Florença

Florença
Uma Exploração Tosco-Medieval



vista da cidade a partir da Piazzale Michelangelo


Rio Arno e Ponte Vecchio

Florença por muitos aspectos encarna o renascimento: a sua ascenção política coincidiu com, e provavelmente tornou possível, a época dos grandes mestres toscanos; os banqueiros e os reis que os financiaram, se preocuparam que a sua cidade , as suas igrejas e os seus prédios, não possuissem igual. Assim se deu a extraordinária reconstrução de Florença entre 500 e 600, que livrou-se de grande parte do velho: San Lorenzo, Santo Spirito foram reconstruídas completamente. Ognissanti,Santa Trinità, Santa Maria Novella receberam afrescos novos, a colina atrás do Pallazzo Pitti foi transformada em um elegante jardim. Prédios e praças foram reconstruidos. Vasari construíu Uffizi, e a lista continua.


Igreja Santo Espírito Aproximadamente no final de 1.500, o poder econômico desviou-se e a taxa de reconstrução diminuiu, deixando-nos com uma vista através da janela do renascimento. Claramente Florença não é apenas renascimentista. Algumas obras mais antigas foram preservadas, como por exemplo e Batistério, San Miniato e Santissimi Apostoli, como muitas das obras de Giotto e Cimabue, existem também obras mais recentes. Para ter-se uma idéia de como era a vida em épocas passadas é necessário visitar o campo e conhecer as cidadezinhas que floriram antes da ascenção de Florença e para depois murcharem sob o seu domínio. Isso começa com Certaldo, cidade de Boccaccio e hoje umas das mais bonitas cidades de colina da Toscana, prosseguindo com Volterra, cidade etrusca cujo domínio se estendia até a Córsiga, terminando em Colle Val D'elsa, que aos seus cidadãos foi conferida a cidadania Florentina pela coragem com a qual resistiram ao assédio do exército do Papa em 1478, e que hoje produz 90% do cristal italiano.

Igreja Santo Espírito Florença é uma jóia artística que pertence à cultura da humanidade.
Famosa por sua localização em meio a belas colinas e por reunir a mais alta densidade de obras de arte do mundo .
Os arredores de Florença são lindos e ricos de história. Percorrendo aquela que era a antiga estrada dos romanos, atravessando as frações de Terzolle, Quarto, Quinto , Sesto e Settimello, Sesto Fiorentino situado ao lado de Monte Morello , conserva o nome do assentamento romano . Em consequência das benfeitorias realizadas pelos Medici, tornou-se um importante centro agrícola até 1735, quando o Marquês Ginori deu vida à prestigiada Manufatura de Porcelanas de Doccia, inserindo a cidadezinha na atividade industrial. O homônimo Museu das Porcelanas de Doccia documenta esta história.
No território de Castelo se encontram as grandes Vilas dos Medici que depois se tornaram Reais, entre elas emerge aquela da Petraia, surgida sobre um castelo da família Brunelleschi, que como a famosa Vila Real de Castelo, se abre para um belissimo jardim à italiana.
A fração de Settimello refere-se à sétima pedra miliare da Via Cassia que levava à Pistoia. Seu desenvolvimento se deve à Via Francigena, que na idade média foi percorrida por inúmeros peregrinos que pousaram no Castelo de Calenzano, o qual foi destruído por Castruccio Castracani em 1325. Descendo o Monte Senario, onde surge o Monastério da Ordem dos Servos de Maria, chegamos à antiga Fiesole , erguida no séc. III A. C. pelos Etruscos , onde além de vários outros sítios arqueológicos é imprescindível que alí se visite o Teatro Romano.
A cidade de Bagno a Ripoli também de origem etrusca , na época romana foi estação termal com barreiras sobre o Rio Arno (Ripule), de onde herdou o nome . Nas colinas foram construídas elegantes hatitações da alta burguesia florentina. Entre as testemunhas do passado resistem numerosos edifícios religiosos como a Pievi de Santa Maria D' Antella e de São Donino a Villamagna , o oratório de Santa Caterina a Rimezzano e a Igreja de Mondeggi.
Ao sul de Florença , às portas do Chianti, sobre as colinas, se avista o esplêndido complexo da Certosa di Galuzzo, rico de obras de arte , fundado em 1342 por Niccolò Acciaioli.
Após atravessar o bosque da colina da Roveta, onde se encontra a Pieve de São Alessandro a Giogoli, encontra-se a cidade de Lastra a Signa, cujo centro histórico ainda é circundado pelos muros que a República Florentina encomendou ao arquiteto Brunelleschi em 1365, assim como as marquises do Hospital de Santo Antonio erguido em 1411. Hoje Lastra a Signa é um importante anel viário e zona industrial .
Na planície em direção a Scandicci se encontra o complexo monastico da Abadia a Settimo , e por fim , a cidade de Campi Bisenzio, hoje centro industrial, originalmente desenvolvida graças a divisão agrária da planície florentina. Na idade média o Castelo de Campi era tão poderoso que tornou-se o centro da liga que agrupava os povos de Calenzano , Signa e Montemurlo.


