Página de partilha e reflexão de Denise Nair

 

 Posted on: 02/12/04

Espírito de Natal!

 

Esta é por excelência a época do amor.

Afinal, comemoramos o nascimento daquele que nos ensinou a amar,

a perdoar, a sermos clementes e compassivos.

Muito embora devêssemos ter este ensinamento sempre presente,

todos os dias da nossa vida, a verdade é que no "corre...corre" da vida,

na vivência dos nossos amores próprios, nos esquecemos de amar.

Não aquele amor que sentimos pelos nossos pais, filhos, maridos, mulheres, namorados,

não esse, mas o amor a Deus e a Cristo reflectido no amor ao próximo.

E o próximo, as vezes, está mesmo ali ao nosso lado, todos os dias da nossa vida.

Dizem alguns que o Espírito de Natal se está a perder… que tudo não passa de uma mera comercialização.

Também é verdade!

Mas acredito sinceramente que,

enquanto houver um presépio, mesmo muito pequenino, em cada casa,

construído a várias mãos, com todo o carinho que cada família põe nessa agradável tarefa,

enquanto houver nesse presépio, um menino Jesus, ladeado por sua mãe e seu pai,

enquanto houver nesse presépio a estrela que guiou os reis magos, haverá com certeza O Espírito de Natal. Haverá a consciência de que se comemora neste dia,

o nascimento de Jesus que tão bem nos ensinou a amar.

Construamos, irmãos, os nossos presépios com carinho, com amor.

Unamo-nos nesta vontade de acrescer o Espírito de Natal.

Saibamos perdoar como Ele nos perdoou, sejamos clementes e compassivos uns com os outros.

Tentemos, neste Natal, dar uma “prenda” a quem a merece mais que qualquer outro ser. JESUS.

A Ti, Senhor, eu ofereço o meu espírito de Natal, a construção do meu presépio……….

Com amor.

 

 

           Posted on: 16/10/04

Obrigado Senhor...porque me ajudas

 

 

Christopher Reeves, que todos nós sabemos encarnou nas telas e para gáudio de muitos, o herói "super-homem", faleceu há dias vítima de paragem cardíaca.

Durante os vários anos que permaneceu tetraplégico, várias foram as noticias relacionadas com este senhor, que depois de ter "voado", "parado comboios", "levantado aviões e helicópteros", etc., de repente se vê privado de conseguir mexer-se do pescoço para baixo, num simples acidente a andar a cavalo.

Dei comigo a pensar que, os meus problemas, por muito graves que sejam, não se comparam em nada aos que, e muito provavelmente, este homem se foi deparando ao longo da sua vida pós acidente. É que, e pegando nas palavras aqui impressas por Zeca Mieiro, este ser humano parece-me ter sido um verdadeiro sábio. Ele viu, analisou e seguiu em frente, não se deixou cair, não se carpidou de si mesmo. Pelo contrário, este homem soube dar-se aos outros. Lutou sempre por si e por aqueles, que como ele próprio, um dia sofreram o que para qualquer um de nós seria uma verdadeira tragédia.

Apoiou com palavras, com acções, aqueles que, numa altura da sua vida, viram os seus sonhos desfazer-se como bolas de sabão, aqueles que haviam desistido, aqueles que nunca desistiram, que sempre lutaram, até ao fim, como foi o seu caso.

Se Deus tem uma missão para cada um de nós, certamente que Christopher Reeves a entendeu, no mais profundo do seu ser. E foi o homem, Christopher Reeves, que soube ser,  o resto da sua vida, um verdadeiro SUPER HOMEM.

Então do que me queixo eu? Que faço eu para me dar aos outros?

Nada tenho de meu, materialmente falando, no entanto sei que todos nós temos algo que possamos partilhar com os outros.

Estou aqui, viva, cheia de energia, com trabalho, com amigos, com dois filhos lindos, que adoro, com um amor que sei posso sempre contar. Amo a vida, sim, mesmo com todos os defeitos que ela tem, todas as contrariedades, todas as tristezas, mas também todas as alegrias, todas as virtudes.

