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Detetives

Toques sutis de Psicodelismo
O que me chamou de imediato a atenção quando ouvi o primeiro cd da banda DETETIVES, foi o sotaque castelhano do vocalista Alejandro. cantando rocks garageiros - uma cena pouco habitual por essas terras brasilis. Lembrei-me dos áureos tempos em que Billy Bond comandava desvairadamente ao lado de Tico Terpins, a inesquecível banda de rock Joelho de

Porco, em meados dos anos 70. Gostaria de destacar alguns rocks furiosos neste primeiro trabalho dos DETETIVES, é o caso de SHINE (abrindo brilhantemente o cd, com lances psicodélicos bem sutis), HOMBRE SINCERO, LOVE STORY, SUPERMAN (talvez a melhor de todas), 3 COMPRIMIDOS, e a experimentalíssima ELES VENCERAM. De quebra há ainda a bluseira BARES E BORDÉIS, com arranjos providenciais de gaita. Outro aspecto positivo e merecedor de elogios é a capinha que reveste o cd, dissimulando com inteligência rara os rostos da rapaziada,escapando dos clichês. As letras poderiam ser mais aprimoradas, acho que isso virá com o tempo, a maturidade do grupo, a disposição para saber ouvir sabiamente as críticas construtivas. O aperfeiçoamento das letras na história do rock ganhou maioridade com o aparecimento de BOB DYLAN, legando à contracultura pop certa intelectualidade e vitalidade essenciais e oportuníssimas para os dias atuais. Também acredito que os DETETIVES deveriam insistir mais quanto à tessitura psicodélica que eventualmente permeia as faixas deste belo disco de estréia. Entrem em contato com eles: www.rockdetetives.com.br
 
Everi Rudinei Carrara - Editor de Telescópio

Continental Combo

Momentos agradáveis e necessários
Visitando o site da gravadora Monstro Discos, encontrei informes sobre as bandas Momento 68/Continental Combo. Fiquei curioso em manter contato com os integrantes do trio formado por Sandro Garcia (voz e guitarras), Carlos Rodrigues (baixo) e Rogério (bateria). Os dois primeiros

formavam, ao lado do ex-baterista Gregor Izidro, o Momento 68. Em poucos dias,conforme havíamos combinado por e-mail, recebi o cd "Tecnologia" (Momento 68) e 2 Eps do Continental Combo: "O Homem Retalho" e "Nova Manhã". E a sensação que tive na primeira audição foi a de que tinha em mãos uma das melhores bandas de rock do momento. Aprovei inteiramente o que ouvi em termos de arranjos, linha melódica bem definida, letras com inspiração surrealista, capas com design adequado, sonoridade folk com psicodelia e reciclagem inventiva, e muito punch. Reunir essa variedade de atributos sem se tornar caricato é raro nos dias de hoje, em qualquer ramo da arte. Não raramente, temos que rondar o circuito alternativo, vasculhar os sites pertinentes, ser paciente, suportar o crivo dos amigos na escolha das preferências, desvencilhar-se de conceitos e restrições. Pois bem, o cd "Tecnologia" é composto por 11 músicas deliciosas, com as participações especiais de Consuelo Gregori (teclado e piano), Marcelo Badari (bateria e ilustrações), Fábio Golfetti (cítara) e Mariana Mies (violoncelo). "O Homem Retalho" contém 4 músicas que poderiam fazer parte do cd anterior, pois apresenta uma continuidade estrutural coesa e gratificante. "Nova Manhã" prossegue com uma belíssima faixa-título na abertura da audição, e uma vinheta instrumental oportuna para as 3 outras pérolas musicais restantes. Pressenti em determinados momentos ecos de composições do Pink Floyd, Mutantes e Rolling Stones,dos períodos lisérgicos de 1967/68. Só espero que o Continental Combo continue produzindo momentos agradáveis e necessários nesta epóca de barbarismo, falta de ousadia, compulsão para o sucesso fácil, consumismo desenfreado. Ouvindo esses músicos, pude respirar aliviado e retomar as esperanças.
 
