadro que infelizmente escureceu, é talvez, a sua obra-prima como concepção mitológica. Num terraço, à beira-mar, Vênus contempla-se num espelho que o Eros lhe apresenta, enquanto as Graças lhe perfumam a linda cabeleira, e lhe arranjam os atavios. Diante dela está uma fonte onde o Amor faz que matem a sede duas pombas. Um palácio aéreo, como convém a Vênus, aparece no fundo de um tanque, ao passo que, nas nuvens, Amores alados atrelam cisnes brancos ao carro de ouro que vai conduzir o passeio a deusa, e enchem os ares dos seus melodiosos concertos.
APOLO
Filho de Zeus e de Leto, também chamado Febo, irmão gêmeo de Ártemis, nasceu às fraldas do monte Cinto, na ilha de Delos. É o deus radiante, o deus da luz benéfica. A lenda mostra-nos Apolo, ainda garoto, combatendo contra o gigante Títio e matando-o, e contra a serpente Píton, monstro saído da terra, que assolava os campos, matando-a também. Na lenda de Homero ele era considerado, principalmente, como o deus da profecia. Seu oráculo mais importante estava em Delfos.Às vezes ele concedia o dom da profecia aos mortais que ele amava, tal como a princesa Cassandra, de Tróia. Apolo era músico e encantava os deuses com seu desempenho com a lira. Era também um arqueiro-mestre e excelente corredor, sendo creditada a ele a primeira vitória nos Jogos Olímpicos. Sua irmã gêmea, Ártemis, era a guardiã das virgens e das mulheres jovens, e Apolo era o protetor especial dos rapazes. Era também o deus da agricultura, do gado, da luz e da verdade. Ensinou aos humanos a arte da cura. Alguns contos retratam Apolo como severo e cruel.De acordo com a Ilíada de Homero, Apolo atendeu às orações do sacerdote Crísias para obter a libertação de sua filha das mãos do general grego Agamenon, atirando flechas envenenadas contra o exército grego. Ele também raptou e possuiu a jovem Creusa, princesa ateniense, e abandonou-a com seu filho que nascera da união. Talvez por causa de sua beleza, Apolo era representado com mais freqüência na arte antiga que qualquer outra divindade.
ARES
Deus da guerra e filho de Zeus, rei dos deuses, e sua esposa, Hera. Os romanos o identificaram com Marte, também um deus da guerra. Ares, sanguinário e agressivo, personificava a natureza brutal da guerra. Era impopular tanto com os deuses quanto com os humanos. Entre as divindades associadas com Ares estavam sua mulher Afrodite, deusa do amor, e divindades menos importantes, como Deimos (o Temor) e Fobos (o Tumulto), que o acompanhavam em batalha. Embora Ares fosse bélico e feroz, não era invencível, mesmo contra os mortais. Ares era uma divindade ancestral de Tebas e tinha um templo em Atenas, aos pés do Areopago, ou Colina de Ares.
ARISTEU
Filho de Apolo e da ninfa Cirene. Era adorado
como o protetor dos caçadores, pastores e rebanhos, e como o inventor da
apicultura e da arte de cultivar azeitonas. Quando Aristeu tentou seduzir Eurídice,
a esposa do célebre músico Orfeu, ela fugiu dele e acabou sendo mortalmente
ferida com a picada de uma cobra. As ninfas o puniram fazendo todas as suas
abelhas morrerem. Mas ele amenizou as ninfas com um sacrifício de seu gado, de
cujas carcaças emergiram novas colméias de abelhas. Aristeu era conhecido nas
artes da cura e da profecia, e vagou por muitas terras para compartilhar seu
conhecimento e curar doentes. Era largamente venerado como um deus beneficente e
freqüentemente era representado como um pastor juvenil carregando um cordeiro.
ARTEMIS ( DIANA )
Deusas da caça, filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo. Representava a mais luminosa encarnação da pureza feminina. Eram-lhe oferecidos sacrifícios humanos em tempos muito antigos. Deusa da Lua, de dia, circundada por suas ninfas, vagava pelos bosques à caça de feras, à noite, porém, com o seu pálido raio, mostrava o caminho aos viajantes. Quando a Lua, tornava-se ameaçadora e incutia medo nos homens, tomava o nome de Hécate.
ASCLÉPIO O deus da medicina. Era filho de Apolo e da virgem Coronis, da Tessália. Zangado porque Coronis era infiel a ele, Apolo matou-a e arrancou o nascituro Asclépio de seu ventre. Mais tarde ele enviou Asclépio ao centauro Quíron para ser educado. Asclépio aprendeu com Quíron a arte da cura e logo se tornou um grande médico. Por Asclépio ameaçar a ordem natural das coisas e por ressuscitar os mortos, Zeus o matou com um trovão. O culto à Asclépio centralizou-se em Epidauro, mas era popular por todo o mundo Greco-Romano. Os santuários de Asclépio funcionavam como refúgios para restabelecer a saúde, onde regimes terapêuticos tais como exercícios e dietas eram prescritos. A prática mais importante associada com as curas era o ritual da incubação, em que as pessoas aflitas eram adormecidas dentro de um templo ou cerco sagrado na esperança de que o deus viesse ter com eles em seus sonhos e prescrevesse a cura para suas doenças.
ATENA
Surgiu toda armada do cérebro de Zeus, depois de ele ter engolido sua primeira esposa Métis. Era o símbolo da inteligência, da guerra justa, da casta mocidade e das artes domésticas e uma das divindades mais veneradas. Um esplêndido templo, o Partenon, surgia em sua honra na Acrópole de Atenas, a cidade que lhe era particularmente consagrada. Obra maravilhosa de Ictino e de Calícrates, o Partenon continha uma colossal estátua de ouro dessa deusa, de autoria do famoso escultor Fídias.
BOREAS
Filho
de Astreu e de Éos, deus dos ventos do norte, morava na Trácia. Pertencia à
raça dos Titãs e era irmão de Zéfiro, Euro e Noto. Raptou Orítia, com a
qual casou e que lhe deu os filhos Cálais e Zetes.
DEMÉTER ( CERES ) É a maior das divindades gregas ligadas à terra produtora; seu nome significa Terra-mãe. De Zeus teve Perséfone, que foi raptada por Hades. Enraivecida, fez com que a terra se tornasse árida. Zeus, para aplacá-la, obteve de Hades que Perséfone permanecesse quatro meses nos Infernos, junto com o marido, e oito meses ao lado de sua mãe.