Terei que me lembrar, todos os dias, de, e como alguém me disse um dia, conceder o meu sorriso, quando alguém estiver cansado demais para me conceder os seu. E terei também de me lembrar, todos os dias de dizer:

Obrigada, meus filhos, porque me enchem de vida;

Obrigada, meus amigos, porque estão sempre presentes;

Obrigada meu amor, pelo que me dás;

E sobretudo e acima de todos,

Obrigada meu Deus, porque tudo o que me Dás.

 

Obrigada meu Deus por todas as vezes que me Pegas ao colo.......

 

 

 

Partilhar!

 

 

Posted on: 3/9/04

Amor... nada mais!
 

Oi!
Não podia deixar de escrever sobre isto...
Hoje, para cada pessoa que mandar um mail, envio um abraço
em honra dos que tanto sofreram e sofrem


Porquê as crianças?

Desde há dias que estamos a ser bombardeados com noticias do sequestro e a manutenção de reféns , numa escola, por parte de um grupo extremista.
Desde ontem, que passam imagens e imagens horríveis daqueles que de uma maneira ou de outra foram conseguindo escapar do inferno que vinham vivendo.
Tentei de alguma forma acalmar a minha raiva, não agindo sob esse sentimento que tanto mal faz à alma de quem o sente.
Mas agora, o sentimento que me invade é de profunda dor, é de profundo constrangimento, é da mais pura incredibilidade..
Como é possível que aqueles homens e mulheres, muito provavelmente também alguns deles pais, sejam capazes de atormentar seres com tão poucos anos de vida? Como é possível disparar sobre crianças que, completamente sem rumo, desnorteadas, correm , rumo nem sabem onde, apenas tentando fugir do horror, da crueldade a que foram submetidos?
De que matéria são feitas essa pessoas?


O que pensam quando infligem ás crianças tanto sofrimento, tanta crueldade?
O que vai ser dessa crianças, que numa etapa da sua vida , em que tudo deveria ser sonho, ilusão, brincadeira, felicidade, amor, são confrontados com ódio, com a cruel realidade , com jogos de guerra, que não são a brincar, com o seu maior pesadelo?
Que geração estamos criar? Que é feito do direito de ser criança? Que adultos irão ser estas crianças?
Nenhum de nós o sabe, nenhum de nós tem a resposta.
Todo o mundo sente um grande pesar, todo o mundo chora.
Mundo:  reza , reza muito, por uns e por outros, pede a Deus que de alguma forma, que em algum momento consiga encher aqueles corações, do sentimento que deveria ser o primeiro em toda a humanidade: O AMOR

 

 

Posted on: 3/9/04

MENSAGEIROS.........DE DEUS
 

Há dias, andava com uma ideia fixa que me começou a atormentar.
Queria com toda a força do meu ser, ser mensageira da Palavra de Deus.
Tal ideia não me saía da cabeça. Como hei-de fazer? O que fazer?
Após algum tempo, e à força de tanto insistir comigo própria, acabei por descobrir.
Descobri que já sou uma “pequenina” mensageira da Palavra de Deus.
Sou mensageira, nos cânticos que canto em Seu louvor....
Sou mensageira, nas leituras que faço, em Sua honra....
Sou mensageira naquilo que escrevo por Seu amor...
Só tenho de me esforçar e aperfeiçoar mais naquilo que já faço.
Tenho de cantar, com fervor, alegria, com amor....
Tenho de preparar melhor as leituras, para que todos,

desde os mais novos aos mais velhos,

entendam e interiorizem cada palavra que leio;


Tenho de saber escrevr em Seu favor;
Não devemos desesperar, nunca.
Devemos sim, como alguém um dia escreveu,
Pôr tudo o que temos no mínimo que fazemos.
Basta que o façamos, todos os dias, no mais insignificante gesto.....

 

 

                                   

           Posted on: 12/10/04

Casamento...para toda a vida!

 

Ao visitar o site “verjulgaragir”, não pude deixar de ficar indiferente ao problema ali exposto por alguém, que directamente viveu o problema do divórcio de seus pais. Achei oportuna a frase com que essa pessoa termina o seu artigo.

“O casamento não é um iogurte que tem prazo de validade”.

Eu diria, não deveria ser.

Eu própria passei pelo divórcio de meus pais e sofri muito, como toda a criança que vê o seu mundo desabar sofre.