 
Everi Rudinei Carrara - editor do Telescópio

Banda Leela
Se existe uma banda que traduz a força, o ímpeto, a surpresa e as informações desconcertantes que o underground do Rio de Janeiro contêm, essa banda é o Leela. De Recife a Natal, de Salvador a São José dos Campos, de São Paulo a Niterói, de Aracaju a Florianópolis, de Nova Iguaçu a Tijuca, da Vila Madalena ao Centro do Rio, o mito da banda capitaneada por Bianca Jhordão e Rodrigo Brandão já está completamente impregnado no imaginário, no coração e nos ouvidos de uma rapaziada eternamente atenta para o novo.
 
A banda Leela é fruto direto e amadurecido de um caminho de experimentações sonoras que já vem sendo realizadas há cerca de três anos e que teve como primeiro resultado a banda Polux. Agora, Rodrigo e Bianca (guitarristas e compositores), com a cumplicidade de Melvin e Luciano Grossman, baixista e baterista respectivamente, conseguiram chegar num ponto de irreversível sedução com suas composições e presença de palco. No que diz respeito às composições, é impossível não se deixar levar pelo tapete sonoro de guitarras sublinhando histórias de amor desencontrado, casais e pessoas em fugas constantes, passeios inesperados e abandonados pela paisagem carioca. De Porto Alegre a Lapa, da Baixada a Zona Sul, da Região dos Lagos a Zona Oeste, a marca registrada de fantasia musical dessa rapaziada, foi se afirmando e benignamente contaminando uma legião de fãs que (se houvesse um ranking de torcida underground) formam certamente a torcida musical número um da cena alternativa do Rio de Janeiro e, quem sabe, do Brasil.
 
Alternativa é uma maneira de dizer e estar por enquanto, muito por enquanto, já que a ampulheta do sucesso mainstream (sucesso popular geral) já virou a favor dessa banda. E um dos fatores preponderantes rumo ao sucesso geral, é a presença no palco da vocalista e guitarrista Bianca Jhordão que já está presente de forma definitiva com seu talento e beleza no imaginário da rapaziada. Talento e beleza que a transformaram na lendária loura do underground carioca guiando rapazes para sonhos de amor variado e garotas para sonhos de postura feminina aternativa. Resumindo, Bianca tem tudo para ser uma catalisadora de mídia, atraindo todo mundo para as delícias desconcertantes contidas no universo musical da banda Leela. Pra ser mais direto, vou dizendo que essa banda é na verdade, o orgulho da cena alternativa carioca leia-se: Rock´n´Roll de guitarras. Rock´n´Roll de guitarras que disputa com forró o segundo lugar de presença na paisagem musical do Rio de Janeiro, talvez uma das poucas cidades com territórios musicais muito bem definidos a saber: samba e funk, os donos da cara da cidade. É claro que existe música romântica correndo hors concours totalmente por fora, por sobre, por baixo e por dentro de tudo, mas aí não vale, por que afinal de contas, corações são corações sempre à procura e... A banda Leela é o orgulho do rock´n´roll de guitarras que abre a possibilidade de outra janela musical cheia de intensa tradição mundial para a juventude carioca. O purgatório da beleza e do caos, vulgo Rio de Janeiro, vai ganhar muito com a beleza extraída do caos de guitarras da banda Leela.
 
Fausto Fawcett - Rio de Janeiro - RJ

Autoramas

"Nada pode parar os Autoramas"
Em seu terceiro álbum, o Autoramas chega a maturidade musical. Se pensarmos que o primeiro álbum de uma banda flagra um som sendo burilado e lembrarmos que o segundo disco do trio foi gravado ao vivo no estúdio, só podemos perceber a evolução do grupo em "Nada Pode Parar os Autoramas", ", principalmente na produção suja e segura

