Arte
e espiritualidade nasceram praticamente juntas, desde a pré-história
o homem vem expressando sua espiritualidade através da arte,
a forma costuma despertar sentimentos inconscientes no homem,
pedras, plantas, animais, água, fogo e muitas outras coisas
tem significado muito forte quando despertam algum arquétipo
interior. Objetos
de caça, utensílios domésticos, adereços e artesanato, sempre
foram confeccionados reverenciando o Sagrado. A arte sempre
esteve vinculada ao Sagrado, mas nos tempos atuais ela perdeu
muito deste vínculo.
Os
caçadores pré-históricos registravam seus atos de bravura
simulando a caçada em um ritual que era pintado no interior
das cavernas, para que depois fossem lembrados e contados
oralmente, isso também era uma forma de repassar conhecimentos
tribais, tanto de caça, quanto espirituais, míticos
e ritualisticos.

Pintura
em caverna "Lascaux", O homem com cabeça
de pássaro representa um xamã.
Os
Curandeiros Navajos fazem "mandalas" de cura com
areia colorida. Passam o dia fazendo um desenho repleto de
símbolos miticos no chão de um Hogan (espécie de oca),
enquanto ele desenha já está trabalhando com
a cura, e ao inicio da noite a pessoa que pediu pela cura
vai se sentar sobre a "mandala", o Curandeiro então
entoa cantos de cura durante toda noite, ou até dias,
dependendo do tipo de cura a ser realizado.

Curandeiro
Navajo trabalhando com "mandala" de cura