Índice de textos:







-Breve Manifesto Draconiano
-Os Quatro Grandes Pilares do Conhecimento
-Um Grande Disparate: a Mulher Cristã
-O Raio Luciferiano
-Água, Receptáculo de Detritos Materialistas
-Belzebu, um "Demônio" de Virtudes Divinas
-Bíblia, a Maior Farsa da História
-Puericulturas no Jardim de Infância
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BREVE MANIFESTO DRACONIANO
POSITIO VIAE DRACONIS
Fr.'. Adriano Camargo Monteiro

A verdadeira escuridão malévola é aquela da fé que não pode ver, da fé cega nas pseudorreligiões da falsa luz que buscam enganar, conspirar e escravizar as massas. A verdadeira luz benévola é aquela que brilha na consciência desenvolvida por esforço próprio na verdadeira iniciação (interior).

Para aqueles que ainda não compreendem, a luz jamais pode existir sem o contraste essencial e necessário das trevas porque ambos são dois aspectos do Todo e de Tudo no universo manifestado. Para que a luz possa iluminar, é necessária a escuridão, pois só assim a luz realmente passa a existir e assim é percebida; nós somente enxergamos tudo, devido a essa interação entre a luz e as trevas, sendo inclusive uma lei da Física.

Se às vezes falamos por metáforas, ou algo aparentemente óbvio para alguns, é para ilustrar e fazer analogias.

Demonstraremos, de maneira sintética, o que é a supostamente temida e controversa Filosofia das Sombras, ou Via Noturna, e suas diferenças fundamentais entre a assim chamada religião da “luz”, tão na moda atualmente mais do que no passado em virtude de sua divulgação e propagação pelas grandes mídias de massa. Entenda-se por religião da “luz” o monoteísmo degradado e suas várias ramificações modernas espalhadas pelo mundo e que atacam tudo o que não faz parte de seus rebanhos.

Acompanhando o encadeamento de ideias na tabela abaixo, tudo fica mais evidente e manifesto, claro como a luz revelada após a cegueira. A tabela ajudará o leitor a assimilar melhor o que expomos aqui. É essencial que se compreenda a inter-relação das ideias e seu contexto, e não como uma mera comparação de opostos.

Na Filosofia das Sombras Nas religiões da "luz"

-espiritualismo holístico
-politeísmo, pluralidade de forças
-panteísmo
-poliética
-politização
-idealismo
-senso crítico
-conscientização e experimentação
-o ser psicobiológico senciente
-o humano integrado à natureza
-preservação/transformação
-equilíbrio/polaridade
-valorização da mulher
-sexo responsável
-prazeres sadios
-indulgência
-gratificação
-vontade livre
-aceitação dos próprios erros
-o Diabo não existe
-o amor ao Deus/a interior
-a busca pela verdade
-conhecimento
-desilusão

-materialismo egoístico
-monoteísmo, exclusividade à força
-apoteísmo
-podre "ética"
-politicagem
-conformismo
-senso comum
-zumbificação e alienação
-o ser psicomecânico autômato
-o humano desintegrando a natureza
-extinção/estagnação
-desequilíbrio/não-polaridade
-inferiorização da mulher
-procriação irresponsável
-dores desnecessárias
-culpa
-punição
-vontade restrita
-negação dos próprios erros
-o Diabo subsiste
-o temor a um Deus exterior
-a imposição pela mentira
-ignorância
-ilusão

Contudo, vamos a uma breve abordagem sobre a escuridão, geralmente mal compreendida.

No universo, as trevas são a própria imensidão escura e misteriosa do espaço sideral (e quem poderá dizer que isso é algo maligno ou diabólico?); no nosso mundo, as trevas são a noite que nos traz sua beleza, acolhimento, descanso do corpo físico e a ação do inconsciente nos sonhos; na natureza, as trevas são as profundezas da terra onde germina toda a vida; e no ser humano, as trevas são o seu próprio subconsciente repleto de forças desconhecidas e primais que podem trazer experiências e sabedoria. Tal escuridão, essa no ser humano, era chamada de arquétipo da sombra por Carl Gustav Jung, sendo considerado o mais poderoso e primordial de todos os arquétipos. Portanto, tudo nasce das trevas.

