Jessé se parecia muito com um Salmo, uma poesia, uma canção.
Podemos dizer que os primeiros versículos do Salmo 108 são uma verdadeira biografia do artista. O seu coração flutuava como uma pena, mas em Deus era firme. Cantar para ele era um
momento de profunda entrega, cantava com a alma, seu corpo minúsculo, nos palcos e altares, se tornava um verdadeiro instrumento musical.
O Salmista despertava o saltério, a harpa e, com estes instrumentos e a sua voz, à meia noite, parecia querer acordar a manhã. Jessé com o teclado, a guitarra o violão
e a sua voz tinha a magia de mexer com o nosso interior.
Mesmo fora de tempo acordava o poeta, o cantador,
a bailarina, o artista e a criança que mora dentro
de cada um de nós.
Esses lindos personagens que povoam o interior de cada pessoa, andam sedados por diferentes medos, sufocados
pelas lutas da vida moderna que nos exige ter e não
nos liberta para ser.
O Salmista escapou dos limites de Israel e, com a
grandeza dos seus talentos, celebrou ao Senhor com seus talentos, celebrou ao Senhor entre as nações.
Jessé venceu os limites da nossa igreja para ser o cantor dos evangélicos do seu Estado, para ser o cantor do Brasil, rompeu a barreira da língua e cantou para encantar o mundo.
Nas sua fraquezas e dificuldades, a misericórdia de Deus, que vai para além dos céus, com certeza nunca o abandonou. Quem sabe, por isso a sua voz que ia para além das nuvens, nunca deixou de celebrar o Deus da misericórdia.
Hoje Jessé está na eternidadecom o Pai Celeste.
Temos certeza, ele está feliz.
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Rev. Valdomiro Pires de Oliveira.