:: Música ::
Nara Leão - Ensaio
NOVO DVD DA SÉRIE ENSAIO TRAZ EDIÇÃO GRAVADA COM A CANTORA EM 1973

Nara Leão é a nova artista a ter sua edição do programa Ensaio recuperado. O novo título estréia parceria da TV Cultura com a Biscoito Fino e mostra a cantora em 1973. Diferente dos outros lançamentos, esse teve sua gravação feita em filme, e não em vídeo como as demais.
A habitual e lendária timidez de Nara fica ainda mais nítida com os enquadramentos em close do programa. Em raras vezes a cantora consegue encarar a câmera e, quando o faz, logo desvia o olhar. Também está ali a sinceridade de uma Nara que se dizia assustada com o sucesso e, recém chegada de uma temporada em Paris ao lado do então marido Cacá Diegues, se confessava sem idéia para o próximo trabalho. "Apesar de aparecer muita música bonita, as que mais gosto são as que eu cantava", revela Nara ao diretor Fernando Faro. "Pode ser que eu já esteja saudosista, mas é realmente o que eu gosto de cantar". "Não sei o que fazer, talvez uma nova psicanálise", brinca.
Acompanhando-se ao violão Nara lembra clássicos de seu repertório como A banda, Opinião e Diz que fui por aí. Vivendo intensamente no meio de cinema, Nara Leão se mostra interessada nas composições de Chico Buarque, com quem no ano anterior havia estrelado o filme Quando o carnaval chegar. Dessa trilha apresenta músicas como Soneto, Quando o carnaval chegar, além de Joanna Francesa, que então Chico havia composto para a mais recente produção de Cacá.
Tida como musa da bossa nova, Nara conta histórias da criação do movimento, que aconteceu na sala de sua casa. "A gente tocava em reuniões de grã-finos. Era muito chique chamar a turma da bossa nova. E a gente queria mostrar para quem quisesse ouvir", lembra. Nara ainda conta histórias divertidas sobre João Gilberto, de quem diz sentir saudades. "Foi a personalidade mais fascinante que conheci", decreta.
Também de personalidade forte e faro para descobrir novidades musicais, Nara nunca se deixou aprisionar pelo movimento. Flertou com o tropicalismo e, em seu primeiro disco, mergulhou no samba de morro carioca. "Descobri um outro lado da vida e queria denunciar, participar", conta. Sobre sua pluralidade musical diz que sofreu perseguição. "Não sou nada preconceituosa. Vendo uma coisa que gosto, que acho bom e acho inovadora, não tenho preconceitos pra dizer que não canto", afirma lembrando um trecho de Mamãe coragem. "Acho linda essa música", confessa.
Sua relação com a fama também rende boas declarações. "Surgiu um convite para ir aos Estados Unidos com o Sérgio Mendes, mas eu realmente não sou muito de viajar. Pensei que se fosse um fracasso ia ser muito chato. Mas se fosse um sucesso ia ser pior ainda, eu não ia poder voltar". Nessa época em que resolveu ficar no Brasil integrou o elenco do musical Opinião e mais uma vez marcou a história da música brasileira.
Com sinceridade ímpar e voz doce, Nara mostra sua personalidade e valor artístico. O raro documento registra idéias, histórias e músicas de uma das artistas mais refinadas e de bom gosto da música brasileira. A menina que, com um fio de voz, fez barulho entre a tradição e a modernidade e marcou seu nome na cultura brasileira.