Podemos ainda citar mais alguns exemplos: o cosmos nasce da escuridão do caos; as estrelas nascem no negro espaço cósmico e encrustam a escuridão infinita e serena; os seres vivos nascem da escuridão do útero de suas mães e retornam para as trevas de seus túmulos; as plantas brotam do interior escuro da terra e os minerais e pedras preciosas ali também se formam; a consciência espiritual nasce na subconsciência primitiva onde está toda a nossa herança cósmica que carregamos ao longo da existência sem perceber.

Por esses poucos exemplos, podemos considerar as trevas a mãe do universo, ou em outras palavras, Nox, Nyx, Nuit-Nout, Noite, Nought, Nada, porque do Nada viemos e para o Nada voltaremos. Mas esse retorno ao Nada, que é Tudo em latência, pode ser de maneira consciente mediante nossos próprios esforços no caminho filosofal, retornando como seres espirituais autoconscientes e tendo vivido todas as experiências em todos os planos do universo.

A mãe do universo é, assim, a força primordial da criação, o polo feminino que contém em si o polo masculino como semente cósmica sempre a se desenvolver no Grande Útero, manifestando a vida em todas as suas formas. O aspecto feminino do universo e o sexo físico e metafísico são, portanto, fatores essenciais na Filosofia das Sombras.

Esse é o trabalho da Via Noturna, e que de maligno e diabólico não tem nada. É o Caminho da Mão Esquerda, apenas defini-lo, e no qual se faz valer também da ciência, da religião, da filosofia e da arte para empreender seus trabalhos, sem as restrições dogmáticas absurdas e perniciosas impostas pela falsa “luz”.

Àqueles, ainda muito aferrados aos conceitos dicotômicos e equivocados herdados das grandes religiões monoteístas e patriarcais, dizemos ainda que na Filosofia das Sombras, ou Draconiana, busca-se o Deus oculto interior, a Individualidade espiritual, representada muitas vezes pelos inúmeros arquétipos do Dragão. Augoeides, Daemon, Logos, Eu Superior, etc., são outras referências a esse Deus/a interior, à Verdadeira Vontade.

O crescimento psicomental e a evolução pessoal obviamente também fazem parte da busca na Via Noturna, enquanto trabalha-se com forças polarizadas do ser humano e do universo (negativo e positivo, feminino e masculino, trevas e luz) por meio de rituais, meditações, projeções astromentais, etc., além de incluir o uso do sexo em contextos ritualísticos, ou seja, a Magia Sexual (sem promiscuidade, devemos enfatizar). Nessa Via da Mão Esquerda, presta-se cultos (ocultos) ao feminino e seu complemento masculino, bem como visa a acessar as profundezas da subconsciência humana (trevas) e atingir as alturas da consciência espiritual (luz).

A Via Noturna não é, portanto, de forma alguma, o culto do Diabo nem do Mal, e seria muito equivocado atribuir-lhe uma conotação pejorativa e certamente muito difundida de magia negra, magia diabólica ou sortilégio. De fato, e curiosamente, a Filosofia das Sombras abarca também a luz que é a Iluminação e o êxtase mediante os meios já mencionados. Trata-se do renascimento do verdadeiro Iniciado interior com sua verdadeira luz espiritual manifestada e perceptível justamente porque ilumina as trevas. É o indivíduo como o Portador da Luz, Lúcifer, lúcido, luminoso, iluminando o véu negro (a escuridão) que oculta o conhecimento e a sabedoria.

Podemos mostrar aqui a evidente diferença entre a Filosofia das Sombras (que abarca a luz) e a religião da “luz” (que abarca apenas a falsa luz, a luz total!). Somente observando a civilização, a sociedade e a vida como um todo, podemos nos conscientizar e constatar essas diferenças gritantes em nosso mundo e a realidade lamentável das religiões da “luz”.