DIONÍSIO ( BACO )
De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens. Teve um nascimento milagroso, com efeito, morrendo-lhe a mãe antes que tivesse o necessário desenvolvimento, foi recolhido pelo pai (Zeus) que o costurou numa de suas coxas e aí o conservou até que o garoto pudesse enfrentar a vida. Dioniso demonstrou muito cedo sua origem, divina: crescia livre, amante da caça e possuía o estranho poder de amansar as feras mais ferozes. Um dia, criou a videira e quis dar o vinho a todos os homens; para esse fim, empreendeu numa longa viagem, através de todas as terras, seguido por um cortejo de ninfas, sátiros, bacantes e silenos. Por onde passavam, os homens tornavam-se felizes. Na Frígia, concedeu ao rei Midas a faculdade de poder transformar em ouro tudo que tocasse. Na Trácia, o rei Licurgo tentou dispersas a comitiva: Dioniso indignado, cegou-o. Em Delos, concedeu às filhas do rei Ânio o poder de mudar a água em vinho. Casou-se com Ariadne, depois que esta foi abandonada por Teseu; as núpcias foram celebradas com suntuosidade e o casal subiu ao Olimpo sobre um carro puxado por panteras. Deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as videiras e fazer vinho. Filho de Zeus, Dionísio normalmente é caracterizado de duas maneiras. Como o deus da vegetação - especificamente das árvores frutíferas - ele freqüentemente é representado em vasos bebendo em um chifre e com ramos de videira. Ele eventualmente tornou-se o popular deus do vinho e da alegria, e milagres do vinho eram reputadamente representados em certo festivais de teatro em sua homenagem. Dionísio também é caracterizado como uma divindade cujos mistérios inspiraram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. As bacantes era um grupo de devotos femininos que deixavam seus lares para vagar de maneira errante em busca de êxtase em devoção à Dionísio. Usavam peles de veado e a eles eram atribuídos poderes ocultos. Dionísio era bom e amável àqueles que o honravam, mas trazia loucura e destruição para aqueles que desprezavam as orgias a ele dedicadas. De acordo com a tradição, Dionísio morria a cada inverno e renascia na primavera. Para seus seguidores, este renascimento cíclico, acompanhado pela renovação da terra com o reflorescer das plantas e a nova frutificação das árvores, personificavam a promessa da ressurreição de Dionísio. Os rituais anuais em homenagem à ressurreição de Dionísio gradualmente foram se desenvolvendo no drama grego, e importantes festivais eram celebrados em honra do deus, durante os quais grandes competições dramáticas eram conduzidas. O festival mais importante, as Dionisíacas, era celebrado em Atenas por cinco dias a cada primavera. Foi para estas celebrações que os dramaturgos Ésquilo, Sófocles, e Eurípides escreveram suas grandes tragédias. Por volta do século V a.C., Dionísio era também conhecido entre os gregos como Baco, um nome que se referia aos altos brados com os quais Dionísio era adorado nas orgias, ou mistérios dionísicos. Estas celebrações frenéticas, que provavelmente se originaram em festivais primaveris, ocasionalmente traziam libertinagem e intoxicações. Esta foi a forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no século II a.C., na Itália, onde os mistérios dionísicos eram chamados de Bacanália. As indulgências das Bacanálias tornaram-se extrema, e as celebrações foram proibidas pelo Senado Romano em 186 a.C.. Entretanto, no século I d.C. os mistérios dionísicos eram ainda populares, como se evidencia em representações encontradas em sarcófagos gregos.
ÉOLO Rei dos ventos, às vezes identificado com o filho de Poseidon e Arne. Vivia em Eólia, uma ilha flutuante, com seus seis filhos e seis filhas. Zeus tinha lhe dado o poder de acalmar e despertar os ventos. Quando o herói grego Odisseu (Ulisses) visitou Éolo, ele foi recebido como um convidado de honra. Como presente de Éolo, ao partir, Odisseu (Ulisses) recebeu dele um vento favorável e uma sacola de couro repleta com todos os ventos. Os marinheiros de Odisseu (Ulisses), pensando se tratar de uma sacola com ouro, abriram-na e a costa foi imediatamente varrida pelos ventos. Depois disso, Éolo se recusou a ajudá-los novamente. Outro Éolo na mitologia grega foi o rei da Tessália. Era o filho de Heleno, antepassado dos Helenos, os primeiros habitantes da Grécia. Éolo era o antepassado dos gregos Eólios.
EÓS ( AURORA )
Deusa
que anunciava o dia. Era representada sobre o carro da luz, guiando os cavalos,
com uma tocha na mão.
EROS ( AMOR ) O deus do amor e relativo do Cupido romano. Na mitologia antiga, era representado como uma das forças primitivas da natureza, o filho do Caos, e a encarnação da harmonia e do poder criativo do universo. Logo, entretanto, passou a ser visto como um rapaz intenso e bonito, assistido por Pótos ( ânsia) ou Hímero ( desejo). Mais tarde a mitologia transformou-o no auxiliar constante de sua mãe, Afrodite, a deusa do amor. Na arte grega, Eros era retratado como um jovem alado, ligeiro e bonito, freqüentemente com olhos cobertos para simbolizar a cegueira do amor. Às vezes ele carregava uma flor, mas mais comumente um arco de prata e flechas, com o qual ele atirava dardos de desejo contra o peito de deuses e homens. Nas lendas e na arte romana, Eros degenerou numa criança maligna e freqüentemente era retratado como um bebê arqueiro.
EURO Vento que sopra do Oriente, dependente de Éolo.
HADES ( PLUTÃO )
Deus dos mortos. Era filho dos Titãs Cronos e Réia, e irmão de Zeus e Posêidon. Quando os três irmãos dividiram o universo depois de terem deposto seu pai, Cronos, do trono, à Hades foi concedido o mundo subterrâneo.Acreditava-se que, com seu carro, viesse ao mundo para buscar as almas dos mortos. Possuía um capacete que o tornava invisível. Aí, com sua rainha, Perséfone, que ele havia raptado do mundo superior, determinou o reino dos mortos. Somente Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, porém, utilizou-se desse poder pouquíssimas vezes e, assim mesmo, a pedido da esposa. Embora fosse um deus impiedoso e severo, o qual não atendia à nenhuma oração ou sacrifício, não era mau. Aliás, era conhecido também como Pluto, senhor dos ricos, porque tanto colheitas como metais preciosas acreditava-se provirem de seu reino inferior. O mundo subterrâneo freqüentemente era chamado de Hades. Foi dividido em duas regiões: o Érebo, por onde os mortos passavam imediatamente após a morte, e Tártaro, a região mais profunda, onde os Titãs haviam sido aprisionados. Era um lugar infeliz e sombrio, habitado por formas vagas e sombras, além de ser cuidadosamente guardado por Cérbero, o cão de três cabeças e cauda de dragão. Rios sinistros separavam o mundo subterrâneo do mundo superior, e o velho barqueiro Caronte transportava as almas dos mortos através destas águas. Em algum lugar na escuridão do mundo subterrâneo estava localizado o palácio de Hades. Era representado como um lugar lúgubre, escuro e repleto de portões, repleto de convidados do deus e colocado no meio de campos sombrios uma paisagem assombrosa. Em lendas posteriores o mundo inferior é descrito como o lugar onde os bons são recompensados e os maus são punidos.