Texto: Beto Feitosa - Ziriguidum
Sugestão: Cássio Cavalcante - Recife - PE
 

Lucila Novaes & Cristina Saraiva
SOL A SOL: duas mulheres e um retrato sonoro do Brasil

“Sol a Sol” é o resultado de uma feliz junção da voz privilegiada da cantora Lucila Novaes, de São Paulo, com o talento da letrista carioca Cristina Saraiva. Duas artistas bastante premiadas em suas carreiras – ambas vencedoras de festivais importantes e respectivamente, finalista e semi-finalista do Prêmio Visa, em suas versões intérpretes e compositores -, Lucila Novaes e Cristina Saraiva se reúnem para a realização desse trabalho. Se consideramos ainda os arranjos de um expert como Maurício Maestro, e a seleção de músicos que acompanha a cantora avareense – Leandro Braga, Luiz Brasil, Adriano Giffoni, Jorge Helder, André Mehmari, Marcos Feijão, Marcio Malard, Marcelo Bernardes, João Carlos Coutinho e muitos outros do mesmo nível, o resultado não poderia ser outro: um CD com um repertório cuidadosamente montado, com letras especialmente bem elaboradas, musicalmente impecável.

Lucila Novaes é uma cantora de voz primorosa: uma intérprete onde a perfeição de sua técnica vocal não apaga a enorme dose de emoção que permeia sua interpretação. Seus dois trabalhos anteriores Frestas do Céu e Claridade, se caracterizam por um repertório de MPB de alta qualidade, mesclando artistas consagrados – como Chico Buarque, Djavan, Lenine, com outros menos conhecidos.

Cristina Saraiva é uma letrista já bem conhecida no meio musical. Sua característica principal talvez seja a de levar adiante a tradição de uma MPB refinada, sem aderir a modismos, sem nenhum traço pop – hoje predominante em trabalhos de MPB - , e sem pretensões de vanguarda. “ meu compromisso não é com o novo. É com o belo”, reconhece...
Não por acaso, seu CD anterior, Só Canção, conta com a participação de artistas consagrados da MPB, como Chico Buarque, Leila Pinheiro e Ná Ozzetti. Um exemplo raro de artista que segue uma linha clara de composição, ainda que passeando por diversos estilos.

Essa pluralidade aliás, se reflete como nunca em Sol a Sol: ciranda, samba, choro, toada, baião , ritmos que estão marcados em nosso imaginário , e que fazem deste , um trabalho essencialmente brasileiro - talvez pela capacidade de Saraiva de se relacionar e firmar parcerias com artistas de diversas regiões do País. Sol a Sol traz um pouco de parcerias já antigas, e apresenta ainda novos encontros da letrista. Entre as parcerias que vêm de CDs anteriores, o carioca Felipe Radicetti, co-autor da canção “O louco” , uma das poucas faixas desse CD onde aparece claramente a profunda veia romântica da letrista; Rafael Altério, parceiro em “Chão de espinho” uma canção, na música e na temática, com forte traço do interior paulista; e o craque Théo de Barros que assina a sensível e brejeira “Parceira antiga” . Entre as novas parcerias, a faixa Recomeçar, parceria com o consagrado Francis Hime, é uma das mais belas, e por que não dizer, audaciosas do disco. Um samba cantado em dueto, com participação especial do próprio Francis, onde as duas vozes se entrelaçam cantando letras em parte diferentes, em parte coincidentes, mas com sentidos diversos. Faixa título e música e abertura do disco, “Sol a sol” é uma parceria com um dos instrumentistas mais talentosos surgido no Brasil nos últimos tempos: o pianista André Mehmari que prova que além de um grande músico, é também um compositor surpreendente. A letra, que revela diferentes realidades bem brasileiras, já aponta para essa característica principal do trabalho: um CD visceralmente brasileiro, em todos os sentidos.
Do interior da Paraíba, vem uma nova parceira, Socorro Lira, que assina a envolvente “Nas voltas da Ciranda” . De estrutura simples e letra elaborada, a ciranda ganha um arranjo que remete às festas de interior, aos coretos nas praças. Do fundo do Pantanal, surge “Hoje tem lua cheia”, que canta uma ausência e a eterna ilusão do retorno. Trata-se de uma toada doída, parceria com o compositor pantaneiro Guilherme Rondon. Do grupo vocal MPB4, a letrista tira duas novas parcerias: Miltinho e Dalmo Medeiros assinam, respectivamente “Lia” e “Viravolta”. “Lia” é uma faixa intimista, onde a voz de Lucila é acompanhada apenas pelo magistral piano de Leandro Braga, e relata a dor de uma mulher, à espera do retorno do mar de um pescador. Com alguma referência ao universo de Dorival Caymmi, a letra, entretanto, é inspirada em um episódio ocorrido em Santa Catarina, quando a passagem de um ciclone vitimou alguns pescadores. Já “Viravolta” reflete um pouco do desencanto com os descaminhos do Brasil. A letra, porém, na contra-mão da tendência atual, é francamente otimista. O arranjo vocal dessa faixa, assinada por Maurício Maestro e executado pelo próprio e ainda Dalmo Medeiros, relembra grandes momentos dos grupos vocais de ambos: Boca Livre e MPB4. E para não ficar apenas em artistas consagrados, a letrista aposta também em jovens promessas. Com apenas 22 anos, nascido em Itapetininga , interior paulista, Breno Ruiz é o único compositor a assinar com a letrista 2 faixas do disco: a pungente “Lembranças”, uma valsa densa, que retrata o sentimento de uma grande artista em final de carreira, e o chôro “À música brasileira, com carinho” , que ganhou um arranjo primoroso de Maestro, e é uma bem construída queixa contra o atual sistema, que simplesmente exclui do mercado a grande maioria dos artistas. E para fechar o CD, uma música em parceria com dois irmãos de Lucila, Ize e Juca Novaes: o baião “Volta Seca”, que retrata a personalidade ambígua de um dos mais conhecidos cangaceiros do bando de Lampião, compositor de músicas inesquecíveis do cangaço, a quem alguns atribuem, inclusive, a autoria do clássico “Mulher rendeira”.
Uma última faixa que por sua brasilidade, não poderia refletir melhor um CD que é, em última análise, um verdadeiro retrato sonoro do Brasil.