O adepto da Via Draconiana, o filósofo prático, faz submersão em seu próprio Deus/a interior, em sua essência, enquanto o “povo da luz” faz submissão a um impróprio Deus exterior pessoal e a um “intermediário” humano presunçoso cheio de defeitos incorrigíveis. O adepto da Via Noturna busca estudar, aprender, crescer deliberadamente, ajudar os que realmente querem ser ajudados, ser livre para perseguir seus objetivos e praticar sua filosofia de vida sem ser incomodado pelos fanáticos da “luz” que cega tal qual a luz hostil refletida pela neve dos Andes ou dos círculos polares.

Apesar de tudo, infelizmente, a grande maioria das pessoas não compreende a escuridão (nem a luz) e a considera como algo maligno, diabólico, aterrorizante ou depressivo e não se dá conta de que as assim chamadas religiões de "Deus" e da “luz” são a verdadeira raiz de quase todos os males no mundo, como podemos ver nos principais exemplos da tabela. E somente os fanáticos religiosos, os fundamentalistas, os conspiradores e os hipócritas materialistas não compreenderão o que pretendemos demonstar aqui nem poderão vislumbrar os fatos óbvios (expostos na tabela) por pura cegueira, "vista grossa" ou, até mesmo, por uma vaidade intelectual cética e estéril.

Nenhuma religião (mais especificamente o monoteísmo) pode monopolizar a espécie humana, a não ser que cada indivíduo, irresponsável por si mesmo, permita ser assim escravizado e aterrorizado por dogmas espúrios. Afinal, temos o livre-arbítrio e devemos arcar com nossas próprias escolhas e decisões, seja com consciência e conhecimento ou não.

A origem dos problemas que afligem o mundo está na crença unilateral e ilógica das sofismáticas religiões da “luz” que são monoteístas e, consequentemente, materialistas e autoritárias. Seguem as “instruções” de um Deus egoísta, arrogante, caprichoso, machista e igualmente materialista, como podemos ler em seus textos “sagrados” (espalhados pelo mundo e com inúmeras deturpações) e em sua maligna, cruel e hipócrita continuação, o Malleus Maleficarum, obra hoje esquecida graças à luz da razão, mas cujos efeitos, na subconsciência humana, ainda podem ecoar...

Nisso tudo está a origem da dominação monoteísta que estendeu seu materialismo violento e voraz em todas as áreas da vida humana e em todo o mundo, desde o seu surgimento. Essa influência nefasta não é percebida pela grande maioria, pelas massas, mas faz parte da nossa civilização moderna e doentia e está nas ruas, nas famílias ricas e pobres, nas escolas, nos negócios, nas mídias, nas comunidades religiosas, etc. O maior exemplo disso é a grande maioria de monoteístas norte-americanos, muitos deles fanáticos, e que formam uma das nações mais materialistas, egoístas e dominadoras do mundo. Mas não falamos aqui do materialismo como um mero capitalismo, pois seu contexto é mais abrangente. Tampouco falamos de socialismo, ou comunismo, ou qualquer outra corrente política, pois não pregamos sistemas de governo aqui, como alguns poderiam pensar equivocadamente.

Assim, como resultado do monoteísmo materialista, das religiões da "luz", temos uma civilização (?) vazia, enferma, cheia de recalques, repressões, dissociações psicológicas, condicionada, consumista e insatisfeita, que não consegue ter paz, que sofre e faz sofrer.

O que é, então, essa espiritualidade da “luz”?

É isto. Na verdade, uma ausência de espiritualidade e de luz que leva a raça humana à própria zumbificação mecanoide, à fascinação e submissão ao falso Deus da “luz” (e ao materialismo obsessivo), mas, muitas vezes, ao mesmo tempo, temendo o Diabo, um artifício que serve para dar mais poder a um Deus igualmente artificioso. Esse Deus (e o Diabo) é a propaganda principal e infalível das inúmeras religiões da “luz” atualmente, que lesam os ignorantes que querem continuar na ignorância. Seus dirigentes, sendo um reflexo quase idêntico de seu Deus ignóbil e nada divino, seguem seu exemplo arrebanhando fiéis e ansiando gananciosamente por grandes riquezas materiais e pelo controle mundial do povo que os sustenta.

