Leva- se o candidato para a camarinha, após um banho de Abó
e de despachar Exu, ele senta-se em uma cadeira de costas para a rua, e
lhe é dado um ligeiro corte na sua coroa (coroa da cabeça);
em seguida, sacrifica-se uma ave para Oxalá, outra para o seu Olóri
e outra para o seu Eledá, deixando que o sangue da ave caia na cabeça
do candidato e na pedra de cada Orixá (Olóri e Eledá),
depois gotejando o sangue nas mãos do candidato (palma e costas
da mão). Isto feito, é dada a incumbência de despachar
as aves ao Cambono. Isto feito, o agora Ogã é carregado em
um alá (ou em uma cadeira), por quatro filhos do terreiro até
o abaçá, onde este deverá dar uma volta em redor de
todo o salão. Após isso feito, o Ogã desce do Alá;
são levadas as pedras dos Orixás (Olóri e Eledá)
para que o agora Ogã, faça o juramento de servir a religião,
ao sacerdote ou sacerdotisa e ao terreiro. Feito isso, é dada uma
grande festa no terreiro, e o Ogam assiste tudo sentado em uma cadeira
de braços. A partir deste momento, todos os filhos do terreiro,
terão a obrigação de lhe tomar a benção.
O Ogã também pode ser feito diretamente pelo Orixá
de cabeça ou, pelo Orixá dono da casa, até mesmo durante
uma seção (xirê), sendo que logo após, o mesmo
deve ser recolhido para receber os esclarecimentos sobre ser um Ogã.
Assim, os procedimentos anteriores não são mais necessários.
Sendo que, é muito comum na Umbanda, esta segunda forma.
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