                                       Vista geral.  A esquerda il Campanile (torre do sino), no centro  il Duomo Santa Maria del Fiore, a direita Palazzo Vecchio





                                                                   


Origem e História

Trata-se de uma grande manifestação que retrata o costume local e contrubui a manter viva a historia , conservando o antigo costume de Florença apesar do passar dos anos , das mudanças do homem e de seus hábitos. Tendo como cenário a incomparável Piazza di Santa Croce, desde 1.930, exceto no período das grandes guerras , acontece entre os muros seculares da cidade , a disputa entre os jogadores de seus quatro bairros históricos : Os Bianchi (Brancos) de Santo Espírito, os Azzurri (Azuis) de Santa Croce, os Rossi (Vermelhos) de Santa Maria Novella e os Verdi (Verdes) de San Giovanni.
Três são as partidas ( duas eliminatórias e uma final) que acontecem no mês de junho , em ocasião do festejamento anual de San Giovanni , o Padroeiro de Florença, reevocando assim a famosa disputa de 1.530.


O Jogo

Seguindo as boas maneiras da etiqueta militar do séc. XVI , o cortejo se alinha e o grito de guerra é dado ao rufar dos tambores.  Após a apresentação da milícia , o porta voz da corte anuncia a partida , lendo "o grito" e dando ordem de comecar a caça.
Na partida com duração de 50 min. , campo é dividido em duas partes iguais, por uma linha branca ao centro. Os dois times adversários são compostos por 27 jogadores cada , sendo quatro goleiros, três centro-avantes, cinco meios-campo e quinze atacantes.  O início é marcado pelo lançamento da bola sobre a linha central do campo e por um disparo de colubrina. A partir daí cada jogador tentará por todos os meios embocar a bola na rede adversária , e marcar   a "caça" (gol).
Fazendo uma comparação aos esportes cotemporâneos pode-se dizer que é uma mistura de luta, rugby e futebol. Os arremessos devem ser precisos pois se a bola passar por cima da rede ou for desviada por um jogador adversário, o time será penalizado com " meia caça" . Duas "meias -caças" correspondem à "uma caça" . Cada gol marcado é evidenciado ao público por placares e os times trocam de campo .
Aos dois capitães de cada time cabe o papel de apartar brigas e acalmar os ânimos de seus jogadores.  O time que houver marcado o maior número de caças será agraciado com um bezerro da raça "Chianina" enquanto os músicos tocam o hino da vitória.  Após a entrega do prêmio o cortejo se realinha aos últimos sons de tromba e tambores, e desfilam imponentes como nos tempos da República Florentina.
Entre as figuras do Futebol Histórico Florentino (cada qual com seu brasão), estão representadas as Corporações das Artes e Ofícios .   Foram estas a verdadeira essência de Florença, da riqueza e do orgulho da República . O poder das Artes condicionaram e determinaram cada ação política, militar e religiosa do governo. Dela faziam parte todos os cidadãos que desempenhavam uma atividade mercante, homens da lei, artesãos e artistas, tutelando os próprios interesses e garantindo seus direitos.
O Tribunal Mercantil foi o ente jurídico instituído para ser soberano à todas as Artes . Seu papel era de examinar e julgar as controvérsias comerciais que poderiam surgir entre cada uma delas , estabelecendo assim a ordem e a justiça.


calcio storico calcio storico




































Florença conta com efecientes linhas de ônibus que cobrem toda a cidade. Para quem gosta de se exercitar é ideal para ser percorrida a pé ou em bicicleta.

mapa da cidade
















































                    Volta ao Início             Próxima


1