HEFESTO ( VULCANO )
Deus do fogo, filho de Zeus e Hera. Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus. Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos. Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho. Hefaístos freqüentemente é identificado com o deus do fogo romano, Vulcano.
HÉLIO Antigo deus sol, filho dos Titãs Hiperião e Téia, e irmão de Selene, deusa da lua, e Eos, deusa da alvorada. Acreditava-se que Hélio andava diariamente em sua carruagem dourada através dos céus, dando luz aos deuses e aos mortais. À noite ele mergulhava no oceano ocidental, do qual ele era carregado numa taça dourada para seu palácio no leste. Hélio sozinho podia controlar os cavalos ferozes que puxavam sua carruagem ardente. Quando seu filho Faetonte convenceu Hélio a deixá-lo guiar a carruagem através do céu, Faetonte morreu. Como é o único deus que pode ver toda a Terra do alto do céu, é o único que tudo sabe, e informa aos outros sobre certos segredos; e foi justamente por ter revelado a Hefaístos que Afrodite o traía com Ares que a deusa vingou-se dele, inspirando paixões funestas em seus descendentes: em sua filha Pasifaé e suas netas Ariadne e Fedra. Hélio foi largamente adorado por todo o mundo grego, mas seu principal culto estava em Rodes. Uma das Sete Maravilhas do Mundo, o Colosso de Rodes, era uma representação de Hélio.
HERA ( JUNO ) Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas. A Ilíada a representa como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa. Odiava sobretudo Héracles, que procurou diversas vezes matar. Na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos.
Era
ainda muito criança quando Cibele, sua mãe, a entregou aos cuidados de Tétis.
Queria salvá-la da fúria de Saturno, o pai terrível que devorava todos
os filhos.
HERMAFRODITO Filho de Hermes e Afrodite, cujos nomes compõe o seu. De uma enorme beleza, inspirou forte paixão à ninfa Salmácis, que pediu aos deuses para nunca mais se separarem; estes juntaram os dois amantes em um só corpo, criando um andrógino, isto é, um ser dotado de dois sexos.
HERMES ( MERCÚRIO )
Filho de Zeus e de Maia, o arauto dos deuses e fiel mensageiro de seu pai, nasceu numa gruta do monte Ciline, na Arcádia. Lodo que nasceu, fugiu do berço e roubou cinqüenta novilhas do rebanho de Apolo, em seguida, com a casca de uma tartaruga, construiu a primeira lira e com o som deste instrumento aplacou Apolo, enfurecido pelo furto; esse deus acabou por deixar-lhe as novilhas e deu-lhe o caduceu, a vara de ouro, símbolo da paz, n troca da lira. Zeus deu-lhe o encargo de levar os mortos a Hades e acreditava-se possuir poderes mágicos sobre o sono e os sonhos. Inventou, além da lira, as letras e os algarismos, fundou os ritos religiosos e introduziu a cultura da oliveira. Deus dos Sonhos, eram lhe oferecidos sacrifícios de porcos, cordeiros, cabritos... Seus atributos eram a prudência e a esperteza. Livrou Ares das correntes dos Aloídas, levou Príamo à tenda de Aquiles e matou Argos, guarda de Io. Hermes era também o deus do comércio e o protetor dos comerciantes e dos rebanhos. Como a divindade dos atletas, ele protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza.Era representado com um jovem ágil e vigoroso, com duas pequenas asas nos pés, um chapéu de abas largas na cabeça e o caduceu nas mãos.
HIMENEU Deus do casamento, filho de Apolo. Personificação do cantos nupciais.
HIPNOS Deus do sono, filho de Érebo e da Noite e irmão gêmeo de Thanatos, a Morte.
MINEMÓSINE Filha de Urano e Géia, é considerada a deusa protetora da memória.De sua união com Zeus, nasceram as nove Musas.
MOIRAS ( PARCAS )
Os gregos atribuíam às Moiras o desenrolar do destino, sendo elas a sua personificação. Originalmente são três: Clotho,
"A tecelã", que tecia o fio da vida; Até mesmo Zeus, o deus supremo, devia estar sujeito às decisões das Moiras, o que demonstra o caráter fatídico dos gregos, em sua obediência ao destino e aos oráculos, sendo totalmente sujeitos à predestinação. Elas eram muitas vezes descritas somo sendo coxas, como se para indicar a lenta marcha do destino. Os romanos as identificavam com as Parcas, antigas divindades do nascimento, que também eram três, mas tinham outros nomes: Parca, Decima e Nona.
MORFEU Deus dos sonhos, filho de Hipnos, deus do sono. Morfeu formava os sonhos que vinham para aqueles que adormeciam. Ele também representava seres humanos em sonhos. NINFAS Filhas de Zeus, representavam as forças elementares da natureza. Moravam nos montes, nos bosques, nas fontes, nos rios, nas grutas, das quais eram potências benéficas. Viviam livres e independentes, plantavam árvores e eram de grande utilidade aos homens. Dividiam-se em Oceânides, Nereidas, Náiades, Oréades, Napéias, Alseidas, Dríades e Hamadríades.
NEREU Deus do mar, filho do deus do mar Ponto e Géia, conhecido como o velho homem do mar. Foi casado com Dóris, uma das filhas do Titã Oceano, com quem teve 50 lindas filhas, as ninfas do mar, conhecidas como Nereidas.Tinha o dom da profecia e a faculdade de tomar várias formas. Era representado com os cabelos, sobrancelhas, queixo e peito cobertos por juncos marinhos e por folhas de plantas similares. Nereu vivia no fundo do mar.
O vento do Sul.
OCEANO O mais velho dos Titãs, marido de Tétis, pai de todos os rios e das Oceânides. Era a personificação da água que envolve o mundo.