da dupla Marco Butcher e Junior Ribeiro. Mesmo em um canção docinha como "Música de Amor", parceria de Gabriel com Érika Martins do Penélope, os riffs sujos arrastam tudo deixando que o sorriso invada a cara do ouvinte na chegada do refrão pegajoso: "Eu te adoro tanto, você não imagina quanto". "Nada Pode Parar os Autoramas" é um belo exemplar do mundo da banda, indo de baladinhas pop de guitarras como a bacana "Resta Um", cantada por Simone, e a citada "Música de Amor", passando por canções assobiáveis como "Beleza" (parceria de Gabriel com os Raimundos Canisso, Telo e Marquinhos) até chegar em bons rocks com levada surf ("O Bom Veneno" - "Megalomania") ou mais punks (a excelente dobradinha que abre o disco: "Você Sabe" e "Nada a Ver"). Isso sem contar três faixas instrumentais esporrentas. A grande sacada do disco, porém, é extra música. Lançado pela independente Monstro Discos de Goiânia, com distribuição nacional pela Tratore (a tal da Cartel), "Nada Pode Parar os Autoramas" transforma-se em um libelo pró rock independente. Sim, porque é preciso culhão para abandonar a distribuição de uma major e bancar seu próprio trabalho, ao lado de gente que entenda e respeite suas posições, em um ambiente novo e que se mostra em franco crescimento no Brasil, como a cena underground brasileira. Mais do que qualquer coisa, a banda sabe que tem um público, o respeita e preferiu seguir seu próprio caminho a galgar as escadas tentadoras da diluição. O resultado foi um grande disco. Uma grande banda, porque nada pode parar os Autoramas.
 
 
Marcelo Costa - São Paulo - SP

Los Pirata
"En una onda neo-punque"
"Se quisieren continuar el sofrimiento após el show, nuestro CD está sendo vendido en la banquita por doce reales", avisou Jesus Sanchez, baixista do grupo Los Pirata, no meio da apresentação do grupo no Ruído Festival (Rio de Janeiro), em fevereiro. Houve quem saísse do festival apontando Los Pirata como o melhor show da noite. Não foi à toa: mesmo com detalhes engraçadinhos (como a bateria de brinquedo de Loco Sosa, as letras misturando nonsense, lugares-comuns hispânicos e espanhol de mentira, o som mesclando rock dos anos 50, punk, country e jingles, etc), o som do trio paulista passa longe do besteirol e cria uma das sonoridades mais bem humoradas e rockeiras dos últimos tempos.
 
"En una onda neo-punque" é uma divertida mistura de descompromisso, técnica musical e experimentação (sem espaço para cabecismos). Não tem como não rir ao observar as letras no encarte e escutá-las emoldurando músicas como o punk-surf "Nada" ("Nada nada nada nada nada... em mi corazón" - repete até enjoar) e o countryzinho-punk "Tema de Lospi" (declaração de princípios da banda em alto e bom som: "Loco surre la dengosa/Jesus afine el berimbau/Paco pise en su pedal/Mate la cuebra e mostre el.../Los Pirata!!!"), sem falar na divertida cover (não vai me perguntar de quem!) "A mi me gustan las hamburguesas", comilança musical em ritmo de country-rock. Para quem já assistiu ao show, fica até repetitivo lembrar o quanto os caras tocam bem - destaque para a guitarra de Paco Garcia, embora os outros dois também façam miséria. O descompromisso, na melhor acepção do termo, é tão grande que em vários momentos Los Pirata chega a se parecer com um daqueles projetinhos divertidos que os músicos fazem nos intervalos de suas bandas titulares, sem preocupações com vendagens, empresários, gravadoras, etc. São só três caras levando um som, seja no rockabilly classudo "Shirley sala 3", seja no country pesado (repleto de alegre solos) "Country hell", seja na pesada "Maldito verano" ("maldito verano/has vuelto otra vez/estoy todo sudado"), seja nas vinhetas sem nome (marcadas com um X) que aparecem entre algumas faixas.
 