Texto: Tiê Produções
 

Continental Combo - Retiro

         Sandro Garcia e a banda Continental Combo estão de volta com o lançamento do EP "Retiro", inédito, tematizando a metrópole, inspirando-se no livro "Paris, Paris", de Irwin Shaw e Ronald Searle. A capa e o encarte do disco refletem muito bom gosto, como sempre, uma marca da banda. "Chegada" abre o disco com nuances singelos e graciosos de banjo, uma sonoridade que caiu bem com a textura das composições do Continental, prestando um colorido diferenciado do que se ouve por aí.

"Retiro" é a música-título, uma pequena obra-prima da discografia de Sandro, Rogério e Carlos Rodrigues - parece possuir algum magnetismo remanescente do disco Continental Combo / 2005, lançado pela Monstro Discos. "Frio Polar na Cidade" é instrumental, a linha melódica sugestiva, poderia até ser contemplada com uma letra surreal, repleta de imagens cinematográficas, reforçando o tema. "Aretha", refere-se a uma cachorrinha de estimação, já conhecida dos fãs do Continental, gravada anteriormente por Sandro em Enigma Central Park - 2005, mas dessa vez ficou melhor desenvolvida, com a oportuna e eficiente participação de Consuelo Gregori (designer) no orgão, outro instrumento inusitado nessa época de obviedades e pouca imaginação. "Caravan" me passou a idéia de que poderia ser mais densa, com vigorosa seção de metais, predominando solos cortantes de sax tenor ao velho estilo da Motown Records, principalmente na segunda parte do andamento. "No céu, no chão" já é também conhecida dos fãs, e resultou melhor com um colorido mais definido e vibrante. Devo ressaltar que o violão de 12 cordas ficou perfeito mais uma vez, para ser reincorporado á concepção e estilo musical do Continental Combo. Finalmente, há a vinheta "Partida", uma pequena jóia, na qual retorna a batida de banjo, em poucos minutos de espontaneidade, palmas, conversações de estúdio, distorções de timbre na guitarra, e certo clima de final de festa. Este EPé apenas um delicioso aperitivo para o aguardado lançamento do próximo álbum, no começo de 2007. É esperar para ver e se deliciar!