Poeta e músico filho da musa Calíope e Apolo, deus da música, ou Eagro, rei da Trácia. Recebeu a lira de Apolo e tornou-se um músico tão perfeito que não havia nenhum mortal capaz de ser melhor do que ele. Quando Orfeu tocava e cantava, movia todos os seres animados e inanimados. Sua música encantava árvores e pedras, domesticava animais selvagens, e até mesmo os rios mudavam o seu curso na direção da música do jovem. Orfeu é mais conhecido pelo seu casamento com a adorável ninfa Eurídice. Logo depois do casamento a noiva foi picada por uma vespa e morreu. Triste com a perda, Orfeu resolveu ir ao mundo subterrâneo e tentar trazê-la de volta, algo que nenhum mortal jamais havia feito. Hades, o soberano do mundo subterrâneo, ficou tão satisfeito com sua música que devolveu Eurídice a Orfeu com a condição de que ele não olharia para trás até que alcançassem a superfície. Orfeu não conseguiu controlar sua avidez, e assim que alcançou a luz do dia, ele olhou para trás muito rapidamente, e Eurídice, que vinha logo atrás, desapareceu. Em desespero, Orfeu abandonou a companhia humana e vagou pelas selvas, tocando para pedras, árvores e rios. Finalmente, um bando de violentas mulheres da Trácia, que eram seguidoras de Dionísio, atacou o músico e o mataram. Quando jogaram sua cabeça decepada no rio Hebrus, ele continuou a chamar por Eurídice, e finalmente foi carregado à orla de Lesbos, onde as Musas o enterraram. Depois da morte de Orfeu, sua tornou-se a constelação de Lira.
PAN
Deus dos bosques, dos campos e da fertilidade, filho de Hermes, mensageiro dos
deuses, e da ninfa Dríope. Era metade animal, metade homem, com chifres,
membros inferiores, cascos e orelhas de bode. Era uma divindade travessa, o deus
dos pastores e rebanhos. Um músico maravilhoso, acompanhava com sua flauta, as
ninfas da floresta quando elas dançavam. O deus era galanteador, mas sempre
rejeitado por causa de sua feiura. Pan assombrava as montanhas e cavernas e
todos os lugares selvagens, mas seu local predileto era a Arcádia, onde nasceu.
A palavra "pânico" se supõe derivar dos temores de viajantes que
ouviam o som de sua flauta durante a solidão noturna.
PANDORA
A primeira mulher chamava-se Pandora. Foi feita no céu, e cada um dos deuses contribuiu com alguma coisa para aperfeiçoá-la. Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes a persuasão, Apolo a música, etc. Assim dotada, a mulher foi mandada à terra e oferecida a Epimeteu, que de boa vontade a aceitou, embora advertido pelo irmão para ter cuidado com Júpiter e seus presentes. Epimeteu tinha em sua casa uma caixa, na qual guardava certos artigos malignos, de que não se utilizara, ao preparar o homem para sua nova morada. Pandora foi tomada por intensa curiosidade de saber o que continha aquela caixa, e, certo dia, destampou-a para olhar. Assim, escapou e se espalhou por toda a parte uma multidão de pragas que atingiram o desgraçado homem, tais como a gota, o reumatismo e a cólica para o corpo, e a inveja, o despeito e a vingança para o espírito. Pandora apressou-se em colocar a tampa na caixa, mas, infelizmente, escapara todo o conteúdo da mesma, com exceção de uma única coisa, que ficara no fundo, e que era a esperança. Assim, sejam quais forem os males que nos ameacem, a esperança não nos deixa inteiramente; e, enquanto a tivermos nenhum mal nos torna inteiramente desgraçados. Uma outra versão é de que Pandora foi mandada por Júpiter com boa intenção, a fim de agradar ao homem. O rei dos deuses entregou-lhe, como presente de casamento, uma caixa, em que cada deus colocara um bem. Pandora abriu a caixa, inadvertidamente, todos os bens escaparam, exceto a esperança.
PERSÉFONE ( PROSÉRPINA )
Hades
deparou-se, em uma de suas raras viagens à superfície da terra, com a luminosa
formosura de Perséfone,
e dela enamorou. Mas, como a jovem não lhe correspondesse ao afeto, para fazê-la
sua esposa o deus raptou-a.
PERSEU
Quando o rei Acrisius recebeu o negro vaticínio do Oráculo de Apolo, resolveu; Trancaria sua filha, em uma torre para nunca mais sair. Assim confinada, não teria filhos, e não se cumpriria a profecia de Apolo. E ao retornar à sua cidade, fez com que sua vontade fosse cumprida e a jovem Dânae foi levada a uma torre de bronze. Passaram-se muitos dias, muitos meses, e a bela Dânae
continuava trancada naquela torre, sem entender muito bem o motivo que a tornara
cativa de seu próprio pai. Era uma figura majestosa e carregava em sua mão
um raio. Dânae percebeu que quem estava à sua frente não podia ser um homem,
mas um deus. O ser aproximou-se dela e disse: " Não temas, bela donzela.
Sou um deus poderoso e vi o que seu pai fez a ti. Seu sofrimento e resignação
me fizeram querer fazer de ti minha esposa". Quando finalmente as paredes foram postas ao chão,
o rei pode ver que sua filha trazia nos braços uma criança forte e saudável.
"Como podes ter dado à luz uma criança, se te mantive trancada nesta
torre por tanto tempo, sem contato com nenhum ser vivente?". Dânae sorriu
ante a confusão do rei e contou-lhe toda a história. "Ele chama-se
Perseu, e é teu neto". Que um milagre havia ocorrido era certo. Porém ele
não podia deixar que o oráculo do deus Apolo fosse cumprido. Precisava acabar
com aquela pequena vida. Sem coragem para mandar matar aquela criança, que era
de sua descendência, trancou mãe e filho em uma caixa, e atirou ambos ao mar. Nesta ilha Perseu cresceu e se tornou um jovem
forte e habilidoso, e sua mãe havia se tornado uma mulher muito bela, agora
mais madura. Um certo dia, o rei Polydectes passou pela casa do irmão e se
encantou com a beleza de sua hóspede. Desejou tê-la e, mesmo sendo rejeitado,
cumpriria seu intento, se Perseu não o impedisse. O rei ficou com muita raiva
de Perseu, mas temia matar um hóspede de sua ilha e atrair a ira de alguma
divindade. ![]()
Sem demora, Perseu colocou as sandálias mágicas e voou em direção a caverna das Greas.. Lá chegando, ficou escondido próximo à entrada, de onde pode observar o interior. As Greas (Pemphredo, Enyo e Dino) eram três mulheres idosas que possuiam apenas um olho e um dente, os quais tinham de compartilhar para que pudessem enxergar ou comer. Essa fraqueza das Greas fez com que Perseu elaborasse um plano para extrair das mulheres a informação que necessitava. Perseu escondeu-se entre uns arbustos no interior da caverna, enquanto as Greas preparavam algo em seu caldeirão. Ele atirou uma pedra em direção a entrada, o que fez com que a Grea que estava com o olho se voltasse para aquela direção enquanto as demais questionavam sobre a origem do ruído. Quando ela estava passando o olho para outra Grea, Perseu tomou o olho de sua mão. Ante os gritos de ameaça e confusão das mulheres, Perseu exigiu que lhe fosse indicado o caminho para as ninfas do Norte, em troca do olho roubado. Só depois de perceber que Perseu estava disposto a não retornar-lhes seu olho foi que as Greas concordaram em revelar o caminho. Querendo ganhar tempo para fugir, Perseu deixou o olho sobre uma pedra na caverna, forçando as três mulheres à procurar o olho e ganhando, assim, tempo para fugir. Novamente usando suas sandálias aladas, alcançou rapidamente o bosque das ninfas, seguindo o caminho indicado pelas Greas. As ninfas do Norte eram criaturas simpáticas aos homens, e sabendo da sua missão, deram o gorro e a sacola ao herói. "Esse gorro tem a qualidade de fazer qualquer pessoa que o esteja usando invisível", disseram as Ninfas, e indicaram a ele o caminho para a toca das Górgonas. Perseu então voou para norte, pelo caminho que
as ninfas lhe disseram, até que chegou à uma ilha, cercada de estátuas de
pedra. Perseu aproximou-se de uma dessas estátuas e sentiu seu sangue gelar:
Compreendera que aquelas mórbidas estátuas de pedra na verdade eram os corpos
transformados em pedra das pessoas que ousaram aproximar-se do local das Górgonas.
