Tipos de Tombos...

1 - COICE DE MULA:

 O piloto vem desembestado descendo uma trilha aparentemente lisa, de
 repente surge um pequeno degrau.
 O piloto levanta a frente da moto e passa a roda dianteira.
 Quando pensa que está salvo, o pneu traseiro dá uma pancada violenta no
 degrau, a traseira levanta até o piloto poder ver o chão de um ângulo
 completamente inédito: A um palmo do nariz.
 Depois que o piloto cai e pensa que está numa pior, vem a moto e cai por
 cima, espalhando pedaços de moto e piloto um raio de 50 metros.
 Profilaxia:
 Jamais esqueça que a moto tem duas rodas, a da frente e a trás, mas não
 necessariamente nesta ordem.
 Tratamento:
 Peque as peças que sobraram do piloto, abra um mapa de anatomia e com
 ajuda de muitos tubos de SuperBonder tente colar tudo de novo no lugar
 certo. Se não der certo tente uma eutanásia completa.

2 - OI, VOCÊ POR AQUI?

 Acidente cada vez mais comum nas trilhas em função da quantidade de
 treieiros.
 Um piloto vem acelerando uma barbaridade (enrolou o cabo na mão) numa
 curva.
 Do outro lado da curva, sem sentido contrário, outro piloto vem mais
 radical ainda.
 Os dois se encontram num ponto comum da curva, chamado tinhagente.
 Como nenhum dos dois é fruto de imaginação do outro, a porrada é
 espetacular.
 Profilaxia:
 Mantenha sempre á sua direita, mesmo em curvas radicais.
 Tratamento:
 Depois do fiscal da seguradora (paizão) decretar perda total, pegue o que
 sobrou de cada piloto e tente negociar no desmanche do hospital das
 Clinicas.
 Quem sabe volta de troco uma gatinha de 16 anos, com pouco uso, único dono
 e nunca batida.

 3 - VOLTA, VEM VIVER OUTRA VEZ AO MEU LADO:

 Tombo característico dos iniciantes são as subidas.
 O cenário é uma subida íngreme, que piora no final.
 O piloto pega velocidade, entra em segunda, a moto começa a perder
 velocidade, reduz para a primeira e a moto dá uma empinada, completa um
 giro de 180 graus
 Ficando com a roda dianteira apontada para baixo.
 O piloto solta das manoplas e vê a moto que começa a descer numa razão de
 aceleração de nove metros por segundo ao quadrado (um pouco menos que os
 9,8 m/s2 do Issac Newton)
 Profilaxia:
 Escolha bem as marchas antes de encarar o subidão.
 Tratamento:
 Analise com psicólogo da linha Soichiriana que estuda os motivos dessa
 súbita síndrome das fugas das motos.

 4 - PERNA PRA QUE TE QUERO DE VOLTA:

 Costuma acontecer com treieiros metidos a piloto de cross.
 Numa curva radical, o piloto coloca a perna do lado interno da curva para
 fora, com o pé rente ao chão.
 Mas não vê a ponta de um iceberg feito do mais puro e duro granito se
 exibindo fora da terra.
 O pé bate no granito parando imediatamente, mas o piloto junto com o que
 sobrou do seu corpo continua andando.
 Como os músculos e juntas da perna têm um limite de extensão, logo o
 piloto descobre que está com uma perna 10 centímetros mais comprida do que
 a outra e calçando 41 num pé normal e 44 bico largo num pé dolorido.
 Profilaxia:
 Só tire os pés da pedaleria quando necessário e observe bem o terreno.
 Tratamento:
 Tire o pé da bota pelo lado que ela entrou, se não der, corte-a para ficar
 mais fácil e aumentar os prejuízos.
 Pegue bastante gelo e Whisky, ponha todo o gelo no pé gordinho e beba
 Whisky quente, que você merece. 

 

 

Agora que você já conhece os tombos acidentes mais comuns no
 fora-de-estrada junte-se a nós e venha se divertir.

 

02/05/06 20:50:57

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