Mas cada um é "livre" para acreditar no que lhe for conveniente. Contudo, respeitamos o indivíduo mas discordamos de seus dogmas (pseudo) religiosos.

Qual é, então, o objetivo e o significado verdadeiro da espiritualidade, da religião? Esse “povo da luz” realmente é do bem? Realmente quer ver nosso bem-estar, nossa liberdade, nossa saúde, nossa evolução consciente?

Muitos indivíduos podem não entender o que expomos aqui, talvez por estarem ainda condicionados, de alguma maneira, aos ditames monoteístas. Outros, por má vontade, desdém ou preguiça mental, podem preferir não compreender, pois para enxergar além do comum e corrente, além da cultura de massa, é necessário ter visão e mente aberta, sensibilidade e capacidade de assimilar outros conhecimentos, outros conceitos. Contudo, muitos outros poderão sentir-se estimulados a buscar conhecimentos alternativos, poderão vislumbrar algo que não tinham percebido (ou talvez o tenham) e poderão sentir afinidade com as ideias e ideais deste Manifesto.

A Via Draconiana, a Filosofia Noturna, é para poucos; não pretende agradar a todos. Este Manifesto até mesmo poderá arranhar o ego de porcelana de muitos, envaidecidos em seu "confortável" comodismo pessoal. Portanto, sugerimos que afastem-se desta Via aqueles que não têm a mínima possibilidade ou vontade de mudar seus paradigmas. Também ignorem este Manifesto os filósofos cartesianos, os cientistas materialistas, os acadêmicos culturetes céticos, os pseudoesotéricos da "nova era" e os espiritualistas temerários que se creem totalmente da "luz".

Aos demais leitores, estudantes de filosofia oculta, filósofos metafísicos, praticantes sérios da Arte, iniciantes ou iniciados, psiconautas e livres-pensadores realmente livres de tabus supersticiosos ou dogmáticos, sejam bem-vindos!


 




 

APRESENTAÇÃO

A Via .'. Draconiana busca desenvolver a educação da Vontade, estimular o livre-pensar, a psiconáutica, a criação visionária, a autorrealização e a libertação de tabus e de entraves dogmáticos religiosos e sociais. Abrange as Ciências Arcanas e os quatro grandes pilares do conhecimento humano: ciência, religião, filosofia e arte em seus aspectos mais ocultos, criativos e práticos para a experiência da autoconsciência individual.

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LIVROS

A Cabala Draconiana
Luz e trevas interiores nos Caminhos de Sabedoria.


A Revolução Luciferiana
Liberte sua mente. Revolucione sua consciência.



Sistemagia
A Magia como Ciência, Religião, Filosofia e Arte.

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CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Conforme o Art. 5 da Constituição Federal, promulgada em 05.10.1988:

- é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato (IV);

- é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença (IX);

- é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias (VI).

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SOBRE O AUTOR

Adriano Camargo Monteiro é escritor de filosofia oculta, autor da Madras Editora e artista ilustrador. É maçom membro da ARLS 3359 (Grande Oriente de São Paulo - Grande Oriente do Brasil); membro da Ordem Rosacruz - Amorc; é afiliado à Sociedade Brasileira de Eubiose; foi afiliado à Sociedade das Ciências Antigas; foi iniciado no Culto Tao; foi membro do Movimento Gnóstico do Brasil na Nova Ordem; admitido em grupos de corrente draconiana e thelêmica.

E-mail: adrianocmonteiro@hotmail.com

http://br.geocities.com/adrianocmonteiro



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Copyright© Adriano Camargo Monteiro, 2009.
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