Escondeu-se atemorizado atrás da estátua e colocou o escudo de Atenas na
altura de seus olhos. Pelo reflexo do escudo começou a vasculhar a ilha
procurando sinal dos monstros, até que viu a entrada da toca onde habitavam. Em seu caminho de volta, Perseu avistou Atlas,
que sustentava a abôbada celeste em suas costas, como punição por haver se
juntado aos gigantes na luta contra Zeus, e sentiu pena do seu fardo. Voou próximo
ao seu rosto e, tirando a cabeça da Medusa da sacola mágica, transformou o titã
em pedra, para que não mais sentisse o peso que devia manter suspenso. Perseu voltou à rocha e libertou a jovem. "Sou Andrômeda, e meu pai é o Rei Cepheus", disse. Perseu pegou-a nos braços e levou-a ao seu pai. Quando este o viu chegando voando com a sua filha - ainda viva - nos braços, ficou assustado e pensou estar vendo um deus. Perseu explicou o que havia ocorrido e como derrotara o monstro. Ante a estupefação do soberano, Perseu pediu a mão da linda Andrômeda, que foi concedida prontamente. Agora Perseu retornaria para Seriphus, para junto
de sua mãe. No caminho Perseu decidiu parar em Larisa e competir nos jogos que
lá estavam ocorrendo. A primeira prova consistia no lançamento de disco, o
qual Perseu era bastante hábil. O seu disco, porém, acertou um velho homem, de
nome Acrisius, que estava numa das arquibancadas. Perseu lamentou bastante a
morte do homem, sem saber que a antiga profecia de Apolo havia finalmente se
cumprido. Entrou no palácio por uma das janelas e posou
bem em frente ao trono de Polydectes. "Muito bem, Polydectes", disse o
herói, "trago comigo o que prometi a você, mesmo havendo arriscado minha
vida. Acho porém que você não me acredita, e deseja ver para ter a
prova". Enfiou a mão em sua sacola e segurou a cabeça da Medusa. "Os
que são meus amigos que fechem os olhos!", gritou. Polydectes não deu
ouvidos ao seu aviso e olhou diretamente para a cabeça da Medusa quando esta
foi tirada da sacola. Ele e todos os seus cortesãos foram transformados em estátuas.
POSEIDON ( NETUNO )
Depois que os Titãs foram derrotados por Zeus, na divisão do mundo coube-lhe a senhoria do mar e de todas as divindades marinhas. Tinha um palácio nas profundezas do mar, onde morava com sua esposa Anfiritre e seu filho Tritão. Entretanto, Posêidon teve inúmeros outros casos de amor, especialmente com ninfas de riachos e fontes, e teve filhos conhecidos pela sua selvageria e crueldade, entre eles o gigante Orion e o Ciclope Polífemo. Posêidon e Górgona Medusa eram os pais de Pégaso, o famoso cavalo alado. Sua arma era o tridente, com o qual levantava as ondas fragorosas, que engoliam as naus, e fazia estremecer o solo ou desperdiçar os recifes. Odiava Ulisses, por ele ter cegado o Ciclope Polifemo, seu filho. Foi inimigo de Tróia, depois que seu rei Laomendonte lhe negou a compensação pela construção das muralhas da cidade, ocasião em que mandou um monstro marinho para devorar Hesíon, filha do rei, que Héracles matou. Disputou sem sucesso com Atena, deusa da sabedoria, pelo controle de Atenas. Quando ele e Apolo, deus da música, foram enganados de receber suas recompensas depois de terem ajudado Laomedonte, rei de Tróia, a construir os muros da cidade, a vingança de Posêidon contra Tróia não teve limites. Na arte, Posêidon é representado como uma figura majestosa e barbada, segurando um tridente e freqüentemente acompanhado por um golfinho. Os Romanos identificaram Posêidon com seu deus do mar, Netuno.
PROMETEU
Prometeu
era um dos titãs, uma raça gigantesca, que habitou a terra antes do homem. Ele
e seu irmão Epimeteu foram incumbidos de fazer o homem e assegurar-lhe, e aos
outros animais, todas as faculdades necessárias à sua preservação. Epimeteu
encarregou-se da obra e Prometeu de examiná-la, depois de pronta. Assim,
Epimeteu tratou de atribuir a cada animal seus dons variados, de coragem, força,
rapidez, sagacidade; asas a um, garras a outro, uma carapaça protegendo um
terceiro, etc. Quando, porém, chegou a vez do homem, que tinha de ser superior
a todos os outros animais, Epimeteu gastara seus recursos com tanta
prodigalidade, que nada mais restava. Perplexo, recorreu a seu irmão Prometeu,
que, com a ajuda dePrometeu
era um dos titãs, uma raça gigantesca, que habitou a terra antes do homem. Ele
e seu irmão Epimeteu foram incumbidos de fazer o homem e assegurar-lhe, e aos
outros animais, todas as faculdades necessárias à sua preservação. Epimeteu
encarregou-se da obra e Prometeu de examiná-la, depois de pronta. Assim,
Epimeteu tratou de atribuir a cada animal seus dons variados, de coragem, força,
rapidez, sagacidade; asas a um, garras a outro, uma carapaça protegendo um
terceiro, etc. Quando, porém, chegou a vez do homem, que tinha de ser superior
a todos os outros animais, Epimeteu gastara seus recursos com tanta
prodigalidade, que nada mais restava. Perplexo, recorreu a seu irmão Prometeu,
que, com a ajuda de
Atena
PROTEU
Pastor das focas de Poseidon. Morava numa
ilha próxima ao Egito e tinha o poder de metamorfosear-se em todas as formas
que desejasse, não só de animais, mas também de plantas e de elementos, com a
água e o fogo. Segundo Eurípedes, Proteu foi rei da ilha de Faros e,
casando-se com Psâmate, teve os filhos Idoteu e Teoclímenes.
