| CONTOS E CONTRA-PONTOS | |||||||||||||||
| SONETO A KRACORÉ Kracoré é menino Kracoré é menino índio Kracoré vive na cidade E o sistema sua história vai consumindo. Kracoré chora por sua gente Que foi expulsa para longe da floresta Kracoré quer voltar para casa Tocar atabaque e fazer festa. Kracoré é inteligente Sabe contar dinheiro e miçangas vender Mas Kracoré é triste: Kracoré não sabe lê. Kracoré é fura tráfego e vive não contra-mão Mas se kracoré fosse a escola Sua vida tomava outro rumo e direção. SONETO AO COLO MATERNO Tenho medo da noite Quando chove, e quando o trovão estronda no céu. Tenho medo da insônia e pesadelo Que acorda dentro de mim um monstro cruel. Sei que muito sofreria e que teria um triste fim Se o destino não houvesse me presenteado um colo macio para repousar e dormir Tuas preces para afugentar da minha mente as trevas do coisa-ruim Mãos de fadas para acariciar minha fonte e me fazer sorrir. Às vezes pressinto que estás tão cansada que chega desfalecer. A coluna dói, pernas intumescem pelo sob e desce na escada. Mas teu colo é inesgotável em amor e ternura; como se eu fosse a única razão do seu viver. Outras, que cedo adormece e que esquece de apagar a luz. Nesses dias, no aconchego do calor do teu corpo adormeço E passo noite sonhando com borboletas azuis. |
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| A REALIZAÇÃO DO SONHO | |||||||||||||||
| MEUS CONTOS - MIL AVENTURAS | |||||||||||||||
| CAÇADA AO PIRÁ-BRASÍLIA | |||||||||||||||
| O PRÍNCIPE QUE CAIU DO CÉU | |||||||||||||||
| ÁGUA RASA NO RIACHO FUNDO | |||||||||||||||
| GAMES | |||||||||||||||
| CONTOS DO POETA E ESCRITOR | |||||||||||||||
| Nome: | ANTONIO VIRGILIO DE ANDRADE | ||||||||||||||
| AVANDRADE@BOL.COM.BR | |||||||||||||||
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