Texto: Everi Rudinei Carrara
 

Plato Divorak - Calendário da Imaginação

         Personagem do underground gaúcho, o cantor e multinstrumentista Plato Divorak trilha singular trajetória desde 1988. Caracterizadas por inusitados experimentos sonoros e roteiros surrealistas, suas aventuras musicais abrangem projetos com Edu K (De Falla), Frank Jorge e Júpiter Maçã, além de empreitadas com os grupos Pére Lachaise e Lovecraft. Agora, por meio do tradicional selo independente Baratos Afins, Plato ganha a segunda coletânea de sua carreira, Calendário da Imagina-

ção. Um compêndio de sua produção solo nos últimos dez anos, o CD traz, em 19 faixas, um conciso apanhado do universo "divorakiano". "É como se fosse meu 'White Album'", descreve Plato, se referindo ao diversificado álbum dos Beatles. Assim, há desde a psicodelia crua de "Movimento Abracadabra" (de 1995) e "Freak Out Smile" (1996), até as sonoridades mais pop e elétricas dos últimos trabalhos, como "Antiglitter" e "Siga (Meu Brother Diamond)", passando por alucinados improvisos em "Uá, Uá (O Sucesso Imediato)". Mas é a atmosfera folky e semi-acústica, de produção quase caseira e forte teor lisérgico, que predomina no álbum. Alguém pensou em Syd Barret? O clima despojado se reflete nos arranjos simples e na instrumentação básica - a cargo sobretudo de Plato e do percussionista Gésner Mess ("tal qual Steve Peregrine Took acompanhando Marc Bolan", ele diz). Divorak, além dos vocais, se encarrega do baixo, chitare e bassi-viola, teclados, e dos inventivos efeitos, feito colagens, elevador (?) e até sonorização de "cebion no copo d'água" (na surreal "O Charme de Fumar no Escurinho"), Já as parcerias, sempre presentes em sua carreira, ganham destaque em "Telling Everybody" (com o antigo partner Edú K na guitarra wah wah, baixo, bateria e backing vocal) e na melodiosa "Scratching Strings" (com Júpiter Maçã). Uma Breve Passagem do Tempo Plato Divorak iniciou seu percurso artístico em 1988, criando as bandas Os Jaquetas, O.F.F. (ao lado de Edu K) e Juveniles Delinquentes. De 1989 a 93, ele atuou à frente da Pere Lachaise, obtendo considerável reconhecimento local. No decorrer da década de 90, tendo os anos 60 como diretriz estética, criou o grupo Lovecraft e o duo semi-acústico Plato e Frank (Jorge, do Graforréia Xilarmônica), além do Momento 68 - ao lado do paulistano Sandro Garcia. Atualmente, atua com o grupo Os Analógicos. Em 2001, ganhou sua primeira coletânea, Platosaurus Erectus, reunindo parte de sua vasta produção musical. A sua nova coleção de sons, Calendário da Imaginação, funciona como trilha ideal a seu lisérgico mundo musical - agora ou a qualquer tempo.

Texto: Sérgio Barbo
 

Bob Dylan - Modern Times

         Os tempos modernos entraram em ebulição. Formaram as nuvens que abraçaram o sol e fizeram a chuva cair para cima, abrindo caminho ao sonho sobre uma vida. Dilacerante, capaz, terna, violenta e disseminada: uma vida com olhos. Penetrantes e incansáveis – abertos para sempre. Uma vida onde a terra engole o céu ou o céu penetra e trespassa a terra dependendo das paixões que apertam a ferradura do cavalo. As conversas dissipam-se nas ondas cerebrais de um miúdo de óculos