PRÍAPO Deus da fertilidade, protetor dos jardins e dos rebanhos. Era filho de Afrodite, deusa do amor, e de Dionísio, deus do vinho, ou, de acordo com algumas lendas, de Hermes, mensageiro dos deuses. Foi deformado, ao nascer, por Hera, que tinha ciúmes de sua mãe. Era comumente representado como um indivíduo grotesco com um falo enorme. PSIQUE ( ALMA )
Ninguém
mais visitava aos templos de Afrodite, Deusa da Beleza, ao invés disto,
todos dirigem-se à formosura de uma simples mortal : a princesa Psiquê
SELENE Deusa da Lua, irmã de Helios e Éos, da família dos Titãs. Era uma linda deusa, de braços brancos, com longas asas, que percorria o céu sobre um carro para levar aos homens a sua plácida luz.
THEMIS
Themis era filha de Urano e Gaia e, portanto, uma titã. Considerada a personificação da Ordem e do Direito divinos, ratificados pelo Costume e pela Lei, Themis era freqüentemente invocada por pessoas que faziam juramentos. Era considerada a deusa da Justiça. Themis foi a segunda esposa de Zeus, após este desposar Métis e antes de se casar com Hera. Com Zeus, ela deu à luz as Horas e as Moiras Sua outra filha com Zeus, Astraea também era uma deusa da justiça. Conta-se que ela deixou a Terra no fim da Idade do Ouro para não presenciar as aflições e sofrimentos da humanidade durante as idades do Bronze e do Ferro. No céu ela tornou-se a constelação de Virgo. Também Themis foi transformada em uma constelação, Librae (apesar desta representar apenas a sua balança). Prometeu algumas vezes chamava Themis de mãe, mas outras vezes chamava assim à Gaia, e desta forma surgiu uma espécie de identidade entre ambas as deusas, que fez muitos pensarem serem elas a mesma deusa. Themis advertiu Prometeu a não se unir aos titãs em sua luta contra os deuses olímpicos, pois segundo sua profecia seriam os mais espertos, e não os mais brutos, que iriam ganhar a supremacia. Quando o titã Prometeu foi acorrentado ao Monte Cáucaso, Themis profetizou que ele seria libertado pelo descendente de uma Danaide. Sua profecia se concretizou quando Héracles salvou-o do seu castigo. Era também uma deusa de profecias, e após Gaia, ocupou o trono do Oraculo de Delfos até que Apolo matou a serpente Píton e tomou posse do assento. Foi Themis quem alertou Zeus que o filho de Tétis seria uma ameça à seu pai. Ajudou Deucalião e Pirra a formar a humanidade após o dilúvio enviado como castigo por Zeus, profetizando que ambos deveriam "jogar os ossos de sua mãe para trás das costas". Pirra ficou temerosa de cometer algum sacrilégio ao profanar os ossos de sua mãe, não captando o sentido da profecia. Deucalião, porém, entendeu tratar-se de pedras os ossos da deusa-Terra, mãe de todos os seres. Assim ele atirou pedras para trás e delas surgiram homens.
ZEFIRO
Vento que sobra do Poente, anunciador da primavera e venerado como deus benéfico.
ZEUS ( JUPITER )
O deus supremo do mundo e regente dos deuses do Olimpo. Zeus foi considerado, de acordo com Homero, o pai dos deuses e dos mortais. Era o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens. Presidia aos fenômenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos. Zeus presidia sobre os deuses no Monte Olimpo, na Tessália. Chamado de o pai dos deuses, por que, apesar de ser o caçula de sua divina família, tinha autoridade sobre todos os deuses, dos quais era o chefe reconhecido por todos. Tinha o supremo governo do mundo e zelava pela ordem e da harmonia que reinava nas coisas. Zeus era o filho mais jovem do Titã Cronos e Réia, e o irmão das divindades Posêidon, Hades, Héstia, Deméter e Hera. De acordo com um dos mitos antigos do nascimento de Zeus, Cronos, temendo que ele talvez fosse destronado por um de seus filhos, engolia-os assim que nasciam. Quando do nascimento de Zeus, Réia embrulhou uma pedra com os cueiros de criança e deu-a a Cronos para que engolisse pensando que fosse seu filhos, e ocultou o deus infante em Creta, onde foi alimentado com o leite da cabra Amaltéia e criado por ninfas. Quando Zeus chegou à maturidade, ele forçou Cronos a vomitar as outras crianças, que estavam ávidas para se vingar de seu pai. Na guerra que se seguiu, os Titãs lutaram ao lado de Cronos, mas Zeus e os outros deuses foram bem sucedidos, e os Titãs foram confinados no abismo do Tártaro. Zeus, a partir de então, dominou o céu, e a seus irmãos Posêidon e Hades foi conferido o poder para dominar o mar e o mundo subterrâneo, respectivamente. A terra seria governada em comum por todos os três. É representado como o deus da justiça e da misericórdia, o protetor dos fracos e quem pune o mau. Como marido de sua irmã Hera, ele é o pai de Ares, o deus da guerra; Hebe, a deusa da juventude; Hefaístos, o deus do fogo; e Ilíthia, deusa do parto. Ao mesmo tempo, Zeus é descrito como um deus que se apaixona por uma mulher a cada instante e usando de todos os artifícios para esconder sua infidelidade da esposa. A imagem de Zeus era representada na escultura como a figura de um rei barbado. A mais célebre de todas as estátuas de Zeus era a colossal em ouro e marfim feita por Fídias, em Olímpia.
SEMI - DEUSES
AQUILES
Filho de Peleu e de Tétis, natural da Tessália, o mais famoso das heróis gregos. Para tornar invulnerável seu filho, Tétis mergulhou-o no rio Estige, segurando-o pelas calcanhares, que assim se tornaram a única parte vulnerável. Fênix instruiu-o na eloqüência e na arte militar e o centauro Quíron na Medicina. O Destino deixara a Aquiles a escolha entre uma vida longa, porém sem glórias, e outra curta, porém gloriosa: Aquiles escolheu a última. Participou da guerra de Tróia com 50 naus, como chefe dos Mirmídones. Depois de muitos atos de bravura, matou Heitor e arrastou seu cadáver pelo campo, amarrado pelo pés a seu carro. Mais tarde, ao penetrar em Tróia, foi morto por um dardo de Páris, guiado por Apolo, que o atingiu justamente no calcanhar. Segundo outra lenda posterior, Tétis, sabedora que seu filho encontraria a morte na guerra de Tróia, escondeu-o, vestido de mulher, entre as filhas do rei Licomedes. Porém Ulisses, agindo com astúcia, descobriu-o: apresentou às filhas do rei alguns trabalhos e objetos femininos, além de diversas armas; Aquiles imediatamente interessou-se pelas armas. Depois de sua morte os gregos depositaram suas cinzas no promontório Sigeu, próximo à planície de Tróia, erigiram-lhe um templo e renderam-lhe honras divinas.