Mais tarde, compreendi perfeitamente que o divórcio, era a única solução para os meus pais. Compreendi também que, se hoje tenho um bom conceito de família, de harmonia familiar, enfim, de uma boa formação a nível familiar, tal se deve em parte ao divórcio de meus pais. A minha mãe voltou a casar. Fui criada por um “padastro”, que hoje vejo como um segundo pai, que me castigou sempre que foi necessário, e sempre com razão, que esteve sempre presente quando foi preciso, que anos mais tarde, já eu era casada, me convidou a voltar a viver na casa onde cresci, com ele e a minha mãe, porque sentia o vazio de uma casa que outrora havia sido cheia de alegria, barulho, guerras entre irmãos, de uma confusão que era saudável. Fui, com a minha família, e até hoje, lá continuo e não me arrependo. O meu querido pai vive em Vila Real de Santo António, eu adoro-o é um “velhote”, com setenta e cinco anos, cheio de vida, de bom humor, de uma genica digna de um jovem de trinta anos. É o “bacano” que sempre, sempre foi.

Nunca tive de escolher entre o amor não de duas mas de três pessoas. Amo-os aos três da mesma e única maneira.

Sei que não deve o homem separar aqueles que Deus uniu. Sim, nós escolhemos, em determinada altura da nossa vida, o nosso par, para a vida inteira, até que a morte nos separe. É esta a convicção que todos nós temos no dia em que nos casamos.

Há, no entanto, reveses na vida com que não contamos. Como poderíamos saber? Naquele dia estamos apaixonados, nada no outro ser é defeito, tudo são virtudes.

Depois, os anos vão passando e o desencanto, salvo as excepções, vai tomando conta das vidas, de quem sente a desilusão de o sonho se ter tornado num pesadelo.

Escrevo, no ponto de vista feminino, talvez porque sou mulher, e por isso mesmo, não serei isenta. Aos homens, que vivem a mesma situação e que sei serem muitos, as minhas desculpas. Escrevo também porque, e devido à profissão que exerço, todos os dias me serem apresentados casos, que devido ao segredo profissional, não posso relatar no particular, mas que o farei no geral.

Há muitas mulheres, que depois do nascimento do primeiro filho, se vêem privadas, de ter a sua vida própria, pelo menos aquelas para quem um filho, não é mais uma opção de vida mas sim a opção de vida. Elas deixam de sair de casa, porque o bebé as absorve completamente, e ainda bem. No entanto os maridos continuam a sair, sozinhos, no que mais cedo ou mais tarde se vai tronando um hábito. A determinada altura, ele já não faz a pergunta: “queres vir?”. Apenas sai, fechando a porta atrás de si, e com aquele gesto apenas deixa ficar uma sensação de abandono, de vazio, de falta de companheirismo.

Então, as mulheres, essas mulheres, canalizam todo o amor que têm para dar, só e unicamente para aquele pequenino ser, que seguram nos braços.

Os anos vão passando, e apesar do desencanto, ainda concebem um segundo filho, muitas vezes até , por sugestão do próprio marido. Há então um novo brilho no olhar, um pensar que tudo vai ser diferente, afinal ele quer outro filho. Se ele quer que ela seja a mãe do seu segundo filho, algo nele ainda existe, que faz parte do sonho que ela um dia sonhou.

Mas, agora, as atenções são a dobrar, os cuidados também e ao afazeres nem se fala. Ele apenas enche a boca de orgulho quando fala dos seus rebentos, mas nada faz, nada ajuda, pura e simplesmente continua a sair com os amigos, deixando-a mais uma vez, sozinha, com aquela sensação de abandono, de sonho perdido para sempre.

Elas estão esgotadas, cansadas, sem dormir e no entanto aguentam.

Até que um dia, quando tentam emitir a sua opinião, são apelidadas de “burras”,  de só terem “titica de galinha “ na cabeça, de não perceberem nada de nada. A comida que fazem e que sempre foi boa, agora não presta para nada, já não sabem cozinhar. E elas muitas vezes, mulheres inteligentes, com grande sucesso profissional, que com grande espírito de sacrifício acumulam cargos, nas mais diversas áreas, e que apesar de tudo, não descuram a educação dos seus filhos, acompanhando-os nos estudos, nos desportos que escolheram, incentivando-os a fazerem algo de bom nas suas vidas e  tantas vezes vêem o seu esforço ir por agua abaixo, numa simples frase “ não ligues, a nada disso , isso não te vai trazer pão para a boca, muito menos essa historia de catequese e escoteiros”.