Uma coisa salta aos olhos ao escutar o disco, além da técnica e do bom humor: a concisão das músicas. De modo geral são faixas curtas e diretas, como "Tid bits" e "Xa la la". Mas ao chegar no final do CD, rola um ET: "Interminable" tem mais de dez minutos de solos, improvisos, barulheiras e doideiras. De resto, é som simples, direto e divertido, tanto em disco quanto no palco. Conheça Los Pirata em seu site www.lospirata.com.br (aproveite e leia o divertido F.A.Q. do grupo) ou no site da gravadora Volume 1 (www.volumeone.com.br).e

Rock em Araçatuba
Bandas:
- DAZAVÉIA
- Origem: Araçatuba-SP
- Estilo: rock e blues
- Formação:
  Cláudio "Gordo" (bateria)
  Elvis (baixo e vocal)
  Fernando (guitarra)
  Silvinho (vocal)
- Características: Formado em maio de 2003,o DAZAVÉIA tem seu repertório focado no blues e nos grandes sons dos anos 70. A "pegada" forte do baterista Cláudioo e o baixo volumoso e versátil de Elvis, faz uma "cozinha" ideal para a guitarra blueseira de Fernando, que aliada ao potente vocal de Silvinho, evidenciam a verdadeira alquimia para a interpretação dos clássicos de bandas como Led Zeppelin, The Doors, Jimi Hendrix e outros. A banda também pensa em mostrar alguns sons próprios, e já tem fizeram um blues chamado "Little Snake Blues", composto pelo baixista Elvis.
Fone para contato: (18) 3621-7778

- SANATÓRIO ETÍLICO
- Origem: Araçatuba-SP
- Estilo: rock
- Formação:
Fabião (bateria)
Ma (baixo)
Helinho (guitarra)
Bean (guitarra,gaita,vocal)
- Características: O SANATÓRIO foi formado no final de 2001, e já se paresentaram em vários lugares, inclusive na Expô 2002, abrindo o show para o Skank. Com a saída de outros músicos , hoje a banda mantém em sua formação original o carismático vocalista Bean. Registramos ainda a presença do baterista bem definida e forte do experiente Fabião, o baixo consistente de Ma e o novato, porém ótimo guitarrista Helinho. A banda tem seu repertório centralizado baiscamente no blues,e em clássicos do rock setentista. Mas também há algumas músicas de bandas mais recentes como Darkness e White Stripes.
Fones para contato: (18) 3621-4198 e 9706-2105

ASSES OF FIRE
- Origem: Araçatuba-SP
- Estilo: rock
- Formação:
João Vitor (bateria)
Marcelo (baixo)
Rodolfo (guitarra)
Cabeça (guitarra)
Lucas "Che" (vocal)
- Características: a banda foi formada em meados de 2002 e conta com duas guitarras bem entrosadas, um bom preenchimento das músicas e uma bateria bem acentuada: baixo bem marcado,vocal e backing vocais bem afinados. A banda tem um repertório bem eclético,dentro do rock and roll, tocando de Eagles a Twisted Sisters, passando por Velhas Virgens, numa boa.
Fone para contato: (18) 3622-1634

Picassos Falsos
 
Que ninguém se engane. A volta do Picassos Falsos nada tem a ver com o "revival" interminável dos anos 80 e da geração responsável pelo surgimento do rock genuinamente brasileiro. Lançando "Novo Mundo", eles estão de volta, sim, depois de 11 anos de separação, mas o clima não é de nostalgia, e sim, de novidade.
Com apenas dois discos lançados, "Picassos Falsos" (87) e "Supercarioca" (88), o quarteto carioca teve seu fim precoce no início dos anos 90, deixando para trás um trabalho rico em misturas de ritmos e poesia. Eles já misturavam samba, bossa nova e baião ao peso das guitarras ainda na década de 80, muito antes de bandas como Nação Zumbi, Raimundos ou O Rappa aparecerem. Na época, não receberam a devida atenção da mídia ou do grande público, mas foram sucesso no underground carioca, e chegaram até a garantir espaço em algumas rádios. Como escreveu o jornalista e produtor do álbum de estréia da banda, José Emílio Rondeau, "Picassos Falsos não teriam existido sem Gilberto Gil e Los Hermanos não teriam existido sem Picassos Falsos".
A volta, que começou a tomar forma com alguns shows em 2001, tem como objetivo continuar o trabalho do ponto em que ele foi interrompido, e traz a banda com a mesma formação de então: Humberto Effe (voz e violão), Gustavo Corsi (guitarra), Romanholli (baixo) e Abílio Rodrigues (bateria). Para contar um pouco mais dessa história, a Dynamite entrevistou Humberto Effe, principal compositor do grupo.
 