HERACLES ( HERCULES )
Héracles, o maior de todos os heróis gregos, era filho de Zeus e Alcmena. Alcmena era a virtuosa esposa de Anfitrião e, para seduzi-la, Zeus assumiu a forma de Anfitrião enquanto este estava ausente de casa. Quando seu marido retornou e descobriu o que tinha acontecido, ficou tão irado que construiu uma grande pira e teria queimado Alcmena viva, se Zeus não tivesse mandado nuvens para apagar o fogo, forçando assim Anfitrião a aceitar a situação. Nascido, o jovem Héracles rapidamente revelou seu potencial heróico. Enquanto ainda no berço, ele estrangulou duas serpentes que a ciumenta Hera, esposa de Zeus, tinha mandado para atacá-lo. Enquanto ainda um menino, ele matou um leão selvagem no Monte Citéron. Assim começava a carreira daquele que seria o modelo de força física, o deus dos atletas. Desde logo teve competentíssimos mestres: Castor ensinou-lhe a cavalgar, Autólico a guiar o carro, Eurito o manejo do arco, Eumolpo e Lino a literatura e a música e Quíron inspirou-lhe o ar da ciência e o sentido da moral. Porém, o caráter do discípulo revelava-se cada vez mais impetuoso: um dia, por uma justa advertência, enfureceu-se e quebrou na cabeça de Lino uma pesada cítara, matando-o. Assim, começava suas façanhas e, desgraçadamente, seus delitos, pois o excesso de energia muscular quase sempre lhe turvava o cérebro. Num momento do loucura, Héracles matou a flechadas, os filhos e a mulher Mégara. Arrependido foi pedir ao oráculo de Delfos conselhos para se livrar a culpa desse crime, este então ordenou-lhe que se pusesse a disposição de Euristeu pelo prazo de 12 anos, nos quais ele realizou os conhecidos Doze Trabalhos de Héracles. Enquanto os seis primeiros trabalhos se passam no Peloponeso, os últimos levaram Hércules a vários lugares na orla do mundo grego e além. Durante os trabalhos, Hércules foi perseguido pelo ódio da deusa Hera, que tinha ciúmes dos filhos de Zeus com outras mulheres. A deusa Atena, por outro lado, era uma defensora entusiasta de Héracles; ele também desfrutou da companhia e ajuda ocasional de seu sobrinho, Iolau.
Para realizar seus três últimos trabalhos, Héracles foi completamente fora das fronteiras do mundo grego.
Além dos doze trabalhos, muitos outros feitos heróicos e aventuras foram atribuídos a Hércules. Na sua busca do jardim das Hespérides, teve que lutar com o deus marinho Nereu para compelir o deus a dar-lhe as informações que necessitava; em outra ocasião enfrentou outra deidade marinha, Tritão. Tradicionalmente foi na Líbia que Héracles encontrou o gigante Anteu: Anteu era filho de Géia, a Terra, e ele era invulnerável enquanto mantivesse contato físico com sua mãe. Héracles lutou com ele e ergueu-o do solo; desprovido da ajuda de sua mãe, ficou indefeso nos braços poderosos do herói. No Egito Héracles escapou por pouco de ser sacrificado pelas mãos do Rei Busíris. Um advinho tinha dito a Busíris que o sacrifício de estrangeiros era um método infalível de se lidar com as secas. Como o advinho era Cipriota, tornou-se a primeira vítima de seu próprio conselho; quando o método se mostrou efetivo, Busíris ordenou que todo o estrangeiro temerário o suficiente a entrar em seu reino seria sacrificado. Na vez de Héracles, deixou-se ser aprisionado e levado ao local do sacrifício antes de se voltar contra seus agressores e matar uma grande quantidade deles. Héracles era muito leal aos seus amigos; mais do que uma vez ele arriscou sua vida para ajudá-los, sendo o caso mais espetacular o de Alceste. Admeto, Rei de Feres na Tessália, tinha feito um acordo com Apolo que, quando chegasse a hora de sua morte, poderia continuar a viver se encontrasse alguém que quisesse morrer em seu lugar. Entretanto, quando Admeto estava se aproximando da hora da sua morte, mostrou-se ser mais difícil do que tinha calculado arranjar um substituto; após seus parentes mais velhos terem egoisticamente se recusado ao sacrifício, sua esposa Alceste insistiu para que fosse a sacrificada. Quando Héracles chegou, ela já tinha descido ao Mundo Inferior, indo ele imediatamente atrás dela. Então lutou com a morte e venceu, trazendo-a de volta em triunfo ao mundo dos vivos. Héracles era o super-homem grego, sendo muitas das estórias de seus feitos interessantes contos de realizações sobre-humanas e monstros fabulosos. Ao mesmo tempo Héracles, assim como Ulisses, também atua como se fosse um homem comum, sendo suas aventuras como parábolas exageradas da experiência humana. Irritadiço, não extremamente inteligente, apreciador do vinho e das mulheres (suas aventuras amorosas são muito numerosas), era uma figura eminentemente simpática; e no geral seu exemplo deveria ser seguido, pois destruía o mal e defendia o bem, superando todos os obstáculos que o destino lhe colocou. Além de tudo, ofereceu alguma esperança para a derrota da ameaça última e crucial do homem, a morte. O fim de Héracles foi caracteristicamente dramático. Casou-se com Dejanira e, ao atravessar o rio Eveno, na Etólia, matou, com uma flechada, o centauro Nesso, que tentava raptar sua esposa. Antes de morrer, Nesso entregou a Dejanira a camisa manchada com seu sangue, fazendo-lhe acreditar que constituía um poderoso filtro de amor, com o qual poderia assegurar-se o eterno afeto de seu marido. Como Eurito tivesse negado sua filha Iole a Héracles, que a queria desposar, o herói vingou-se matando-o, juntamente com seus filhos, e levou Iole. Quando soube do fato, Dejanira mandou a Héracles, por intermédio de Licas, a camisa de Nesso; logo que a vestiu, sentiu Héracles seu corpo arder e ser corroído pelo veneno de que estava impregnada; enfurecido, lançou Licas ao mar. Fez-se transportar a Traquine e ordenou a seu filho que casasse com Iole; teve ainda forças para subir ao monte Eta, acender uma pira e lançar-se em meio às chamas. quando estas se ergueram, Zeus, num fragor de raios, veio buscar seu dileto filho e transportou-o numa nuvem ao Olimpo. Héracles tornou-se, assim , imortal, reconciliou-se com Hera, que o perseguira na terra, e casou-se com Hebe, da qual tece Alexíare e Anceto; outrossim, viveu no céu eternamente jovem.
