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O não na hora certa

Você deve se lembrar de Suzane, aquela que assassinou friamente os pais em outubro de 2002; você acha que a educação que Suzane teve, influenciou no crime cometido ? Creio que sim, mas não foi só isso, analisando o que foi dito na televisão; nestas linhas, tentarei descrever a possível educação que a Suzane teve:
“Um grande empresário e uma psiquiatra, ambos sem tempo, tiveram dois filhos. A mãe almoçava com os filhos e corria para seu trabalho. O pai não tinha tempo para almoçar com a família, poderíamos dizer que o pai só estava presente nas férias da família. Ou seja, os filhos passavam a maior parte do tempo na escola e com a empregada. O problema não é a quantidade de tempo que se passa com os filhos e sim a qualidade.”
Muitos pais, principalmente a mãe, sentem-se culpados por não terem tempo para se dedicarem aos filhos, com isso tentam tornar o escasso tempo que passam juntos o mais agradável possível, e aí que nós, pais, erramos. Pais têm que ser pais, corrigir quando necessário e gratificar o que deve ser gratificado.
Outro ponto que erramos na educação de nossos filhos, por causa de nosso sentimento de culpa, é dar presentes a “torto e direito”. Isso acostuma os nossos filhos a valorizar o bem material mais que as relações pessoais, tão necessárias na educação.
Colocar o filho em uma redoma (superproteção) e evitar que o filho tenha frustrações é errado. O filho deve ser preparado para enfrentar o mundo em que vivemos e superprotegê-lo só torna mais difícil, principalmente o mercado de trabalho, que é competitivo, individualista e com várias frustrações ao longo da vida adulta.
No caso de Suzane, ela teve tudo que uma adolescente queria ter de material: carro, roupas de marca, viagens internacionais, entre outras coisas. O que eu pergunto é: Será que teve saciada sua carência emocional, a carência de ter contato mais íntimo, como um abraço, um beijo de seus pais ou mesmo uma conversa de amiga com sua mãe?
A carência afetiva é igual a fome, uns têm mais e outros têm menos.
Acredito que Suzane nunca teve frustrações e quando seus pais pela primeira vez lhe disseram ‘NÃO’ ao namoro, ele se rebelou, junto com o uso das drogas e alguma doença mental potencializada com as drogas, ela cometeu este crime tão abominável. Acredito que só uma pessoa desequilibrada mentalmente é capaz de cometer tal crime.
Sei que este caso abalou muitos pais por todo país. Sei que educar um filho é muito difícil e de muita responsabilidade, e sei que também é muito difícil reconhecer que o filho tem algum problema, seja físico, mental ou com drogas, ninguém está livre disso. O importante é ter consciência de que os filhos devem ser criados para o mundo, e não para nós mesmos.


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