Ficam ali, sozinhas, a remar contra a maré e sentem-se cansadas, muito cansadas.

Já não há amor, já nem há, em muitos casos sequer uma amizade, porque os amigos ainda conversam, discutem civilizadamente.

E no entanto, estas mulheres, sorriem, riem até, muitas vezes ao dia, são a boa disposição em pessoa. Nada nem ninguém sequer imagina, que a sua condição de mulher e de ser humano é humilhada, é espezinhada, todos os dias com agressões, algumas físicas, outras verbais, mas não menos penosas.

E eu pergunto-me:

Será que Deus quer mesmo que alguém se sinta toda uma vida, reduzida á mais mísera condição humana? Até que a morte os separe?

Apenas um tesouro vale todo o sacrifício de uma vida, e é por esse tesouro que elas, tantas vezes, tudo suportam caladas, de sorriso nos lábios, bem dispostas, é por esse tesouro que todos os dias se levantam cheias de força para enfrentar mais um dia de humilhações, de agressões, de sonho cada vez mais perdido. É por eles, os filhos, que ainda vai valendo a pena lutar..........

O casamento não e um iogurte com prazo de validade, mas pode muito bem ser um iogurte estragado, com um sabor bem amargo e muito acido.

Ainda em jeito de conclusão, quando estava a ultimar este artigo e tendo comentado o que nele escrevi com alguém, essa pessoa, disse-me esta frase:

“Para o verdadeiro cristão, o casamento é para toda a vida. O que é preciso é que os dois sejam verdadeiros cristãos”.

 

             Posted on: 3/10/04

 

Judas entregou Jesus cristo à morte, por trinta dinheiros!
A Joana foi morta por doze euros!
È incrível, o valor que uma vida tem!
Quero acreditar que Tu, meu Deus, ao chamares esta criança para junto de Ti, terás encontrado forma de acabar com o sofrimento de que a Joana , provavelmente vinha a sofrer já há algum tempo.
Eu sei que os Teus desígnios, são difíceis, por vezes, de entender.....mas, espancada até à morte, pela própria mãe?
O sequestro e morte das crianças na escola na Rússia, foi horrendo, desumano, bárbaro, impiedoso. No entanto, o que aconteceu com a Joana, é algo que nos deixa ficar sem palavras. Não posso , não consigo e não quero deixar de sentir uma profunda revolta neste caso.
Como pode uma mãe, que carregou a sua filha durante nove meses, que ouviu o seu coraçaozinho desde cedo, que viu o pequenino ser crescer dentro de si, através das ecografias, que sentiu aquelas “mexidelas” cheias de vida, como pode uma mãe que sentiu o milagre da vida acontecer no dia do nascimento da sua filha, como pode esta mãe, pensar sequer em fazer o que fez?
Como é possível que alguém transforme uma dádiva de Deus, porventura a dádiva mais preciosa que Deus nos dá, em algo com tão pouco significado na sua vida. Algo que se destrói por uns míseros doze euros.
Jesus foi açoitado, injuriado, pregado na cruz, sua mãe Maria, assistiu a tudo isto com sofrimento. Nada fez, nada podia fazer, apenas deixou que se cumprisse a vontade de Deus. Ela sabia que tinha de ser assim. Sabia também que ele haveria de ressuscitar dos mortos, ainda neste mundo.
A Joana foi injuriada, na sua condição de criança, foi espancada, foi enfim pregada não numa cruz mas contra uma parede. Sua mãe, ao contrario de Maria, não demonstrou qualquer tipo de sofrimento,  sua mãe tudo podia fazer para evitar aquele sofrimento, bastava ter parado, sua mãe, na eventualidade de saber que  sua  filha poderia ressuscitar dos mortos, escondeu o corpo, esperando dessa forma, “qui ças”, que tal não venha nunca a acontecer...........
Sei que estás feliz no reino de Deus, pequena Joana,
Sei que agora não terás fome ou sede,
Sei que podes agora brincar , sem nada temer,
Sei que és amada, como nunca foste.
Daí de cima, pequena Joana, olha por nós, pede a Deus que nos ajude a sermos, simplesmente,
MARIAS!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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