MINOS
Filho
de Zeus e de Europa, rei de Creta, marido de Pasífae e pai de Catreu, Deucalião,
Glauco, Androgeu, Ariadne e Fedra. Por não ter sacrificado um belíssimo touro
a Poseidon, este vingou-se fazendo com que Pasífae se enamorasse do touro e
gerasse um ser monstruoso, metade touro e metade homem: o Minotauro. Minos
encerrou-o no Labirinto e o alimentou com a carne de sete jovens e sete
donzelas, que Atenas devia mandar a cada nove anos, como tributo, a Creta. Foi
fundador da senhoria marítima de Creta e seu legislador. Por sua justiça, foi
colocado no Averno, como juiz dos mortos, ao lado de Radamanto e Éaco. Segundo
uma lenda posterior ao perseguir Dédalo até a Sicília, Minos morre por mãos
do rei Cócalo, no momento em que se banhava, e suas cinzas foram levadas a
Creta por um de seus companheiros.
ORFEU
Célebre
cantor de origem trácia, filho de Éagro e da musa Calíope. Seu canto era tão
enternecedor que fazia mover plantas e pedras e mansava as feras. Amou
ternamente sua esposa Erúdice, acompanhou os Argonatas na expedição do velo
de ouro. Morreu por mãos das mulheres trácias, que o dilaceraram porque,
depois da perda de Eurídice, odiou as mulheres e desprezou o casamento. Depois
de tê-lo matado, lançaram sua cabeça ao mar, que as ondas transportaram à
ilha de Lesbos. Foi considerado o fundador da religião órfica, que teve grande
difusão.
TESEU O Héracles da Ática, filho de Poseidon ou de Egeu de Etra. Nasceu em Genetíon, perto de Trenezene, e foi criado por sei avô materno Piteu, que o educou nas artes musicais e gímnicas, e por Quírom que ensinou a arte de caçar. Aos dezesseis anos, encontrou sob uma pedra enorme, que ele levantou com extrema facilidade, a espada e as sandálias de Egeu, ali escondidas, com as quais dirigiu-se a Atenas, matando pelo Sínis, Perifetes, Escíron e Procustoe a ferosíssima porca de Cromíon. No Cefiso, os Fitálides purificaram-no dos crimes cometidos e, assim, chegou ele a Atenas, onde foi reconhecido por seu pai, ao desembainhar a espada, quando Media tentou envenená-lo. Capturou, em seguida, o touro de Maratona, que lançava fogo pelas narinas e derrotou seus primos, filhos de Palas que aspiravam ao reino de Atenas. Naquela época, era necessário enviar a Minos, pela terceira vez, o tributo a de sete rapazes e sete moças e Teseu quis fazer parte dele: chegando a Creta, com a ajuda de Ariadne, conseguiu entrar no labirinto e matar o minotauro, libertando Atenas do tributo. depois de ter abandonado Araidne, chegou a Atenasm onde foi causa involuntária da morte de seu pai Egeu; foi sucessor deste e instituiu as festas Panatenéias e os jogos Ístmicos. Em companhia de Héracles, participou da expedição contra as Amazonas e, como prêmio, teve Hipólita, sua rainha, da qual teve um filho, Hipólito. Depois da morte desta, casou-se com Fedra, irmã de Ariadne. da qual teve Acamas e Deméfon. Participou da caçada ao javali de Calídon e da expedição dos Argonautas. Foi íntimo amigo de Pirítoo, com o qual derrotou os Centauros e raptou Helena, ambos depois, desceram aos Infernos, com a intenção de raptar Perséfone, porém, Hades castigou-os e fez sentar Teseu sobre uma pedra que tinha a virtude de segurar, como se estivessem grudados, os que nela repousassem. Teseu, assim, não pôde mais sair dos Infernos, até a chagada de Héracles, que o libertou. Voltando a Atenas, encontrou seu trono ocupado por Menesteu pelo que, amaldiçoando os Atenienses, refugiou-se em Ciros, onde o rei Licomedes o precipitou de um rochedo ao mar ou, segundo outros, por um passo em falso, caiu num precipício. Por ordem de Delfos, seus ossos foram transportados para Atenas, onde foi-lhe exigido um esplêndido templo.
MUSAS
Nove filhas de Zeus e Minemósine, que protegiam as ciências e as artes. São respectivamente:
MORTAIS
ÍCARUS
Filho Dédalo, com o qual fugiu do labirinto de Creta, usando asas de cera. Ícaro voou tão alto que o calor do sol derreteu as suas asas, fazendo-o cair no mar Egeu perto da Ilha de Samos, no trecho que posteriormente foi denominado Icário.
IFIGÊNIA
Filha
de Agamémnon e de Clitemnestra, irmã de Orestes e de Electra. Quando os gregos
não puderam sair do porto de Aulida para Tróia, devido a uma longa calmaria
provocada por Ártemis, o adivinho Calcas disse que era necessário sacrificar
Ifigenia à deusa. Agamémnon estava prestes a realizar a sacrifício, quando
apareceu Ártemis que carregou a jovem sobre uma nuvem para a Criméia,
substituindo-a por uma corça. Ártemis fez dela uma sua sacerdotisa até a
chegada de Orestes, que a reconduziu para a Grécia.
ODISSEU ( ULISSES )
Conhecido popularmente como Ulisses. Sua
lenda, que constitui o argumento da Odisséia, foi objeto de cortes, adendas,
comentários até o fim da Antiguidade. Natural de Ítaca, filho de Laerte e de
Anticléia, teve como esposa e piedosa e nobre Penélope. Foi enviado por seu
pai como legado kunto aos Messênios, para que estes lhe devolvessem os rebanhos
rounados; aí encontrou Ífito, que lhe deu o arco de Eurito. Quando, persuadido
por Agamémnon, decidiu tomar parte da Guerra de Tróia. Depois da morte de
Aquiles, ganhou as armas do herói, em luta com Ajax Telámon, e na batalha foi
sempre o principal personagem. Logo após a guerra de Tróia iniciou suas
famosas peregrinações, que duraram dez anos, antes de chegar a Itaca (ver
lendas - Odisséia). Chegando a Ítaca, Odisseu retomou sua posição de rei. A
tradição posterior a Homero, porém, fazia-o morrer por mãos de seu filho Telégono,
que Circe enviara a procurado pai, logo ao desembarcar em Ítaca. |