escuros, insurrecto, rebelde - com as mãos sobre o piano e a guitarra e a harmônica e as histórias. Onde o pente que se ocupa de normalizar as pessoas não consegue trabalhar: o mundo é dele e ele retém-nos nas mãos, fechadas, pouquíssimas vezes trémulas ou suadas. Este é um dos deuses que tanto procuramos e metaforizamos em recambulescas estórias de encantar, de rir, ou de assombrar. Este está aqui, à frente dos nossos dentes – e ele, quando por vontade, estremece-os, fá-los ranger e parte-os se caso é necessário: é um estalar de dedos (ou de inteligência). São os blues que abrem caminho ao regresso em disco de Bob Dylan, um artista de valor incalculável para a cultura pop dos nossos dias – o homem que electrificou a folk, a country, que se desenvencilhou da necessidade de uma boa voz para desenterrar o conhecimento e os dólares da indústria; o homem que, com a sua música, deu aquela pequena ajudinha de que os Beatles precisavam para dar o passo que os levaria a Revolver (1966) e a toda uma nova era melómana. E é precisamente a essa altura da História que o tema de arranque de Modern Times, Thunder on The Mountain, nos leva: Highway 61 Revisited (1965) e à guitarra de Michael Bloomfield. Poderia começar melhor? Desta feita, as guitarras estão nas mãos de Denny Freeman e Stuart Kimball – além do próprio Dylan. Desenfreados, agarram os blues lascivamente e confrontam-nos com um disco à antiga: um punhado de canções com um cunho Dylan tão claro que nos cega. O senhor está de volta às origens depois de umas passagens pelo experimentalismo dos seus saberes – mais ou menos bem conseguidos é coisa para decidir, como muito por este pedaço do mundo, com as vontades e gostos do nariz de cada um. E que bem! Não só pegou na velha maneira folk de construir canções, reciclando trechos antigos de compositores já velhos no baú das recordações, como foi mesmo ao século XIX buscar Nettie Moore para lhe reconstruir a melodia e aproveitar a primeira linha do refrão. Lonnie Johnson, Muddy Waters, Woody Guthrie ou Leadbelly são nomes que crepitam à audição deste disco – além de Chaplin, com o título do próprio registo. As raízes estão todas cá: e tal não coloca Dylan numa posição de inferioridade; pelo contrário. São óptimas as estórias intermináveis por onde Dylan nos conduz: cada uma das suas personagens (dissimulações do seu próprio complexo intelecto) a deambular por entre as palavras de amor, de justiça ou meramente descritivas – sempre salteadas com uma pitada certeira de humor ou ironia. Alguma vez foi de outra maneira? O nome do rapaz é Bob Dylan. Faz o que lhe apetece – sempre fez! E há-de tirar sempre um belíssimo e inesperado coelho da cartola, exactamente como este regresso às mais entranhadas raízes quando ninguém o esperava de forma tão taxativa, depois de Love and Theft (2001) e Time Out of Mind (1997). São dez canções e pouco mais de uma hora da mais pura e concentrada música, de onde se destaca Ain't Talkin', suspiro final do álbum. Porque há génios que se mantêm vivos e activos – frescos como no início. Se já não apanhamos com a rebeldia característica de Dylan que lhe arrancava os pulmões em direcção às suas composições, há aqui uma maturidade e saber inigualáveis. Dylan foi ainda produtor de Modern Times. Assinou o trabalho como Jack Frost. Quem melhor que ele para saber como, quem, quando e porquê cada um respirar a mais magra lufada de ar durante as gravações? Aliás, Dylan afirmou mesmo que sempre produziu os seus discos – apenas teve sempre alguém no caminho. Desta vez decidiu desembaraçar-se de intermediários. A última nota para este surpreendente artista vai para o delicioso vídeo de When The Deal Goes Down, protagonizado por Scarlett Johansson e realizado por Bennett Miller, responsável por Capote. Dylan, nos últimos anos também se dedicou por duas vezes ao cinema: em Masked and Anonymous, de Larry Charles, e no documentário No Direction Home, de Martin Scorsese.

Texto: Hugo Torres

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