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JOSÉ DE CASTRO MENDES
Um Ilustre Campineiro


Ele foi campineiro da gema. Nasceu em Campinas, em 27/6/1901 e em Campinas passou toda a sua vida, estudando aspectos históricos da cidade e deixando suas impressões em centenas de artigos e pesquisas que formam precioso acervo, consultado tanto por "experts" como por crianças de escola. Seu nome era JOSÉ de CASTRO MENDES, o Zeca ou ZEK, crítico de arte e cronista do jornal "Correio Popular", onde trabalhou a vida inteira.

Suas raízes estavam nessa terra que foi sua e de seus antepassados. E esse sentimento impregnou todos os dias de sua vida.

Pesquisador fiel e minucioso, ZEK sabia procurar as melhores fontes de informação, na leitura de antigos jornais e livros preciosos do Centro de Ciências, Letras e Artes, onde passava todas as horas disponíveis. Seu programa foi sempre o mesmo, até o último dia: redação do Correio Popular, CCLA e Instituto Agronômico, onde era funcionário.

Além de escritor, foi artista plástico, compositor musical, pintor de talento, tendo deixado numerosos trabalhos, dos quais muitos estão expostos no Museu Municipal do Bosque dos Jequitibás. Parte de seus quadros hoje pertence à Cúria Metropolitana de Campinas.

José de Castro Mendes, ou o "ZEK" de Campinas - escritor, artista plástico, compositor musical, historiador e pintor de talento.


PERFIL:

José de Castro Mendes sabia muito bem que a observação pessoal é indispensável para o pesquisador. Por esse motivo, tratou de procurar, nas proximidades de Campinas, os indícios reveladores das antigas fazendas dos barões de café e de outros proprietários. Visitou os casarões das sedes, observando-lhes a arquitetura colonial. Fixou em aquarelas e desenhos a bico de pena os interiores, como as salas de arreios, alcovas, salas de jantar, corredores, cozinhas com fogões a lenha,e os oratórios com os santos de devoção.

Graças aos seus quadros, todo aquele mundo rural ainda perdura na memória dos antigos e é revelado às novas gerações.

Pronto o trabalho, o Departamento Estadual de Informações tratou de publicá-lo, com informes sobre a situação da indústria cafeeira, e disso encarregou-se o engenheiro J.E. Teixeira Mendes que, assim, completou o famoso " Álbum das Velhas Fazendas", documentário de grande valor histórico.

Trata-se de verdadeira preciosidade, merecendo reedição. Seu valor foi reconhecido por Menotti del Picchia em crônica na Gazeta de São Paulo de 25/7/1947.

Ele disse:" As Velhas Fazendas Paulistas, que exprimem os nódulos vitais da civilização do café, estão com suas moradias quase que em escombros. Como viveram os terra-tenentes patrícios em seus burgos feudais, com a casa grande dominando o terreiro, as senzalas, as colonias, todo aquele processo de vida rural corre o risco de desaparecer. Salvar a imagem e a memória deste mundo foi inteligente obra do Instituto Agronômico de Campinas. Assim têm os paulistas, neste álbum, um relicário sobre as velhas fazendas de Campinas que, por terem sido modelares, abrangem no seu tipo todas as fazendas de S. Paulo."

José de Castro Mendes também foi o autor de uma série de artigos sobre a História de Campinas, reunidos em um Suplemento Ilustrado, abrangendo os pontos mais importantes da vida de Campinas, desde Barreto Leme até o fim da década de 60.

Além disso, escreveu o famoso livro "Efemérides Campineiras" e nele captou como ninguém jamais o fizera a característica de Campinas dos primeiros tempos, com suas ruas acanhadas bem coloniais, calçadas de pedras irregulares, o casario de taipas e os sobrados patriarcais.

José de Castro Mendes faleceu em Campinas em 26 de janeiro de 1970 e a cidade, reconhecendo o mérito do cronista, homenageou-o dando seu nome ao Teatro Municipal, localizado na Vila Industrial.


Fachada do Teatro Municipal "José de Castro Mendes", em Campinas, São Paulo.



Também, pela publicação de uma série de fascículos sobre Carlos Gomes e por ter sido o zeloso Diretor do Museu Carlos Gomes de Campinas, foi o ZEK agraciado com a Medalha Carlos Gomes e Diploma. Mas a maior homenagem prestada diariamente ao grande historiador é a procura por suas obras, em ritmo cada vez maior, em especial pelos estudantes de todos os graus.

Obras de José de Castro Mendes:

- Efemérides Campineiras.
- Retratos da Velha Campinas.
- Velhas Fazendas Paulistas.
- Suplementos Ilustrados do Correio Popular.
- História de Campinas em quadrinhos, publicada diariamente em tiras, pelo Diário do Povo.

Esta é uma homenagem ao meu Padrinho e tio-avô José de Castro Mendes, o meu TIO ZECA, o homem de mil talentos, o ilustre campineiro mas, sobretudo, a melhor recordação da minha infância! Com amor e saudades,
da: VERINHA (Vera Lúcia F. Donnelly).




Esta sou eu, aos 3 anos de idade, no colo do meu Padrinho, que me levava a toda parte com ele!

" De minha terra para minha terra tenho vivido.
Meu amor encerra a adoração por tudo quanto é nosso.
Por ela sonho num perpétuo enlevo e,
incapaz de servi-la o quanto devo,
quero ao menos amá-la o quanto posso."


Versos de Martins Fontes, que se encontram na contra capa de todos os livros de José de Castro Mendes.


A linda cidade de CAMPINAS, S.P, Brasil.

P.S. Se você quiser me conhecer, por favor, visite a minha página. CLIQUE AQUI

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Obrigada e volte sempre!


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