Dynamite: Diferentemente do que aconteceu com outros grupos dos anos 80 que voltaram, vocês não trouxeram um clima de nostalgia no disco. Isso foi proposital?
Humberto Effe: De uma certa forma, sim. Não que tenhamos programado detalhadamente, mas foi bom que tenha sido assim. Desde quando começamos a pensar em voltar, queríamos fazer um trabalho totalmente novo. Um disco, quando é lançado, na verdade, já vem sendo trabalhado há tempos, e, às vezes, quando chega às lojas, nem corresponde mais ao que a banda está fazendo naquele momento. Com este álbum foi assim. Eu tinha muita coisa pronta e fui acumulando um repertório durante estes onze anos em que estivemos separados. Compus para algumas pessoas, mas muita coisa ainda estava inédita. Era realmente uma continuação do trabalho anterior, músicas que caberiam bem naquele disco. Acho que o lado forte que havia nas canções do "Supercarioca" se pulverizou e se cristalizou nessas músicas novas, com o passar do tempo e com o amadurecimento de todos.
 
Dynamite: Vocês foram um dos pioneiros a fazer essas misturas que hoje são tão comuns na música pop brasileira: samba com guitarra, baião, etc. No entanto, naquela época não se deu o devido valor. Como vocês se sentem hoje em relação a isso?
Humberto: É sempre chato fazer um trabalho e não ter seu valor reconhecido como se gostaria. Naquela época, pouca gente fazia o que nós fazíamos e acho que a memória das pessoas em relação à banda vem justamente daí. Foi essa diferença que nos fez voltar, para dar continuidade a um trabalho que foi interrompido. Para nós, é natural compor um samba. Sempre fizemos isso e não temos porque deixar de fazer. Só não queríamos soar nostálgicos, mas não ficamos cheios de regras do tipo "isso podemos fazer, aquilo não". Bandas como Skank e Chico Science sempre citavam os Picassos como referência. Acho que ajudamos a dar início a um movimento de resgate dessa cultura brasileira. A geração oitenta trouxe o rock para o Brasil. O rock influenciado pelo punk e pelo que estava acontecendo lá fora. A maior parte das bandas negava tudo o que já havia sido feito antes pela bossa nova, pelo tropicalismo. Então, em meados dos anos 80, os Paralamas começaram aos poucos a voltar a assimilar elementos brasileiros à música pop, produzindo um rock mais nacional. Foi aí que nós aparecemos, misturando influências e fazendo o que quase ninguém queria fazer.
 
Dynamite: Essa volta é para valer ou apenas um projeto para "terminar o que foi interrompido"?
Humberto: Queremos lançar mais discos. Até já estamos com idéias, e vamos colocá-las em prática no estúdio. Mas antes disso, há um projeto paralelo que talvez dê frutos. É o "Hipercarioca", um disco de samba, não autoral, em que queremos resgatar a canção carioca. Já levamos isso para o palco e o resultado foi bem legal. Cantamos Paulo da Portela, Noel Rosa...
 
Dynamite: Você parece estar hoje mais ligado ao samba do que ao rock.
Humberto: Sempre tive essa promiscuidade musical latente. É que o samba está num momento muito bom. Mas tenho ouvido rock também. O Radiohead é maravilhoso, para mim eles são os Beatles dos anos 90. O White Stripes também é muito bom. Quem eu tenho ouvido muito é Eliot Smith. Gosto de buscar coisas novas para ouvir em qualquer lugar.
 
Texto: Tatiana Tavares
(a íntegra desta entrevista você lê na versão impressa da Revista Dynamite)
 
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